Suspeito de matar irmão de dono de oficina durante briga por conserto de carro em Itaberaí tem prisão mantida pela Justiça
14 junho 2026 às 14h52

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A Justiça de Goiás decidiu manter preso Rodrigo Martins Correa após atirar e matar Gustavo Santiago (foto) durante uma discussão relacionada ao conserto de um veículo. O caso aconteceu neste sábado, 13, na Avenida Goiás, em Itaberaí. A decisão veio após audiência de custódia realizada na manhã deste domingo, 14.
O Jornal Opção, até o momento, não conseguiu o nome ou contato da defesa de Rodrigo. O espaço segue aberto para posicionamento.
Segundo o delegado Ricardo Ramos, a discussão teve início devido à insatisfação do cliente durante o serviço prestado pela oficina. Uma das reclamações de Rodrigo teria sido o fato do veículo estar sem combustível no motivo da retirada.
Neste momento, segundo o delegado, há um imbróglio: tanto o suspeito quanto o irmão da vítima, que seria o proprietário da oficina, apresentam versões diferentes. “O irmão da vítima diz que foi agredido e revidou, enquanto o autor afirma que foi ele quem sofreu a agressão”. O irmão da vítima ainda alega que o suspeito teria o ameçado antes de deixar o local, algo que Rodrigo nega.
Após a confusão, o suspeito voltou à oficina. Imagens de câmeras de seguança mostra o momento que Gustavo Santiago (de roupa preta) chega junto com outra pessoa na oficina. Cerca de 11 segundos depois, os depois saem correndo. Gustavo cai ao lado do carro da polícia e Rodrigo, que está de calça e camisa marrom, é abordado e preso em flagrante. Neste momento, o irmão da vítima não estaria no local do crime.
Ao delegado, o suspeito disse que, após retornar à oficina com o galão de combustível, a vítima avançou para cima dele com um pedaço de madeira, enquanto o acompanhante simulava estar armado ao colocar a mão na cintura. No vídeo, é possível ver a pessoa que chega com Gustavo segurando o que parece ser um celular e colocando na cintura um pouco antes de sair do alcance da câmera.
De acordo com o delegado, o suspeito era Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e, agora, o principal ponto a esclarecer é o porquê do suspeito ter retornado armaado à oficina. “Nós vamos investigar justamente se ele foi lá armado para causar um mal à vítima ou ao irmão dela, ou se estava armado para eventualmente se defender.”
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