Notícias

Encontramos 149702 resultados
Franco é novo líder do bloco PMDB-Pros

[caption id="attachment_38621" align="alignleft" width="620"]Nilton Franco agora lidera o bloco formado por quatro parlamentares | Divulgação Nilton Franco agora lidera o bloco formado por quatro parlamentares | Divulgação[/caption] O deputado estadual Nilton Franco (PMDB) assumiu na quinta-feira, 18, a liderança do bloco parlamentar composto pelo PMDB e o Pros, antes liderado por seu colega Eli Borges (Pros). Além dos dois parlamentares, fazem parte do bloco Elenil da Penha e Rocha Miran­da, ambos do PMDB.

Federação lança Agenda Legislativa da Indústria

[caption id="attachment_38622" align="alignleft" width="620"]Presidente da Fieto, Roberto Pires: “A indústria reconhece o papel do Legislativo e confia na sua capacidade de construir um novo caminho” | Divulgação Presidente da Fieto, Roberto Pires: “A indústria reconhece o papel do Legislativo e confia na sua capacidade de construir um novo caminho” | Divulgação[/caption] A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) lançou, na semana que passou, a Agenda Legislativa 2015. A publicação, segundo o presidente da entidade, Ro­berto Pires, é um importante instrumento de diálogo sistemático e transparente entre a indústria, o Legislativo, o governo e a sociedade civil. O documento contempla proposições que impactam a competitividade do setor produtivo nacional e o ambiente de negócios. A 10ª edição do livro contém 41 leis de autoria dos parlamentares tocantinenses ou do Executivo relacionados à in­dús­tria, que tramitam ou tramitaram na Assembleia Legisla­tiva. Os temas incluem: tributação; infraestrutura; assuntos institucionais; meio ambiente; saúde e segurança do trabalho e educação. Todas essas questões têm influência direta no desenvolvimento da indústria do Tocantins. Na Agenda, o presidente do Sistema Fieto, Roberto Pi­res, ressalta que, especialmente em relação ao setor privado, as leis são fundamentais para regular a interferência dos condicionantes sobre a confiança do empresário, a competitividade de suas empresas, a geração e a qualidade do emprego, além de combater o aumento dos custos e da burocracia. “A indústria reconhece o papel do Poder Legislativo e confia na sua capacidade de construir um novo caminho favorável ao desenvolvimento. Com a Agenda, a Fieto reforça seu compromisso de defesa dos interesses industriais”, destaca Roberto.

Filha de Roberto Jefferson insiste que vai expulsar Jovair Arantes do PTB

[caption id="attachment_38613" align="alignleft" width="280"]Jovair e Cristiane Brasil: guerra no PTB | Foto: reprodução / Internet Jovair e Cristiane Brasil: guerra no PTB | Foto: reprodução / Internet[/caption] A chefona do PTB nacional, deputada federal Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, confidenciou a um deputado goiano que o deputado federal Jovair Arantes será mesmo expurgado. Mas a maioria dos deputados do PTB quer a permanência de Jovair Arantes, alegando que defende os parlamentares e o partido como eficiência e lealdade. Se sair do PTB, à força, Jovair Arantes leva pelo menos 80% dos deputados federais.

Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, ainda aposta na fusão entre PTB e DEM

Pode parecer incrível, mas a deputada federal Cristiane Brasil ainda aposta em fusão entre o PTB e o DEM. Líderes do Democratas garantem que a fusão se tornou uma ficção. A deputada avalia que não.

O espaço urbano em pauta: por que Goiânia é assim?

Adensamento, expansão urbana, planejamento e Plano Diretor. Pode-se dizer que, sob o comando desses quatro termos mágicos, se faz (ou se desfaz) uma cidade

TSE vai conceder registro para partidos de esquerda e de centro-direita

“O Partido Liberal (PL) vai conseguir seu registro, ainda este ano, e vai disputar as eleições de 2016”, sustenta Cleovan Siqueira. “O ministro Gilberto Kassab está nos ajudando”, frisa. Aposta-se, em Brasília, que o TSE vai aprovar a Rede Sustentabilidade, partido esquerdista de Marina Silva, e, como contrapartida, vai legalizar o PL, um partido de centro-direita.

Líder do PRP vai apoiar Paulo do Vale para prefeito de Rio Verde

O dentista Cleyton Lima, do PRP, desistiu de disputar a Prefeitura de Rio Verde e vai apoiar o médico Paulo do Vale, pré-candidato pelo PMDB. “No momento”, destaca Cleyton Lima, “estou preocupado em articular uma boa chapa de candidatos a vereador”.

Empresários reclamam da gestão de Edivaldo Cardoso na Ceasa

Empresários reclamam que o presidente Edivaldo Cardoso até agora não acertou a mão na Ceasa. O aluguel caro “assusta” os empresários. E há quem lamente o corte da “bolsa de verduras” para os carentes.

Alcides Ribeiro pode disputar Prefeitura de Aparecida de Goiânia

O professor e empresário Alcides Ribeiro se prepara para disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Só falta definir o partido. Alcides Ribeiro planeja também trabalhar pela candidatura de Vanderlan Cardoso em Goiânia.

Ex-reitor da UFG passa por segunda cirurgia de varizes

O ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira (PT) passou por uma cirurgia de varizes, na semana passada, e está bem. É a segunda cirurgia.

Ex-reitor Edward Madureira quer disputar prefeitura mas abre mão para Adriana Accorsi

Edward Madureira (PT) quer disputar a Prefeitura de Goiânia e vai conversar sobre o assunto com a deputada estadual Adriana Accorsi (PT). “Se ela quiser mesmo ser candidata, não vou forçar a barra”, sublinha o petista.

Petistas reclamam de Adriana Accorsi, que não atende os aliados e desaparece

Uma reclamação geral dos petistas: a deputada estadual Adriana Accorsi não atende telefonemas e parece que está sempre se escondendo dos aliados. “Ela trabalha com uma espécie de gueto e não abre espaço para os demais petistas”, admite um deputado. Adriana Accorsi é vista como “elitista” e até “arrogante” pelos petistas mais simples.

Waldir Soares abre mão e Vecci postula vice-presidência nacional do PSDB

O deputado-delegado Waldir Soares abriu mão e o deputado federal Giuseppe Vecci deve ser candidato a vice-presidente nacional do PSDB.

Dívida sobe, renda desce

Inflação e os juros mais altos do mundo são dois dos resultados mais nefastos gerados pela condução errada da política econômica

Livro de Gaston Paris sobre a Idade Média é um prato cheio para quem gosta de folclore e história

[caption id="attachment_38586" align="alignleft" width="620"]Gaston Paris: especialista em literatura francesa da Idade Média e quase Nobel de Literatura | Wikipédia Commons Gaston Paris: especialista em literatura francesa da Idade Média e quase Nobel de Literatura | Wikipédia Commons[/caption] Tenho em mãos um livreto realmente curioso, que me foi remetido pelo advogado Mario Roriz, ávido leitor e intelectual por vocação. É um pequeno volume, editado pela livraria parisiense Hachette em 1895, há 120 anos, portanto. Tem o título de “Récits Extraits des Poètes et Prosateurs du Moyen Age”. Foi escrito por Bruno Paulin Gaston Paris (1839-1903), especialista em literatura francesa da Idade Média, membro da Academia Francesa e quase prêmio Nobel de Literatura (foi indicado pela Academia por três vezes, em 1901, 1902 e 1903). O autor reúne no livro textos extraídos de três fontes francesas: poesias épicas dos séculos XI a XV, fábulas e contos dos séculos XII a XV e relatos históricos dos séculos XIII e XIV. Gaston Paris abre a primeira parte, onde redigiu extratos de seis poemas épicos, com um resumo em prosa dos famosos versos decassílabos da “Canção de Rolando”, tido como o primeiro poema escrito em uma língua latina. A história do poema, abstraindo as proezas históricas que relata, é por si mesma interessante: foi escrito passados 200 anos das batalhas que descreve, logo, após longa reprodução oral das mesmas (o que acabou resultando em algumas imprecisões históricas), e tornou-se desde então parte do repertório dos trovadores e jograis europeus por outros 200 anos, servindo de estímulo a cavaleiros andantes, vassalos e nobres em preparo para batalhas, inclusive os cruzados, quando se dispunham a libertar Jerusalém. Segundo os versos, cujo autor se desconhece, Rolando, lendário guerreiro, sobrinho de Carlos Magno e um dos 12 pares da França (ou da doce França, como se dizia na época), personagem principal da epopeia, é surpreendido por muçulmanos (embora quase certamente o tenha sido por camponeses bascos, e não islamitas) em Roncesvalles, Navarra, e é morto, após combater valentemente, quando os franceses se retiravam da Espanha, após o cerco de Saragoça, em 778 (ou em 802, pois há, aqui também, divergências). Outro poema épico resumido por Gaston Paris é uma parte da “Canção de Guilherme”, também de autor desconhecido, tido como o maior poema da Idade Média, com seus 3 mil e 500 versos decassílabos, composto provavelmente em 1170. Conta as proezas guerreiras de Guilherme de Orange (chamado Guilherme do nariz curto, por ter perdido parte do ápice nasal num golpe de espada) contra os sarracenos (ou muçulmanos). Também “A Iniciação de Per­ci­val” está resumida no livreto. Ex­traí­da do poema de Chrétien de Tro­yes, o mais célebre poeta da Idade Média (cerca de 1130-cerca de 1180), escrito em oito sílabas, ri­mando duas a duas, conta como Per­cival, filho do cavaleiro Pelinore, é levado pela mãe para retiro numa floresta, temerosa que o filho se torne cavaleiro e morra prematuramente, como o marido. Ocorre que Percival encontra na mata cin­co cavaleiros, com seus trajes de ga­la e seus cavalos brilhantemente a­jaezados e se maravilha. Acaba cor­rendo à corte do Rei Arthur e se tornando um dos cavaleiros da Tá­vola Redonda e auxiliar na busca do Santo Graal. A história-lenda é u­ma das mais conhecidas na Eu­ropa. Percival é o personagem Par­sifal, da ópera homônima de Wa­g­ner e de outro poema, de autoria do poeta alemão Wolfram von Es­sen­bach (1170-1220), que grafava Perzival. Quanto aos contos e fábulas, Gaston Paris começa seu desfile com a história “Os três cegos de Compiégne”, que talvez o leitor já conheça, por ser um relato de humor negro muito difundido: conta como três cegos, que viajavam (a pé, naturalmente) de Compiégne para uma cidade vizinha são abordados por um rico seminarista, que simula dar como esmola uma moeda de ouro para eles, mas não o faz, ficando cada um certo que a moeda se encontra com um dos outros dois. O seminarista os segue para se divertir com as confusões que vêm daí. É o único conto conhecido de um poeta do século XIII, que tinha por nome Courtebarbe (barba curta), certamente bastante inteligente, a julgar pela criatividade do causo. Boa parte das fábulas narradas por Gaston Paris são de autores anônimos e já compunham o folclore europeu quando foi feito o livro. Algumas foram extraídas do chamado Roman de Renard, livro de fábulas folclóricas onde os personagens principais são a astuta e bajuladora raposa Renard (nome próprio que passou a significar raposa em francês) e o obtuso lobo Insegrin, eterna vítima das espertezas de Renard. La Fontaine reescreveu e apresentou como suas algumas fábulas desse livro, bem como algumas escritas por um monge franciscano inglês no início do século XIV, chamado Nicole Bozon. Bozon escrevia em francês, como era praxe entre os religiosos e outros eruditos ingleses da época. Gaston Paris, em seu livreto, mostra cinco fábulas escritas por Bozon e apropriadas por La Fontaine três séculos mais tarde: “A Repartição do Leão”; “Os animais Doentes de Peste”; “O Conselho dos Ratos”; “O Moleiro”, “O Filho e o Asno” e “A Leiteira e o Balde de Leite”. Contam-se entre as mais conhecidas de La Fontaine, e são por certo conhecidas do leitor. A terceira parte do livro é puramente histórica, e relata sete episódios importantes para a época a que se referem (séculos XIII e XIV). O mais importante deles é “A Conquista de Constantinopla”, extraído de um livro escrito por um militar francês, Geoffroi de Villehardouin (1160-2012), e de uma crônica feita por um cruzado também francês, Robert de Clairi, que voltou à França em 2016, após a segunda tomada de Constan­tinopla. Relata as vicissitudes da quarta cruzada — a formada em 1199 — realizada pelos barões franceses. Conta as dificuldades de financiamento da expedição, principalmente para o pagamento dos venezianos para a travessia do Mediterrâneo até a Síria e as fraturas no grupo dirigente, além, é claro, dos combates. Para quem gosta de folclore e história, esse livrinho é um prato cheio.