Relembre as maiores polêmicas de 2019

Entre as diversas declarações do presidente Jair Bolsonaro e o caso Neymar, o ano encerra com diversidade de polêmicas. Confira

Da esquerda para a direita: Neymara e Nájila Trindade, Jair Bolsonaro, placa quebrada na Câmara e ministro da Justiça Sérgio Moro e o jornalista Glenn Greenwald

Quase chegando ao fim, 2019 deixa para trás o registro de inúmeros acontecimentos. Entre tragédias e grandes fatos políticos, não faltou assunto em bares e reuniões de família. Para relembrar as maiores polêmicas do ano, o Jornal Opção selecionou as 10 notícias de polêmicas em diversas áreas: política, futebol, debates sociais e até briga ao vivo entre jornalistas. Confira.

Decreto presidencial 

Já no inicio do ano, recém-empossado como presidente, Jair Bolsonaro (sem partido) protagonizou o primeiro de seus muitos atos polêmicos que estariam por vir. Ao assinar o decreto que flexibilizava a posse de armas, Bolsonaro dividiu mais uma vez apoiadores e opositores. O debate sobre o tema se estendeu por vários meses e por isso abre a nossa lista de polêmicas.

Bolsonaro assina decreto que flexibiliza a posse de armas

Fraude no Senado

Ainda no mundo da política, o Senado foi palco de polêmica em fevereiro. Quando promovia eleições para presidência da Casa, senadores contabilizaram uma cédula a mais que o número de parlamentares. O imbróglio que até hoje não foi resolvido foi alvo de intensas reclamações e até ameaça de perda de mandato.

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Caso Neymar

No meio do semestre o caso Neymar chegou ao fim. Após dois meses de investigação, em que a polícia apurou a denuncia de que o jogador teria estuprado e agredido Nájila Trindade, os investigadores concluíram que a mulher havia mentido durante depoimentos e decidiu por arquivar o processo.

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Vaza Jato

Outro fato esteve em debate durante todo o ano foi as publicações do The Interpect da série “Vaza Jato”.  A partir de mensagens que hoje se sabem que foram hackeadas por um terceiro, os jornalista tiveram acesso e publicaram diversos trechos de diálogos de investigadores e juízes envolvidos na Operação Lava Jato. Com demonstração de conversas entre membros do MP e juízes, as matérias causaram polêmica, mas em razão da ilegalidade na obtenção do material, nenhuma investigação contra os membros da justiça foi instaurada oficialmente.

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Censura na Bienal 

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2019 também acabou em polêmica. Após solicitação da Prefeitura, a Justiça decidiu por autorizar o recolhimento de obras com conteúdo LGBT. Apesar de primeira autorização, os agentes que compareceram ao local do evento acabaram não conseguindo fazer a recolhe. Durante os dias que se seguiram, protesto dos participantes do evento chegou a disponibilizar milhares de livros com a temática gratuitamente.

Decisão judicial autoriza recolhimento de obras com conteúdo LGBT na Bienal

Leão x hienas

 

Outra polêmica selecionada tem como protagonista, novamente, o presidente Jair Bolsonaro. Merecedor de uma lista própria de suas polêmicas, o presidente surpreendeu a todos quando publicou em sua conta oficial do Twitter um vídeo que mostrava um leão em briga com hienas. No vídeo, a edição nomeava os animais, sendo que Bolsonaro era o leão atacado pela hienas, descritas como sendo diversos partidos políticos, até mesmo aliados ao presidente, STF, OAB, entre outros. No dia seguinte, Bolsonaro afirmou que o vídeo seria um erro e que haveria retratação, nunca consolidada.

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Briga ao vivo

 

A penúltima polêmica selecionada foi a briga entre os jornalistas Augusto Nunes e Glenn Greenwald fecha a nossa lista. Em debate na no programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, o jornalista Augusto Nunes agrediu o editor do site The Intercept. As discordâncias entre os dois partem da série “Vaza Jato”, também listada na nossa seleção de polêmicas do ano.

Jornalista Augusto Nunes agride Glenn Greenwald no programa Pânico, da rádio Jovem Pan

Vandalismo

Para fechar a lista, relembramos o caso registrado dias antes da comemoração do Dia da Consciência Negra, em que o deputado  Coronel Tadeu (PSL) quebrou uma placa que fazia menção à data. Segundo o parlamentar, a peça colocaria a polícia como vilã, por estampar um jovem negro assassinado e ao fundo um PM.

Deputado do PSL quebra peça de exposição sobre Consciência Negra na Câmara

 

 

 

 

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