O prefeito de Trindade, Marden Júnior (PSD), avalia que o afunilamento das pré-candidaturas ao Senado na base do governador Daniel Vilela (MDB) pode ajudar os aliados a concentrar esforços “na mesma direção”. A defesa ocorre enquanto o campo adversário, que tem Gustavo Gayer (PL) como um dos principais concorrentes, reduz o número de postulantes para ampliar as chances de conquistar uma das duas vagas.

Atualmente, quatro nomes ligados ao grupo de Daniel e do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) estão colocados na corrida: Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Gustavo Mendanha (PRD) e Zacharias Calil (MDB). Marden acredita que novas articulações ainda podem ocorrer até as convenções partidárias.

“Eu percebo que, quanto mais afunilado estiver, melhor será para a base, para que todos nós possamos trabalhar focados na mesma direção”, afirmou em entrevista ao Jornal Opção.

O campo bolsonarista também busca reduzir a fragmentação de votos. O ex-deputado estadual Delegado Humberto Teófilo (Novo) retirou sua candidatura ao Senado e anunciou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, além de declarar apoio a Gayer.

Com o recuo, o Novo deixou de ter candidatura própria e passou a concentrar esforços em Gayer. O PL, por sua vez, trabalha com os nomes de Gayer e do vereador por Goiânia Oséias Varão. A estratégia do campo bolsonarista é diminuir a dispersão e ampliar as possibilidades de conquistar pelo menos uma das duas vagas.

Na base governista também houve uma redução recente. Alexandre Baldy desistiu de concorrer ao Senado e passou a integrar a chapa de suplentes de Gracinha Caiado. Apesar disso, o grupo ainda chega às vésperas das convenções com quatro pré-candidaturas.

Primeira vaga já tem nome e segunda escolha virá das articulações

Marden confirmou que Gracinha será sua primeira escolha para o Senado, mas evitou apontar quem receberá o segundo voto. Segundo ele, a definição dependerá do quadro que chegar às convenções.

“De forma muito sólida, dona Gracinha tem o primeiro voto, a primeira escolha da maioria dos goianos e a nossa também”, declarou.

O prefeito classificou a disputa como uma “corrida de resistência” e afirmou que alguns postulantes podem mudar de projeto conforme avançarem as negociações partidárias.

“Alguns preferem outros projetos ao longo do tempo e constroem pensando em outras perspectivas. Acredito que, até o último minuto, há espaço para conversa, articulação e mobilização”, disse.

Para Marden, o cenário ideal seria a apresentação de dois candidatos capazes de concentrar o apoio de toda a base. Entretanto, o prefeito afirmou que aguardará as decisões partidárias antes de assumir compromisso com um segundo nome.

A discussão sobre a composição ao Senado pode marcar o último Encontro Regional Pra Frente Goiás, que será realizado neste sábado, 18, em Trindade. A mobilização encerra o ciclo de eventos promovidos pela base de Daniel Vilela durante a pré-campanha.

O ato deverá reunir Daniel, Caiado, Gracinha e os demais pré-candidatos ao Senado, além de postulantes às bancadas estadual e federal. Segundo Marden, apesar das disputas internas, o encontro será aberto a todos os partidos e pré-candidatos do grupo governista.

“A prioridade do encontro é a base aliada como um todo, não especificamente um candidato ou outro. Todos os pré-candidatos estarão a postos para fazermos um grande encontro”, afirmou.

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