Moraes nega pedido para visita de Javier Milei a Bolsonaro em prisão domiciliar
18 julho 2026 às 10h49

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado, 18, o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele recebesse a visita do presidente da Argentina, Javier Milei. O encontro estava previsto para o próximo dia 25 de julho, durante a passagem do chefe de Estado argentino pelo Brasil.
Na decisão, Moraes entendeu que o pedido perdeu o objeto diante das restrições impostas ao ex-presidente na última sexta-feira, 17, quando o ministro proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026.
Segundo o magistrado, Bolsonaro permanece submetido a medidas cautelares que limitam sua comunicação e contatos externos, motivo pelo qual considerou inviável autorizar o encontro.
Moraes endureceu as regras da prisão domiciliar humanitária cumprida por Bolsonaro. Além de impedir visitas de natureza político-eleitoral, o ministro também vedou a divulgação de manifestações políticas, inclusive por intermédio de terceiros.
A decisão ainda suspendeu, por 30 dias, as visitas em geral ao ex-presidente, mantendo autorização apenas para advogados, médicos e profissionais de fisioterapia.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde março deste ano, ele está em prisão domiciliar humanitária, concedida após receber alta hospitalar em razão de um quadro de broncopneumonia.
Carta divulgada por Flávio motivou novas restrições
O endurecimento das medidas ocorreu após Moraes concluir que houve descumprimento das condições impostas ao ex-presidente.
No centro da decisão está uma carta manuscrita por Bolsonaro, divulgada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro no último dia 11 de julho. No documento, o ex-presidente manifesta apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República e conclama apoiadores a participarem da campanha eleitoral.
Em razão da divulgação do texto, Moraes já havia determinado, no dia 13 de julho, a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai pelo prazo de 90 dias.
Ao analisar o caso, o ministro afirmou que houve participação ativa de Bolsonaro na produção de um material destinado a contornar as restrições de comunicação impostas durante a prisão domiciliar.
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