“Estou pronto para arcar com as consequências, desde que a punição seja para os dois”, diz Major Araújo sobre caso envolvendo ele e Amauri Ribeiro no Conselho de Ética
10 junho 2026 às 19h18

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O deputado estadual Major Araújo (PL) comentou, nesta quarta-feira, 10, o andamento do processo no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), após a confusão envolvendo o deputado Amauri Ribeiro (PL). Segundo Araújo, ele já foi intimado e o relator do caso será o deputado Virmondes Cruvinel (UB).
“Já fui intimado, já há relator, e parece que será o deputado Virmondes Cruvinel. Não tenho problema com isso. Se for necessário enfrentar novamente, enfrentaremos. Eu preciso reagir. Todas as vezes em que tive problemas no Conselho de Ética foi em resposta a uma agressão”, declarou.
O parlamentar afirmou que não aceita ser alvo de ataques sem resposta. “Não vou me curvar diante de quem me insulta. Se alguém baixar o nível, eu também vou baixar. Se a Mesa permite que ele faça isso, deve permitir que eu também responda. Não entendo essa postura. Já sugerimos que, quando um deputado utilizar termos inadequados, o microfone seja cortado e ele seja impedido de prosseguir. Quando isso ocorreu, não houve resposta, porque o presidente encerrou a sessão. É preciso impor limites”, disse.
O Major Araújo destacou que, em sua visão, a Mesa Diretora precisa agir para evitar excessos. “Tem que pôr um freio. Existem mecanismos que podem prevenir um mal maior. Agora, se a Mesa não faz, ela aceita a baixaria. Eu vou fazer o quê?”, questionou.
O deputado disse estar preparado para uma eventual punição. “Já fui punido em outros mandatos e não tenho problema com isso. Não foi nada tão grave que justificasse a cassação do mandato, mas a punição é normal. Desde que seja aplicada igualmente aos dois, não vejo problema. Foi uma confusão de ambos os lados. Se vier para os dois, está ótimo”, disse.
Ele também ressaltou que não aceita ser responsabilizado sozinho. “Já me disseram que, por serem da base do governo e terem maioria dos votos, eu seria punido. Isso eu não aceito. Desde que a punição seja para os dois, até pela reincidência do outro deputado, não tenho problema. Estou pronto para arcar com as consequências dos meus atos”, apontou.
A expectativa é que o Conselho de Ética da Alego avalie o caso e decida sobre a punição. Major Araújo reforçou que, caso seja punido, espera que a medida seja aplicada igualmente aos dois parlamentares envolvidos.
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