Silvânia será um dos principais pontos de um dos maiores projetos de transmissão de energia em andamento no país. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, na última terça-feira, 2, o início das obras da Linha de Transmissão Graça Aranha–Silvânia, empreendimento estimado em R$ 18 bilhões que ampliará a capacidade de transporte de energia renovável para os principais centros consumidores do Brasil.

Com aproximadamente 1.600 quilômetros de extensão e tecnologia de corrente contínua em ultra alta tensão (± 800 kV), a linha conectará a Subestação Graça Aranha, no Maranhão, à Subestação Silvânia, em Goiás. O projeto atravessará os estados do Maranhão, Tocantins, Minas Gerais e Goiás, fortalecendo a integração do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A autorização foi concedida por meio da Licença de Instalação nº 1563/2026, emitida pelo Ibama após a conclusão das análises técnicas, vistorias de campo e avaliação do projeto executivo apresentado pela empresa responsável, a State Grid.

Considerado estratégico pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, o empreendimento tem como principal objetivo ampliar o escoamento da energia gerada por parques eólicos e solares das regiões Norte e Nordeste, reduzindo gargalos na transmissão e aumentando a segurança energética nacional.

Além da linha de transmissão, o investimento contempla subestações e compensadores síncronos. As obras nas subestações de Graça Aranha e Silvânia já estão em andamento e fazem parte da expansão da infraestrutura elétrica entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Segundo o Ibama, a licença estabelece uma série de condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas durante a execução das obras. Entre elas estão programas de educação ambiental, comunicação social, contratação de mão de obra local, monitoramento e resgate de fauna, proteção de aves, acompanhamento de cavernas e sítios arqueológicos, além de medidas compensatórias para fauna e flora.

A diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Claudia Barros, afirmou que o projeto representa um avanço importante para a infraestrutura energética brasileira e para a expansão de uma matriz cada vez mais baseada em fontes limpas.

A licença tem validade de seis anos. Durante esse período, a State Grid deverá apresentar relatórios periódicos comprovando o cumprimento das exigências ambientais. A futura licença de operação dependerá da conclusão das obras e da efetividade das medidas de mitigação previstas.

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