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Foto: Marcos Kennedy[/caption]
O deputado estadual Francisco Oliveira (PHS) apresentou projeto de lei que destina reserva de vagas às pessoas com deficiência nas contratações em entidades e órgãos públicos.
Para o parlamentar, é de extrema importância defender as causas que fortaleçam o segmento que é carente de atenção por parte do poder público. “Meu compromisso é ajudar a dar dignidade e estou aberto para discutir e viabilizar ações em favor das pessoas com deficiência.”
De acordo com a gerente da Pessoa com Deficiência do Estado de Goiás, Maria de Fátima Carvalho (Clara), o projeto é importante porque demonstra um avanço na conquista dos direitos da pessoa com deficiência. “Essa nova medida vai ajudar muitas pessoas capacitadas e que ainda não tiveram oportunidades de trabalho.”
Clara sublinha que vai acompanhar o andamento do processo e que vislumbra o cumprimento da lei por parte das organizações. “Agradecemos a iniciativa do deputado e esperamos que os órgãos cumpram com a norma.”
Para o vice-presidente e advogado da Adfego André Jonas, o projeto é pertinente, pois abre um campo de oportunidades para a pessoa com deficiência. Segundo ele, é importante que haja a cobrança tanto por parte do poder público quanto por parte da sociedade para o cumprimento da nova lei. “Precisamos acompanhar com ações conjuntas para que esse projeto seja efetivo.”
Francisco Oliveira tem um histórico expressivo de atuação em benefício das pessoas com deficiência. Quando era vereador de Goiânia e presidente da Câmara Municipal, ajudou com a reforma e construção da central de atendimento para a Associação de Deficientes Auditivos, doação de ônibus, reforma de prédios para a associação Pestalozzi e convênios com empresas para a contratação de funcionários portadores de deficiência, dentre outras ações.
O parlamentar reitera seu compromisso e afirma que vai continuar trabalhando para atender e colaborar com as entidades. Segundo ele, os projetos ligados à pessoa com deficiência são extremamente relevantes para promover a valorização dos direitos sociais e humanos de cada um.
O empresário Júnior Friboi confidenciou a dois políticos goianos que na segunda-feira, 22, o PMDB pode até tentar expulsá-lo. Mas que, com o apoio do vice-presidente da República, Michel Temer, e dos deputados federais Daniel Vilela e Pedro Chaves, a decisão será revertida em Brasília. Tese de Friboi: se permanecer no PMDB, a situação de Iris Rezende fica tão complicada que é possível que nem mesmo dispute a Prefeitura de Goiânia — o que abriria espaço para uma possível composição com Vanderlan Cardoso, do PSB. Nas conversas brasilienses, peemedebistas nacionais ficaram impressionados com a história de que Iris Rezende está promovendo uma perseguição individual a Friboi. Porque outros peemedebistas, como o advogado Robledo Rezende — que, ao contrário de Friboi, subiu no palanque do governador Marconi Perillo —, não foram incomodados em nenhum momento. O problema, portanto, não é que Friboi votou em Marconi Perillo para governador, e sim o fato de que, como é capaz de articular uma estrutura política e financeira própria e independente do irismo, se tornou um incômodo e até ameaça para a sobrevivência política cacique-chefe.
O deputado federal Waldir Soares diz que o PSDB vai lançar candidato a prefeito em Aparecida de Goiânia. “Mas não será eu, lógico, pois vou disputar a Prefeitura de Goiânia.” Waldir Soares arrola três pessoas que podem disputar a prefeitura do município: o comandante geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Silvio Benedito; o deputado federal João Campos e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida (Aciag), Osvaldo Zilli. “Nós temos a chance de ganhar a eleição em Aparecida. Como candidato em Goiânia, vou também fazer política, durante a campanha, em Aparecida e aposto que vamos derrotar o candidato do prefeito Maguito Vilela”, diz Waldir Soares.
Em Luziânia, cidade mais próspera do Entorno de Brasília, conta-se que crianças de um ano e alguns meses falam “mamãe”, “papai” e “Marcelo Melo”. Brincadeira? Lógico, mas no sentido de que se trata do favorito para prefeito do município.
Marcelo Melo, que deve trocar o PMDB pelo Pros de Eurípides Júnior, terá como vice — bancado pelo deputado federal Célio Silveira (PSDB) — Marcos Cunha, do PTB, ou Télio Rodrigues, do PSDB. Os dois são vereadores; o segundo, presidente da Câmara Municipal, derrotou o candidato do prefeito Cristóvão Tormin, que os adversários chamam de “Vão Dormin” e “Mortin da Silva”.
O curioso é que, mesmo saindo do PMDB, Marcelo Melo terá o apoio do vice-presidente da República, Michel Temer.
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Os presidenciáveis Pedro Paulo de Medeiros, Enil Henrique e Flávio Buonaduce | Fotos: Facebook e Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Há duas OAB Forte: a de Felicíssimo Sena e Miguel Cançado, de um lado, e a de Enil Henrique e Márcio Messias, de outro. A primeira planeja bancar Flávio Buonaduce ou Pedro Pedro Paulo Medeiros para a disputa da presidência da Ordem, em novembro deste ano. A segunda pretende lançar Enil Henrique, atual presidente. Há, porém, uma movimentação interna, cada vez menos sutil, que defende uma recomposição dos dois grupos.
No caso de recomposição, Enil Henrique, que faz uma gestão eficiente na OAB-Goiás, pode ser o candidato a presidente da reconciliação. O motivo do reagrupamento? O fato de que, com a divisão, Lúcio Flávio Paiva, da oposição, pode sagrar-se vitorioso e, se isto acontecer, comandar uma grande operação de caça às bruxas, com auditorias divulgadas com grandes estardalhaço.
Os líderes das duas correntes da OAB Forte estão percebendo, aos poucos, que, na prática, não são “inimigas” — ou adversárias, para usar a linguagem da democracia —, mas que vão enfrentar um “inimigo” ou “adversário” poderoso e motivado, o grupo de Lúcio Flávio e Leon Deniz. Portanto, unida, a OAB Forte permanece, como o nome indica, fortíssima. Dividida, pode ser presa relativamente fácil para o “predador”.
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Professor Marcos Bagno: entrevista polêmica em debate | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
LAURA DUARTE
Muito boa a entrevista com o professor Marcos Bagno (Jornal Opção 2084), de quem sou fã. Só questionaria dois aspectos. Um é quanto a divisão entre professores e pesquisadores na universidade. Sou formada em letras na USP [Universidade de São Paulo] e agradeço profundamente ao curso justamente por me oferecer os dois tipos de formação. Acredito que, para formar esse tipo de professor — que possa ensinar a usar e a pensar a língua —, é sim necessária uma formação linguística e literária de profundidade que se confunde com o trabalho do pesquisador. Um professor de língua deve ser um pesquisador da língua. Também estudei na Argentina e acho que, apesar da incrível qualidade, falta espaço para o estudo das línguas estrangeiras de forma científica. Quanto às políticas linguísticas do Brasil no exterior, concordo que ainda falta muito. Mas não dá pra esquecer das “Casas do Brasil”, que existem em vários países e promovem o estudo da língua e cultura brasileiras.
Laura Duarte é professora.
E-mail: [email protected]
“O linguista Bagno é um símbolo do retrocesso”
MOACIR ROMEIRO Gostaria de ter participado da entrevista com o sr. Marcos Bagno, para mostrar as incongruências da fala dele. Na ânsia de defesa de seu discurso corrompido, ele mente para o leitor. As línguas acompanham sempre o progresso ou o retrocesso ideológico e moral dos povos, já disse um excelente escritor; e o linguista Bagno é um símbolo do retrocesso moral e ideológica da sociedade brasileira. Moacir Romeiro é professor. E-mail: [email protected]“Qualquer tentativa de “filtragem” da rede é censura”
MARCO LEMOS Li o texto “Entre bichas, padres, vadias e sheherazades perdemos o que jamais tivemos: a cidadania” (Jornal Opção 2084) e discordo do articulista Henrique Morgantini. Redes sociais são o que são, não o que desejaríamos que fosse. Portanto, há trigo e joio à vontade, e qualquer tentativa de “filtragem” disso é censura. Tenho como lamentável que a rede se torne terreno de pugilatos ideológicos, mas esse é um ônus da livre manifestação de pensamento. Segundo Rosa Luxemburgo, liberdade é sempre e fundamentalmente a liberdade de quem discorda de nós — e estamos conversados. Os dois casos narrados são apenas expressões de lutas políticas. No caso da vereadora [Tatiana Lemos, do PCdoB], ela se simpatiza com a sexualidade alternativa e quer favorecer os grupos LBGT. No caso do deputado [Major Araújo, deputado estadual pelo PRP], ele quer conferir maior ressonância ao trabalho e às posições da jornalista Rachel Sheherazade, e isto certamente porque ele, deputado, e a jornalista são críticos do PT e da esquerda de um modo geral. O que penso? Ora, a jornalista, de fato, não tem qualquer especial vínculo com Goiás. Mas isso é um problema do deputado e da Assembleia Legislativa. Não me cabe (e acho que a ninguém) achar bom ou ruim uma proposição feita por quem pode fazê-la — e o que os deputados decidirem, contra ou a favor, será isso que vai prevalecer. E fim de papo. De outro lado, sou contra o Estado financiar igrejas, clubes sociais e esportivos, ONGs (afinal, não são elas “não governamentais”?) e entidades de favorecimento a minorias. Não aceito que dinheiro público seja gasto dessa forma. A vereadora é livre para propor o que quiser, e a Câmara está à vontade para deliberar e aprovar ou rejeitar. Se aprovar, a questão passa à alçada do prefeito [Paulo Garcia], que pode sancionar ou não. Intolerância, ódio, hostilidade? Ah, tem demais. Basta, se for o caso, levar o caso à justiça. Marco Lemos é desembargador.
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Armando e Iris durante campanha de 2014 | Foto: Leoiran[/caption]
Ao contrário do que publicou a imprensa, baseada em informações sugeridas possivelmente pelo staff irista, o ex-deputado federal Armando Vergílio, presidente regional do Solidariedade, não confirmou ao Jornal Opção na sexta-feira, 19, que seu filho, o deputado federal Lucas Vergílio, do SD, será vice de Iris Rezende na disputa pela Prefeitura de Goiânia, em 2016.
Armando respeita Iris Rezende, mas frisa que é “muito cedo para decidir” sobre composições partidárias e candidaturas. “Ainda nem foi definida a Reforma Política”, sublinha. Em seguida, sugere: “O Solidariedade poderá ter candidato próprio em Goiânia”.
Fundamental é articular o Solidariedade em todo o Estado. “Sinceramente, não estamos pensando nisso”, quer dizer, na disputa em Goiânia e em vice.
Cauteloso, Armando não critica Iris nem os iristas. Outro político não tem papas na língua: “Colocar Lucas Vergílio como vice com o único objetivo de ‘devolver’ Iris Araújo à Câmara dos Deputados chega ser desrespeitoso com o Solidariedade”.
Enfraquecida pela corrupção e desarticulação no Congresso, Dilma deve sofrer novas chantagens dos aliados para que suas contas “maquiadas” não sejam reprovadas
O padre Robson — uma das principais estrelas da Igreja Católica no Brasil, não apenas em Goiás — estaria costurando uma aliança política inusitada em Trindade. O prefeito tucano Jânio Darrot disputaria a reeleição com o ex-petista Tayrone di Martino na vice. Oficialmente, não há nada acertado. Mas há conversações.
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Euler Morais, secretário de Governo | Foto: Reprodução/Secom Aparecida de Goiânia[/caption]
O secretário de Governo da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, Euler Morais, diz que pode “brigar para não ser candidato à sucessão do prefeito Maguito Vilela (PMDB), mas não para ser candidato”. Apontado como o nome preferido de Maguito, por ter capacidade de gestão — é responsável por alguns dos principais programas da administração do peemedebista —, Euler, na verdade, que ser candidato. Mas avalia que o momento de discutir a questão é no próximo ano.
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O deputado federal Waldir Soares não quer mas pode trocar o PSDB por outro partido, como PTN ou PHS, com a finalidade de disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016. “Vou disputar, não tenho como fugir da raia, pois estou sendo ‘pressionado’ pelos eleitores. Nos lugares que frequento, públicos ou privados, sou mais aplaudido do que as demais autoridades. Nas pesquisas, estou em segundo e, às vezes, em primeiro lugar. Pesquisas mostram que supero Iris Rezende, do PMDB.”
Waldir diz que está vacinado para a tese de que eleição para prefeito é diferente de eleição proporcional. “Sei que é, mas o eleitor quer, para cargos majoritários, políticos arrojados, capazes de enfrentar adversidades. É o caso do Marconi Perillo de 1998, que contava com escassa estrutura e foi eleito governador, derrotando Iris. Meu estilo de fazer política, comunicando-me diretamente com o povo, prescinde de gastos faraônicos. É preciso lembrar que obtive 178 mil votos só em Goiânia. Tenho identidade com a cidade.”
Maior partido goiano em número de filiados sofre de “irisdependência”
História macabra (digna da ficção do britânico Ian McEwan) que se conta em Senador Canedo: um empresário, riquíssimo, se recusou a repassar 100 reais para o filho pagar um traficante de drogas. Resultado: o criminoso matou-o com mais de 30 tiros. Agora, o empresário quer ser candidato no município.
Se condenado na Espanha, o atacante do Barcelona e da seleção brasileira pode pegar pelo menos oito anos de cadeia. No Brasil, há quem queira a morte do humorista e apresentador da TV Globo
O advogado Robledo Rezende conta que a Câmara Municipal de Porangatu criticou duramente o ex-prefeito Júlio da Retífica. O deputado estadual teria feito críticas aos vereadores e, por isso, eles reagiram com acidez. Os vereadores sublinharam que Júlio da Retífica e seu grupo político perderam várias eleições na cidade — caracterizando, na opinião deles, um “processo de decadência política”. O competente “Diário do Norte” registrou a história.

