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Buenos Aires tem confusão após derrota dos argentinos na final da Copa

Antes dos distúrbios começarem, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ligou para o técnico da seleção, Alejandro Sabella, para felicitá-lo

Copa no Brasil foi um sucesso, diz Blatter ao passar sede à Russia

Presidente russo agradeceu a oportunidade de seu país poder realizar a Copa de 2018 e disse que o futebol ajuda a solucionar problemas sociais

Alemanha vence Argentina na prorrogação e é tetracampeã

Título conquistado pelos alemães é considerado histórico. Único gol da partida foi marcado no segundo tempo da prorrogação

OAB pede soltura de ativistas presos e polícia diz que provas são consistentes

No sábado, 19 pessoas foram presas por supostos atos de violência em protestos contra a Copa do Mundo. No total, 26 tiveram a prisão temporária decretada

Pentacampeão olímpico na natação Ian Thorpe assume homossexualidade

Atleta declarou seu posicionamento em entrevista a TV australiana. Ele deixou o esporte em 2006, após grandes conquistas, como seis medalhas nas Olimpíadas

Líder da Assembleia de Deus anuncia apoio a Marconi um dia após receber Iris e Vanderlan

Tucano foi o único que ouviu declaração pública do segmento, durante evento evangélico

Antônio Gomide faz segundo dia de campanha em Novo Gama

Caminhada com militantes e apoiadores teve o mesmo estilo que a de Anápolis, feita no sábado

Motorista com sinais de embriaguez capota carro na Avenida E, no Jardim Goiás

[caption id="attachment_9911" align="alignleft" width="300"]Foto: Edson de Melo Alves/Reprodução Foto: Edson de Melo Alves/Reprodução[/caption] Um motorista com supostos sinais de embriaguez capotou um Hyundai Veloster na Avenida E, no Setor Jardim Goiás, em Goiânia, na manhã deste domingo (13/7). O acidente foi em frente ao prédio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os próprios agentes da unidade de atendimento prestaram o socorro à vítima. De acordo com testemunhas, o rapaz estaria sob o efeito de álcool e dirigia em alta velocidade. Ao passar pelo local, perdeu o controle e atingiu um Ford Fiesta, que estava estacionado. Já a polícia trabalha com a hipótese de imprudência ou que o condutor possa ter dormido ao volante. Com o impacto da batida, o carro estacionado foi arrastado por alguns metros e a parte traseira ficou destruída. Apesar da violência da colisão, ninguém ficou ferido.

Mesmo sem a taça, Brasil promoveu a Copa das Copas, diz Dilma em carta à seleção

Documento enviado ao time diz que a campanha no mundial servirá como lição. Equipe de Felipão ficou em terceiro lugar, após derrota por 3 a 0 contra a Holanda, no sábado

Petição online busca verba para realização da 8ª Aldeia Multiétnica, na Chapada dos Veadeiros

Evento ocorre ao mesmo tempo em que o 14º Encontro de Culturas Tradicionais. Neste ano, organização não conseguiu patrocínio. Até o momento, pouco mais de R$ 10 mil foram doados

Derrota não surpreende torcedores brasileiros

Torcida apoiou a seleção brasileira durante a maior parte do jogo, no Estádio Nacional, em Brasília. No entanto, depois do terceiro gol holandês, a reação já era outra

Inscrições para o 14º Goiânia Mostra Curtas encerram no próximo dia 31

[caption id="attachment_9875" align="alignleft" width="300"]Identidade visual da mostra é assinada pelo artista Oscar Fortunato | Foto: Reprodução/Site Identidade visual da mostra é assinada pelo artista plástico Oscar Fortunato | Foto: Reprodução/Site[/caption] As inscrições para o 14º Goiânia Mostra Curtas estão abertas até o próximo dia 31 de julho. O festival de cinema acontece no Teatro Goiânia, no Setor Central, e recebe vídeos de todo o Brasil. A democratização da produção audiovisual é o foco desta edição. Oficinas, encontros, debates e palestras sobre o audiovisual, o mercado e a linguagem cinematográfica fazem parte da programação. A exibição das produções será entre 7 e 12 de outubro. As inscrições podem ser realizadas via correios e pelo site do festival. O Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icuman) oferece prêmios de formação, aquisição, produção e pós-produção, nas categorias Mostra Brasil, Mostra Municípios, Mostra Goiás, Mostra Cinema nos Bairros e na 13ª Mostrinha. Eles variam entre equipamentos a maquinaria e serviços de laboratório, com valores respectivos.

Argentinos apostam em Messi mas admitem que é difícil ganhar da Alemanha

Euler de França Belém [caption id="attachment_9871" align="alignright" width="300"]Camisa 10 da seleção, Messi é a aposta dos argentinos Camisa 10 da seleção, Messi é a aposta dos argentinos | Foto: Reprodução/AFA[/caption] Buenos Aires – Os brasileiros estão irritados com o quarto lugar obtido pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Pudera. Perder de 7 a 1 para Alemanha e de 3 a 0 para a Holanda – e jogando muito mal, apenas com Oscar, aqui e ali, criando algumas jogadas de craque, mas solitariamente; contra a Holanda, até os zagueiros David Luiz (cabeceou mal e entregou a bola para um holandês fazer o segundo gol) e Thiago Silva (fez o pênalti que desestabilizou de vez o time) jogaram muito mal. O ataque não fez gols (um só no vexame contra a Alemanha) e o meio-campo parava as jogadas, devolvendo a bola aos zagueiros, que devolviam a bola ao goleiro ou davam chutões. Mas os argentinos, até porque foram classificados, têm outra interpretação. Primeiro, admiram Neymar, que comparam a Messi. Depois, sugerem que, num campeonato com 32 seleções, um quarto lugar não é tão ruim assim. Ouvi isto de seis argentinos e observei bem para verificar se estavam sendo irônicos. Não estavam. Quase todos disseram que a seleção jogou bem nos primeiros jogos e que seu futebol é “vistoso” mas que, ao perder Neymar, ficou relativamente sem rumo. “Seria como perder Messi”, comparam. Vi o primeiro tempo do jogo contra a Holanda num hotel e o segundo no La Biela, na Recoleta. Os argentinos torciam claramente para o Brasil, pois dizem apreciar o futebol de alguns jogadores, como Neymar, Oscar, Thiago Silva e David Luiz. Para o jogo deste domingo, brasileiros que assistem os telejornais podem acreditar que a Argentina, autossuficiente, acredita que já ganhou (não é difícil arranjar torcedores convictos e muito alegres para fazer imagens para a televisão. As chuvas retiraram os argentinos das ruas; voltarão, mesmo com chuva, se seu time for campeão). Não é bem assim. Nas ruas de Buenos Aires, em cafés, restaurantes e livrarias – na área esportiva, o destaque é Messi –, há mais esperança do que otimismo exacerbado. A maioria admite que, em termos de conjunto, a seleção da Alemanha é mais competitiva e sugere que a seleção da Argentina pode ganhar na raça e, eventualmente, devido às jogadas de gênio de Messi. “Queremos ganhar, e vamos torcer muito, mas sabemos que a Alemanha é o páreo mais duro, porque, além de ter bons jogadores, como Müller, o time está bem entrosado”, diz um taxista de mais de 60 anos, que está muito mais interessado em contribuir para retirar a presidente Cristina Kirchner do poder. “A Argentina não merece uma presidente como Cristina. O problema é que, até o momento, não temos alternativas.” Os argentinos reclamam do “custo de vida” e da falta de norte do governo. As esperanças dos jornais estão no cérebro e nos pés de Messi. Acreditam que, se o maestro ou mestre estiver inspirado, a seleção do país de Jorge Luis Borges, Oliverio Girondo, Ricardo Piglia e Carlos Gardel (por sinal, nascido na França, mas tão argentino quanto o “belga” Julio Cortázar) tem alguma chance de derrotar a Alemanha de Goethe e Thomas Mann. Os argentinos são como os brasileiros: adoram futebol. Mas em geral são racionalistas. Por isso dizem que, se os alemães anularem Messi, a Argentina se tornará um time de menor importância. Frisam que o segredo será fechar o meio-campo e a defesa e jogar no contra-ataque. Os argentinos querem ganhar, avaliam que podem ganhar, mas sugerem que será muito difícil vencer os alemães.      

Em cinco dias, a ascensão da reeleição de Dilma na pesquisa e o abalo na Copa

A dificuldade da presidente em sair do malogro do futebol e buscar novo rumo contamina os rivais, acostumados a apenas reagir [caption id="attachment_9718" align="alignleft" width="707"]Alemanha impõe goleada humilhante ao time nacional: ruim para o ânimo dos brasileiros e para Dilma Rousseff  | Foto: Hassan Ammar/AP Alemanha impõe goleada humilhante ao time nacional: ruim para o ânimo dos brasileiros e para Dilma Rousseff | Foto: Hassan Ammar/AP[/caption] Em cinco dias ocorreram três fatos que mudaram o ambiente eleitoral. No dia 3 pela manhã, surgiu a pesquisa do Datafolha que reergueu o ânimo da reeleição da presidente Dilma ao divulgar a satisfação dos brasileiros com a Copa do Mundo. À tarde, desabou o viaduto em Belo Horizonte feito pelo PAC para os jogos. No dia 8, a goleada alemã sobre a seleção brasileira. Agora, o marketing da reeleição, atordoado pelos alemães, tateia em busca de mensagem para a campanha de Dilma atualizada à nova realidade. Acostumados a apenas reagir ao governo, os outros dois principais concorrentes, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), contaminam-se com a indefinição da candidata favorita. A saída seria mais segura para os candidatos se houvesse uma nova pesquisa com a força daquela para recolocar a sucessão em seu lugar. O prestígio de Dilma avançava e o povo sentia mais confiança no futuro pessoal naquele momento, em que a Copa era um sucesso e a seleção brasileira estava no jogo, apesar das dificuldades. E agora, como estará autoestima nacional? Os principais partidos dispõem de pesquisas internas que, dizem, refletem uma sintonia fina com a tendência de eleitores padrões, mas elas não possuem a mesma expressão que outras feitas para o conhecimento público. As pesquisas conduzidas para clientes especiais não possuem o mesmo impacto na opinião pública, não conquistam eleitores diretamente. A expectativa é nervosa no go­ver­no. O estrategista Lula sumiu e o PT aguardou o retorno do líder pa­ra u­ma palavra de ordem. Dilma iniciou a semana em recolhimento no Al­vo­rada para reestudar o rumo da campanha com os conselheiros à dis­po­si­ção. Apenas na quarta-feira foi ao ex­pe­diente no Planalto para quatro audiências. Numa delas, veio a entrevista à televisão em que pregou a volta por cima da nação depois da Copa. “Nós crescemos na adversidade”, apelou Dilma, em linguagem de autoajuda, à reconstrução nacional, como quem deseja reerguer a au­toestima dos brasileiros, o que facilitaria o caminho para a reeleição, co­mo no início do mundial de futebol. Entenda-se, subliminarmente, que a candidata afirmou que nem tudo está perdido para a reeleição, como se a satisfação dos brasileiros com o futebol e a gestão pública possa se impor nos 84 dias que faltam para o primeiro turno da eleição presidencial em 5 de outubro. Até lá, são 12 semanas para inverter a carestia nas ruas e aperfeiçoar os serviços públicos.

Sonho da assessoria palaciana é que eventual desgaste atinja políticos em geral

[caption id="attachment_9727" align="alignleft" width="1232"]Aécio Neves e Eduardo Campos: na expectativa do impacto do futebol  | Foto: George Gianni/ PSDB Aécio Neves e Eduardo Campos: na expectativa do impacto do futebol | Foto: George Gianni/ PSDB[/caption] Os companheiros que se­guem de perto as aventuras e des­venturas da reeleição da presidente Dilma Rousseff aguardam pesquisas externas para verificar o impacto da decepção nacional com o futebol junto aos concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Os petistas torcem para que o antigo desencanto com a política, se voltar, atinja a todos. A tendência natural seria a cotação de Dilma voltar ao patamar em que estava antes da Copa. Ela liderava a corrida com 34% das preferências e saltou no Datafolha para 38. Aécio também se moveu para cima, foi de 19 pontos a 20. Campos subiu de 7 a 9%. A simetria ainda seria a mesma? O nervosismo nos partidos prejudica a redefinição de rumo. A retomada do desencanto do eleitor, se acontecer, pode ser seletiva. Aí, o governo seria o mais prejudicado. Afinal, protesto de rua é contra o poder. Não há protesto contra a oposição. Nessa dinâmica, o mau humor do brasileiro pode beneficiar a oposição por via direta: o eleitor pode absolver Aécio e Campos quanto ao malogro na alma nacional e desviar votos para ambos. Em momentos assim, surgem intérpretes políticos a afirmar que o futebol não influencia eleição. Mencionam casos, como a reeleição de FHC em 1998, quando a seleção brasileira voltou da Copa com as mãos vazias. Mas havia também o Plano Real. Hoje há inflação. Em 2006, Lula foi reeleito, depois de outro fracasso no futebol e apesar do mensalão. Agora é diferente. Todos aqueles insucessos ocorreram em terras estrangeiras. Hoje o naufrágio veio em campo brasileiro, bem pertinho da nação. Aqueles sete gols alemães contra um nacional são inesquecíveis e não sairão da memória popular nos 12 domingos que restam até o primeiro turno da eleição presidencial em 5 de outubro. Outra coisa. A expectativa otimista injetada pela propaganda do governo no início da Copa não elevou o bom humor brasileiro naquela pesquisa do Datafolha? Os três principais candidatos subiram de cotação naquele momento, mas o salto da presidente foi mais expressivo. Não seria estranho se o fenômeno se invertesse agora. Além de tudo, desta vez o governo se envolveu como nunca numa Copa, desde que o presidente Lula foi à Suíça apresentar a candidatura brasileira a sede do mundial. Tanto envolvimento do Planalto despertou os protestos de rua em defesa de gastos sociais prioritários. Nem em 1950 a intervenção foi tão forte. Agora a presidente tenta se desvincular da seleção. Mas essa é outra história.