Após Zema defender privatização generalizada de estatais, Caiado diz que ideia é “primária e sem estudo”
23 junho 2026 às 06h00

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) chamou de “primária” e “sem estudo” a proposta de Romeu Zema (Novo), também pré-candidato ao Palácio do Planalto, de fazer uma privatização generalizada das estatais brasileiras caso seja eleito no pleito deste ano.
O mineiro externou a ideia durante participação no evento com presidenciáveis da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira, 22, em Brasília, do qual Caiado também participou. Mas segundo o goiano, o corte de estatais é uma possibilidade que precisa de análise mais profunda.
“Eu vou fazer uma avalição, uma análise”, respondeu, ao ser questionado sobre quais estatais poderia privatizar caso seja eleito presidente. “Você vai tirando, vai enxugando. Isso de ‘Vou cortar tudo’ é muito primário, sem estudo, sem análise”, comentou o ex-governador de Goiás.
Perguntado se poderia privatizar a Petrobras caso chegue ao Planalto, o goiano negou. “Você não pode simplesmente dizer: ‘Vou privatizar a Petrobras’. No mundo, nós praticamente só temos um comprador com capacidade para uma operação desse porte”.
“Primeiro, é preciso discutir a questão do gás natural, das refinarias, dos gasodutos, da produção de ureia, do gás natural que até hoje não chega ao meu estado. É isso que precisa ser debatido, de forma ampla […]. Se eu tenho praticamente um único comprador, que é a China, vou simplesmente entregar para eles?”, pontuou.
Durante sua fala a presidentes de federações da indústria de vários estados, Zema voltou a adotar um discurso radicalizado e afirmou que, se for eleito presidente da República, “vai privatizar tudo”.
“Não existe vaca sagrada quando se diz respeito a estatal. No Brasil, eu vou privatizar tudo também. Hoje nós temos estatais que são estratégicas só para os políticos e não para os brasileiros”, afirmou, acrescentando: ““Estatal serve para atender à politicagem e não ao desenvolvimento econômico. Nas mãos privadas, a história vai ser completamente diferente”.
O ex-governador de Minas Gerais também gerou polêmica ao falar sobre benefícios sociais. Ele disse ter como plano condicionar o recebimento do Bolsa Família por homens à conclusão dos estudos e à realização de curso técnico, e que para as mulheres não haveria exigência semelhante, já que elas “têm outras atribuições em casa”.
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