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Lançamentos

Livro

LivroDesperdiçando Rima Nas palavras de cantora Karina Buhr, seu livro de estreia, fruto de suas colunas na Revista da Cultura, traz sortimentos variados de cheiros azedos e sabores doces. Autor: Karina Buhr Preço: R$ 24,50
   

Música

MúsicaEstratosférica Depois de “Recanto”, considerado o melhor álbum de 2011, Gal Costa lança este, trabalho que conta com composições de Camelo, Mallu, Céu, Milton, Caetano e outros. Intérprete: Gal Costa Preço: R$ 24,90
 

Filme

Filme
50 tons de cinza O tão discutido filme enfim chega às prateleiras. Com Dakota Johnson e Jamie Dornan, a adptação traz para as telas a história de Anastasia Steele e Christian Grey. Diretor: Sam Taylor-Johnson Preço: R$ 39,90

Filósofo britânico sugere que corrupção dinamiza a Itália e burocracia honesta trava a Inglaterra

O psiquiatra e filósofo Theodore Dalrympe afirma que o Estado italiano é corrupto, mas não impede o crescimento individual e da economia. Já o inglês, Estado das benesses, é honesto mas reduz a dignidade das pessoas

O Supremo Tribunal Federal não pode se tornar uma tendência do PT

[caption id="attachment_37373" align="alignright" width="620"]Quadro Premonição da Guerra civil, de Salvador Dalí Quadro Premonição da Guerra civil, de Salvador Dalí[/caption] O preenchimento da vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal, pelo advogado Luís Edson Fachin, é um acabado exemplo de reductio ad absurdum, mas ainda assim aceito como normal e verdadeiro, e como tal estabelecido e acabado. Como seriam as novas escolhas de ministros do Supremo, no restante governo petista, se existissem? Façamos um exercício de impossível futurologia, pois a aprovação da PEC da Bengala, ao menos por enquanto, nos põe a salvo desses descalabros. Mas antes de dizer como seriam, digamos como deveriam ser. O desejável, para uma escolha de ministro da mais alta corte nacional, seria que o posto perseguisse a personalidade, e não o contrário. O ideal seria que se buscasse, para o cargo, alguém que preenchesse os requisitos de competência e reputação, e não que se aceitasse a renhida disputa, que, de moto próprio, fazem os “companheiros” para alcançá-lo. Que se respeitasse, na íntegra, e cuidadosamente, o que está expresso na Constituição Federal, onde se lê: artigo 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de 11 ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de 35 e menos de 65 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. É no mínimo impróprio que alguém busque por si mesmo alcançar essa cadeira ministerial, pois essa disputa faz pensar em comprometimentos, trocas ou gratidões pouco apropriadas para quem vai exercer a mais alta função judicante que a nacionalidade comporta. Muito menos se há sofreguidão nessa busca. É constitucional, ainda, uma sabatina de avaliação pelo Senado, finda a qual pode a casa aprovar ou rejeitar o nome em exame. Embora nesse último caso particular de que falamos (de Luís Edson Fachin), o Senado tenha de fato realizado a sabatina de apreciação, ao longo dos anos ela tem sido pouco mais que uma encenação, feita apenas para cumprir uma formalidade a que se dá pouca importância, e o candidato sempre é aprovado sem mais delongas, mesmo quando, visivelmente, não atende ao que exige o artigo 101 da Constituição, como já aconteceu. Vejamos então como, com toda a probabilidade, iria doravante se processar a escolha de um ministro do Supremo, dentro dos moldes organizacionais marxistas-petistas, pós-mensalão, pós Joaquim Barbosa e pós-petrolão, caso não surgisse em socorro de todos nós a PEC da Bengala. Seriam selecionados, dentro da legião de simpatizantes do partido-mor governista, dos aficionados à doutrina de esquerda e dos antigos ou atuais prestadores de serviços ou de homenagens à agremiação partidária e seus chefes maiores, alguns nomes para exame. Essa seleção seria mais ou menos livre dentre os “companheiros”. Qualquer um, desde que de confiança do partido ou governo, poderia lembrar nomes (como Joaquim Barbosa foi uma lembrança de Frei Betto e uma homologação de Lula, e que, para tristeza de ambos e nossa alegria, colocou a Lei acima das conveniências e crenças partidárias e ideológicas), ou sugerir a si próprio. Alguns seriam descartados pela cúpula que escolhe (presidente mais dois ou três auxiliares mais próximos) e os restantes seriam levados a um processo de afunilamento. Então começariam a se movimentar os postulantes, buscando seus padrinhos, tanto mais importantes quanto mais próximos da Presidência, e com tanto mais açodamento quanto menos habilitados para a função. Ministro ou ex-ministros da Justiça, ex-presidentes da OAB, juízes federais ou ministros de outros tribunais superiores entrariam em cogitação, mas suas chances estariam intimamente ligadas não aos requisitos constitucionais, mas à ideologia. Ou mesmo a gratidões e compromissos que só poderiam ser murmurados, nunca falados em alto e bom som. Certa compreensão da imprensa para com o indicado seria desejável, mas não determinante. Alguns companheiros seriam designados para uma “avaliação” dos candidatos, como ocorreu, ou parece ter ocorrido, em casos anteriores. São pouquíssimos esses companheiros, e da mais estrita confiança. Afinal, teriam uma tarefa muito delicada pela frente. Seriam designados para ela dois ou três, no máximo. Normalmente, um deles seria o ministro da Justiça. Não, leitor, não por ser o titular da pasta um luminar em Direito, apto a opinar com propriedade sobre o “notável saber jurídico” de que fala a Constituição. Ministros da Justiça, no governo petista, nunca se projetaram, nem minimamente, pelo saber jurídico, logo não possuem instrumentos para essa avaliação. Márcio Thomaz Bastos nunca foi um renomado professor de Direito, nem publicou qualquer alentado trabalho sobre o assunto, mas era um catedrático da astúcia, e nem sempre no bom sentido. Tarso Genro, na opinião de vários psicólogos que conheço, é um caso de internação. E na dos advogados amigos, uma nulidade em saber jurídico. José Eduardo Cardozo, também sem grande projeção na carreira que escolheu, se definiu como homem do Direito quando confessou que se mataria se fosse condenado a uma pena de prisão nas cadeias que estão sob sua responsabilidade. A “companheiros” como esses seria cometida a tarefa de selecionar ministros da Suprema Corte, para nomeação presidencial. Se não têm saber jurídico que lhes permita avaliar saber jurídico, são todos da mais firme convicção esquerdista, e sabem conhecer um irmão de ideias. Aqui, com toda propriedade, pode-se aplicar nosso ditado caipira: um gambá cheira o outro. Aliás, a pasta do Direito foi, desde o início dos governos petistas, um reduto das esquerdas mais retrógradas, o que custou ao país bilhões de reais em bolsa-ditadura, acolhimento de assassinos como asilados, extradição de inocentes para a ditadura cubana, desarmamento da população, aumento da violência e um tímido combate ao maior alimento dessa violência, o tráfico de drogas. Tráfico, aliás de responsabilidade de chefes de estado vizinhos, culpados, mas “companheiros”, logo desculpáveis. Vamos em frente: outro “companheiro” encarregado do afunilamento nessa escolha de ministros, poderia ser, como tem sido, o advogado e ex-deputado Sigmaringa Seixas, um petista de coração, cuja projeção no campo do Direito está na razão inversa da intensidade de sua crença na ideologia marxista. Grande autoridade! Ligado ao governo, ao que parece, atua em lobby junto ao Ministério da Justiça, pelas notícias da imprensa. Recentemente, surgiram notas de encontro de advogado de réus do petrolão com o ministro da Justiça, intermediado justamente por Sigmaringa Seixas, encontro não registrado na agenda ministerial. Estranho, para homens de tanta importância, esse escamoteamento de agenda. Prossigamos: selecionado um nome, ou sugeridos dois à Presidência, caberia a ela decidir quem submeter ao Senado. Poderia não ser uma sumidade das letras jurídicas, da cátedra ou da tribuna, mas seria, sem dúvida, alguém ligado à “esquerda revolucionária”. Que não confirmaria de público, principalmente antes da sabatina no Senado, mas acharia válida a ação de banditismo do MST, por exemplo, veria com reservas propriedade privada e seria adepto do “politicamente correto”, ainda que ele atropele a Lei. Seria flexível em alguns julgamentos, adepto que também seria da teoria da culpa da sociedade nos delitos e do princípio de que “os fins justificam os meios”. Esse escolhido faria, antes de tudo, uma visita ao presidente do Senado, com quem conversaria a portas fechadas e de quem pediria ajuda na sabatina e proteção nas votações. Não haveria constrangimento em saber que dormem nas gavetas do Supremo denúncias contra esse presidente, e que ele teria que emitir seu voto de condenação ou absolvição contra ele num futuro próximo. Como seria essa conversa? Nunca saberemos, como pouco ou nada saberemos, ainda, das conversas com os senadores, pois o candidato iria visitá-los todos, mesmo sabendo que vários estão com seus processos, alguns bem cabeludos, tramitando na corte que ele pretende integrar. Feita essa peregrinação, uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado seria o próximo passo. Algo cansativo, talvez, mas nada a temer. O governo já teria ajeitado as coisas com sua maioria, atendendo alguns pedidos aqui e ali. E a oposição... ora, a oposição. Salvo pouquíssimos integrantes, seus membros seriam simpatizantes ideológicos, teriam lá seus interesses particulares, ou não estariam muito interessados na questão, para eles menor, de uma vaga no STF; poderiam ainda ser conterrâneos do candidato, e as questões paroquiais pesariam mais que as nacionais. Aprovado na Comissão, o nome iria a plenário. Nada de nervosismo. O último candidato rejeitado pelo Senado o foi em 1894, nos albores da República Velha, e lá se vão 120 anos. Também aqui, pois, nada a temer. Isso, caro leitor, o que poderia acontecer, se dado fosse ao petismo nomear ministros para outras vagas no Supremo Tribunal Federal.

Ex-agente lança livro explosivo sobre a Abin. Ele estaria sendo ameaçado de morte

livroUm livro explosivo está chegando às livrarias: “Ex-Agente Abre a Caixa Preta da Abin” (Escrituras, 384 páginas), depoimento do tenente-coronel André Soares, ex-analista de constrainteligência da Agência Brasileira de Inteligência, ao jornalista Claudio Tognolli. Soares estaria sendo perseguido e ameaçado de morte por não se calar sobre a “comunidade da Inteligência”. A apresentação é do ex-deputado e delegado Romeu Tuma.

Fantástico, da Globo, conta no domingo a história do padre fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás

A Rede Globo vai contar a história dos fantasmas de Daniel Messac e está de olho no padre César Garcia

Zahar lança livro no qual o escritor Thomas Mann explica pensadores de língua alemã

1Maior prosador da Alemanha no século 20, Thomas Mann é autor das obras-primas “A Montanha Mágica” e “Doutor Fausto”. O filho de brasileira e alemão era estudioso de filosofia — o que transparece nos seus romances. “Pensadores Modernos — Freud, Nietzsche, Wagner e Schopenhauer” (Zahar, 288 páginas, tradução de Márcio Suzuki) mostra-o em plena forma explicando a intelligentsia alemã. Ousado, Mann inclui Richard Wagner — que influenciou Nietzsche, até o rompimento — como um pensador, o que, de fato, o brilhante compositor era, ainda que não possa ser comparado, em densidade, a Nietzsche e a Schopenhauer. Outra ousadia é apresentar Sigmund Freud como pensador, o que o criador da psicanálise também era, e hoje é um dos mais influentes. Freud, por sinal, se considerava escritor, e chegou a ganhar o Prêmio Goethe — o Nobel de Literatura da Alemanha.

A democracia dos passivos

O conceito de democracia no Brasil se resume em votar de dois em dois anos e deixar o barco rolar depois. Não pode dar certo

Itaú é processado por obrigar mulher a seguir trabalhando após sofrer aborto espontâneo

Funcionária teve de guardar o feto em um saco plástico e ficar por três horas na agência até que a tesouraria fosse fechada

Fantástico, da Globo, conta no domingo a história do padre fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás

A Rede Globo vai contar a história dos fantasmas de Daniel Messac e está de olho no padre César Garcia

Mariana Godoy trabalhou 23 anos na Globo mas só agora revela que lá é o Inferno de Dante

[caption id="attachment_37359" align="aligncenter" width="620"]mariana-godoy-reproducao-redetv Mariana Godoy: a apresentadora trocou a TV Globo pela Rede TV! | Foto: reprodução / RedeTV[/caption] Pode ser qualificada como masoquista uma pessoa que trabalhou descontente durante 23 anos seguidos na mesma empresa e nunca se rebelou? Talvez não e também não se pode dizer que Mariana Godoy é masoquista; pelo contrário, trata-se de uma jovem de sorrisão aberto, de presença delicada e competente. Porém, ao deixar a TV Globo, onde trabalhou por duas décadas e mais três anos — uma geração —, decidiu “atirar” e, claro, agradou os adversários de sempre da empresa da família Marinho. Palavras de Mariana Godoy: “Todas as perguntas que você vê um apresentador fazer, incluindo o William Bonner, é o Ali Kamel que escreve”. Ali Kamel é o diretor geral de Jornalismo da Globo. Quem teria o dom da onipresença: Mariana Godoy ou Ali Kamel? Não se sabe. Mas o que se depreende é que ela via tudo e ele faz tudo na Globo. Para que a informação seja levada em consideração, como bem informada e precisa e não motivo de possível raiva circunstancial, outros depoimentos precisam ser colhidos e divulgados. Com a introdução de alguma nuance, talvez seja possível admitir que Ali Kamel não é nenhum Stálin do jornalismo patropi. Há determinados problemas na fala de Mariana Godoy. Citemos quatro, mas há outros. Primeiro, Ali Kamel, aparente motivo de sua raiva atual, não está no comando do jornalismo da Globo há 23 anos. Pelo contrário, assumiu há pouco tempo; antes, trabalhava no jornal “O Globo” e não há nenhuma informação de que dava um segundo expediente na TV Globo. Segundo, como alguém pode ficar em silêncio por mais de 20 anos, mesmo discordando do que via, ouvia e tinha de fazer? Esta pessoa pode ser qualificada de omissa ou de quê? Terceiro, acreditar que Ali Kamel faz todas as perguntas, algo tão surrealista, é sugerir que só há bobos na TV Globo; o que, claro, não é crível. A própria Mariana Godoy era uma presença inteligente na Globo. Na verdade, ela desmerece todos seus ex-colegas. Quarto, na questão da liberdade, vale explicitar que o Grupo Globo é um empreendimento particular. Os que discordam de suas ideias, como Mariana Godoy, podem até apresentar outras, mas, em caso de voto vencido, aceitam-nas ou devem sair. A liberdade de imprensa da qual se fala sempre é uma ficção. Não existe em lugar algum do mundo. A raiva costuma paralisar a razão. Parece ser o caso. Os adversários tradicionais da Globo, especialmente blogueiros que já trabalharam na chamada Grande Imprensa — e, nesse período, mantiveram-se silentes —, adoraram a fala de Mariana Godoy. Chegaram até a dizer que tem “autoridade”. Bater nos chamados “grandões” é sempre agradável, simpático e, claro, populista.

“Que a história de Juliana nos faça repensar esta sociedade violenta”

Jorge Antônio Monteiro de Lima Resolvi, como amigo íntimo de Juliana Paiva e da família, me manifestar sobre a tragédia de que ela foi vítima na sexta-feira, 29, em um shopping. Peço a todos um pouco de reflexão em respeito da família, que sofre muito. Existem crianças envolvidas e o sensacionalismo barato pouco se importa com as pessoas em questão. Por ter profunda ciência de toda a situação, venho me manifestar para tentar pôr termo às especulações baratas dos meios de comunicação e das redes sociais. Os rumos tomados pela imprensa e nas redes sociais com o tradicional sensacionalismo – com distorção da realidade, fofoca virando notícia, muita fantasia, tornando fato o ruído comunicativo – são impressionantes. Existem questões mais importantes a se discutir, como o aumento da violência contra a mulher, do despreparo de profissionais de segurança pública, de como portes de arma têm sido concedidos. Quem vai ser a próxima vitima? Hoje assistimos a mais um caso de mulher assassinada na região de Goiânia. Mais um dado na triste e péssima estatística. Mas por aqui a mulher é desrespeitada diariamente. No caso de minha amiga, ela deixa de ser vítima de uma atrocidade passando a ré: “ela provocou”, o mais típico absurdo deflagrado pelo machismo. Provocou por ser mãe, mulher, professora de dança, tímida, quieta? Ate quando nossa sociedade vai atenuar o estuprador, o que espanca, o que abusa? Conhecia Juliana desde os 4 anos de idade e por ela virei amigo da família. Em 2014, comecei a produzi-la como cantora, em uma segunda atividade que tenho como músico e produtor musical. Fomos bons amigos, conversando muito sobre tudo na vida, sabendo inclusive de seus relacionamentos. A primeira falha de todo o processo de comunicação começa quando o nome de Juliana é trocado por “Bruna”. O segundo absurdo é quando ocorre uma enxurrada de fotos da crueldade, reproduzida à exaustão nas redes sociais, um processo patológico de puro sadismo. Uma doença coletiva de seres humanos que vivem como urubus. Compreendemos que o fato tomou outra proporção pelo grau da tragédia e que isso impressiona as pessoas. Mas confesso-me chocado ao ver boa parte da imprensa embarcar no sensacionalismo sem checar fontes, reproduzindo o senso comum em um enorme ruído regado a sangue e sadismo. Convivi com Juliana por mais de 20 anos. Juliana não namorava o rapaz que a assassinou, como toda a imprensa insiste em repetir. Namoro é convívio pacífico, carinho, amor, respeito. Essa é mais uma história de obsessão patológica, com revolta diante da negativa e da frustração. Ele queria a namorar e ela não queria; por isto ele retirou sua vida, suicidando-se na sequência em ato de puro egoísmo, não pensando em seus próprios filhos, na filha de Juliana, em sua mãe ou em qualquer outra pessoa. Um assassino que é mais um egoísta como milhares que existem por ai. Rapaz problemático, violento, agressivo pouco dado ao respeito com outras pessoas, um indivíduo daqueles que ficam rondando, cercando, estudando os hábitos de sua vítima, em pura obsessão. Tipos que não conseguem estudar, ter carreira e que, pela brutalidade natural, tem vida social complicada. Um homicida nato esperando uma vítima que, infelizmente, foi nossa amiga. Eu, como profissional de saúde, não atenuo nenhum tipo de agressão ou de agressor. Conheço bem essa realidade, por ajudar várias instituições que têm mulheres e crianças como vítimas da violência urbana. O mesmo rapaz dito “bonzinho” com a mãe ou os filhos, com as pessoas na rua, por vezes é um crápula em seus relacionamentos pessoais. O rapaz, para a família da vítima, foi um desconhecido com o qual o convívio não existiu. Era o ser que não passou da porta da rua para dentro de casa, embora a imprensa sem checar as fontes queira dizer o contrário. Sou amigo de Juliana e ela sempre me apresentava seus amigos; na atualidade, estava solteira, mais caseira e quieta, preocupada com o trabalho, em criar sua filha. Aproveito o ensejo desse material para pedir a pais e amigos que jamais aceitem um filho ou filha se envolvendo com tal tipo de pessoa. Não devemos ser coniventes com pessoas que não mostram educação e respeito, cordialidade mostrando um lado violento. Educação deve ser exigida em um relacionamento sadio. O pretendente, homem ou mulher, deve se sentar conosco à mesa e nos olhar nos olhos, conviver, mostrar a que veio. Eu digo ainda que devemos ter tolerância zero com pessoas violentas, homens e mulheres: ao menor sinal de falta de respeito, rever o “relacionamento” e, diante da agressão ou ameaça, denunciar, pedir socorro a parentes e amigos. Juliana era uma pessoa doce, tímida, calma e extremamente reservada com sua vida pessoal. Estava sendo ameaçada há algumas semanas, mas como várias outras mulheres, se calou, achando que sozinha podia contornar a situação, com pena de seu assassino. Quantas outras mulheres não vivem isso? A violência e o silêncio não podem coexistir. Se você for um amigo ou parente, não se cale jamais diante disso – e lamentavelmente existe por aqui muita omissão e silêncio de todos, condenando a figura da mulher como a causadora de toda violência. Essa foi mais uma triste história com o enredo “se você não é minha, não vai ser de mais ninguém”, com pura imaturidade afetiva regada a violência e egoísmo. Mas nossa imprensa “bem informada” disse o contrário, que eram namorados e que tinham bom convívio. Quem convivia com Juliana sabia que, se para ele ela era sua namorada, para ela ele era um estorvo, um cara pegajoso que não largava de seu pé. A doença do querer e não poder. Mas o grave de toda essa história e que merece nossa atenção: o Estado tem parcela de culpa nesse fato. Primeiramente, porque hoje em dia não seleciona mais como deveria os responsáveis pela segurança municipal, estadual, federal. O treinamento rigoroso de uma academia de polícia é substituído por contratações temporárias, com laudos e testes feitos sabe se lá como. Quem foi o psiquiatra ou psicólogo que deu um laudo para este individuo ter porte de arma e integrar forças de segurança? Quantos laudos têm sido fraudados ou comprados no “bacião”, sem avaliação minuciosa? Quem assinou estes laudos exigidos como parte da seleção de um membro das polícias? Por que a imprensa não investiga isso a fundo? Por que as autoridades não responsabilizam tais profissionais que atestam como normal uma pessoa complicada? Quantos outros casos vão acontecer até que tenhamos uma providencia neste sentido? Quanto custa um laudo de sanidade mental para porte de arma? Lecionei vários anos no programa Escola Sem Drogas, para as polícias Militar e Civil. Respeito muito nossas polícias, todavia não respeito o descaso da atualidade. O Estado, para não ter ônus, burla a regra e quer o mais barato, evitando concursos e pondo qualquer um nas guardas. Vemos professores espancados no Paço e ameaças de morte a promotores de Justiça. Quantos vão morrer pelo descaso e descuido na segurança pública? Que toda esta história nos faça rever o quanto nossa sociedade é violenta. Peço às pessoas encarecidamente que poupem a família e as crianças. Oração e serenidade, isso é o que precisamos. Não basta reclamar desse mundo se nos nutrimos dos pedaços de escândalo que reproduzimos, sem reflexão.

Jorge Antonio Monteiro de Lima é analista pesquisador em saúde mental, psicólogo clínico e músico.
 

“O parque do Lago das Rosas está abandonado”

Fernando Henrique F. Machado Sou servidor público e morador do Jardim América. Venho respeitosamente informar o total abandono do Parque Municipal Lago das Rosas, no Setor Oeste. Sem policiamento nem vigilância da Guarda Municipal, consequentemente a esse fato, a iluminação pública das vias internas do parque se encontra bastante prejudicadas, trazendo risco aos frequentadores e transeuntes da região. Nessa localidade estão inúmeros atletas, ciclistas e grupos de caminhada e corrida. Faço parte desse contingente e está ficando praticamente impossível transitar no local, em virtude da escuridão e risco de assaltos. Vale lembrar o que ocorreu no Rio de Janeiro [um médico ciclista foi assassinado nas imediações da Lagoa Rodrigo de Freitas], dos assaltos e mortes lamentavelmente acontecidos. Solicito providências a respeito, que seja determinado o imediato reparo da iluminação e a substituição das lâmpadas queimadas, bem como a presença da Guarda Municipal como forma de restaurar a segurança e tranquilidade do local.
Fernando Henrique F. Machado é servidor público.

Inscrições do Enem terminam nesta sexta-feira

6,7 milhões de estudantes já se inscreveram para prova que será realizada em 24 e 25 de outubro deste ano

Livro de filósofo inglês sugere que o conservadorismo faz uma defesa da civilização contra a barbárie

[caption id="attachment_37357" align="aligncenter" width="620"]Filósofo britânico Roger Scruton | Foto: reprodução Filósofo britânico Roger Scruton | Foto: reprodução[/caption] No Brasil, dada sobretudo a ditadura de 1964, passou-se a confundir conservadorismo com truculência, com cassação de mandatos, perseguição de adversários políticos e censura à imprensa. Pois o que o filósofo britânico Roger Scruton mostra, no livro “O Que É Conservadorismo” (É Realizações, 328 páginas, tradução de Guilherme Ferreira e apresentação de Bruno Garschagen), é que, na verdade, conservadorismo é outra coisa. Tem a ver com civilização e democracia — e nada a ver com barbárie. Sinopse da editora: “Os capítulos deste livro seguem um critério de exposição analítica dos elementos principais do pensamento conservador. Por isso começa por explicar a atitude conservadora para depois esclarecer de que forma o conservadorismo se alicerça na ideia de autoridade, o que permite entender a importância da Constituição e o papel do Estado como defensor dos diferentes modos de vida de uma sociedade ordeira. “A partir disso, é possível compreender a perspectiva conservadora a respeito da lei e da liberdade, que não é vista de forma abstrata nem absoluta, e da propriedade, que exerce uma função consagradora dentro da sociedade. “Nos capítulos seguintes, o autor apresenta uma crítica à ideia de alienação do trabalho, faz uma defesa da existência e do funcionamento das instituições autônomas (família, instituições de educação, esportes competitivos), explica a aliança entre poder e autoridade para a composição do establishment (o grande objetivo interno da política e do governo) e apresenta a sua concepção de mundo público, formado pelo estado-nação, pelo estadista e pela política externa. Para encerrar a obra, é apresentada a contraposição entre liberalismo e conservadorismo.”

Marconi faz jogo de cena ao dizer que outras siglas querem seu passe?

No cenário da sucessão municipal, os deputados Delegado Waldir e João Campos fazem a mesma negaça no PSDB

Curta-metragem “Em terras estrangeiras” vence prêmio do 5º Anápolis Festival de Cinema

[caption id="attachment_37350" align="alignright" width="620"]Prefeito João Gomes entrega prêmio a Absair Weston, vencedor do festival Prefeito João Gomes entrega prêmio a Absair Weston, vencedor do festival[/caption] O prêmio Incentivar de melhor curta-metragem do 5ª Anápolis Festival de Cinema foi para “Em terras estrangeiras”, do diretor Absair Weston. A premiação e a cerimônia de encerramento aconteceram no Teatro Municipal, na noite de domingo, 31 de maio. O ganhador levou um cheque simbólico no valor de R$ 30 mil e a tarefa de produzir o filme “Anapolino”, que será exibido na sexta edição do evento, em 2016. O diretor Absair Weston conquistou também o prêmio de Melhor Direção. Surpresos e até emocionados com o reconhecimento do júri, assim como Absair e todos que trabalharam para fazer o curta-metragem, estavam os diretores Rei Souza, ganhador na modalidade Melhor Curta do Centro-Oeste, no gênero documentário, com “1989”, além de Getúlio Ribeiro, que levou o prêmio de Melhor Curta do Centro-Oeste, gênero ficção, por “O que aprendi com meu pai.” Venceu a Mostra Competitiva Nacional o curta-metragem “Sem coração”, dirigido por Nara Normande e Tião, premiado em diversos festivais, inclusive a Quinzena dos Realizadores, uma das mostras paralelas do Festival de Cannes, na França. Os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz foram para Ivaíldo Alves e Bruna Chiaradia, ambos de “Armário de dona Mercedes”. O curta de ficção dirigido por Matheus Leandro levou o prêmio de Melhor Fotografia. O Prêmio Destaque foi para Walter Webb, que recebeu um cheque no valor de R$ 10 mil pela ficção “Foragida”. Ele também foi premiado na categoria Melhor Roteiro. Os sons e os sentimentos que envolvem o Mercado Municipal de Anápolis estão nas imagens e nos relatos do documentário anapolino “Super Mercado”, de José Akashi Júnior, que recebeu Menção Honrosa do júri. Minuto Anapolino A novidade na programação deste ano, a Mostra do Minuto Anapolino, exibiu 17 produções que foram escolhidas por votação popular. A escolhida pelo público foi “Águas envenenadas”, de Kalebe Rodrigues. Após uma semana de programação intensa, com as mostras competitivas de curtas, oficinas, mostras paralelas, debates o 5º Anápolis Festival de Cinema. terminou no domingo, 31. O júri responsável pela escolha dos melhores curtas nas modalidades nacional (ficção), do Centro-Oeste e anapolino foi integrado por Iberê Carvalho, Patrick Leblanc, Cid Nader, Érico Rassi e Marcio Venício. O prefeito João Gomes reafirmou o compromisso da administração municipal na realização de investimentos em ações, programas e projetos que contribuam para proporcionar qualidade de vida à população anapolina. Na avaliação do chefe do Executivo, investir no fomento às artes e na produção audiovisual é uma política que torna esta administração um diferencial. “Proporcionar bem-estar à comunidade vai além de garantir que a cidade cresça e se mantenha num ritmo ativo de desenvolvimento econômico”, afirma. O secretário de Cultura, Augusto César de Almeida, ressaltou que, após cinco anos consecutivos de festival, já se pode perceber mais maturidade em todo o processo de realização, desde o novo formato apresentado neste ano — só com curtas — passando pelo aprimoramento das produções exibidas. Ele destacou como ponto mais positivo a participação do público.