Ancelotti minimiza protagonismo de estrelas e diz que Seleção “não precisa de craque” para buscar o hexa
05 julho 2026 às 13h57

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Às vésperas do confronto contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti reforçou a filosofia que tem adotado desde que assumiu a Seleção Brasileira: o Brasil não deve depender de um único jogador para conquistar resultados. Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o treinador italiano afirmou que a equipe “não precisa de craque”, mas sim de atletas capazes de contribuir para um desempenho coletivo consistente.
A declaração ocorre antes de um dos jogos mais aguardados da competição. Do outro lado estará a Noruega, liderada por Erling Haaland, um dos principais atacantes do futebol mundial. Apesar disso, Ancelotti evitou tratar a partida como um duelo individual e destacou que a preocupação da comissão técnica está na força do conjunto adversário.
“O Haaland é um dos melhores atacantes do mundo”, reconheceu o treinador. Na avaliação dele, porém, o Brasil precisará estar preparado para enfrentar uma seleção organizada, fisicamente forte e que costuma levar perigo nas jogadas de bola parada.
A fala reforça a mudança de conceito implantada pelo técnico na Seleção. Em vez de concentrar as atenções em nomes como Neymar ou Vinícius Júnior, Ancelotti tem defendido um modelo baseado no equilíbrio tático, na disciplina e no desempenho coletivo.
Questionado sobre a possibilidade de Vinícius Júnior ter assumido o posto de principal estrela da equipe diante da menor participação de Neymar, o treinador rejeitou a ideia.
“Pode ser que a torcida precise de um craque, mas aqui na seleção não precisamos de craque. Precisamos de jogadores de alto nível que possam ajudar a equipe”, afirmou.
Ancelotti também comentou a situação de Neymar durante a Copa do Mundo. Segundo o treinador, o camisa 10 já reúne condições físicas para disputar uma partida inteira, mas sua utilização continuará sendo definida de acordo com as necessidades de cada jogo, sem garantia de que começará entre os titulares.
Outro aspecto destacado pelo comandante foi a evolução emocional do elenco ao longo da competição. Para Ancelotti, a Seleção chega às oitavas de final mais confiante e menos ansiosa do que no início do Mundial, resultado de um trabalho que buscou fortalecer não apenas o desempenho técnico, mas também o controle emocional dos jogadores em momentos decisivos.



