Ao ser questionado sobre o convite feito pelo PSD ao governador goiano para mudar de partido e ser candidato a vice-presidente na chapa com ele, o presidente nacional do PSDB afirmou que o nome do tucano de Goiás é colocado por filiados de todo o País como referência

Para Aécio, Marconi é capacidato e tem sido citado com um dos líderes nacionais do PSDB que pode sim ser o candidato a presidente em 2018 | Foto: André Costa/Jornal Opção
Para Aécio, Marconi é capacitado e tem sido citado com um dos líderes nacionais do PSDB que pode ser o candidato a presidente em 2018 | Foto: André Costa/Jornal Opção

“Eu quero dizer que o governador Marconi Perillo é um nome colocado hoje não apenas pelos seus aliados aqui em Goiás, mas por companheiros do PSDB de várias partes do País como possível candidato não à vice, mas a presidente da República.” A declaração do presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), foi dada momentos antes do início do encontro estadual do partido em Goiás no Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, no setor Nova Vila, na manhã deste sábado (27/2).

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Para Aécio, que foi questionado sobre uma possível saída de Marconi do PSDB para ser candidato a vice-presidente pelo PSD ao lado do senador como presidenciável, o governador de Goiás “tem todas as credencias” para ser um líder tucano no processo eleitoral em 2018, com chances reais de ser o nome indicado pelo partido para concorrer à Presidência da República.

“O PSDB não tem uma candidatura colocada, o PSDB tem a virtude de ter quadros altamente qualificados. E no momento certo essa decisão será tomada pelo conjunto do partido”, explicou o presidente nacional tucano. De acordo com o senador mineiro, Marconi é “um dos quadros mais qualificados que o PSDB tem”, inclusive para liderar “a nossa campanha presidencial”.

Segundo o presidente nacional da sigla, o momento é de dedicação ao que ele considera essencial, que é governar Goiás e continuar a fazer com “esmero”, “coragem” e “método”.

“Não fosse o ajuste fiscal prévio que o governador já vinha fazendo nos últimos anos, essa situação trágica por que passam praticamente todos os estado brasileiros seria ainda mais dramática. Hoje não há governo que tenha recursos, não há governo que tenha perspectiva de aumentar investimentos. Existem alguns que se precaveram. Existem alguns que tiveram a coragem de, percebendo a crise, tomar medidas de contenção”, afirmou Aécio.

O tucano de Minas Gerais declarou que Marconi é um exemplo de coragem na administração estadual pelo “número enxuto de secretarias, pela estrutura enxuta de comando e, sobretudo, pela coragem do governador”.

Ao ser questionado pelo Jornal Opção sobre o processo em andamento de implantação de Organizações Sociais (OSs) na gestão das escolas estaduais e como o assunto é tratado com o presidente nacional tucano, Aécio se limitou a comentar que “essa é uma questão estadual” e preferiu não responder à pergunta.

Aécio veio a Goiânia acompanhado do presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, e do líder da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, o deputado federal Antônio Imbassahy (BA).

Discurso de campanha

Em seu discurso, que durou 12 minutos e 30 segundos após ser anunciado pelo locutor do evento como “o líder da oposição do Brasil”, Aécio abriu sua fala com o comentário de que, ao chegar ao Parque de Exposições Agropecuárias de Goiânia, “se o Brasil fosse o corpo humano, Goiás seria o coração”.

“Nenhum, de tanto qualificados líderes do PSDB, foi tão solidário, deu tantos bons exemplos ao Brasil como o governador Marconi Perillo. Em todos. Eu sou a principal testemunha.” Aécio disse que “a voz serena e o apoio” do goiano nos momentos difíceis, que não foram poucos, sempre existiram.

Além de usar grande tempo de seu discurso para criticar a política administrativa do governo federal liderado pela presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente nacional tucano disse ao deputado federal e pré-candidato a prefeito de Goiânia Giuseppe Vecci que a militância de todo o País do PSDB “vai baixar em Goiânia” para dar a vitória a Vecci em outubro.

O senador de Minas Gerais desejou boa sorte e disse confiar na capacidade do vice-governador José Eliton, que assumiu nessa semana o cargo de secretário estadual de Segurança Pública.

Eleições de 2014

Aécio lembrou que venceu as eleições em Goiás e que se o Goiás fosse o Brasil teria vencido em outubro de 2014 a reeleita presidente Dilma, que ele se refere como ter combatido uma “organização criminosa”. “Somos nós o contraponto a esses que venceram.”

Ao encerrar seu discurso, o líder nacional dos tucanos disse que o PSDB vai voltar em pouco tempo a governar o Brasil “para o bem dos brasileiros”.

“A crise por que passa o Brasil hoje, a maior da nossa história contemporânea, ela tem nome e ela tem sobrenome. A crise se chama Dilma Rousseff. E se a presidente da República tiver a grandeza para compreender que com ela o Brasil não retoma o seu processo de crescimento, deve a presidente da República deixar espontaneamente o Palácio do Planalto.”

Reação do público

As críticas ao governo federal, para uma plateia formada praticamente por políticos e militantes do PSDB, eram acompanhadas por palmas, em alguns momentos tímidas e em outros mais efusivas, mas não chegaram a ser uma manifestação unânime da plateia. Parte do público preferiu não se manifestar sobre os ataques ao governo federal.

Com a ausência dos deputados federais Waldir Soares, o delegado Waldir, que está de saída quase confirmada do partido, e Fabio Sousa, participaram do encontro estadual do PSDB a bancada goiana da Câmara dos Deputados, prefeitos, vereadores, o vice-governador e secretário de Segurança Pública José Eliton, o senador Wilder Morais (PP), o deputado federal Roberto Balestra (PP) e a secretária estadual Lêda Borges.

O presidente do PSDB do Distrito Federal, deputado federal Izalci Lucas Ferreira, o deputado estadual Santana Gomes (PSL), os pré-candidatos de Goiânia, o deputado federal Giuseppe Vecci, e o de Anápolis, vereador Fernando Cunha Neto, também participaram do encontro.

Também estiveram no evento o presidente estadual do PSDB Afrêni Gonçalves, o presidente metropolitano Rafael Lousa, presidentes e representantes da juventude e de outras alas do partido goiano, políticos e filiados de diferentes cidades de Goiás.