A influenciadora Virginia Fonseca é alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro, crimes financeiros e infrações fiscais, segundo reportagem publicada pela Revista Piauí.

De acordo com a publicação, a apuração teve origem nos desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, realizada no Senado Federal e encerrada em junho de 2025. Virginia foi uma das personalidades ouvidas pela comissão, que resultou em um relatório de 541 páginas elaborado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). O documento recomendou o indiciamento de 16 pessoas, entre elas a influenciadora.

Um dos principais focos da investigação envolve Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Entre os pontos analisados está o recebimento de R$ 22 milhões pela empresa Talismã Digital, pertencente a Virginia e ao ex-marido, o cantor Zé Felipe.

Segundo a reportagem, cerca de R$ 17 milhões desse montante teriam sido transferidos pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios. A movimentação chamou a atenção dos investigadores porque a companhia é optante pelo Simples Nacional, regime tributário cujo limite anual de faturamento é de R$ 4,8 milhões. Além disso, a empresa funcionaria em um box comercial localizado em Itajaí (SC), o que reforçou as suspeitas em relação aos valores movimentados.

Outro aspecto investigado é a suposta ligação de sócios da influenciadora com integrantes do crime organizado. Conforme a revista, os cofundadores da Wepink, Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, teriam mantido vínculos históricos com Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.

O Jornal Opção tentou contato com a assessoria de Virginia Fonseca, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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