Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 13, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, respondeu às declarações do vereador Igor Franco (MDB) e do deputado estadual Clécio Alves (PSDB) sobre a situação dos caminhões da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Os parlamentares haviam apontado que veículos da frota estavam parados, sugerindo falhas na atual gestão.

Mabel, no entanto, rebateu as acusações e afirmou que os caminhões já estavam fora de operação antes de assumir a prefeitura. Segundo ele, a paralisação ocorreu em maio de 2024, período em que ainda não ocupava o cargo. “Eu não era prefeito. O Igor Franco era vereador, o Clécio era vereador. Eles estavam lá quando os caminhões foram parados”, declarou.

O prefeito acusou Clécio Alves de ter influência direta na Comurg durante sua atuação como vereador, alegando que o parlamentar “comandava” a companhia. “Põe na inteligência artificial quem é o político com maior interferência na Comurg nos últimos dez anos, você vai ver que vai aparecer Clécio Alves”, disse Mabel, ao reforçar que herdou uma frota sucateada, com motores e peças já retirados.

Em tom crítico, Mabel classificou os adversários como “mentirosos” e afirmou que eles tentam atribuir à sua gestão problemas que, segundo ele, foram causados anteriormente. “Eles querem passar a impressão de que o prefeito Sandro Mabel é que tirou os caminhões. Não, foram eles que tiraram”, enfatizou.

O prefeito também utilizou metáforas para atacar os parlamentares, dizendo que “tirou os ratos de dentro da Comurg” e comparando os críticos a “bezerros que demoram a parar de berrar”.

Para Mabel, as manifestações de Igor Franco e Clécio Alves seriam uma reação à perda de influência dentro da companhia. “Hoje não comandam mais. Nós tiramos todos. É por isso que estão berrando”, afirmou.

Segundo o gestor municipal, “a Bíblia diz que quem mente rouba”. “E eles estão mentindo sobre isso”, concluiu.

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