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Marco Antônio da Silva Lemos é uma mistura da malícia do escritor inglês Evelyn Waugh com a pegada certeira do crítico americano H. L. Mencken (vale ler “O Livro dos Insultos”). Numa época (entre as décadas de 1970 e 1980) em que praticamente todos os jornalistas eram de esquerda — quando não eram, fingiam que eram companheiros de jornada, como se buscassem uma forma de proteção —, Marco Antônio da Silva Lemos, com seu nome gigante (jornalistas apreciam nomes menores, duplos, mas ele nunca foi um ortodoxo), era, por assim dizer, um livre atirador, crítico, contundente, divertido e, importante, sério (a seriedade de um Karl Kraus). Seu charme não era exatamente a posição política, o fato de não ser de esquerda, e sim o fato de escrever muito bem, de tornar a Língua Portuguesa mais elástica e corrosiva, cheia de vida e fissuras, nada burocrática. Pense na turma de “O Pasquim”, pois Marco Lemos teria feito imenso sucesso na redação, se de fato havia uma, dos esquerdistas altamente festivos que organizaram o jornal mais debochado da história do país. Pode-se sugerir que seria uma espécie de “Contra-Pasquim”, dada sua proximidade com os libertários — de fato, os liberais são mais libertários do que os indivíduos de esquerda —, mas teria se entrosado com facilidade com a turma mais brilhante, como Millôr Fernandes, Paulo Francis, Ruy Castro e Sérgio Augusto (Ziraldo e Jaguar era da turma do porra-louquismo).
Mais jovem, eu lia Paulo Francis, na mídia nacional, e Marco Lemos na imprensa goiana. Os dois me divertiam sempre, pela crítica inteligente, às vezes ferina. Mais tarde, com Marco Lemos já atuando no Judiciário, li uma resenha que fez das memórias do embaixador Pio Corrêa ("O Mundo Em Que Vivi”), publicada no “Diário da Manhã”. Comprei o livro, em dois volumes, e, de fato, o resenhista estava certo: é uma obra importante, mas fadada ao ostracismo, dado o fato de Pio Corrêa não integrar os quadros da esquerda patropi; antes, era de direita.
Na década de 1980, eu estudava História na Universidade Católica de Goiás e Filosofia na Universidade Federal de Goiás. Meu objetivo — lia com interesse Platão, Aristóteles (quase decorei a “Ética a Nicômaco”) e Espinosa — era seguir carreira acadêmica na área de Filosofia (devido ao meu interesse mesmo e ao incentivo do brilhante professor Jordino). Mas a leitura de jornais, dos textos de Francis, Sérgio Augusto, Ruy Castro, Washington Novaes, José Guilherme Merquior (que li primeiro nas páginas dos jornais) e, sobretudo, Marco Antônio da Silva Lemos (até hoje reluto em diminuir o nome), levou-me para o curso de Jornalismo, em 1983.
Marco Antônio da Silva Lemos escrevia no Jornal Opção e no “Diário da Manhã” — tanto artigos como reportagens. Fico a pensar como uma redação de esquerdistas se comportava em relação a um sábio liberal, com veia satírica, com alta capacidade para o debate de ideias. Depois, alguém (não me lembro quem, talvez uma amiga comum, a jornalista Consuelo Nasser) me disse: “Leia alguns texto do ‘Top News’. São escritos pelo Marco Antônio da Silva Lemos”. Nunca investiguei se eram mesmo dele, mas li todos. Eram bem escritos. Não eram idênticos aos textos de Marco Antônio da Silva Lemos, mas havia alguma identidade.
Não sei exatamente por qual razão Marco Antônio da Silva Lemos “abandonou” o jornalismo, mas é provável que tenha sido devido aos salários baixos e à irregularidade dos jornais (como empresas), com sua dependência extrema dos humores dos governantes. Formado em Direito, prestou concurso no Poder Judiciário, tornou-se juiz e, em seguida, desembargador. Ouvia falar dele, pela Consuelo Nasser. “Está em Brasília”, “mudou-se de Brasília”, “voltou para Brasília”. Depois, um amigo comum, Paulo, me contou que havia prestado novo concurso e trabalhava em Brasília como juiz. Recentemente, Marco Antônio da Silva Lemos reapareceu, no Facebook. Permanece o crítico implacável, mas refinado. Sua ironia é tão sofisticada — às vezes não deixa de ser descarada — que muitos não parecem entendê-la.
Desconsiderando as regras básicas do jornalismo, deixei para publicar a informação essencial, a que interessa, no último parágrafo (felizmente, publiquei-a no título). Marco Lemos assume, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o cargo de desembargador no dia 3 de março (terça-feira), em Brasília. Gostaria de ler algumas sentenças do magistrado. Retirada a tecnicidade, a linguagem do meio judicial, deve conter textos de primeira linha.
O leitor Carlos Humberto Costa pergunta: “Procede que há em Goiás jornalista bissexto?” Envio um e-mail e explico que não entendi a pergunta ou brincadeira. O leitor acrescenta: “Quero saber se procede que há jornalista em Goiás que escreve um artigo num ano e passa outro ano sem escrever?” Respondo que, embora não saiba responder à indagação, vou ficar de olho. Outro leitor, Arthur de Lucca, costuma dizer que, no Pop, alguns jornalistas escrevem um artigo por mês. “Estourando.” Noutro e-mails, Carlos Humberto, que se apresenta como professor de inglês, sublinha que, no Pop, os principais articulistas não são de Goiás. Procede. O “Pop” reproduz o provincianismo de avaliar que opiniões sobre a política e a economia nacional só podem ser formuladas por jornalistas de São Paulo e Rio de Janeiro.
Quem está reinventando o trânsito de Goiânia talvez seja um gênio. Ao final da mexidas é provável que o trânsito flua com mais facilidade e, sobretudo, o transporte coletivo — a essência de uma cidade — se torne mais eficiente. Porém, num país em que o automóvel é o centro da vida dos indivíduos, as mudanças em algumas das avenidas estão contribuindo mais para engessar do que para liberar o trânsito — e sem facilitar o tráfego de ônibus. Na Avenida 85, para citar um exemplo, a prefeitura fechou entradas laterais, o que praticamente impede o acesso rápido à Avenida 136 e outras, o que contribui para engarrafar o trânsito. Se é para melhorar o transporte coletivo, com os corredores exclusivos para ônibus, não há do que reclamar. Mas os especialistas em trânsito têm de pensar também no tráfego dos automóveis. Na Rua 146, no Setor Marista, a prefeitura colocou alguns semáforos, com o objetivo de reduzir acidentes. A intenção é positiva. Mas os acidentes continuam. Motivo: o semáforo, se está aberto ou não, só é visto pelo motorista que está trafegando pela 146 (não há sinais nas paralelas). Os motoristas que estão nas outras ruas e precisam atravessar a 146 não percebem se o sinal está aberto ou não. Claro que o motorista tem de parar e verificar, mas, se for um pouco desatento, pode provocar uma batida.
Angela Merkel e François Hollande se empenham para evitar uma guerra que se mostra cada vez mais inevitável
A modernização da máquina pública, colocada a serviço da sociedade e não da barganha política, vai ser decisiva para que os eleitores percebam o governador de Goiás, o tucano-chefe Marconi Perillo, e seus aliados como porta-vozes da modernidade nas eleições de 2016 e 2018
Com mais de 90 títulos, “O Amor, a Morte e as Paixões” se destaca pela pluralidade de gêneros e temáticas dos filmes. A 8ª edição fica em cartaz até 25 de fevereiro, no Shopping Bougainville
Em “O Capital no século XXI”, PhD questiona Marx, Kuznets e Keynes propondo um novo olhar sobre a atual constituição econômica da sociedade
A presidente cedeu diante de problemas com a corrupção, o PT e partidos aliados, que ameaçam o ajuste fiscal e montam um governo paralelo no Congresso
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Eduardo Cunha deu dor de cabeça ao romper velhos conceitos de Lula[/caption]
Ao retornar a Brasília depois de ouvir Lula em São Paulo, a presidente Dilma foi ao expediente do Planalto, na manhã de sexta, 13, para receber o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeir e retirou-se para o carnaval na praia baiana junto à base naval de Aratu. É a terceira temporada naquele retiro desde o Natal.
O silêncio da praia é um oportunidade para Dilma refletir sobre os conselhos que ouviu de Lula na quinta-feira, 12. O carnaval representa mesmo uma espécie de trégua no jogo político. A partir das cinzas, poderá se avaliar se alguma mudou depois da reaproximação da presidente a Lula. Inclusive conferir se, por parte da presidente, houve mesmo reaproximação consistente.
Mas Lula, safo como é, já pressentia o que a sucessora queria com ele e saiu a campo na véspera. Foi ao encontro do PMDB do Rio, ponto de origem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, razão de dores de cabeça de Dilma na semana passada, quando ela deixou tudo e foi a Lula como antes.
Na noite de quinta, o ex confraternizou com três caciques locais: o ex-governador Sérgio Cabral, o sucessor Luiz Fernando Pezão e o prefeito Eduardo Paes. Lula anunciou aos amigos cariocas que sugeriria a Dilma ter uma “conversa séria” com Cunha, que, em sua rebeldia, iniciou um processo de afirmação parlamentar que desafia o Planalto.
Se o contato dele com Dilma acontecer, teremos uma amostra do que a presidente considera conversa séria com o comandante de outro poder, se isso envolve ameaça de retaliação. A inclinação de Dilma seria à agressividade. Com ou sem contato, será possível avaliar a receptividade da sucessora a um conselho do padrinho, ao qual procurou depois de isolá-lo por tanto tempo.
No dia seguinte à divulgação da pesquisa do Datafolha que atestou a decadência do prestígio da presidente, Eduardo Cunha passou a exercer de fato seu poder institucional como novo presidente da Câmara e sinalizou a montagem pelo PMDB de um governo paralelo. A afirmação do Congresso colocou em cheque o ajuste fiscal do governo ao aprovar o orçamento impositivo.
A mudança causa um prejuízo duplo o Planalto. De um lado, obriga o pagamento automático de certas verbas dos parlamentares. De outro, impede o palácio de condicionar a liberação de verbas dos parlamentares, geralmente para beneficiam as bases eleitorais dele, à apresentação de votos a favor do palácio no Congresso.
Num processo de afirmação do parlamento e dele próprio, Cunha liberou a criação da CPI para investigar o petrolão montado na Petrobrás. Além disso, aconselhou Dilma a corrigir a cobrança do imposto de renda em 4,5 por cento. Do contrário, o Congresso derrubaria o veto da presidente ao projeto que corrigiu em 6,5 por cento. Com tanta pressão, Dilma estressou.
Não é nada, Cunha rompeu, na prática, o conceito de presidencialismo de coalizão que Lula montou em seu primeiro governo com a incorporação ao Planalto de alianças com outros partidos para a montagem da maioria governista no Congresso em nome da conquista de garantias à governabilidade – processo adubado pelo mensalão e o petrolão.
Mas o presidente da Câmara poderá alegar que Dilma é a responsável pela ruptura do padrão de alianças com partidos caro ao lulopetismo que o gerou como cooptação. A presidente teria atropelado a coalizão ao governar e decidir solitariamente, sem considerar sequer a opinião de seu próprio partido, o PT – poderia rebater Eduardo Cunha.
Yago Rodrigues Alvim
As caixas desempilhadas, esparramadas do pé da cama à porta entreaberta. Fotografias fora da caixa, roupas desbotadas fora do cabide, do fundo da gaveta, amontoadas em livros sobre livros, ao lado de cds, na mesinha sem arranjo. Cama desnuda, de noite atormentada.
Mormaço escalado em paredes de cortina amarrada. Copo meio vazio, no criado mudo em meio a farelos também sem sal. Botou as mãos na cintura, depois de sequer um fio amarelo sobrar na testa suada. Umedeceu os lábios e cerrou os dentes, ante o olhar disparatado a imagem estatelada no espelho. Endurecidas, se entreolhavam até o ínfimo poro do poro da pupila estática. O ar atracara nas narinas, na goela, nos pulmões secos. O ar suspendia-se no ar.
A interferência chiando em preto e branco na tevê da sala, o arroto do liquidificar jorrando ninharias amareladas por todo o piso da cozinha, a descarga desenfreando água pela tubulação do vaso, vasando água pelo chuveiro, uma lesma caminhando no jardim. Ela de pé, no quarto.
Queria esmagar, por tudo, por si, a lerda lesma na lida da grama ao concreto da passarela.
Queria salgá-la, com o sal que derramava dentro de si, em silêncio. Queria salgá-la com a maré de sequer uma grama salgada que gastara com ele. Queria riscá-la feito rabisco de vai-e-vem desenfreado. Máquina descabeçada. Queria riscá-la até as unhas roerem no negro de tantos riscos, enfeitando de sangue o risco, o risco, o risco, o risco, o risco, o ris-co. E solfejar amarga, um “uh” aliviado.
Queria entender as tralhas, desvendar as travas que a emperravam sempre no meio do caminho. Aos trancos, queria tropeçar num pulo e alcançar outro lugar. Que não fosse ali, que apagasse a fumaça, antes mesmo do trago. Queria um cigarro. E a dor no meio da testa surgia estúpida e deselegante ante a imagem intacta. Acrescia no fosso do crânio. Enegrecia-a e ariscava a sede no céu da boca. Chorou sem lágrimas.
Chorou até que escorresse nas maçãs pálidas do rosto coragem suficiente para arremessar longe as caixas, desempilhando-as, abrindo a porta. Chorou até sobrar fiascos de memórias rasgadas dentro da caixa. Chorou desabotoando os retalhos sem cor junto aos cabides. Chorou até que nenhuma palavra sequer sobrasse sobre as linhas. Chorou até a cama atormentar-se com a noite. Chorou até o mormaço cair morto pelo chão do quarto. Chorou, muda, o sal.
Desligou a tevê, bateu um suco de maracujá. Banhou-se. E sentou na varanda com seu cigarro aceso.
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Foto: Divulgação[/caption]
Solar-verbo conjuga bem a reação dos olhos ao ver um trechinho qualquer de vídeo de Denise Stutz. A bailarina faz poesia no linóleo com a presença e ausência de movimento e, feito os batimentos, vai “tum-tum-teando” a plateia em “Finita”. Pode “googlar” sem receio até que a espera acabe e o sábado 21 anoiteça.
Às 20 horas, outra angústia começa, mais leve; vem da dança de Denise que perambulou a arquitetura cênica para laborar a perda, o envelhecimento e a falta do que um dia existiu. Já há dois anos concebido, o espetáculo chega parte de “Manga de Vento”, circuito encabeçado por Kleber Damaso sob os ombros do Sesc.
E é ali mesmo, no palco do Sesc Centro, que ela sola. Num videozinho, Denise põe palavras no movimento: “Foi feito para minha mãe, que morreu há um ano. Pensei em fazer uma homenagem a ela e a várias saudades e faltas e ausências que a gente tem. Nós só podemos entender a ausência pela presença, por isso estou sempre ali”.
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Medidas do governo desfavoráveis a trabalhadores assustaram Lula e o PT[/caption]
Se quiser mesmo ajudar a governabilidade da presidente Dilma, Lula terá trabalho junto ao PT e sindicatos para conter movimento contra a redução de benefícios trabalhistas previstos na medida provisória que agora depende do Congresso. É uma pressão que conta com o apoio silencioso de Lula, senão não se alastraria pelo partido contra a presidente.
Se Dilma não tocar nos direitos trabalhistas, como prometeu durante a reeleição, não será fácil avaliar se eventual recuo se deveu a orientação de Lula na nova fase de relacionamento entre ambos ou se o palácio apenas sucumbiu à pressão vinda de sindicalistas e petistas. Seria interessante conhecer um processo na pessoa da presidente que a levou a mudar de ideia.
Ainda na segunda-feira pós-Datafolha com a queda da popularidade de Dilma, a pesquisa cimentou a mobilização no PT para defender trabalhadores contra o ajuste fiscal que o governo decidiu sem ouvir ou informar ao partido e sindicatos. Antes da conversa com a sucessora, Lula considerou um absurdo que a CUT não fosse comunicada previamente.
Naquele momento, o diretório nacional do partido fechou o manifesto que criticou o ajuste e recomendou a Dilma coerência com a linha trabalhista do programa petista. O documento foi redigido ao final do encontro petista em Belo Horizonte, onde a presidente discursou sem aparte e defendeu a mudança trabalhista:
“As mudanças que o país espera para os próximos quatro anos dependem muito da estabilidade e da credibilidade da nossa economia. Nós precisamos garantir a solidez de toda a nossa economia, garantir o controle da inflação, das contas públicas e, enfim, garantir a geração de emprego e renda, que é o objetivo fundamental que nós temos.”
A reação do PT contra Dilma tem a ver com o pouco caso com que agraciava o partido. Relaciona-se ao gesto de afastar Lula de seu entorno. Ela estava feliz com a troca de rostos lulistas por outros dilmistas no Planalto. Sentia-se em casa no palácio: Minha Casa, Minha Vida. Caiu na real ao ser confrontada dentro e fora do partido: foi a Lula como antes.
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Vice-presidente Michel Temer lidera um PMDB que desafia as noções governistas Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil[/caption]
A queda da simpatia popular pela presidente Dilma leva consigo, ladeira abaixo, o prestígio do PT, o que estimula aliados e a oposição a buscarem fórmulas que derrubem a hegemonia petista. A arma da vez é a revogação do voto em legenda em eleições proporcionais, aquele recurso que permite ao eleitor votar apenas no partido ou coligação, sem indicar o candidato.
Se o PT é a legenda mais popular, os candidatos petistas ou coligados a deputado ou vereador são os mais beneficiados pelo voto apenas no partido, onde engorda o quociente eleitoral. Ao engordar o cacife da votação junto com os candidatos a deputado e vereador mais votados, o voto na legenda pode arrastar consigo nomes menos votados do mesmo partido ou coligação.
A revogação do voto de legenda equilibraria a competição direta entre partidos com a eleição de candidatos votados diretamente, como no sistema majoritário. Ao ser eleito senador por São Paulo em outubro, o tucano José Serra anunciou um projeto que cria o voto distrital para vereador, onde o candidato seria votado apenas em determinado setor do município.
O vice-presidente Michel Temer, líder do PMDB, cogita o chamado distritão para deputados, com a eleição dos mais votados diretamente no Estado e no Distrito Federal - cada unidade formaria um único distrito. A ideia atrai o oposicionista DEM e os governistas PTB, PP, PSD e PR. O PT prefere o voto em lista: voto apenas nos partidos, que escolheriam os eleitos.
Hoje, o desafio do PMDB ao Planalto é o suficiente para colocar em crise o governo de coalizão presidencialista chefiado por Dilma Rousseff, sendo que outros aliados se interessam pelo impasse peemedebista, cujos lances podem lhes abrir novas oportunidades junto ao governo.
A busca de novos rendimentos move o PMDB, assim como Dilma idealiza um desenho de reforma política que preserve a hegemonia do PT – partido que também desafia a autoridade da presidente em seu próprio governo, mergulhado nas crises contínuas de gestão.
Como se os partidos estivessem alheios ao reflexo político na sociedade, os lances pelo poder são imediatistas. Assustados com o desgaste do governo. petistas perseguem a permanência da hegemonia, num processo que agrava a rejeição do país aos políticos e seus partidos. Aliados procuram o protagonismo. A oposição é oposição com oscilações.
Quem mais perde no vale-tudo político é o PT, relacionado à corrupção no poder. A mais recente pesquisa do Datafolha demonstra a brutal queda de prestígio petista entre os brasileiros. Apurada nas ruas entre os dias três e cinco, a pesquisa mostra que o cartaz do PT como o mais querido despencou dos 22% em dezembro para 12 pontos em exatos dois meses.
Outra constatação chocante da amostra é que os partidos concorrentes não lucraram diretamente com a decadência petista provocada por má gestão e corrupção. Em segundo lugar na corrida de prestígio, o PSDB caiu de sete para cinco por cento naqueles dois meses. A seguir, o PMDB comprovou que congelou no gosto popular: tinha quatro por cento e lá ficou.
Todos os outros 29 partidos autorizados a buscar votos nas urnas, até a última sexta-feira, 13, possuem, somados, os mesmos dotes de simpatia que o PMDB: 4%. A diferença é que aqueles 29, juntos, ostentavam um ponto de simpatia. Antes do segundo turno nas eleições, os pequenos possuíam 5% na pesquisa com margem de erro de dois pontos.
Em cada 10 brasileiros, sete não têm preferência por algum partido: 71%. Dois meses antes 61%, vindos das eleições de outubro, quando chegaram a 64% desde o início ao fim da campanha.
Os números da pesquisa poderiam significar um latifúndio a ser lavrado e cultivado por políticos, não fossem as pragas daninhas.
A partir do quadro de recessão pintado pelas novas autoridades econômicas em Brasília, Prefeitura e governo do Estado prometem apertar os cintos
A galera do El Club resolveu sair de casa e pular carnaval na rua! Ou melhor, ali pertinho do pub mesmo, no Cepal do Setor Sul. E, ó, mandou avisar que vai ter Ivete, marchinha, enfim, a micareta toda com boas doses também de indie e hip hop. Alimentação e segurança estão garantidas! Então, pode pôr sua fantasia que a festa “eXtação Primeira da Zueira” começa às 17 horas, na terça-feira de carnaval, e termina às 22 horas. A entrada é free. E se você quiser continuar a festa, anota aí que vai ser ali pertinho mesmo, no pub do El Club. É porque lá acontece a parte II da tal “eXtação Primeira da Zueira”. Mas, ó! Lá só entra maiores de 18 anos, então, se esquecer a identidade em casa, nem adianta reclamar.

