Com a chegada do segundo semestre, especialistas em finanças recomendam que consumidores revisem o planejamento feito no início do ano e avaliem se os objetivos financeiros traçados para 2026 continuam viáveis diante das mudanças na renda, nos gastos e no cenário econômico.

Entre as metas mais comuns dos brasileiros está a de economizar dinheiro. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de 2025 apontou que 44% dos entrevistados tinham esse objetivo como prioridade para 2026. Em seguida aparecem passar mais tempo com familiares e amigos (37%), melhorar a alimentação (25%) e abrir o próprio negócio ou trabalhar por conta própria (23%).

Na avaliação de Marco Loureiro, sócio e líder regional da XP para o Centro-Oeste e Distrito Federal, o mês de junho representa um período adequado para reavaliar o planejamento financeiro e promover correções de rota.

“Junho marca um momento importante porque representa a metade do ano. É uma oportunidade para avaliar o que já foi alcançado, entender os obstáculos que surgiram ao longo do caminho e ajustar o planejamento para os próximos meses. A organização financeira precisa acompanhar as mudanças da vida das pessoas e, por isso, deve ser revisada sempre que necessário”, afirma.

Segundo Loureiro, fatores como inflação, despesas inesperadas e alterações na renda familiar podem comprometer os planos elaborados no início do ano, tornando necessária a revisão periódica das finanças. Entre as medidas sugeridas pelo especialista estão o registro detalhado das receitas e despesas, a definição de metas compatíveis com a realidade financeira, o acompanhamento frequente do orçamento e a avaliação constante dos resultados obtidos.

Ele também defende que o planejamento financeiro esteja associado a objetivos de curto, médio e longo prazo. “Transformar objetivos em metas financeiras exige planejamento e investimentos adequados ao perfil e ao prazo de cada sonho”, diz.

Loureiro avalia que o atual cenário de juros elevados mantém os investimentos em renda fixa entre as principais opções para investidores que buscam previsibilidade e menor exposição a riscos.

“Investir continua sendo um instrumento importante para quem deseja acumular patrimônio e construir maior segurança financeira ao longo do tempo. Em um cenário de juros elevados, a renda fixa segue entre as alternativas mais atrativas para investidores que buscam previsibilidade, proteção e estabilidade”, afirma.

De acordo com ele, aplicações pós-fixadas e títulos atrelados à taxa Selic continuam entre os produtos mais procurados pelos investidores. Ao mesmo tempo, o especialista aponta que o ambiente econômico também pode criar oportunidades na renda variável para quem possui horizonte de investimento mais longo.

Para Loureiro, a diversificação permanece como uma estratégia relevante para equilibrar riscos e buscar retornos ao longo do tempo. “Como cada objetivo possui um prazo e uma necessidade diferente, o planejamento financeiro deve estar conectado aos projetos e às prioridades de cada investidor”, conclui.

A recomendação de especialistas é que a revisão financeira seja feita periodicamente, permitindo ajustes diante de mudanças econômicas ou pessoais e aumentando as chances de alcançar as metas estabelecidas para o ano.

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