Al Qaeda no Iêmen reivindica responsabilidade por ataque ao Charlie Hebdo

Em mensagem, que foi enviada à agência de notícia Associated Press, a França foi escolhida como alvo por ter um “evidente papel na guerra contra o Islã e as nações oprimidas”

Foto: vídeo Agence France-Presse (AFP)

Foto: imagem do vídeo enviado à Agence France-Presse (AFP)

Um integrante da Al Qaesa da Península Arábica (AQAP, sigla em inglês) declarou na noite da última sexta-feira (9/1) que o grupo dirigiu o ataque contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo, em Paris, na última quarta-feira (7). “A liderança da AQAP comandou as operações e escolheu cuidadosamente seus alvos na vingança pela honra do profeta”, disse o homem.

Conforme o integrante, o ataque ocorreu como vingança pela honra de Maomé. O jornal já havia divulgado charges satirizando do profeta, o que gerou insatisfação dos religiosos extremistas.

Em mensagem, que foi enviada à agência de notícia Associated Press, a França foi escolhida como alvo por ter um “evidente papel na guerra contra o Islã e as nações oprimidas”. “Atingir a santidade dos muçulmanos e proteger aqueles que blasfemam tem um preço alto e a punição é severa”, disse o líder.

Nesta semana, a França passou por momentos de horror. O atentado terrorista contra o jornal “Charlie Hebdo”, que matou 12 pessoas, a morte de uma policial e de quatro reféns lembram dias tristes para o País europeu e para o mundo.

Na última sexta-feira, depois do ataque ao “Charlie” dois terroristas tomaram um mercado judeu e fizeram cerca de 20 pessoas de reféns. Ao final, quatro foram mortos. No mesmo instante deste sequestro, os irmãos Chérif e Said Kouachi, responsáveis pelas mortes no jornal francês, sequestraram um homem em uma gráfica. Ele saiu ileso.

Além dos irmãos Kouachi, o terrorista Amedy Coulibaly também foi morto na operação de resgate. A polícia ainda busca a companheira de Amedy, Hayat Boumeddiene, que participou do sequestro no mercado judeu e continua foragida.

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