Mabel e vereadores veem projeto de reestruturação do Imas como “última chance” para instituto
25 maio 2026 às 18h35

COMPARTILHAR
Cercado de especulações desde o ano passado, o projeto de reestruturação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia, o Imas, está em fase final para ser enviado para o crivo dos vereadores na Câmara Municipal de Goiânia. Segundo o prefeito Sandro Mabel (UB), a intenção é enviar a proposta ainda em junho. “Mas ainda temos algumas arestas para aparar”, comentou.
Tanto no Legislativo quanto no Executivo, o projeto é visto da mesma forma: a última tentativa de corrigir as falhas do instituto, que acumula uma dívida de R$ 220 milhões e conta com um histórico de crises de paralisação de prestadores, déficit e irregularidades em contratações, antes de se colocar em curso o “plano B” – de extingui-lo.
“Ou reestrutura, ou encerra de vez”, disse um vereador, sob reserva, que acrescentou que o clima na Câmara “deve esquentar nos próximos 15 dias” com a possível chegada do projeto.
Conforme apurado pelo Jornal Opção, entre os pontos que devem ser apresentados no projeto de reestruturação está a contribuição por faixa etária, que teria uma variação de R$ 50 a R$ 660 e aumentaria a receita do instituto em R$ 10 milhões. Outra proposta que deve constar no projeto que será enviado à Câmara é a padronização de prazos de carência para alguns atendimentos.
À reportagem, Sandro Mabel criticou o atual modelo de adesão ao Imas. “Lá, por exemplo, se você quiser incluir uma pessoa, ela entra sem passar por nenhum exame. Depois, qualquer doença que aparecer acaba sendo assumida pelo sistema, e não pode funcionar assim. Falta todo aquele questionário prévio de avaliação.”
O prefeito lembrou, no entanto, que o instituto passará a ser operado em breve por uma empresa vencedora da licitação aberta pelo Município. Com isso, o investimento nas operações do Imas deve aumentar. Segundo Mabel, caso as principais falhas não forem resolvidas, o instituto será extinto.
“Essa equipe de gestão pertence a uma empresa que administra mais de 500 mil vidas. Eles são responsáveis por toda a operação: negociam com os hospitais, definem pacotes e valores, acompanham a quantidade de internações e também avaliam se o paciente realmente precisa ou não ser internado […]. Se, em um ano, não conseguirmos alcançar esse objetivo, vamos encerrar o Imas”, disse.
Leia também: Cobranças por fora em clínicas são ilegais, diz IMAS, que ameaça rescindir contratos



