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Eleição para prefeitura de Sandolândia será no dia 9 de dezembro

Candidatos eleitos serão diplomados até o dia 21 de dezembro

CPI do PreviPalmas convoca mais testemunhas

Sessões ordinárias acontecerão a partir da próxima semana

Acipa indica Davi Gouveia para ser Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico

Após afastamento de Kariello Coelho do cargo, Fabiano do Vale e membros da diretoria apontam novo nome [caption id="attachment_147466" align="aligncenter" width="620"] Davi Gouveia: ex-secretário de Comunicação na pasta de Desenvolvimento l Foto: Aline Batista/Secom Palmas[/caption] Após a pressão da Câmara Municipal de Palmas que culminou na exoneração do empresário Kariello Coelho do cargo de Secretário de Desenvolvimento Econômico e Emprego de Palmas, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), Fabiano do Vale, junto com membros da diretoria, se reuniram na terça-feira (5/11) com a prefeita de Palmas Cynthia Ribeiro (PSDB) para apresentar demandas da categoria e levar a indicação de um nome para ocupar a Pasta. Davi Gouveia, empresário há mais de 25 anos, jornalista por formação e Secretário de Comunica­ção do Estado do Tocantins durante em 1995 e 1996, foi o nome su­gerido pelo grupo de empresários. Para Fabiano do Vale, o encontro foi muito produtivo. “A nossa intenção com a reunião foi de mostrar para a prefeita que nós queremos manter o diálogo com a prefeitura, como tem sido, para que nós possamos chegar nas melhores soluções para o comércio.” A visita repercutiu na Câmara Municipal de Palmas. O vereador Filipe Fernandes (DC) defendeu, na sessão de terça-feira, 6, que a escolha do substituto de Kariello Coelho seja feita por meio de uma discussão ampla do empresariado e que uma lista tríplice deva ser enviada à prefeita. Ele afirmou que não tem nada contra o empresário Davi Gouveia, mas defendeu que o nome para o cargo não pode ser “representante de alguém”, e sim de toda a categoria. O vereador avaliou que a prefeita Cinthia acertou “grandiosamente” na exoneração de Kariello e que ela “vai agir com sabedoria” na escolha do sucessor.

Discurso de Amastha na CPI do PreviPalmas se assemelha à retórica de Lula

Ao melhor estilo Lula da Silva, o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) negou qualquer envolvimento com as aplicações financeiras temerárias realizadas pelo Instituto PreviPalmas [caption id="attachment_147461" align="aligncenter" width="620"] Ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha: "Não sei, não vi, não participei"[/caption] Ao comparecer à audiência para prestar depoimento na Comissão Parla­men­tar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Palmas, na terça-feira (06/11) Amastha, respondeu evasivamente às questões formuladas pelo presidente, Professor Júnior Geo (Pros), e pelo membro da CPI Léo Barbosa (SD). Em síntese, o ex-prefeito ora dizia ter desconhecimento dos questionamentos, ora delegava responsabilidade aos presidentes da entidade, eximindo-se no processo. Também foram ouvidos Carlos Spegiorin e Eron Bringel, atuais presidente e diretor do Conselho do Instituto PreviPalmas, respectivamente. Spergiorin afirmou ainda não poder confirmar dano ao Erário porque o valor de R$ 20 milhões investidos no Tercon tem carência de quatro anos e o dinheiro investido no Cais Mauá só pode ser retirado após 12 anos. “Seria temerário dizer que já há qualquer tipo de prejuízo”, comentou. Por outro lado, o presidente do PreviPalmas considera clara a existência de “falhas e irregularidades” nos processos que resultaram nos investimentos. Mesmo após a conclusão de que as aplicações fugiram à legalidade, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO), a Polícia Federal e as próprias sindicâncias do PreviPal­mas, tanto os depoentes quanto o ex-prefeito afirmam que ainda não se pode falar em ilegalidade. Além disso, Amastha alegou desconhecimento de ações do instituto durante o seu depoimento. Segundo ele, apesar de todas as ações terem ocorrido enquanto chefiava o Executivo, não acompanhou de perto as decisões do Conselho por conta da não desconfiança e soube da irregularidade por notícias em um jornal. “Não sei.” “Não vi.” “Não par­ticipei.” As­semelhou-se ao retórico discurso do ex-presidente Lula da Silva, que se encontra preso em Curitiba. Os primeiros questionamentos da CPI foram relacionados à estrutura do PreviPalmas. Amastha disse não ter conhecimento, nem mesmo pelas atas publicadas no Diário Oficial, das discussões feitas pelo Conselho Municipal de Previdência (CMP) sobre a necessidade de mudanças na organização do instituto, garantir maior independência e solucionar a inexistência de controle interno próprio. Na primeira vez em que alegou, houve manifestações irônicas e risos por parte do público presente. Questionado se, como gestor, era informado continuamente sobre as aplicações e movimentações dentro do PreviPalmas e se acompanhava o andamento das obras do Cais Mauá, Amastha deu resposta negativa e disse não ser sua a responsabilidade fiscalizar tais obras. “Absolutamente não. Não é do meu conhecimento”, comentou. Em relação ao critério para as indicações à presidência do PreviPal­mas, o ex-prefeito foi direto: “Sem­pre foi por articulações políticas”. Entre os cinco nomes que comandaram o instituto em sua administração, o pessebista disse que apenas dois não partiram de indicações de partidos: Marcelo Alves, que teria sido escolha pessoal, e Bruno Sevilha, uma sugestão da Procura­doria da capital. Outros três partiram do MDB, PTC e Demo­cracia Cristã (DC). Presidente da DC, Max Fleury quem comandava o instituto durante as aplicações temerárias. Vice-presidente da Câmara Mu­ni­cipal, Léo Barbosa ironizou: “A­go­ra o senhor terceiriza a responsabilidade das indicações dos presidentes. Câ­mara indicou, partidos indicaram. O senhor nunca fez nada, só obedeceu a ordens, que é o perfil do senhor”. Já o presidente da CPI, Professor Junior Geo, foi enfático: “As irregularidades ocorreram e investimentos foram feitos indevidamente. Isso porque não foram feitos em bancos oficiais, o que foge à política de investimentos e foram feitos sem passar pelo Conselho Municipal de Previdência, além de serem feitos apenas com a assinatura de dois membros, quando são necessários três. Logicamente, as pessoas que são responsáveis por esses investimentos devem ser responsabilizadas e é isso que estamos investigando nesta CPI". Em que pese alguns membros do parlamento, como os vereadores Milton Néris (PP), Rogério Freitas (MDB) e Lúcio Campelo (PR), se mostraram insatisfeitos por não possuírem direito de inquirir as testemunhas, a audiência, segundo o presidente Junior Geo, seguiu os trâmites do Art. 40 do Regimento Interno. Logo após a sessão, Amastha se eximiu da suposta culpa, uma vez que, segundo ele, as indicações à presidência eram políticas. “Den­tro da gestão pública existe a composição e se governa desta maneira. Cada um tem sua responsabilidade dentro da gestão. Tenho certeza que nunca me eximi a cumprir a minha. Em momento algum, alguém pode dizer que eu errei. Se alguém errou, certamente não foi o prefeito”, defendeu. Ainda serão ouvidos na próxima semana Marcelo Alves, ex-presidente do PreviPalmas Maria Cristina Carreira, coordenadora do projeto de auditoria pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe) e Antônio Chrysippo Aguiar, ex-presidente do PreviPalmas e denunciante da CPI. Ainda estão em andamento as intimações de Maxci­la­ne Machado Fleury, também ex-presidente do PreviPalmas, Fábio Cos­ta Martins, ex-diretor de investimentos do PreviPalmas, e Christian Zini, ex-secretário de finanças de Palmas.

Dona Iris | Foto: divulgação
Não procede que Iris Araújo assumirá vaga de deputada ou será secretária de Caiado

Convocar três deputados para arranjar uma vaga para a emedebista em Brasília? Uma ideia que contraria o bom senso

De saída do PHS, governador reeleito no Tocantins deve ir para o PP

Partido de Mauro Carlesse não passou por "cláusula de barreira"

Tocantins não contribuirá com a governabilidade de Bolsonaro, caso seja eleito

Segundo as últimas pesquisas, o candidato do PSL cresceu de 1% para 5,5%, o que é insuficiente para virar o jogo

Amastha pode ser convocado para depor na CPI do PreviPalmas

O ex-prefeito da capital foi citado como responsável pelas aplicações temerárias no relatório do PreviPalmas

Osires adere ao discurso populista durante campanha

A busca do voto é mesmo incessante e localidades onde o ex-chefe Poder Legislativo jamais havia pensado em pisar hoje são colégio eleitoral em potencial

Folha Filho pede recursos para o Bico do Papagaio, mas não investe na região

O vereador de Palmas e candidato a deputado estadual visitou alguns povoados, além das cidades de Nazaré e Luzinópolis, região de onde ele é natural

Por que Simoni não herda os votos de Bolsonaro?

[caption id="attachment_134054" align="aligncenter" width="620"] Cesar Simoni ao lado de Jair Bolsonaro: o primeiro não apresenta os mesmos resultados do segundo nas pesquisas[/caption] O candidato a governador Cesar Simoni (PSL) não é político de golpes baixos nem de expressões grosseiras, o que já foi demonstrado nas entrevistas à época em que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública, bate-papos informais ou declarações à imprensa quando provocado acerca de temas polêmicos. Trata-se de um camarada comedido, mas, dicotomicamente, irredutível e implacável em suas posições. Simoni é homem de levar o adversário às cordas sem ferir a regra do jogo, porque foi obrigado a aprender o ofício, enquanto exerceu o cargo de promotor de Justiça. É capaz de engolir alguns sapos, todavia, só até onde considera suportável. Isso ficou claro em suas declarações, no início de agosto, ao Jornal Opção e a outros veículos de comunicação sobre a Operação Jogo Limpo, da Polícia Civil. Mesmo desvinculado da pasta de Segurança Pública desde o mês de março, ele foi acusado, injustamente, por alguns vereadores de Palmas de ser o “mentor” da referida operação. A resposta veio a caráter. Simoni provou sua capacidade de gestão enquanto esteve no comando da Segurança Pública e organizou, com ideias inovadoras, criativas e muita responsabilidade, os problemas deixados pelo governo anterior. Aliado a isso, o ex-promotor de Justiça possui um passado profissional sem quaisquer máculas. Tem o perfil ideal, portanto, na visão de muitos eleitores, para ser governador. Entretanto, apesar do currículo, a campanha de Simoni ainda não decolou. É como se ele possuísse uma mina de ouro subterrânea, mas não tem capital para comprar o maquinário necessário para explorá-la. Talvez fosse como se possuísse um avião tipo Boeing, mas sem gasolina, sem comandantes, e muito menos dinheiro para colocá-lo e mantê-lo no ar. Bolsonaro Essa mina de ouro ou esse Boeing é nada mais do que o fato de ser o candidato a governador do Tocantins do presidenciável, e líder em todas as pesquisas sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL). Observa-se que, entre os mais de 5,5 milhões de seguidores inscritos na sua página do Facebook, cerca de 400 mil são eleitores tocantinenses. Ora, então por que esses votos ainda não foram transferidos a Simoni, se na última pesquisa divulgada pelo instituto Vetor, encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), Bolsonaro lidera com folga e alcança 23% das intenções de votos no Estado? Talvez sejam erros de estratégia dos coordenadores da campanha, por não gravarem vídeos com o presidenciável solicitando que seus eleitores votem também em Simoni. Talvez seja pura escassez de recursos para engatilhar outras ações político-partidárias. Talvez seja porque os adversários estejam em campanha desde abril, em razão da eleição suplementar, enquanto o governadoriável do PSL só começou a campanha em no último dia 16. Não se sabe ao certo e não cabe aqui fazer pré-julgamentos. Contudo, o fato de não ser bastante conhecido em âmbito estadual – exatamente por não ser político profissional – mas, possuir uma ficha “pra lá de limpa”, pode se transformar num indicativo de acerto sob a ótica do eleitorado, contrariando a interpretação dos políticos e jornalistas setoriais. Política tradicional Simoni pode surfar, por exemplo, na onda levantada por Marlon Reis (Rede) na eleição suplementar: de ilustre desconhecido a detentor de quase 60 mil votos, em uma campanha com parcos recursos e que se baseou na suposta honestidade do candidato e sua ficha limpa. Porém, ao atrair o PT e o PV para sua coligação, Reis rasgou deixou-se contaminar. Jogou fora, numa só tacada, mais da metade dos votos que obteve na eleição extemporânea, porque as condutas dos caciques dos dois partidos, o PT em âmbito nacional e o PV em âmbito estadual, são totalmente contrárias aos preceitos da Lei da Ficha Limpa, que ele tanto se orgulha de ter ajudado a criar. Além disso, anteriormente, Marlon Reis se declarou totalmente contrário a alianças com as oligarquias, familiocracias ou ainda a quem houvesse exercido cargos públicos que levaram o Estado do Tocantins ao que ele classificou como lamaçal. Mas seu candidato a senador é o deputado federal Irajá Abreu (PSD), filho da senadora Kátia Abreu (PDT). Assim, o termo da “ficha limpa” está sem dono no momento. Simoni, se quiser, pode se apoderar deste discurso e, cooptar esta onda, arregimentando os eleitores de Marlon Reis, que demonstraram insatisfação com os atuais modelos de gestão, como também com seus executores, ora candidatos. Caso seja isso mesmo, haverá uma dificuldade adicional na perspectiva dos adversários que pretendem desmontar a candidatura do inesperado concorrente. Vão precisar tomar cuidado para não transformá-lo em uma doce vítima do “poder econômico” ou do “pragmatismo e proselitismo da velha política” que aí está. Contra a tese do candidato refratário à política tradicional, existe a realidade nua e crua: as necessidades do caixa da campanha, advindas apenas de um ínfimo fundo partidário, exatamente porque ele se nega a receber doações espúrias, além do reduzido tempo de rádio e televisão e dos acordos partidários que pouco agregaram, que incluem até mesmo o apoio a outros candidatos majoritários, por parte dos candidatos proporcionais. Condutas estas totalmente contrárias aos interesses de Simoni. Há, por fim, o outro lado da realpolitik: quem tem o poder de decisão é o povo e, caso ocorra o fenômeno da transferência de votos de Bolsonaro para Simoni, isso dá ao jogo igualdade de condições.

Kátia Abreu busca apoio suprapartidário para pedetista Ciro Gomes no Tocantins

[caption id="attachment_134053" align="aligncenter" width="620"] Senadora Kátia Abreu
é candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes: momento “ímpar” para Tocantins[/caption] A senadora Kátia Abreu (PDT), candidata a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT), conclamou, durante entrevista coletiva, os líderes políticos do Estado e toda a população a unirem forças pela eleição do pededista, com a perspectiva de que pode ser uma importante oportunidade para o Tocantins ter uma tocantinense eleita como vice-presidente da República. “Peço, humildemente, que as forças políticas de todo o Tocantins se unam em torno da candidatura de Ciro Gomes, porque esse é um momento ímpar para o nosso Estado”, avaliou a senadora. Na coletiva, Kátia Abreu falou do plano de governo para o Brasil e frisou que consertar as contas públicas é prioridade para garantir empregos e investimentos. “O plano envolve ações que devem alcançar esse objetivo em dois anos. Nos seis primeiros meses de mandato, já serão feitas mudanças importantes e os brasileiros vão perceber os avanços que serão alcançados na vida de cada cidadão”, destacou.

Alckmin promete duplicar a BR-153 para aumentar renda no Tocantins

[caption id="attachment_134051" align="aligncenter" width="620"] Presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, em meio a lideranças do partido no Tocantins durante evento em Gurupi[/caption] O deputado estadual e candidato à reeleição Olyntho Neto (PSDB) recebeu, na quarta-feira, 22, em Gurupi, o candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB), que esteve em eventos de campanha no município. A comitiva fez visita à indústria de cereais da cidade e a um frigorífico. Além disso, os candidatos participaram de uma caminhada na Avenida Goiás, uma reunião com empresários e um comício na parte da noite. Para Olyntho, “Geraldo Alck­min é o mais preparado para administrar o país, por sua história, experiência e, principalmente, pelas propostas que atendem às necessidades da população brasileira”. Entre as propostas do presidenciável mencionadas por Olyntho estão a realização de diversas reformas, como a tributária e a política, que inclui o fim do voto obrigatório. Duplicação Após solicitação do ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSDB), Geraldo Alckmin garantiu que, se eleito, atuará para a duplicar a rodovia federal BR-153, com o objetivo de garantir o desenvolvimento do Estado e segurança aos bra­si­leiros que utilizam a via. "Vamos duplicar, sim, a BR-153. Rodovia duplicada vai trazer mais empresa, mais renda e mais segurança para a população", afirmou Alckmin a populares em reunião na feira da Rua 13. "O Tocantins é o Estado que é potência no agronegócio, no turismo, e precisa de infraestrutura para se desenvolver", complementou o candidato do PSDB. Candidato a governador do Tocantins, Amastha ressaltou a importância da proposta. "O futuro do Brasil passa pelo Tocantins e o futuro do Tocantins passa por Gurupi. O presidente Alckmin sabe disso e, por isso, dedicou seu tempo para estar aqui. Para nós, é uma honra. Ele tem visão e sabe que o Tocantins é uma terra de oportunidades", disse o pessebista. O governadoriável pelo PSDB des­tacou a necessidade de o Sul do Estado voltar a ser potência econô­mi­ca. "Gurupi é o corredor de riqueza do nosso Estado. Por aqui pas­sa toda a riqueza", frisou A­mastha ao pedir a duplicação da rodovia BR-153, também chamada de Belém-Brasília. Em seu discurso, Alckmin fez elogios a Amastha por sua atuação como prefeito de Palmas por mais de cinco anos e a composição de sua chapa para o governo do Estado. "Amastha foi um grande prefeito e será um excelente governador. Ele escolheu para vice alguém que tem estatura de governador, um empre­endedor", disse, em referência a Oswaldo Stival (PSDB), candidato a vice na chapa. Plano de governo Por sua vez, Amastha aproveitou o mo­mento para sublinhar alguns pon­tos de seu plano de governo, como desburocratização da máquina pública para favorecer a geração de mais emprego e iniciativas para atrair mais empresas, além de atuar a fim de proporcionar condições a segmentos produtivos, como o comércio e zona rural, que podem se fortalecer. "Isso é desenvolvimento econômico. O tocantinense não está atrás de esmola, mas de oportunidades." Apoio Em seu pronunciamento, o senador Ataídes Oliveira (PSDB) dirigiu-se a Alckmin como o futuro presidente do Brasil. Candidato à reeleição, Ataídes disse que é orgulho para o Tocantins recebê-lo, fato que demonstra o seu “compromisso com o Estado”. O senador Vicentinho Alves (PR), outro que busca se reeleger, também teceu elogios a Alckmin, classificando-o como o “mais preparado” para governar o Brasil. Ao pedir voto a Amastha, Vicentinho destacou que o pessebista foi um grande prefeito da capital. "Quem vai a Palmas sai seguro e, com tranquilidade, vota em Amastha para entregar o Tocantins a este bravo líder e excelente gestor", afirmou. O prefeito de Gurupi (PSDB), Laurez Moreira, corroborou e ressaltou a condição de gestor de Amastha. O tucano afirmou que o ex-prefeito de Palmas fez uma gestão transformadora. Em relação a Alckmin, declarou que o presidenciável é o “mais capacitado” o para mudar a realidade do Brasil. Durante o evento, foi apresentado um vídeo com depoimento da prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), que reforçou o apoio à campanha de Alckmin e, ao citar Amastha, declarou que segue o trabalho de dar sequência à “gestão inovadora” de seu antecessor à frente da prefeitura. Oswaldo Stival expressou que um dos principais objetivos do grupo é assumir o governo do Estado para “gerar emprego e oportunidades” aos tocantinenses.

Amastha perde apoio de lideranças do MDB

[caption id="attachment_134049" align="aligncenter" width="620"] Carlos Amastha (PSB), candidato a governador, perde apoio de peso[/caption] Tudo tem seu preço. A vida é semelhante a um bumerangue: tudo que vai, volta. O ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), tem vivido essa máxima na pele. Suas palavras causaram impactos e seus efeitos transformaram-se numa carga pesada. É comum ouvir: “Ah, mas a im­pren­sa pega demais no pé do A­mastha”. Quem dera fosse perseguição. Longe disso. A verdade é que, quando comandava a prefeitura de Palmas e acreditava não precisar de ninguém, Amastha falou o que quis. Hoje, ouve o que não quer. Além disso, atualmente, é rejeitado por muitos e ouvido por pouco. Isso, naturalmente, traz reflexos e tal fato deve ser noticiado e repercutido. A avalanche de notícias jornalísticas, artigos e comentários acerca dos retrocessos do ex-prefeito é bastante comum na imprensa tocantinense. Muitos possíveis aliados, que, a princípio, iriam garantir votos a ele pelo interior estão se distanciando. O deputado estadual pelo Stalin Bucar (PR), por exemplo, manteve sua fidelidade ao senador e candidato à reeleição Vicentinho Alves (PR), mas rejeitou de pronto Amastha. “O candidato lança uma candidatura em uma convenção e dias depois renuncia. Qual a confiança que teremos num elemento deste? Nenhuma. Essas coisas que ele fez político sério não faz. Perdeu totalmente a credibilidade no meu ponto de vista. E eu não seria irresponsável a ajudar a eleger um governador que, de repente, poderia abandonar o Estado”, justificou Bucar. Já os parlamentares Luana Ri­bei­ro e Olyntho Neto, ambos do PSDB, mantiveram seus compromissos com senador e candidato a reeleição Ataídes Oliveira (PSDB), mas excomungaram Amastha, candidato a governador escolhido pela coligação do partido. A classificação de todos os políticos tocantinenses como “vagabundos” ainda não desceu goela abaixo dos referidos de­putados e nem de outros políticos. O grupo do ex-prefeito de Nazaré Clayton Paulo (PTB), apoiou Amastha na eleição suplementar, mas decidiu trabalhar pela reeleição do governador Mauro Carlesse (PHS). A pequena cidade, diga-se de passagem, deu a maior vitória proporcional para Amastha na suplementar. Segundo Clayton Paulo, os últimos acontecimentos envolvendo o ex-prefeito de Palmas dificultaram o apoio do grupo. “Ele tem afastado muita gente dele, inclusive do nosso grupo. Tínhamos vereadores que o apoiaria, mas, depois de sábado [18], criou uma resistência muito grande pelas atitudes do Amastha, pela forma com que ele vem conduzindo esta campanha. Pesou muito isso”, disse Clayton Paulo, em uma referência ao fato do governadoriável do PSB ter se recusado a subir no palanque em Sítio Novo em razão da presença do ex-governador Marcelo Miranda (MDB). Para ele, a forma como Amastha vem conduzindo sua campanha demonstra “incoerência”. “Com essa alternância de pensamento, do tipo ‘hoje sou candidato, amanhã não sou’, ‘quero o MDB, mas não quero o Marcelo Miranda’, fica muito difícil. É incoerente. Algumas pessoas citaram isso na reunião”, lembrou. Outros prefeitos, como Itair Martins (PSB), de Rio Sono, Renan Cer­queira (PR), de Porto Alegre, Miranda Taguatinga (PV), Tagua­tin­ga e Suelene Lustosa Matos (PSD), de Lizarda, já desembarcaram do navio colombiano para se juntar à frente liderada pelo governador Carlesse. O fato de Amastha, pela conveniência política, ter aceitado o MDB na coligação, mas não querer posar ao lado de Marcelo Miranda e Dulce Miranda no comício de Sítio Novo, e também no Bico do Papagaio, trouxe reviravoltas dentro do seio emedebista. Um dos mais revoltados e incisivos foi o suplente de deputado federal, atualmente em exercício, Freire Junior. A revolta no partido foi tamanha que a Executiva Estadual do MDB se reuniu na quarta-feira, 22, para discutir o imbróglio e resolveu, por fim, liberar os candidatos do partido a levar o apoio a quem quiser e não mais exclusivamente a Amastha. O prefeito de Paraíso, Moisés Avelino (MDB), foi enfático: “Eu expliquei a razão, já que ele me perguntou o porquê. Eu disse que era em função das declarações dele durante essa caminhada de muito tempo para cá, em que postou nas redes sociais que, dos políticos velhos do MDB e do Tocantins, ninguém prestava, que tinha que renovar tudo. Eu disse a ele que me incluía dentro desses políticos velhos. Portanto, reafirmei ao Amastha que eu não tinha condições de apoiá-lo”. Já o presidente estadual da sigla, Derval de Paiva, segue a mesma linha de raciocínio e, em troca, a deliberação do partido foi a indicação o próprio Derval como suplente do senador Ataídes Oliveira (PSDB), ocupando um espaço que, anteriormente, o MDB não havia feito questão de ocupar. Justamente por esta razão, os prefeitos emedebistas das cidades de Almas e Bernardo Sayão, Wagner Nepo­muceno Carvalho e Maria Benta de Mello Azevedo, respectivamente, já optaram por abandonar Amastha e apoiar Mauro Carlesse. Por sua vez, o ex-governador Marcelo Miranda e a ex-primeira-dama e deputada federal Dulce Miranda participaram da reunião e se mostraram indignados com a postura de Amastha, deixando claro que não aceitam mais apoiar a candidatura do ex-prefeito de Palmas. Dessa forma, Amastha está ilhado e sem apoios de peso. Não será surpresa, portanto, se sua votação, em outubro, for inexpressiva. O maior adversário do pessebista é ele mesmo. l