Condomínio se manifesta após agressão a coletores da LimpaGyn: “Serão fornecidas imagens e informações disponíveis”
10 junho 2026 às 15h17

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Após a repercussão da agressão sofrida por trabalhadores da coleta de lixo durante o expediente, o Condomínio Gran Valence divulgou nota oficial para se posicionar sobre o caso ocorrido na terça-feira, 9, em Goiânia. A administração afirmou que não teve participação no episódio, repudiou qualquer ato de violência e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
O caso envolve um morador do condomínio e funcionários do consórcio LimpaGyn, responsável pela coleta de resíduos na capital. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o confronto físico entre os envolvidos.
Em nota assinada pelo síndico Jesus Jales Leite de Lira Filho e pela assessoria jurídica do condomínio, a administração ressaltou que as gravações, isoladamente, não permitem compreender integralmente as circunstâncias que antecederam a ocorrência.
“As imagens divulgadas registram um confronto físico entre os envolvidos, mas, isoladamente, não permitem reconstruir de forma completa e segura as circunstâncias que antecederam o episódio, suas motivações, a dinâmica integral dos acontecimentos ou a responsabilidade individual de cada participante”, afirma o texto.
O condomínio também afirmou que não possui competência para investigar os fatos ou atribuir responsabilidades, tarefa que cabe exclusivamente aos órgãos competentes. “A adequada apuração dos fatos cabe exclusivamente às autoridades públicas competentes, mediante a análise das imagens, dos depoimentos, dos registros da ocorrência e dos demais elementos que vierem a ser reunidos”, diz a nota.
A administração explicou ainda que eventuais condutas praticadas por moradores não refletem os valores ou o posicionamento institucional do empreendimento. “A administração ressalta, ainda, que eventuais condutas praticadas individualmente por moradores não representam o posicionamento, os valores ou as práticas institucionais do condomínio”, pontua.
O texto também manifesta preocupação com a integridade das pessoas envolvidas e reforça o compromisso com o respeito e a convivência pacífica. “O Condomínio Gran Valence lamenta profundamente o ocorrido, manifesta preocupação com a integridade e o bem-estar de todas as pessoas envolvidas e repudia, de maneira firme e inequívoca, qualquer ato de violência”, acrescenta.
Segundo a nota, desde que tomou conhecimento da situação, a administração passou a adotar medidas compatíveis com suas atribuições e permanecerá à disposição das autoridades policiais.
O condomínio informou que fornecerá imagens e informações que possam auxiliar na investigação, desde que haja solicitação formal dos órgãos responsáveis. “Serão fornecidos os registros, as imagens e as informações disponíveis que possam contribuir para o completo esclarecimento da ocorrência”, afirmou.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Um dos coletores agredidos precisou levar sete pontos na cabeça e três trabalhadores foram afastados das atividades para recuperação.
Entenda
Colaboradores do consórcio LimpaGyn foram agredidos enquanto trabalhavam na manhã de terça-feira, 9, em Goiânia, por um morador que se irritou com a parada momentânea do caminhão de coleta, um procedimento padrão para que os profissionais possam recolher o lixo residencial de porta em porta. Essa é a segunda agressão a trabalhadores da empresa em apenas oito dias.
O caso foi registrado por câmeras de segurança e pelo sistema de monitoramento do caminhão da empresa. As imagens auxiliaram as vítimas durante a realização do boletim de ocorrência e o exame de corpo de delito. Diante da situação, o consórcio Limpa Gyn divulgou uma nota de repúdio e garantiu suporte integral aos funcionários, que foram afetados para se recuperarem.
De acordo com o diretor do consórcio, Renan Andrade, a confusão começou quando o caminhão parou em frente a um portão para fazer a coleta de uma lixeira do próprio condomínio. “O morador chegou querendo entrar e não quis esperar o término da coleta daquela lixeira”, relatou em entrevista ao Jornal Opção.
“Começou uma discussão, ele desceu do carro e xingou os trabalhadores.” O motorista do caminhão LimpaGyn, então, removeu o veículo da frente do portão para dar passagem ao morador. Contudo, logo após o caminhão retornar para terminar o serviço, o homem estacionou o carro na direção do veículo, impossibilitando a manobra, e partiu para cima dos coletores com agressão física.
“Os funcionários falaram para ele parar, davam passos para trás para evitar confusão. E ele veio para cima”, detalhou Renan. Infelizmente, um dos trabalhadores precisou levar sete pontos na cabeça e, atualmente, todos os três envolvidos estão afastados com atestado.
“Tem gente no mundo que não trata e não reconhece, de acordo com o que merecem, os nossos funcionários”, desabafou o diretor. “É totalmente inaceitável uma situação dessa.”
Além disso, Renan revelou que este não é um caso isolado. “Não é a primeira vez, semana passada teve uma ocorrência similar e infelizmente isso é constante.” Por isso, ele pede paciência no trânsito. “A gente clama por um pouco mais de paciência, principalmente quando nós estivermos fazendo a coleta.”
O caso que Renan se refere ocorreu na quarta-feira passada, 3, e trata-se de um perito da Polícia Técnico-Científica que agrediu e ameaçou trabalhadores da limpeza urbana no Setor Negrão de Lima, região Norte de Goiânia. Ele foi identificado como Ricardo Rezende de Morais. O episódio ocorreu quando o caminhão da coleta parou para que os funcionários retirassem resíduos dos containers de um condomínio. O servidor desceu de seu veículo armado, fez ameaças e chegou a atingir dois coletores com tapas.
Na ocasião, a Polícia Científica de Goiás (SPTC-GO) informou que o servidor está afastado de suas funções desde janeiro de 2025 e que, antes disso, já desempenhava apenas atividades administrativas. A instituição destacou também que, desde 2019, o perito não possui porte funcional de arma de fogo, não recebeu armamento institucional e não tem autorização para adquirir armamento de uso restrito.
Em sua nota oficial, o consórcio LimpaGyn afirmou que “repudia mais um ato de agressão sofrido por profissionais da coleta durante a execução de suas atividades”. A empresa reiterou ainda o compromisso com a segurança das equipes e com a valorização desses profissionais que desempenham um serviço essencial para a limpeza urbana e a qualidade de vida da população.
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