Quem está reinventando o trânsito de Goiânia talvez seja um gênio. Ao final da mexidas é provável que o trânsito flua com mais facilidade e, sobretudo, o transporte coletivo — a essência de uma cidade — se torne mais eficiente.

Porém, num país em que o automóvel é o centro da vida dos indivíduos, as mudanças em algumas das avenidas estão contribuindo mais para engessar do que para liberar o trânsito — e sem facilitar o tráfego de ônibus. Na Avenida 85, para citar um exemplo, a prefeitura fechou entradas laterais, o que praticamente impede o acesso rápido à Avenida 136 e outras, o que contribui para engarrafar o trânsito. Se é para melhorar o transporte coletivo, com os corredores exclusivos para ônibus, não há do que reclamar. Mas os especialistas em trânsito têm de pensar também no tráfego dos automóveis.

Na Rua 146, no Setor Marista, a prefeitura colocou alguns semáforos, com o objetivo de reduzir acidentes. A intenção é positiva. Mas os acidentes continuam. Motivo: o semáforo, se está aberto ou não, só é visto pelo motorista que está trafegando pela 146 (não há sinais nas paralelas). Os motoristas que estão nas outras ruas e precisam atravessar a 146 não percebem se o sinal está aberto ou não. Claro que o motorista tem de parar e verificar, mas, se for um pouco desatento, pode provocar uma batida.