Durante sua passagem por Goiás para participar do último encontro do Pra Frente Goiás, que foi realizado em Trindade neste sábado, 18, o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), rebateu às critícias de que estaria direcionando ataques a Flávio Bolsonaro (PL). Em tom contundente, afirmou que não é responsável pelos problemas enfrentados pelo senador e disse que eles decorrem da própria trajetória política do parlamentar.

“‘Ah, mas o Caiado está, de certa maneira, batendo no Flávio.’ Estão enganados. O candidato Flávio é que criou e construiu todos os problemas que ele tem para responder à população brasileira. Não sou eu, não”, disse durante discurso.

Ao rebater às críticas, Caiado também lembrou de episódios de corrupção envolvendo integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda de Lula da Silva, que se apresenta como pré-candidato à reeleição ao Palácio do Planalto. O ex-governador goiano afirmou que construiu uma carreira sem envolvimento em escândalos.

“Eu tenho 40 anos de vida pública e ninguém nunca me viu envolvido em rachadinha, em mensalão, em petrolão, em INSS e nem no Banco Master”, disse.

Caiado também fez comparações de resultados do seu governo em Goiás com a gestão de Lula da Silva. Ele criticou os indicadores nacionais de temas como segurança, economia e política fiscal. O pessedista afirmou que o Brasil perdeu o protagonismo internacional, lembrando de episódios como a alta dos endividados e fechamento de mercado da carne brasileira pela União Europeia.

“Diga aí, Lula, quais são os seus indicadores na segurança pública, na educação, na emancipação social, na saúde e nas obras do país? Você empobreceu as famílias, endividou as pessoas, a agricultura brasileira, o empresário, o comerciante e a indústria. O Brasil está sendo penalizado neste momento pelos Estados Unidos, pela China e pela União Europeia, sem ter um presidente com estatura moral para defender o país.”

Além disso, Caiado pontuou que sobre o avanço do crime organizado no país, como mais uma crítica ao governo federal. Segundo ele, o narcotráfico ganhou espaço no país. “Hoje, mais de 50 milhões de brasileiros estão na mão do narcotráfico”, finalizou.

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