O secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, destacou, nesta sexta-feira, 12, em entrevista coletiva, em Goiânia, informou que o presidente Lula (PT) priorizou no início do governo duas grandes estratégias de investimento em infraestrutura. A primeira delas é o novo PAC, voltado para ampliar e construir novas unidades de saúde.

Em Goiás, já foram destinados R$ 1,2 bilhão em repasses federais, o maior investimento da história na saúde goiana. São mais de mil obras, equipamentos, centros cirúrgicos, veículos do SAMU e de transporte sanitário, além de unidades odontológicas móveis. “É o maior investimento do governo federal da história da saúde em Goiás”, disse.

CidadeHospitalTipo de CirurgiaValor (R$)Contrato
LuziâniaHospital Estadual de LuziâniaCirurgia Geral1.492.111,60
Rio VerdeHospital Municipal de Rio VerdeCirurgia Geral1.492.111,60
GoiâniaCentro de Referência em Oftalmologia UFGCirurgia Oftalmológica1.492.111,60
AnápolisHospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HEANA)Cirurgia Geral1.492.111,60
LuziâniaHospital Municipal do Jardim IngáCirurgia Oftalmológica1.492.111,60
GoiâniaHospital Estadual de Urgências Gov. Otávio Lage Siqueira (HUGOL)Cirurgia Geral1.621.186,00

Nesta agenda, pelo estado, já foram inauguradas três novas unidades básicas de saúde em Cocauzinho, Santa Bárbara e Britânia. Essas unidades vão ampliar a cobertura da saúde da família nas cidades e em todo o estado. Além disso, seis hospitais receberam simbolicamente os equipamentos de salas cirúrgicas modernas.

Goiás já havia recebido oito salas completas e agora mais seis hospitais foram contemplados, incluindo o Serof, o Hospital Municipal de Rio Verde, o Hospital Estadual de Luziânia, o Hospital Municipal de Luziânia e o Hugol. Os aparelhos de última geração vão aumentar o número de cirurgias e reduzir efeitos colaterais para os pacientes. “Estamos montando seis grandes salas cirúrgicas em hospitais que já têm centro cirúrgico”, apontou.

Cidade/LocalHospital/InstituiçãoTipo de CirurgiaQuantidadeValor (R$)Contrato
GoiâniaFundação Banco de Olhos de GoiásCirurgia Oftalmológica11.492.111,601º contrato
Aparecida de GoiâniaHospital Municipal de Aparecida de GoiâniaCirurgia Oftalmológica11.492.111,601º contrato
PirenópolisHospital Estadual de Pirenópolis Ernestina Lopes JaimeCirurgia Oftalmológica11.492.111,601º contrato
FormosaHospital Estadual de Formosa Dr. Cesar Saad FayadCirurgia Geral11.492.111,601º contrato
GoiâniaHospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO)Cirurgia Geral11.621.186,001º contrato
GoiâniaHospital e Maternidade Dona IrisCirurgia Geral11.492.111,601º contrato
Santa Helena de GoiásHospital Estadual de Santa Helena de Goiás (HERSO)Cirurgia Geral11.621.186,001º contrato
UruaçuHospital Estadual do Centro Norte GoianoCirurgia Geral11.621.186,001º contrato

Nilton também disse que o Pacto Nacional lançado em 2023 para retomar obras paralisadas na saúde. Quando o governo assumiu, havia cinco mil obras interrompidas em todo o Brasil. Em Goiás, oito municípios foram contemplados com R$ 1,8 milhão para concluir obras paradas, sendo R$ 760 mil destinados a Goiânia e R$ 1,1 milhão para os demais municípios.

No país, foram entregues recursos para 200 obras, 14 delas em Goiás. “Estamos entregando direto no cofre dos municípios para que possam finalizar as obras paradas”, afirmou.

Um outro destaque foi a renovação da frota do SAMU em Goiânia. Até o final do ano, cinco mil veículos serão entregues em todo o Brasil, sendo 13 destinados à capital goiana. Unidades odontológicas móveis também serão entregues e, na próxima semana, será iniciada a carreta de oftalmologia, que ficará um mês em cada município.

Goiás já conta com três carretas rodando o estado, incluindo tomografia e saúde da mulher, que já passaram por dez municípios. “A de oftalmologia está chegando e o primeiro lugar que ela vai parar é aqui”, disse.

O secretário enfatizou que o estado de Goiás enfrenta sobrecarga hospitalar devido ao número reduzido de leitos e serviços de alta complexidade. Para enfrentar esse desafio, estão em construção seis policlínicas, incluindo unidades em Anápolis e Mineiros, além de três maternidades de 100 leitos em Caldas Novas, Águas Lindas e Planaltina.

“O objetivo é atender a população em suas cidades, desafogar Goiânia e Brasília e organizar melhor os serviços. Nós vamos atender a população onde ela mora e desafogar o trânsito para Brasília e Goiânia”, explicou.

Nilton lembrou ainda que o Hospital das Clínicas está ampliando gradativamente o número de leitos com recursos federais, realizando mutirões e reduzindo filas de cirurgia.  O Hospital Araújo Jorge recebeu recentemente um tomógrafo e será contemplado com novos aceleradores lineares para ampliar os atendimentos de radioterapia.

Segundo ele, o investimento de R$ 1,1 bilhão em Goiás não é apenas infraestrutura, mas qualidade de vida, mais atendimento e mais cuidado. “O presidente Lula está colocando R$ 1 bilhão e 100 milhões aqui em Goiás para que os goianos tenham um SUS de primeiro mundo”, finalizou.

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