Paciente com AVC e quadro infeccioso aguarda transferência no CAIS Jardim América
27 maio 2026 às 12h43

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Internado no CAIS Jardim América desde a última quinta-feira, 21, Ariovaldo Andrade Corrêa, de 68 anos, enfrenta um quadro infeccioso grave enquanto aguarda uma vaga de transferência para uma unidade hospitalar com maior estrutura. Segundo a família, ele sofreu um AVC no dia 17 de abril, ficou quase 30 dias internado no Hugol e voltou a ser levado à unidade após apresentar uma infecção severa.
De acordo com a filha, Amanda, o estado de saúde do pai piorou nos últimos dias. Antes da infecção, mesmo com dificuldades, ele ainda conseguia conversar após o AVC. Agora, já não fala mais, permanece acamado, alimentado por sonda e abre os olhos apenas por alguns instantes. “Ele está do jeito que está, só definhando. O próprio médico me falou que o que pode ser feito está sendo feito, mas aqui nem antibiótico tem”, relatou ao Jornal Opção.
Ariovaldo foi inserido no sistema de internação de urgência na manhã desta terça-feira, 27. O prontuário aponta “infecção bacteriana não especificada” e descreve piora clínica associada ao AVC prévio. O paciente está parcialmente consciente, com paralisia no lado esquerdo do corpo, suor frio, desorientação e sinais de piora no quadro de saúde.
Segundo Amanda, a filha, a situação no CAIS é delicada porque a unidade não possui estrutura hospitalar suficiente para tratar infecções mais complexas. Ela afirma que existe apenas um tipo de antibiótico disponível e que até exames precisaram ser feitos fora da unidade.
“A urocultura nem faz aqui. Tivemos que levar o exame para fazer em outro lugar e o resultado ainda não saiu”, contou.
A família também denuncia falta de assistência básica. Amanda afirma que o pai chegou a ficar três dias sem banho e que o procedimento só foi realizado após insistência dela junto à equipe.
“É claro que não é culpa dos médicos nem dos enfermeiros, mas não tem medicação, não tem estrutura. Ele vai ficar aqui até quando desse jeito?”, questionou.
A situação ganhou ainda mais peso emocional porque Ariovaldo completou 68 anos nesta terça-feira, 26, internado no CAIS e sem previsão de transferência. Enquanto concedia entrevista à reportagem, Amanda percebeu o pai abrir um dos olhos por alguns segundos.
“É muito complicado ver as pessoas que a gente ama nessa situação”, desabafou.
O Jornal Opção solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia sobre o estado do paciente, a disponibilidade de vagas para transferência e as denúncias feitas pela família. O espaço segue aberto para manifestação.
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