Defesa póstuma na UFRJ marca homenagem a pesquisador goiano encontrado morto na Argentina
27 maio 2026 às 18h52

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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realiza, nesta quinta-feira, 28, a defesa póstuma do doutorado do pesquisador e professor goiano Danilo Neves Pereira. O ato solene é organizado pela Faculdade de Letras e pelo Programa Interdisciplinar de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da instituição fluminense.
A cerimônia acontece a partir das 17h e será aberta ao público e também transmitida ao vivo pela internet, por meio do canal do YouTube @LetrasUFGoficial.
Em nota, a UFRJ convidou colegas, docentes, discentes e demais interessados para acompanhar a transmissão e prestigiar o momento, classificado pela universidade como a “coroação do trabalho acadêmico de Danilo Neves Pereira”, além de uma oportunidade para honrar a memória do pesquisador.

Relembre o caso
Danilo Neves Pereira, de 35 anos, foi encontrado morto no dia 20 de abril deste ano, em Buenos Aires, na Argentina, onde morava há cerca de seis meses e lecionava para crianças.
Antes de se mudar para a Argentina, Danilo viveu no Rio de Janeiro, período em que cursou as disciplinas do doutorado na UFRJ e estruturou a tese que estava prestes a defender. Danilo também atuou por 12 anos como professor no Centro de Línguas da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde deixou um legado de excelência acadêmica e facilidade em construir amizades.
O desaparecimento e a investigação
O pesquisador foi dado como desaparecido em meados de abril, após enviar uma última mensagem a um amigo indicando que visitaria uma pessoa que conheceu por meio de um aplicativo de relacionamentos. Após dias sem dar notícias, uma investigação foi aberta pela Divisão de Pessoas Desaparecidas da Cidade Autônoma de Buenos Aires.
Danilo foi encontrado posteriormente no Hospital Ramos Mejía, no bairro de Balvanera. Ele havia dado entrada na unidade de saúde como um paciente não identificado e em estado grave, com suspeita de overdose, não resistindo e vindo a falecer.
O caso mobilizou o Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires e o Itamaraty na época para os trâmites de identificação e assistência à família.
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