O Instituto Médico Legal (IML) emitiu um laudo preliminar que afasta a hipótese de violência física ou sexual contra a criança de aproximadamente 1 ano que faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia. De acordo com o documento, “não foram constatados indícios de abuso sexual, agressão ou violência física”. 

O laudo sugere que o óbito do bebê ocorreu por causas naturais, provocadas por uma doença crônica ou aguda. Contudo, o diagnóstico detalhado ainda será especificado em um laudo conclusivo, que será disponibilizado exclusivamente aos familiares.

Em sua análise preliminar, o IML explica que, diante da “ausência de evidências de trauma letal ou de lesões genitais traumáticas verdadeiras”, os elementos clínicos disponíveis apontam para uma morte por causa natural. Consequentemente, a investigação indica que a criança teria sucumbido a uma combinação de insuficiência respiratória aguda e choque circulatório, ambos associados a um comprometimento neurológico grave.

Além disso, entre as hipóteses etiológicas, eles citaram a possibilidade de infecção grave por Enterovirus A71, cursando com encefalite do tronco cerebral e edema pulmonar neurogênico, um quadro reconhecidamente fulminante e fatal em crianças pequenas. O Enterovírus é o principal causador da doença mão-pé-boca.

Relembre o caso

O bebê morreu no último sábado, 13, logo após dar entrada em estado grave na UPA do Jardim Buriti Sereno. Apesar do pronto atendimento da equipe médica, a criança não resistiu. As equipes do 45º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas depois que a própria unidade de saúde identificou possíveis indícios de agressão. Em seguida, os pais da vítima, de 29 e 30 anos, foram ouvidos. 

Eles afirmaram não ter conhecimento de qualquer violência e relataram que a filha apresentava problemas de saúde desde o início do mês. Segundo o casal, apenas dois tios, que residem no mesmo lote, tiveram contato recente com a criança.

Para auxiliar nas investigações, os pais e um dos tios foram encaminhados à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia para prestar esclarecimentos. Os aparelhos celulares do casal foram apreendidos e entregues à Polícia Civil. 

O caso está sendo conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia, que aguarda agora o laudo conclusivo do IML para os desdobramentos finais.

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