Furto de energia abastecia estufa de maconha em Anápolis; suspeito é preso
03 julho 2026 às 10h09

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Uma ligação clandestina de energia elétrica foi descoberta em um imóvel utilizado para o cultivo de maconha, em Anápolis. A fraude foi identificada durante uma investigação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas, com apoio de equipes técnicas da Equatorial Goiás, que confirmaram a irregularidade no fornecimento de energia.
A distribuidora foi acionada para realizar uma inspeção técnica no imóvel. Durante a vistoria, os técnicos verificaram que a unidade consumidora havia sido desativada em abril deste ano e, desde então, não possuía contrato ativo de fornecimento de energia elétrica.
Apesar disso, a residência continuava abastecida por meio de um medidor instalado de forma irregular e sem qualquer vínculo cadastral, caracterizando indícios de furto de energia.
Segundo a Equatorial, a ligação clandestina alimentava toda a estrutura utilizada para o cultivo da droga. Entre os equipamentos encontrados estavam uma estufa, aparelhos de ar-condicionado, sistema de iluminação e outros dispositivos de alto consumo elétrico, indispensáveis para manter a plantação em funcionamento.
O morador do imóvel foi preso durante a operação e responderá pelos crimes relacionados ao cultivo de maconha, além do furto de energia elétrica. O valor do prejuízo causado à concessionária ainda está sendo apurado.
Crime afeta toda a rede elétrica
Além das consequências criminais, a prática de furtar energia compromete a qualidade do fornecimento para os demais consumidores. Segundo a Equatorial Goiás, as ligações clandestinas podem provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão, interrupções no serviço e aumentar o risco de acidentes graves.
“O caso demonstra a importância da integração entre a Equatorial Goiás e as forças de segurança no combate ao furto de energia. Além de ser um crime que causa prejuízos ao sistema elétrico e à sociedade, a ligação clandestina representa um risco real de acidentes graves, como choques e incêndios”, afirma o gerente de Segurança Empresarial da Equatorial Goiás, Johnathan da Costa de Jesus.
O furto de energia, conhecido popularmente como “gato”, é enquadrado como crime de furto, previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
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