A Polícia Técnico-Científica do Estado de Goiás informou ao Jornal Opção que o laudo pericial do local do acidente que matou cinco crianças na GO-518, em Córrego do Ouro, em junho deste ano, deve ser liberado entre esta quarta-feira, 8, e quinta-feira, 9. 

Segundo a corporação, os peritos concluíram os trabalhos de campo e agora finalizam a documentação técnica. Conforme o delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações, em conversa com a reportagem, o trabalho segue em ritmo acelerado. 

“Estamos trazendo às oitivas e esperando os laudos vindo do caso. Alguns eu já recebi. Agora nós estamos trabalhando com novas requisições, dilação de prazo junto ao judiciário. Seguimos com às investigações, já ouvimos muitas pessoas e vamos ouvir mais”.

Relembre o caso

O acidente, ocorrido na noite de 1º de junho, envolveu uma van escolar e um caminhão que transportava 32 cabeças de gado. O veículo havia saído do Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro, em Sanclerlândia, com 14 estudantes a bordo que seguiam para Córrego do Ouro. Durante o percurso, duas crianças desembarcaram em Buriti de Goiás, mas pouco depois, em uma curva da GO-518, a batida frontal aconteceu. 

Com o impacto, cinco jovens morreram. Segundo a Polícia Técnico-Científica, as vítimas foram Isadora Castro Neves, de 12 anos, que faleceu por asfixia mecânica e ruptura de traqueia; Ezequiel Souza Oliveira e Lucas Antônio de Souza Dias, de 14 anos, e Izadora Monteiro da Silva, de 12 anos, que faleceram por traumatismo cranioencefálico; e Maria Carolina Sabino Alves, de 11 anos, que faleceu por asfixia mecânica e ruptura do pulmão direito. 

Outras sete crianças ficaram feridas e foram socorridas ao Hospital Municipal de Buriti de Goiás e ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, recebendo alta posteriormente.

Paralelamente às investigações criminais, a Polícia Científica apreendeu a carreta envolvida e identificou diversas irregularidades nos dois veículos. O número do chassi da carroceria não foi localizado, o que gerou indícios de adulteração, e nenhum dos veículos possuía tacógrafo, equipamento de registro obrigatório. 

Além disso, a Agência Goiana de Regulação (AGR) constatou que a van não possuía autorização para transporte intermunicipal e não estava cadastrada nos órgãos competentes. O motorista e o proprietário do caminhão foram ouvidos e liberados.

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