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Com 4 nomes, a briga vai ser boa no PMDB

Os pré-candidatos do partido ao governo são Ronaldo Caiado, Daniel Vilela, Maguito Vilela e, claro, Iris Rezende, que, enquanto houver eleição, estará sempre no páreo

Cida Tomazini deve trocar PSDB por PMDB e disputar mandato de deputada estadual

Prefeita de Pires do Rio e o marido, o ex-deputado Chico Tomazini, se preparam para deixar a base

Mais de 90 cidades goianas terão sistema biométrico nas próximas eleições

Estado de Goiás terá o maior número de municípios que passará pelo recadastramento em todo o País

Base aliada estadual ganhou força

As eleições municipais têm importância relativa em relação às disputas de governo estadual, mas é um dos componentes que formam a força de um grupamento [caption id="attachment_16964" align="alignleft" width="620"]Após as eleições deste ano, outra pessoa ocupará o Palácio das Esmeraldas e não poderá ser Marconi Perillo ou Iris Rezende|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Palácio das Esmeraldas: a eleição municipal tem um foco lá|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Afonso Lopes Partido ou grupamento que vence majoritariamente as eleições municipais torna-se imbatível na disputa pelo governo do Estado dois anos depois? Claro que não. Tampouco as eleições nas cidades são uma prévia do que vai se disputar no Estado. Trata-se, na verdade, da composição dos muitos aspectos que terminam por montar situações favoráveis ou não. É por essa razão que deputados estaduais e federais, senadores e governador fazem o possível para vencer na maioria dos municípios. É a formação da chamada base, o alicerce inicial do que se poderá construir depois. Isso posto, o resultado das eleições deste ano animaram as forças que compõem a chamada base aliada estadual, esmagadoramente vitoriosa em número de prefeitos e vereadores. Isso abre espaço para a preparação de um cenário bem mais favorável para a disputa de 2018, que deve ser bastante intensa tanto entre os governistas como entre os opositores. Projeto Os prefeitos que venceram agora e que vão assumir seus cargos a partir de janeiro devem encontrar “casas”, na maioria das vezes, completamente arruinadas. Há o fator histórico que pesa contra as máquinas administrativas municipais, geralmente paquidérmicas, agravadas pela gravíssima crise econômica que secou fontes importantes de financiamento das cidades, além da estupidez que é o pacto federativo brasileiro, que termina por concentrar quase completamente o bolo tributário em Brasília. Se os Estados sofrem com receitas baixas, as cidades praticamente dependem de oxigênio financeiro externo em tempo integral. É certo também que esses prefeitos eleitos precisaram prometer mundos e fundos para seduzir seus eleitores. Faz parte do jogo. Os candidatos derrotados também fizeram muitas promessas. A diferença entre eles é que os primeiros é que vão ser cobrados pela população. Mas essa cobrança não será imediata. Quem chega recebe uma espécie de salvo-conduto que costuma girar entre seis meses e até um ano. Basta que se apresente como um líder realmente confiável e criativo. Mais do que isso, que use a transparência como uma boa e positiva arma para se proteger das críticas iniciais. Fora isso, é torcer para que a crise econômica comece efetivamente a ser superada já no ano que vem, como se acredita. Esse desempenho dos prefeitos é importante para a tal montagem do cenário para a disputa estadual, que no final das contas é considerado como um projeto político de governistas e de opositores. São os prefeitos e vereadores que formam a base das candidaturas a deputado estadual e federal, fator preponderante na montagem de chapas competitivas tanto para o governo como para o Senado. É possível vencer a disputa pelo Palácio das Esmeraldas sem essa competitividade? Possível, é, como se viu em 1998 quando Marconi Perillo derrotou Iris Rezende tendo o apoio de apenas 20 e poucos prefeitos, mas é extremamente complicado. Aquela foi uma eleição completamente atípica, e que provavelmente não vai se repetir em sua atipicidade tão cedo. Assim, e tecnicamente, pode-se afirmar que, sem nenhuma dúvida, as forças governistas venceram o primeiro round da grande batalha de 2018. Mais do que isso, mostra que esse eixo político permanece como referencial no Estado. Prova disso é que as vitórias foram colhidas em todos os quadrantes, e não em uma ou duas regiões, e em cidades de todos os portes, das menores às mais densamente povoadas. Um velho problema dos opositores permanece aparentemente sem qualquer solução: a falta de projeto alternativo. A oposição atua em cima de situações conjunturais, e portanto possíveis de transformação, e não política e administrativamente estruturais. Faz-se oposição ao governo porque não está no governo. Não se formula a alternativa aquilo que aí está. A oposição precisa desenvolver um projeto que vá além da mera troca de comando do Estado. E isso, obviamente, é ir muito além da fulanização da disputa. Enquanto a base aliada estadual continuar se mostrando viável e a oposição bater apenas na tecla da mudança sem apresentar o que e como mudar, haverá sempre a imensa possibilidade de as bases municipais permanecerem como um dos elementos que formam a vitória na disputa estadual. Para 2018, o jogo começou com a base aliada estadual à frente. Ainda há tempo para os opositores igualarem as possibilidades, mas sem um projeto política e administrativamente alternativo não vai dar. Mais uma vez. l

Ronaldo Caiado só abre mão de disputar o governo de Goiás se Iris Rezende for candidato

O senador Ronaldo Caiado só abre mão de disputar o governo de Goiás se o candidato do PMDB a governador for Iris Rezende.

Lula é nome mais lembrado pelo eleitor, mas Aécio venceria no segundo turno

Em levantamento feito com 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 Estados, ex-presidente petista lidera no primeiro turno, mas perderia na votação final

Marconi é nome capacitado para disputar eleição a presidente da República, diz Aécio

Ao ser questionado sobre o convite feito pelo PSD ao governador goiano para mudar de partido e ser candidato a vice-presidente na chapa com ele, o presidente nacional do PSDB afirmou que o nome do tucano de Goiás é colocado por filiados de todo o País como referência

José Eliton se apresenta para oposição

Na reabertura dos trabalhos legislativos, vice-governador sai da defesa e parte para o ataque contra oposicionistas dando o tom para 2018

Com Daniel Vilela, PMDB fecha a porteira para Caiado

Ascensão do deputado e obstinação do senador podem dividir oposição e favorecer José Eliton, repetindo o que aconteceu em 1994

Gomide, Maguito e Daniel em aliança contra a base Marconista

[caption id="attachment_56020" align="aligncenter" width="620"]Antônio Gomide, Maguito e Daniel Vilela: união de Anápolis, Aparecidade de Goiânia e capital contra a base aliada Antônio Gomide, Maguito e Daniel Vilela: união de Anápolis, Aparecidade de Goiânia e capital contra a base aliada[/caption] O raciocínio é simples. Minar a base aliada do governador Marconi Perillo (PSDB) no processo de sucessão ao governo estadual em 2018, nas três principais cidades goianas: Goiânia, a capital, Apa­re­cida de Goiânia e Anápolis. Isso sig­nifica que, a partir das eleições mu­nicipais deste ano, pode ser iniciado um processo de efetivação de uma aliança política envolvendo o pre­feito de Aparecida, Maguito Vi­lela (PMDB), o deputado federal Da­niel Vilela (PMDB) e o ex-prefei­to de Anápolis Antônio Gomide (PT). Mas afinal, como se daria esta aliança política abrangendo duas siglas que, internamente, são divididas por grupos e tendências com longo histórico de falta de unidade partidária? Tudo dependerá da sobreposição do grupamento liderado por Maguito em relação ao do cacique Iris Rezende. Se os Vilelas conseguirem sobrepor o decano peemedebista da liderança da legenda, o caminho estaria aberto para a consolidação da aliança com o PT da tendência de Gomide e de seu irmão, o deputado federal Rubens Otoni (PT). A partir daí, a engenharia política para definição de cabeça de chapa, vice e Senado seria uma discussão sobre a qual não é possível fazer projeções neste momento. O estágio inicial se concentrará na formatação de uma ampla frente política que uniria três players políticos, respectivamente de Goiânia, Apa­recida e Anápolis. Ou seja, três “grandes” dos maiores colégios eleitorais de Goiás. É de ressaltar que nestas cidades, com exceção de Anápolis, o PSDB de Marconi e partidos aliados nunca apresentou grande rendimento eleitoral. Antônio Gomide teria a missão de tomar os votos dos tucanos em Anápolis. Eleito prefeito duas vezes (2008 e 2012), sua administração na “Manchester Goiana” foi uma das mais bem avaliadas da história da cidade. Os índices de 80% de popularidade à frente do Executivo municipal anapolino o credenciaram a disputar o governo em 2014. Apesar do revés nas urnas, o petista conseguiu ganhar de todos os candidatos no primeiro turno em Anápolis. Fato que demonstra grande capital político que será de fundamental importância para a reeleição do prefeito João Gomes (PT) em 2016 — e para os planos eleitorais de 2018. Em ascenção Já Daniel Vilela é uma força em ascensão. Vereador por Goiânia, deputado estadual por uma legislatura e, atualmente, deputado federal, o peemedebista sempre obteve votação expressiva na região metropolitana e em Jataí — município da região Sudoeste do Estado. Jovem, de boa estampa, trato fácil com aliados e adversários, o filho de Maguito tem afiado seu discurso e preparado novos planos que o levam para caminhos mais notórios na política. É inegável que o Palácio das Esmeraldas esteja em seu radar. Apesar de ter sofrido duas derrotas seguidas (2002 e 2006) na tentativa de retornar a chefia do governo estadual, Maguito Vilela recomeçou do zero sua carreira política ao assumir a desafiante tarefa de governar Aparecida de Goiânia. Sua gestão tem agradado os aparecidenses, fato que explica ter sido eleito duas vezes (2008 e 2012) ao Executivo do segundo mais populoso município de Goiás. Como se nota, este provável eixo pode fechar, eleitoralmente, os três principais municípios ao PSDB e as siglas que compõem a base aliada. Sobrou a região do Entorno do Distrito Federal, que deverá ser uma “Stalingrado” na batalha por votos. Deve-se ressaltar que este cenário é distante, mas seus ruídos já podem ser ouvidos neste ano de eleições municipais. A base para que a aliança política entre o clã dos Vilela e dos Gomide se viabilize, inevitavelmente, passará por 2016. Portanto, para quem observa atentamente a política goiana, é bom ficar de olho.

Preferência na base aliada é de José Eliton, mas lista é grande

Com Marconi fora do páreo, montagem do quadro eleitoral é só indefinição

Sucessão de Marconi poderá ter quatro candidaturas fortes

José Eliton e Lúcia Vânia, pela base aliada, podem enfrentar Ronaldo Caiado e Daniel Vilela pelas oposições em 2018

O fator Eliton no PSDB

Pouso do vice-governador no ninho tucano é parte da engrenagem eleitoral que está sendo preparada para sucessão estadual

Igor Montenegro pode ser candidato a deputado federal? Pode. Mas está focado no Sebrae

O superintendente do Sebrae, Igor Montenegro, pode disputar mandato de deputado federal em 2018? É possível. Executivo do primeiro time, de rara eficiência, Igor integra o grupo de apostas políticas do governador de Goiás, Marconi Perillo. Porém, no momento, Igor Montenegro só pensa em gerir bem o Sebrae. O projeto Sebrae Itinerante faz o maior sucesso

Modelo russa assume lugar de Fernanda Lima na Fifa

Aos 33 anos, Natalia Vodianova é mãe de quatro filhos e já estrelou campanhas de grandes marcas, Calvin Klein, Gucci e Louis Vuitton