Entenda por que Zoológico de Goiânia vai gastar R$ 35 mil para preservar tigre-de-bengala
03 julho 2026 às 10h36

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O Zoológico de Goiânia autorizou a contratação de um serviço especializado de taxidermia para preservar um tigre-de-bengala pertencente ao acervo do parque. O valor estimado da contratação é de R$ 35 mil e a escolha da empresa será feita por meio de dispensa eletrônica, com julgamento pelo menor preço. A autorização foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (1º).
O procedimento será realizado em um exemplar da espécie Panthera tigris tigris, já integrante do acervo do zoológico. Segundo a Secretaria Municipal de Gestão de Negócios e Parcerias (Segenp), responsável pela administração do parque, a taxidermia permitirá que o animal continue sendo utilizado em atividades voltadas à pesquisa, educação ambiental e preservação da memória científica.
A técnica consiste na conservação da pele e da estrutura externa do animal, permitindo reproduzir sua aparência natural após a morte. O objetivo não é apenas preservar o exemplar, mas também fortalecer o acervo do Museu de Zoologia do Parque Zoológico de Goiânia, ampliando as possibilidades de exposições educativas e ações de sensibilização sobre a conservação da fauna.
De acordo com o edital, a contratação prevê apenas um serviço especializado, com valor de referência calculado a partir da média de cotações obtidas pela administração municipal. A disputa ocorrerá na modalidade de dispensa eletrônica, mecanismo previsto na Lei Federal nº 14.133/2021 para contratações de menor valor.
A sessão pública está marcada para o próximo dia 7 de julho, por meio do Sistema de Dispensa Eletrônica do ComprasNet 4.0. Os interessados poderão enviar propostas até as 8h59. A etapa competitiva de lances ocorrerá entre 9h e 16h.
O que é a taxidermia?
A taxidermia é uma técnica utilizada para preservar animais mortos por meio da preparação e conservação da pele, que é montada sobre uma estrutura artificial para reproduzir a aparência do animal em vida. O procedimento é amplamente empregado por museus de história natural, universidades e zoológicos para fins científicos, históricos e educativos.
Em instituições de conservação, a prática permite que exemplares continuem contribuindo para pesquisas, exposições e programas de educação ambiental, evitando que animais de relevância científica sejam descartados após a morte. Também auxilia na conscientização do público sobre biodiversidade, espécies ameaçadas de extinção e preservação da fauna.



