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A jornalista Sandra Stefan (foto acima; de seu Facebook) morreu no sábado, 10, em Goiânia, em decorrência de uma pneumonia. A profissional, que trabalhava no Sesc, havia passado por uma depressão desde a morte de uma filha, formada em medicina. Foi sepultada no domingo, 11.
Sandra Stefan é apontada por colegas como uma profissional “competente, inteligente, íntegra e de fácil relacionamento”. “O jornalismo perde uma grande profissional e os amigos e colegas de trabalho perdem uma grande figura humana”, define uma amiga, também jornalista.
Repercussão no Facebook
Da jornalista Adrianne Vitoreli: “Profissional competente e uma pessoa querida, de sorriso aberto. Muita tristeza...”.
Da jornalista Sônia Ferreira: “Lamentável. Sandra era uma pessoa do bem. Estou chocada”.
Do jornalista e escritor Jj Leandro: “Sandra Stefan era da turma de jornalismo de 79 da UFG. Fizemos o curso juntos. Perda lamentável”.
Do poeta, jornalista e cronista Hélverton Baiano: “Descurtir. Perdemos um doce”.
Do jornalista Deusmar Barreto: “Sandra: eternamente em nossos corações!”
Ao longo do trajeto, demonstrações de consternação e emoção de algumas pessoas, que caminhavam silenciosas, se misturavam a brados corajosos de manifestantes
Durante o velório, o sertanejo disse que a morte do pai significava a perda do “esteio” da família
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Foto: Glener Uehara/ Facebook Talismã Music[/caption]
O pai do cantor Leonardo, Avelino Costa, foi enterrado no cemitério Jardim das Palmeiras por volta das 17h30 deste domingo (11/1) no mesmo túmulo do filho Leandro, morto em 1998, vítima de câncer, no cemitério Jardim das Palmeiras. Avelino morreu na madrugada deste domingo (11) aos 78 anos. Além de familiares, o sepultamento foi acompanhado por centenas de fãs de Leonardo.
O pai do cantor sertanejo estava internado no Hospital Anis Rassi desde a última terça-feira (6). De acordo com a assessoria do Leonardo, Avelino deu entrada na unidade de saúde com um quadro de enfisema pulmonar que se agravou nos últimos dias.
Durante o velório, Leonardo disse que a morte do pai significava a perda do “esteio” da família: "Foi um homem muito forte, um exemplo de pai. O que eu tenho hoje, o que eu sou hoje, o que Leandro e Leonardo foi, nós devemos a ele".
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Avelino era casado com Carmem Silva Costa, com quem teve oito filhos. Artistas e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), lamentaram a morte de Avelino.
O cantor Rick, que recentemente rompeu a dupla com Renner, foi o primeiro amigo de Leonardo a lamentar a morte nas redes sociais. “Meu querido amigo, irmão, que Deus conforte seu coração e dê ao espírito de seu pai, Seu Avelino, muita paz pra que repouse para sempre. Força, meu amigo. Deus é contigo”, escreveu o cantor no Instagram.
No Facebook, o governador prestou solidariedade e afirmou que Avelino era um homem simples e com “forte compromisso com valores e princípios”.
Também no Instagram, Eduardo Costa publicou uma foto de Avelino com a seguinte mensagem: “O dia hoje amanheceu mais triste, perdemos o patriarca da Família Costa, o senhor Avelino pai do meu irmão Leonardo , que Deus possa dar conforto a toda essa família que eu amo e que é minha família”.
Nas redes sociais, o amigo da família, o cantor Zé Ricardo, que faz dupla com Thiago, deixou uma mensagem aos fãs. "Sr. Avelino Virgulino da Costa faleceu essa madrugada. Peço a todos que orem muito pelo Léo e toda família. Com certeza eles estão precisando da gente agora! Avelino que o senhor tenha uma linda morada ao lado de Deus! E que de lá o senhor veja sempre o sucesso do que o senhor construiu! Descanse em paz!".
Ele morreu na madrugada deste domingo (11/1), em Goiânia, aos 78 anos
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Se após o ataque não surgir um crescimento do sentimento anti-islâmico ou um fortalecimento da extrema direita na Europa, seus ideólogos irão se reunir para rever o que aconteceu de errado...pois são estes os objetivos
Corpo do pai do sertanejo será enterrado no mesmo túmulo do outro filho, Leandro, morto em 1998, vítima de câncer
Evento começou às 22 horas de sábado (10) e terminou no início da tarde deste domingo
Ataque à Charlie Hebdo, semanário que satirizava o Islamismo e outras religiões, despertou debate sobre questões sensíveis, como liberdade de expressão e de religião
A Marcha Republicana convocada para domingo em Paris será uma das maiores manifestações dos últimos anos na capital francesa. Deverá reunir mais de 1 milhão de pessoas, intelectuais e religiosos, além de personalidades e políticos de diversos países. A manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira, reafirmará o repúdio ao terrorismo e à defesa dos valores republicanos, como a liberdade de expressão e de opinião. Entre os políticos que confirmaram presença no domingo estão chefes de estado e de governo de Portugal, da Espanha, Itália, do Reino Unido, da Turquia e Alemanha, e representantes da Rússia e do Egito, país que mantém uma tensa relação diplomática com a França. Para além da manutenção do mais alto estado de alerta na capital francesa, uma vez que são mantidas as ameaças terroristas, haverá mais 5.500 homens nas forças de segurança. Hoje, cerca de 700 mil pessoas manifestaram-se por toda a França em solidariedade aos 17 mortos nos ataques terroristas desta semana, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.
Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas. Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana. "A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado. "O detetor de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada", acrescentou, considerando ter "quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto". Em dezembro, outro ataque no mesmo mercado 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.
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Em mensagem, que foi enviada à agência de notícia Associated Press, a França foi escolhida como alvo por ter um “evidente papel na guerra contra o Islã e as nações oprimidas”
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Momentos depois do ataque ao jornal Charlie Hebdo, na França / Foto: William Molinié/ Twitter[/caption]
O terrorismo, contra a democracia e o indivíduo, aproveita-se de que nas democracias modernas, apesar do suposto big brother, os espaços públicos e privados são escassamente protegidos. Os terroristas que mataram dez jornalistas e chargistas da revista “Charlie Hebdo” — que satiriza, entre outros, o profeta Maomé — e dois policiais usaram da liberdade de ir e vir, típica da sociedade democrática, para cometer um atentado contra a vida e a liberdade de expressão. A França, com sua tendência a assimilar as diferenças, apesar das pressões da extrema direita, tornou-se vítima por ser, em geral, libertária.
George Packer escreveu, no site da revista “New Yorker” — a síntese é de Caio Blinder, no portal da “Veja” —, que “o ataque contra ‘Charlie Hebdo’ foi apenas a última salva de uma ideologia que tenta conquistar o poder por décadas” por intermédio “do terror. A mesma que foi ao encalço do escritor Salman Rushdie a mando da teocracia iraniana, a mesma que matou 3 mil pessoas nos EUA em 11 de setembro de 2001, a mesma que assassinou Theo van Gogh nas ruas de Amsterdã em 2004 por fazer um filme, a mesma que pratica decapitação e estupro na Síria e Iraque, a mesma que massacrou 132 crianças e adultos em uma escola em Peshawar, no Paquistão, em dezembro. E como observa Packer, é a mesma que mata nigerianos com tanta regularidade, especialmente jovens, a que o mundo mal presta atenção”.
“Todos nós devemos ser Charlie não apenas hoje, mas todo dia”, sugere George Packer.
O problema é que o terrorismo, embora intolerante e contra a liberdade de expressão, não vai acabar. O filósofo britânico John Gray afirma, no polêmico livro “Al-Qaeda e o Que Significa Ser Moderno” (Record, 176 páginas, tradução de Maria Beatriz de Medina), que a Al-Qaeda modernizou o terrorismo (a barbárie), inclusive suas comunicações — daí sua eficiência letal.
Destaco, neste breve texto, o comportamento celerado de certa intelectualidade. O livro “Passado Imperfeito — Um Olhar Crítico Sobre a Intelectualidade Francesa no Pós-Guerra” (Nova Fronteira, 478 páginas), do historiador britânico Tony Judt, mostra como o filósofo Jean-Paul Sartre e mesmo Merleau-Ponty justificaram, sem meias palavras, o inominável — o stalinismo. Em 1952, numa resposta a Albert Camus, Sartre assinalou: “Nós podemos ficar indignados ou horrorizados diante da existência desses campos [de concentração soviéticos]; nós podemos até ficar obcecados por eles, mas por que eles deveriam nos constranger?” Constrangidos com o Gulag soviético, Camus, François Mauriac e Raymond Aron optaram pela crítica ao stalinismo, indicando que não é dever do intelectual “acanalhar-se” por razões ideológicas ou quaisquer outras.
No caso da França atual, intelectuais de uma certa esquerda avaliaram que o terrorismo é um instrumento legítimo da guerra. Óbvio que, para chocar menos, retorcem as palavras, ao estilo do facinoroso Frantz Fanon, espantosamente seguido nas universidades brasileiras, até por pessoas inteligentes e responsáveis. Os cartunistas que desenhavam Maomé, políticos e outras figuras públicas, sugerindo que todos podem e devem ser criticados, estavam em guerra? Não estavam. A guerra, no caso, era unilateral. Os cartunistas e jornalistas eram tão inocentes quanto as vítimas do terrorismo nas Torres Gêmeas ou em trens e ônibus.
Seja religioso, político, de esquerda ou de direita, o terrorismo é sempre condenável. Não só o terrorismo dos árabes. Há ações de militares americanos e agentes da CIA no Oriente que são igualmente condenáveis. Não cabem aos intelectuais, mas eles se convocam para esta missão, justificar a violência.

