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Apenas no primeiro semestre deste ano, o Sistema Campo Limpo destinou mais de 22 mil toneladas de material. A quantidade é 7% maior se comparada ao mesmo período de 2013
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De 2002 até junho de 2014, mais de 300 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos tiveram destino ambiental corretoArquivo/Agência Brasil[/caption]
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, determinou, além das várias obrigações aos gestores públicos, que a própria indústria tome conta dos resíduos que produz. Também regulado por leis anteriores, o setor produtivo de defensivos agrícolas é referência e hoje recolhe 94% das embalagens que produz.
Segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), que gerencia esse sistema, desde sua criação, em 2002, até junho de 2014 foram encaminhadas mais de 300 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos para o destino ambientalmente correto.
Apenas no primeiro semestre deste ano, o Sistema Campo Limpo destinou mais de 22 mil toneladas de material. A quantidade é 7% maior se comparada ao mesmo período de 2013. As maiores cargas saíram do Mato Grosso, do Paraná, do Rio Grande do Sul, da Bahia e de Minas Gerais; juntos correspondem a 70% do total de embalagens de defensivos retirados do campo no Brasil.
Para o diretor-presidente do inpEV, João César Rando, isso só foi possível porque se colocou todos os elos da cadeia trabalhando juntos, do fabricante ao produtor rural e às associações, cada um com sua cota-parte de responsabilidade.
“As embalagens ficavam no campo e era um problema grave para o produtor e não havia solução ambientalmente adequada. Na época, não se falava em logística reversa. Então, verificamos se as embalagens pós-consumo não poderiam fazer o caminho inverso e, a partir dessa experiência, o sistema começou a se desenvolver”, disse Rando.
O inpEV adota o conceito de aproveitamento do frete de retorno para o transporte das embalagens vazias. Isso significa que o mesmo caminhão que leva as embalagens cheias para os distribuidores e cooperativas não retorna vazio após a entrega. Ele transporta também as embalagens vazias até as unidades de recebimento. O conceito é aplicado em mais de 98% das cargas das centrais para o destino final.
A Política de Resíduos Sólidos aprovou a construção prioritária de seis cadeias de logística reversa: óleos lubrificantes, agrotóxicos, lâmpadas, eletroeletrônicos, pneus e pilhas, e ainda trata de embalagens em geral.
O Comitê Orientador para Implementação de Sistemas de Logística Reversa, formado por cinco ministérios, optou por tratar com os setores industriais de óleos lubrificantes, eletroeletrônicos, lâmpadas, embalagens em geral e medicamentos.
Segundo a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Veloso, a lei tem uma série de lacunas. “Ela fala que os produtos descartados e reciclados vão ter que ser aproveitados em outras cadeias, mas não fala de incentivos financeiros, só joga isso no colo das empresas. Assim como fala de prazo de quatro anos para as metas dos municípios, não foi sinalética no que diz respeito aos acordos setoriais, não dá prazo, a gente é que vem correndo com isso e essa negociação demora”.
Veloso explica que alguns estados, por exemplo, entendem que ponto de recolhimento é um local de armazenamento de resíduo perigoso, sujeito a licenciamento ambiental. “Então na hora que vou descartar meu produto, a loja não quer receber, não tenho ponto de recolhimento. O setor entende que vai ter dificuldade em fazer essa logística, mas é uma responsabilidade desencadeada”, disse a diretora, contando também que alguns setores estão colocando condições para o governo, exigindo incentivos fiscais, de redução de Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). “Mas o governo federal não tem autonomia para isso, é coisa dos estados.”
O diretor-presidente do inpEV diz que para estruturar a logística reversa, como foi feito com as embalagens de agrotóxicos, dá trabalho e custa bastante. “Assim como cada elo tem seu papel, o consumidor final de cada cadeia tem que ser educado e conscientizado e isso requer muito investimento. Depois que se estrutura e se investe, tenho certeza e convicção que é possível dar um tratamento adequado para produtos de todo e qualquer segmento, considerando suas particularidades”.
Desde 2002, o aporte da indústria foi de mais de R$ 700 milhões para a viabilização do Sistema Campo Limpo. “O produtor tem o custo de trazer de volta essa embalagem, em torno de 3% a 4% do total. As cooperativas precisam disponibilizar e gerir os locais de armazenamento, cerca de 15% do custo total do sistema. Os outros 80% são financiados pela indústria porque é quem tem toda a responsabilidade”, disse Rando.
Entretanto, é possível agregar valor aos resíduos. No caso das embalagens de agrotóxicos, cerca de 40% do custo são revertidos pelo próprio sistema. “Procuramos agregar o máximo de valor possível, entretanto, haverão setores com um ônus muito grande porque o produto reduzido não tem um alto valor comercial e não há contrapartida”.
Rando explica que já exite uma reivindicação para que os governos desonerem a cadeia de logística reversa. “Não faz sentido tributar na reciclagem, um produto que já foi tributado na sua origem”, disse ele, explicando que podem se desonerados tributos federais, como Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), estaduais, como o ICMS, e até municipais, como o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).
“São mecanismos para ajudar os setores a implantar os seus sistemas. Uma vez funcionando, a economia que o governo e a sociedade vão ter é certa, com um meio ambiente mais limpo e saudável”, completou Rando.
Pedro Sérgio Dos Santos
Muitos da chamada esquerda festiva criticam duramente o regime militar e seu “modus operandi”, sem, contudo, olhar para o que ocorre por baixo dos panos das instituições nacionais, aquelas que deveriam se dar ao respeito, em plena época de supostas liberdades democráticas.
Li, com espanto, matéria publicada na segunda-feira, 28, no Jornal Opção Online, que o chefe do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot, procurador-geral da República, “enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer a favor da criminalização da homofobia. Janot sugere ao Supremo que a punição por atos contra homossexuais seja aplicada pela Justiça nos termos da Lei 7.716/1989 (Lei de Racismo), que estabelece o tempo de prisão para crimes resultantes de preconceito de raça, etnia e religião. Segundo Janot, a homofobia deve ser tratada como crime de racismo até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica para disciplinar as punições.”
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Procurador-geral da República, Rodrigo Janot: sugestão desastrada de quem deveria cuidar da constitucionalidade | Fellipe Sampaio/SCO/ST[/caption]
Tamanho foi o meu espanto que recorri a outras fontes de informação e o mesmo fato foi informado em veículos de comunicação também de grande seriedade de credibilidade. Não tive dúvidas: estou em pleno ano de 2014 revivendo os horrores jurídicos do fascismo, do nazismo e das ditaduras.
Ao leigo é preciso esclarecer que no terreno do Direito Penal não se pode lançar mão de uma lei para a punição de alguém em substituição de outra ainda não existente. Ou seja, vale o Princípio da Reserva Legal (da anterioridade da lei), já preconizado na Declaração de Direitos da França de 1789 e assegurado no artigo 5º da Constituição Brasileira de 1988: “Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.” Assim, para que uma pessoa seja punida é necessário que antes de seu ato o Congresso já tenha aprovado uma lei que descreva a conduta como crime e que para esta conduta seja indicada, no mesmo texto, uma pena.
Outro fator importante a ser considerado é que somente o Congresso pode editar leis penais, exatamente para garantir a segurança jurídica do País. Delegar a outra instituição o poder de estabelecer um instrumento punitivo a alguém que não passe necessariamente por uma lei federal — aprovada pelas duas Casas do Congresso, sancionada pela Presidência e publicada no Diário Oficial da União — é um atentado contra o Estado, um grave atentado contra o cidadão e suas garantias fundamentais.
Qualquer aluno de Direito, ao engatinhar pelas lições preliminares do estudo sobre o crime, sabe que a lei penal deve ser escrita, estrita e certa. Dessa maneira, não se pode também, por analogia ou comparação, buscar outra norma penal para a punição de alguém que o Estado até então não quis punir, porque se assim o quisesse já teria confeccionado a norma na Casa legislativa competente. Não se pode violar o princípio da reserva legal, não se pode punir por analogia ou comparação e não se pode querer agradar grupos sociais com a violação da segurança institucional e jurídica do País. Mais estranho a mim é que tal iniciativa tenha partido daquele que deveria ser o guardião da Constituição, o Fiscal da lei por excelência.
Se o Congresso é lento, não o é apenas em relação aos homossexuais, mas também para quem precisa de saúde, escola, moradia e outras necessidades básicas. Nem por isso, as regras do Estado democrático devem ser rasgadas. Não se justifica com a morosidade do Congresso a transferência do poder de legislar.
A Lei Federal 7.716/89 trata exclusivamente de discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Nada trata sobre questões de gênero ou orientação sexual. Assim, querer aplicar uma lei prevista para um delito a outra situação, totalmente diversa, é se utilizar de práticas piores que as do Decreto-Lei nº 898, de 29 de setembro de 1969, que punia os crimes contra a Segurança Nacional e a ordem política e social.
Nelson Hungria ousou, sabiamente, afirmar que um dos indicadores da democracia está na observância rigorosa do princípio da reserva legal. Com igual sabedoria, afirmou o jurista Paulo Sá Elias, em seu texto “A questão da reserva legal no Direito Penal”, citando Monteiro de Barros: “Alguns países, amparados por regimes autoritários, despreocupados com a garantia da liberdade individual, reagiram ao princípio da reserva legal. Isso ocorreu na doutrina dos comunistas russos e no nacional-socialismo alemão. Efetivamente, o Código soviético de 1926 admitia a aplicação da lei penal por analogia. Essa situação perdurou até a reforma legislativa de 25 de dezembro de 1958, que trouxe de volta o princípio da legalidade. Já a doutrina do nacional-socialismo alemão, sob a liderança de Hitler, também admitia o emprego analógico da lei penal. E ainda considerava delito a conduta que contrariava a sã consciência do povo. Portanto, além da analogia, permitia-se o arbítrio judicial como fonte criadora de infrações penais. O Código Penal alemão atual adota o princípio da legalidade.”
Recentemente a nação viu o STF mudar drasticamente os rumos do caso do mensalão, em oposição ferrenha as decisões do ministro Joaquim Barbosa. Portanto, do STF se pode esperar qualquer coisa. Assim, é ainda importante alertar ao leitor que caso essa desastrada sugestão do sr. Rodrigo Janot seja acatada pela Corte, isso gerará precedência para coisas semelhantes. Ou piores. Por exemplo: já que é possível, pela proposta de Rodrigo Janot, utilizar-se de uma lei sobre um tema diverso para punir uma pessoa por conduta não prevista em uma lei, amanhã, a pretexto qualquer daquele que estiver no poder, poderá um cidadão ser acusado, processado e condenado por criticar o governo mesmo que não exista uma lei específica para tal conduta — a jurisprudência já estará criada pelo STF. Isso é criação da verdadeira máquina de triturar direitos e garantias individuais, ou no mínimo a incorporação do processo de Kafka ao nosso Direito processual penal.
Temos no golpe de Estado aquela ação configurada pela tomada do poder, por um grupo ou facção ideológica, sem passar pela via das instituições legais e pela consulta popular. De outro lado, pequenos golpes vão sendo tramados e aplicados dia a dia nas instituições públicas, por diversos agentes, motivados também por diversos interesses. Esses golpes, contudo, como são aplicados “no varejo”, como o conhecido e velho golpe de Estado acima mencionado, não são perceptíveis nem de imediato compreendidos. Não se veem em curto prazo seus danos ao organismo social e ao próprio Estado, mas se repetem dia a dia, como pequenos golpes “no” Estado, o que certamente fragiliza sua estrutura normativa e a segurança jurídica.
Com o princípio da reserva legal jogado no lixo tendo como agente principal o chefe maior do Ministério Publico, há de se indagar, na ocorrência de possíveis casos ainda piores: a quem a sociedade poderá recorrer? A reclamação agora chegará ao Bispo, como no dizer popular? Ou retomaremos a barbárie com paus e pedras, numa guerra de interesses grupais?
Pode parecer que esteja sendo extremista, porém posso assegurar que mesmo não sendo um constitucionalista, vejo com severa preocupação uma atitude como esta do chefe do Ministério Publico Federal, que desconhece a luta de um povo, o sangue já derramado, para fazer valer letra por letra do grande contrato social que é a Constituição. Achava eu, na minha ingenuidade, que populismo e golpes contra as instituições — como o que ocorreu recentemente pelo Decreto 8.243 da Presidência da República, em 23/5/14 —, eram atitudes esperadas e previsíveis somente em relação àqueles políticos já moldurados pela demagogia e pelas velhas práticas de seus partidos. Ledo engano de minha parte. Fico aqui com a sabedoria repetida pelo velho amigo e grande constitucionalista Joveni Cândido de Oliveira, a quem rendo homenagens: “O diabo é sabido não porque ele é o diabo, mas sim porque ele é velho.”
Pedro Sergio dos Santos é advogado criminalista, professor da UFG, mestre em Criminologia e doutor em Direito Processual Penal pela UFPE
“É preciso urgência para mudar a Justiça brasileira”
Armando Feitosa Parabéns pela entrevista “Delegado sugere que serial killer pode ter matado quatro mulheres em Goiânia” (Jornal Opção Online), de Thiago Burigato. O tema é complexo, mas o delegado Waldir Soares tem razão em muitos pontos. A impunidade é gritante no Brasil. Progressão de regime com um sexto da pena é realmente um absurdo, beira à debilidade. A falta de estrutura do sistema de segurança quanto ao processo de prevenção, elucidação dos crimes (inteligência) e repressão (sistema prisional) é um problema que revela não a falta de dinheiro, mas, sim, a falta de vontade política do Poder Executivo. Vimos na Copa que, quando se tem vontade política e se prioriza determinando ponto, os resultados acontecem. A deficiência de vagas no sistema carcerário é muito grande no Brasil. Tenho a mesma opinião que o delegado em relação ao “garantismo” da nossa Constituição. Entendo também que é hipocrisia essa história de que o instituto da pena não pode ser com o intuito de castigo — punir e segregar aqueles indivíduos que não possuem condições de viver em sociedade. Ora, o sujeito é autor de crime hediondo e reincidente (pena dura, bem pesada para passar a vida inteira na cadeia), preso tem que trabalhar e estudar. Parte do tempo de seu trabalho deveria ser dedicada a ressarcir os danos à vítima e outra parte, a ressarcir o Estado. Segregar os irrecuperáveis daqueles que são recuperáveis. [caption id="attachment_11698" align="alignleft" width="700"]
Crimes dolosos contra a vida continuam sendo cometidos sem maior punição, desabafa leitor em carta[/caption]
Temos de parar de hipocrisia e mudar a Constituição. Muitos avanços em relação à diminuição da impunidade, especialmente as ligadas à morosidade processual e à morosidade judiciária, param no “garantismo” da nossa Carta Maior: “in dubio, pro reu”, presunção de inocência etc. Estes princípios têm de ser mitigados quando o réu é reincidente. São aceitáveis em caso de réu primário, desde que não represente perigo à sociedade. Caso contrário, que fique preso até o processo ser julgado. É preciso criar uma Justiça especializada criminal semelhante ao que ocorre com a Justiça do Trabalho, um processo mais simples e célere, com menos recursos entre a denúncia, a ação e a sentença, em prazo máximo de 180 dias. Em qualquer situação, se o réu foi condenado à pena de reclusão, sai preso do julgamento e aguarda os recursos preso.
Os crimes dolosos contra a vida devem ser julgados por um juiz singular — tribunal do júri é um sistema ultrapassado, tem muito teatro e pouca efetividade. Noventa por cento dos crimes não são esclarecidos. Dos 10% que chegam a ter denúncia, 80% esbarram em nossa falta de estrutura para montar um inquérito com provas robustas. Além disso, o tribunal do júri é uma terra sem lei e sem critério. Muitos crimes ficam impunes neste caminho.
Por fim, quero dizer que temos um sistema falho em todos os sentidos, um quadro estatístico totalmente desfavorável, mas, em contrapartida, um número muito grande de políticos, estudiosos e intelectuais de olhos vendados e totalmente apegados a valores constitucionais ultrapassados, que não servem à realidade atual do Brasil. São valores carregados pelas mazelas da ditadura, em que vários cidadãos de bem foram mortos nos porões; entretanto, nossa realidade não mudou, porque também vários cidadãos de bem continuam sendo mortos, os infratores continuam impunes. A diferença é que em número assustadoramente maior e à luz do dia, nas ruas, nos comércios, nas casas.
E-mail: [email protected]
“Somos reféns da criminalidade”
Nayara Queiroz Sou amiga de Juliana Neubia Dias [morta em semáforo na Avenida D], vítima de crueldade. Afirmo que ela nunca teve envolvimento com drogas. Ela apenas saiu pra jantar com o namorado e uma amiga. A polícia tem a conclusão medíocre de dizer que a morte dela foi por acerto de contas. A verdade é que inocentes estão pagando pela falta de segurança e, principalmente, pela impunidade. Pessoas inocentes estão morrendo por causa do alto índice de criminalidade. O que aconteceu com Juliana — e muitas outras — foi mais um crime a sangue frio. A Delegacia de Investigações e Homicídio (DIH) quer generalizar todos os casos, alegando envolvimento com drogas, para poupar trabalho. É muito bandido e poucos policiais desempenhando seu trabalho. A culpa então é do cidadão, que sai de sua casa buscando entretenimento, com a família ou amigos? Homicídios vêm acontecendo cada vez mais, pela falta de lei, pela impunidade e pelo descaso com a população. Esse caso está sendo investigado errado, e cabe à polícia arregaçar as mangas, sair da zona de conforto e investigar certo, e à Justiça fazer valer a lei para esses criminosos. Mas nunca tentar calar o povo, com conclusões medíocres. O cidadão de bem está morrendo e a polícia alegando envolvimento com drogas em todos os casos. Claro é mais fácil assim. Enquanto isso, somos reféns da criminalidade. E-mail: [email protected]“O que não se gasta com educação terá de ser gasto com segurança”
Antonio Alves O crescente aumento da criminalidade, nos últimos cinco anos, é uma ironia que cobra dos governos o investimento dos 18% de arrecadação de impostos da união e os 25% dos Estados e municípios. O Brasil condicionou a sociedade de maneira a necessitar desses investimentos. Há passos dados que não permitem voltar atrás e muito provavelmente o que não se gasta com educação terá de se gastar com segurança e combate às drogas. Isso já é uma realidade incontestável. Uma coisa é certa: um país sem educação é um país sem futuro. E as mudanças não passam apenas por investimento: hoje é necessário fazer o caminho de volta. Para fazer o caminho de volta é preciso repensar temas polêmicos como direitos humanos e maioridade penal, bem como a questão do trabalho do jovem adolescente. E-mail: [email protected]
Problemática tanto para Goiás quanto para Brasília, região que abrange 19 municípios goianos localizados ao redor da capital federal aos poucos vem se desenvolvendo. Mesmo com pontuais avanços, ainda há problemas de sobra decorrentes de anos de descaso
Com primeira edição neste domingo, às 19 horas, “Pais e Filhos”, produção independente da Yela Filmes, dará destaque para a Capital da Fé
Fábio Ph
Especial para o Jornal Opção
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Prefeito Jânio Darrot concede entrevista ao programa “Pais e Filhos”[/caption]
Estreia neste domingo, 3, às 19 horas, o programa “Pais e Filhos”, uma produção independente da Yela Filmes do Brasil, que está sediada em Goiás desde 1989. “Pais e Filhos” terá em seu conteúdo a valorização da família, com quadros dirigidos para crianças, jovens e adultos. A cidade de Trindade, seus aspectos sociais, culturais e de negócios, será evidenciada. Para Ana Karynna, diretora comercial da PUC TV, canal 24 em televisão aberta, que definiu a exibição do programa em dia e horário nobres, “Pais e Filhos” atrairá o público jovem para a emissora. “Pelo piloto [programa experimental, para testes], avaliamos que a revista eletrônica está muito animada, divertida, interessante. A expectativa é grande para que o programa seja um dos diferenciais em nossa grade dominical”, disse Ana Karynna.
No programa de estreia, vários destaques. Entre eles, uma situação inusitada vivida pela produção de “Pais e Filhos”, na captura de entrevistas com o governador Marconi Perillo (PSDB); uma coleta de projeções, feita com o prefeito de Trindade, Jânio Darrot (PSDB), o padre Robson de Oliveira e também Marconi, a respeito de como será Trindade daqui a oito anos, com a inauguração do Novo Santuário Basílica do Divino Pai Eterno; também uma enquete sobre o ato de presentear os pais pelos filhos, aproveitando a oportunidade da data do Dia dos Pais; a cobertura da chegada da Caminhada Ecológica 2014 — que este ano teve seu início em Trindade — em Aruanã; e uma entrevista com o diretor de teatro Amarildo Jacinto de Souza. “Pais e Filhos” tem apresentação da atriz Ivone Cruz, do garoto Pedro Ticks, de 14 anos, e do diretor cinematográfico Fábio PH.
Ame-o ou odeie-o, Morrissey está mais vivo do que nunca e lançou um dos álbuns mais intensos de sua carreira
Em cálculos simples, é possível estimar que R$ 127 bilhões por ano são surrupiados do erário
Se ocorrer o foco com prioridade na aprovação ou não da figura do governador, o quadro tende a piorar para seus adversários
Observe o leitor que só falamos até aqui da Petrobrás, embora o setor elétrico, cuja administração foi entregue ao PMDB, isto é, a Sarney, Renan, Jader Barbalho, Romero Jucá e outros, também movimente recursos bilionários. Os ativos do setor petrolífero chegam a 520 bilhões de reais, e os do setor elétrico, a 150 bilhões de reais. Cinco por cento desses ativos (um montante modesto, para a voracidade dos aproveitadores), daria algo como 35 bilhões de reais. Valor modesto, repetimos, pois só em Pasadena, o TCU aponta 1,5 bilhão de reais e em Abreu e Lima, suspeita-se de 30 bilhões desviados. Mas deixemos barato: fique a terceira parcela em 35 bilhões. A quarta parcela não é menos difícil de ser avaliada, estimada, ou, seja “chutada”, pelos esforçados avaliadores de desvios, nós inclusive. Mas para não deixar tarefa incompleta, sigamos em frente. As empresas financeiras do governo federal (BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, além de outras menores) movimentam um ativo de 2 trilhões de reais. Se a cifra é astronômica, aqui existem regras mais rígidas, e a fiscalização do Banco Central. O que significa que o roubo é mais difícil. Por outro lado, quando ele ocorre, pode também ser astronômico. Se puxarmos pela memória, vem muita coisa. Muitas empresas “escolhidas” pelo governo Lula para serem exemplos empresariais acabaram explodindo no colo do BNDES, como as do Grupo X, de Eike Batista, e a Marfrig. A Caixa Econômica embarcou no Banco Panamericano, de Silvio Santos (só aqui foram 4 bilhões de reais desviados). No mensalão, um dos canais de desvio passava pelo subterrâneo do Banco do Brasil, via Visanet, administrado pelo finório petista Henrique Pizzolato, hoje descansando numa prisão italiana. E outro tipo de desvio surge aqui, inteiramente de responsabilidade da cúpula do governo federal: financiamentos ditos sociais, na sua origem, mais que permitem, até sugerem o não cumprimento das obrigações, eleitoreiros que são. O Minha Casa, Minha Vida é o exemplo acabado, principalmente nas moradias mais baratas. O que deveria seguir o padrão de inadimplência normal do mercado (inferior a 2%) não o é: neste segmento de habitações quase totalmente subsidiadas, o calote está acima de 20% como demonstrou a revista “Veja” em setembro de 2013. Só esse montante, de difícil recuperação, chega aos 14 bilhões de reais. Se, também aqui modestamente, levarmos em conta apenas o que surgiu nos escândalos, teremos uma quarta parcela de mais de 20 bilhões de reais. Mas fiquemos por aí. A soma das quatro parcelas que nos propusemos a muito grosseiramente estimar, chegaria então a 23+49+35+20= 127 bilhões. É um cálculo estimativo, aproximativo, reconhecemos, pois a corrupção, obviamente, recusa-se a ser medida com maior precisão. Mas não é, convenhamos também, uma estimativa desmedida, diante de tantos escândalos. É considerável esse valor, perante nossos problemas? Dê o leitor a resposta, sabendo que em 2013 os gastos do governo federal foram: Segurança, 66 bilhões, Educação, 65 bilhões, Saúde, 31 bilhões, e Transportes, 19 bilhões. E todo o programa de governo de um presidenciável (Eduardo Campos) prevê um investimento de 125 bilhões de reais.
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A prefeitura de Anápolis realizou a 1° Copa de Balonismo, atraindo anapolinos para a Avenida Brasil, de onde os balões partiram | Foto: Yago Rodrigues[/caption]
Julho foi marcado pelas festividades em comemoração ao aniversário da cidade, cuja história remonta a 1870, com a construção da Capela de Santana. Ali se inicia a história do arraial ou povoado de Santana das Antas. A expedição de certidões de nascimento, casamento e óbito foi possível um ano depois com sua inauguração, pois a igreja tinha funções públicas. Foi construído um cartório e um padre colado se estabeleceu, em 1873, elevando o povoado ao status de freguesia de Santana das Antas.
A capela cresceu para paróquia e o núcleo urbano foi se consolidando. Já em 1887, com uma lei provincial, houve a criação da Vila de Santana das Antas, se emancipando politicamente. A primeira bandeira estampava suas potencialidades comerciais: o fumo e o café. Durante a Primeira República, em 31 de julho de 1907, a vila se tornou o município de Anápolis, com o status de cidade. Quem conta é o diretor do Museu Histórico de Anápolis, Tiziano Mamede.
Em 1956, o prefeito Carlos de Pina autorizou a confecção da bandeira, cuja alusão de ser uma cidade eminentemente industrial e comercial simbolizasse Anápolis. Hoje, com 107 anos, a logística soma às potencialidades de um dos maiores polos industriais nacionais. Em comemoração, balões sobrevoaram as ruas da cidade e militares caminharam em desfile cívico.
Gastronomia, arte e esportes incrementaram a comemoração, com festivais, apresentações e campeonatos. Os horários das atrações se estenderam pelo mês de julho, em uma programação diversa para variados setores. A saúde e o lazer marcaram a última semana do mês.
Dona Natalina Vieira viveu os 30 anos do Bairro Vila Esperança. Lá, viu o chão de terra batida, campo de pelada para os meninos nos domingos, virar hospital. É assim que chamam a Unidade de Pronto-Atendimento 24 horas (UPA), inaugurada na quarta-feira, 30. Também viu, meses antes, a nova Praça Central Vila Esperança acolher os meninos e sua bola. E ainda compareceria à inauguração do Parque da Cidade, também na quarta-feira.
As atrações listadas são benefícios e melhorias para os anapolinos. O prédio da UPA ultrapassa as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde, de 1.300 m². Não apenas 3.300 m² construídos, e sim uma área equipada para atender cerca de 400 pessoas por dia. A unidade é localizada estrategicamente junto a outros hospitais e Cais, por toda a cidade. Sua qualidade de nível 3 significa atendimento pediátrico, ortopédico e clínico 24 horas. A obra recebeu investimento municipal e federal.
Como ela, outras obras foram feitas em parcerias com o Estado, com secretarias e até investimentos internacionais.
E mais um diferencial está se tornado realidade com o aeroporto de cargas. A partir deste ano, as cargas de outros países chegarão não só pelo aeroporto de Goiânia ou Brasília. A pista de 3 mil metros do aeroporto de cargas já está asfaltada e a obra deve ser entregue ainda em 2014. Os cidadãos poderão articular suas ideias e impulsionar a economia local no novo centro de convenções que contribuirá, ainda, como infraestrutura para que o corredor Brasília-Anápolis-Goiânia concorra, mais acirradamente, com o eixo Rio-São Paulo.
Para isso, outras ações são necessárias. Logística no transporte, como exemplo. As obras já em andamento do anel viário, viadutos (ambas próximas ao aeroporto de cargas) e duplicação do trecho da BR-153, entre Anápolis e Aliança do Tocantins (TO). Investimentos energéticos, como a intenção da texana CCD Biofuels & Energy, LLC (EUA) em criar um parque de energia verde. E, dentre outras ações, a ampliação e criação de distritos industriais. Nesse sentido, a Secretaria de Indústria e Comércio já informou o adiantamento na desapropriação de 13,5 alqueires e o interesse de empresas no terreno. Assim, a expectativa é que as próximas festividades celebrem a cidade com mais avanços e que sejam, eles, não só para festim e sim para consolidação de um polo em crescimento.
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Aliado do PT, empresário Armando Monteiro Filho lidera em Pernambuco. Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil[/caption]
O levantamento do Ibope em Pernambuco é duplamente frustrante a Eduardo Campos (PSB), que entregou o governo do Estado há exatos quatros meses para entrar na corrida presidencial. Ele está atrás da reeleição da presidente Dilma e seu candidato a governador, Paulo Câmara, também socialista, caminha para a derrota no primeiro turno da eleição.
Como se fosse uma praga do pernambucano Lula pela deserção de Campos das antigas alianças com o PT, Dilma lidera a disputa no Estado com 41%. A seguir, o socialista ostenta 37 pontos. Aécio Neves (PSDB) figura na pesquisa com inexpressivos 6% de apoio.
Na corrida ao governo estadual, a liderança é de um aliado do PT, o empresário Armando Monteiro Filho (PTB), com 43% das preferências. Em segundo, Paulo Câmara (PSB) arrebata 11 pontos. Em terceiro, Zé Gomes (PSol), com 2%.
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Baldy, o candidato tucano na cidade[/caption]
Nesta semana, o PSDB inaugurará o comitê do candidato ao governo Marconi Perillo, na Praça das Mães, no Setor Central. A coordenação é do pastor Vitor Hugo de Queiroz. A inauguração faz parte da campanha da sigla em Anápolis, presidida por Valto Elias. Ele fala da ação com os partidos aliados para colocar a campanha nas ruas. “Não temos uma pesquisa, para informar cientificamente. Mas, com o cotidiano e as conversas que temos, observamos uma melhora substancial nas intenções de voto, por causa das políticas do governador Marconi na cidade”, diz Elias sobre a imagem do candidato. Ele afirma que por mais que haja uma boa avaliação da gestão de Antônio Gomide no município, também há reconhecimento das ações estaduais pela população.
Essa folha de trabalho será utilizada na campanha. “Nós temos que espalhar à população que fizemos. Como exemplos, as parcerias com a Prefeitura de Anápolis, o asfaltamento das ruas, investimento na saúde, pois as unidades que funcionam são as que recebem patrocínio do Estado como a Santa Casa, o Hospital Psiquiátrico, o Hospital de Urgências”, completa o presidente.
Na sexta-feira, 1° de agosto, o comitê do candidato a deputado federal Alexandre Baldy foi inaugurado. Marconi Perillo esteve no ato. Quando perguntado sobre o forte cabo eleitoral que é o governador tucano, Elias diz que Baldy não é o único. “Todas as candidaturas da base aliada são importantes para o projeto político de Marconi em Anápolis. É claro que Baldy é o candidato federal que representa Anápolis, mas temos muitos candidatos a deputado estadual, como José de Lima e Onaide Santillo, que darão consistência à campanha.”
O vereador Fernando Cunha é outro nome que contribuirá com o tucano. Segundo Elias, ele não se candidatou por não ter encontrado condições para colocar uma campanha nas ruas. O projeto à prefeitura em 2016 é assunto para o próximo ano.
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Garotinho tem 21% de apoio para voltar a governar o Rio de Janeiro. Foto: Renato Araújo[/caption]
A pesquisa do Ibope no Rio é simpática à reeleição da presidente Dilma no terceiro colégio eleitoral. Teoricamente, os quatro principais candidatos a governador fecham com a reeleição dela. Mas, certos mesmo, são os dois que lideram. Na ponta, Anthony Garotinho (PR) tem 21% de apoio para voltar a governar. Depois, Marcelo Crivella (PRB), com 16%.
A seguir, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ostenta 15% de apoio para se reeleger. Em quarto lugar, Lindbergh Farias (PT) exibe 11% das preferências. Na realidade as bases peemedebistas estão rachadas pelo apoio de um grupo ao presidenciável Aécio Neves (PSDB), enquanto o próprio candidato petista reclama da falta de apoio de Dilma.
No Estado, o Ibope atribui a liderança presidencial a Dilma com 35%. Aécio recebe 15% das preferências de voto. Eduardo Campos (PSB) conquistou 5 pontos na pesquisa. É certa a realização do segundo turno de votação para governador, mas não é segura a previsão do nome que concorreria contra o favorito Garotinho.
Em 2009, a rede municipal de educação estava com déficit em salas de aulas e professores. Desde então, um trabalho sério foi ralizado. “A cidade não para de crescer. É um desafio muito grande e temos trabalhado bem e alcançado bons resultados”, diz a secretária de Educação, Virgínia Maria Pereira de Melo. “Montamos um planejamento e estamos reestruturando a rede física. São 92 unidades e outras serão construídas, além de reforma e ampliação.” A qualificação dos professores é outra ação. “Aqui o professor também é pago para fazer parte de grupos de estudo e, assim, se aperfeiçoar”, afirma Virgínia. O plano de cargos e salários foi aprovado e, assim, os professores recebem o piso. O uso de notebooks e espaços digitais foi uma conquista e continua em expansão. No cronograma constam três inaugurações de Centros Infantis.
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, inaugurou com o prefeito João Gomes, o Centro de Artes e Esportes Unificados (Ceu) na terça-feira, 29, no Jardim Alvorada. Além de promover a cidadania em locais com alta vulnerabilidade social, políticas de prevenção à violência e inclusão digital são objetivos do centro. Os 3.000 m² construídos reúnem áreas esportivas, culturais e de lazer, além do Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “O Ceu tem equipamentos necessários para oferecer às crianças e jovens da região oportunidades de crescimento pessoal e profissional”, disse Gomes. A gestão do centro é compartilhada entre a prefeitura e a comunidade. O Ministério da Cultura (MinC) garante recursos para o funcionamento do espaço, através do edital Funarte de Ocupação dos Ceus das Artes.
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Petista Fernando Pimentel lidera a sucessão no Estado de Minas Gerais. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr[/caption]
No segundo maior colégio eleitoral, Minas, os números da pesquisa do Ibope oferecem ao PSB do presidenciável Eduardo Campos a oportunidade de ser decisivo, com a Rede da vice-presidenciável Marina Silva, no segundo turno para governador. Logo eles, Campos e Marina, que eram os menos pretensiosos quanto à eleição ao governo mineiro.
A dupla desejava não mais do que ter um palanque mineiro à disposição da chapa presidencial do PSB-Rede para marcar presença no Estado. Ocupar o território com candidato próprio, que poderia ser o ambientalista Apolo Heringer, como desejava Marina para colocar holofote sobre um militante da Rede, o partido que gorou no Tribunal Superior Eleitoral. No fim, ficaram com o ex-deputado Tarcísio Delgado.
Agora veio a pesquisa e colocou na liderança Fernando Pimentel (PT), velho amigo da presidente Dilma, com 25% da preferência dos eleitores. A seguir, o tucano Pimenta da Veiga, que representa o presidenciável e ex-governador Aécio Neves, como opção de 21% dos mineiros. Entre os dois favoritos, há um equilíbrio.
Aí, surgiu a incógnita Tarcísio Delgado (PSB). Abaixo deles, em terceiro, com 3% de apoio. Ele que entrou na disputa apenas para garantir o palanque, cedeu-se ao apelo de Campos e de seu próprio filho Júlio Delgado, deputado pelo PSB deles. Agora, todos eles podem decidir a eleição mineira em conjunto com a sucessão presidencial.
A incógnita está na tendência do PSB-Rede quanto aos dois segundos turnos, o de Minas e o presidencial. Campos fez história com o PT de Lula, de quem foi ministro da Ciência e Tecnologia. Depois se afastou do governo para ter vida própria com o PSB. Aproximou-se de Aécio Neves numa inclinação de ambos a aliança no segundo turno federal.
Veio Marina, levou a Rede, aliou-se a Campos e impôs a distância deles a Aécio. A inclinação anterior de Campos era apoiar o PSDB na disputa pelo governo de Minas. Mas Marina insistia na candidatura de Apolo Heringer, sem experiência eleitoral. Então se chegou a Tarcísio Delgado, deputado da antiga ala autêntica do MDB.
O movimento das contradições entre Campos e Marina sugere que, na negociação do segundo turno, eles podem assumir qualquer posição. Tanto apoiar Dilma ou Aécio quanto ter apoio do tucano se ele não chegar lá.
Na opção entre Pimentel e Pimenta, a decisão deve ser uma cláusula do acordo maior, o presidencial. Segundo o Ibope, Aécio tem 41% dos votos em Minas. Dilma, 31. Campos, 5 pontos.

