Pesquisa da UFG que identifica câncer pela cera de ouvido abre oportunidades para diagnóstico preventivo de Alzheimer, Parkinson e Esquizofrenia
16 julho 2026 às 12h55

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O pesquisador Nelson Antoniosi, responsável pelo estudo que identifica o câncer por meio da cera de ouvido, afirmou ao Jornal Opção que, há três anos, estuda a possibilidade de diagnosticar Parkinson e Alzheimer utilizando o mesmo método. Nelson disse que não compartilhará os resultados da pesquisa antes da publicação científica, por cautela, mas confirmou que o estudo está em andamento.
Ele também revelou que a equipe já foi procurada por três universidades estrangeiras para estabelecer parcerias. A primeira é a Universidade de Granada, na Espanha, onde serão realizados novos estudos sobre câncer. A segunda é a Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, com a qual, caso a parceria seja concretizada, deverá ser desenvolvido um estudo sobre câncer de pele. Já a Universidade Stanford demonstrou interesse em desenvolver, em conjunto com os pesquisadores goianos, um método de diagnóstico para esquizofrenia.
Sobre a parceria com Stanford, Nelson declarou: “É uma das melhores universidades do mundo. Eles querem, junto com a gente, desenvolver o diagnóstico para a esquizofrenia usando o que a gente chama de cerumenograma, que é a técnica que nós desenvolvemos. Como é uma técnica que detecta doenças metabólicas, a esquizofrenia também é uma doença metabólica.”
O químico afirmou que uma revolução científica está em andamento em Goiás. “Em qualquer lugar do mundo, o pessoal falaria: ‘Meu Deus, isso é uma revolução na ciência mesmo’.”
Ele acrescentou: “Nós estamos fazendo uma revolução na oncologia. Eu acho que, a partir do cerumenograma, o processo oncológico vai ser visto com outros olhos: o tratamento, a recuperação. A gente vai mudar a cara da oncologia.”



