Lula tem 3 pontos de vantagem, mas empata tecnicamente com Flávio no 2º turno
29 junho 2026 às 10h06

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Pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira, 29, mostra um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República. No recorte testado pelo instituto, Lula aparece numericamente à frente, com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 44%.

A diferença de três pontos percentuais entre os dois fica dentro do limite da margem de erro, estimada em dois pontos para mais ou para menos. Por isso, o resultado indica empate técnico entre os pré-candidatos no cenário analisado. A pesquisa também simulou disputas de segundo turno entre Lula e outros nomes do campo oposicionista, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).
O instituto perguntou aos entrevistados em quem eles votariam para presidente da República em um eventual segundo turno, caso tivessem de escolher entre os nomes apresentados. Além das simulações de segundo turno, o levantamento também testou dois cenários de primeiro turno. Em ambos, Lula aparece com 42% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro oscila entre 34% e 35%, a depender da composição da disputa.
A pesquisa também mediu o índice de rejeição dos nomes avaliados. O deputado federal Aécio Neves (PSDB) aparece como o mais rejeitado: 60% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 51% dos eleitores ouvidos, enquanto Lula tem rejeição de 49%.
O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, com 2.009 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08521/2026. O estudo custou R$ 164.888,89 e foi contratado pelo Banco BTG Pactual S.A.
As entrevistas foram feitas em meio a uma semana de forte movimentação no cenário político nacional, após a repercussão de uma operação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a liderança do governo no Senado, e também depois da divulgação de um vídeo de Michelle Bolsonaro com críticas a Flávio Bolsonaro.
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