Flávio Bolsonaro defende autonomia de quilombolas e indígenas sobre atividades econômicas
22 junho 2026 às 17h58

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O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, defendeu a autonomia de comunidades quilombolas e indígenas para decidir sobre atividades econômicas em seus territórios, desde que respeitados seus interesses e decisões próprias. A fala foi feita durante o evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o Jornal Opção acompanha diretamente de Brasília (DF).
“Os próprios indígenas devem ter autonomia para decidir o que fazer em suas terras. Existem exemplos de comunidades que estão produzindo, empreendendo e gerando renda. Não podemos tratar indígenas como se fossem incapazes de decidir seu próprio futuro. É possível conciliar preservação ambiental com geração de riqueza para essas populações”, destacou o pré-candidato.
Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro criticou o que considera excesso de exigências para obtenção de licenças ambientais. Segundo ele, o atual modelo cria obstáculos para empreendimentos que poderiam gerar emprego e renda.
“É inadmissível o volume de licenças exigidas para quem quer investir e gerar empregos. Há uma burocracia excessiva que acaba travando projetos importantes. Precisamos simplificar os processos sem abrir mão da preservação ambiental. O Estado não pode ser um obstáculo permanente para quem deseja empreender.”
Endividados e redução do tamanho do Estado
Ainda durante a fala, Flávio Bolsonaro destacou o elevado nível de endividamento da população e das empresas como reflexo das condições econômicas atuais. Para ele, o peso dos juros compromete a renda das famílias e dificulta a sobrevivência dos negócios.
“Mais de 80% das famílias estão endividadas. Milhares de empresas enfrentam recuperação judicial ou colocam seus patrimônios à venda para quitar dívidas. Quase 40% do orçamento de muitas famílias está comprometido apenas com juros. Não dá para dizer que está tudo bem na economia brasileira”, destacou.
Flávio ainda defendeu o controle das despesas públicas como condição necessária para reduzir juros e recuperar a confiança dos investidores.
“Temos que reduzir drasticamente as despesas para que elas voltem a caber dentro da arrecadação. Sem ajuste fiscal não haverá ambiente favorável para crescimento sustentável. A previsibilidade fiscal é fundamental para atrair investimentos”, finalizou.
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