O diretório estadual do MDB de Goiás vai levar o caso envolvendo o vereador Luan Alves, filiado à legenda, ao Conselho de Ética da sigla para “análise da gravidade” e, então, deliberação das medidas a serem tomadas.

O parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira, 10, em uma operação da Polícia Civil que investiga agentes públicos suspeitos de extorquir dinheiro de empresários para obter ou renovar alvarás de eventos culturais em Goiânia.

Luan foi presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz. Atualmente, ele preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Goiânia.

Segundo o delegado Danilo Victor Souza, empresários da área de eventos eram obrigados a pagar propina para obter autorização para realizar suas atividades ou renovar os alvarás. A investigação apontou que após a realização dos eventos, parte do lucro obtido seria repassada aos agentes públicos envolvidos.

“Você podia trabalhar, mas para ter o alvará teria que pagar uma propina. Geralmente esse pagamento ocorria depois da apuração do que a empresa conseguiu lucrar com o evento. Ela tinha que pagar um rateio para agentes públicos envolvidos com o processo de liberação desse evento”, explicou o delegado.

Em nota enviada à reportagem, Luan Alves declarou ter sido pego de surpresa com o cumprimento do mandado, mas que colabora com as autoridades. “Durante o período em que exerci minhas funções na administração municipal, todas as minhas decisões foram tomadas dentro dos limites da legislação vigente”, disse.

Além de Luan, também foi alvo de um mandado de busca e apreensão o ex-vereador e atual presidente da Goiás Turismo, Paulo Henrique da Farmácia. Ele ainda não se manifestou.

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