Notícias

Encontramos 149801 resultados
TSE altera regras para as eleições de 2016

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou nesta semana 13 resoluções que irão reger as eleições municipais de 2016. As novas regras tratam da criação de partidos, prestação de contas e regulamentação de prazos e cadastro eleitoral. Também dão nova disciplina para as pesquisas eleitorais, gastos de campanha, registros de candidatos e propaganda eleitoral. Uma das principais mudanças será quanto ao limite de gastos de campanhas estabelecidos pela Justiça Eleitoral, com base em normas estipuladas pela reforma eleitoral de 2015. Outro ponto importante é quanto ao calendário dá transparência para as eleições de 2016, dispondo sobre a publicidade dos atos relacionados à fiscalização do sistema de votação eletrônica e à auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas. As eleições municipais de 2016 ocorrerão no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos casos de segundo turno. Os eleitores elegerão os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.

Sociedade individual de advogados vai a sanção presidencial

O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira, 17, o projeto de lei que cria a chamada “so­ciedade individual”, permitindo a formalização de milhares de advogados brasileiros, gerando renda e desenvolvimento. O texto havia sido aprovado pela Câmara no começo do mês e agora segue para sanção presidencial. De autoria do deputado Aelton Freitas (PR-MG), o projeto de lei da Câmara nº 209/2015 estabelece que a sociedade individual poderá ser adotada por aqueles que exercem individualmente a advocacia, possibilitando acesso aos benefícios decorrentes da formalização, conforme destacou o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho. “Trata-se de uma importante conquista que permitirá ao colega que atua sozinho aderir ao Simples Nacional, usufruindo de alíquotas tributárias mais favoráveis, além de pagamento unificado de oito impostos federais, estaduais e municipais e da contribuição previdenciária, facilitando e descomplicando a vida profissional”, explicou o presidente.

Vitória da liberdade de imprensa

A cada dia que passa temos visto tentativas de tolher o direito e a liberdade de expressão e da liberdade de imprensa. Cabe ao Poder Judiciário a defesa da Constituição Federal e dos direitos fundamentais nela contidos. Um aprazível exemplo disso foi a decisão monocrática da desembargadora Sandra Regina Teodoro Reis (foto), que julgou improcedente o pedido de danos morais ajuizado pelo Sindicato dos Tra­ba­lhadores em Educação de Goiás (Sin­tego) contra a Rede Record e o apresentador Oloares Ferreira. Segundo a magistrada, a veiculação de críticas não significa, necessariamente, difamação.

“O Ministério Público tem correspondido à esperança depositada pela sociedade”

Conduzido pela quarta vez ao comando da Associação Goiana do Ministério Público, procurador diz que a instituição tem avançado e ganhado a confiança da população cada vez mais

Percursos

[caption id="attachment_55066" align="aligncenter" width="620"]Percursos Divulgação[/caption] A mostra “Percursos 2015” da Escola de Artes Visuais (EAV) fica em exposição nas galerias de arte Frei Confaloni e Sebastião dos Reis, unidades da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce Goiás), no Parthenon Center, até dez de janeiro. Em comemoração aos 22 anos da fundação e cem anos do artista plástico e escritor Octo Marques, a mostra teve início no dia 11 de dezembro. O horário de visitação é das 9h às 17h. A entrada é franca.

Rápidas

  • Dessa vez, os DJs Daniel de Mello, Niela Moura e David Barbosa agitam o rolê “Pala­fita”, realizado pelo El Club em parceria com o Glória Bar.
  • No estilo happy hour, a festa começa no bar, que fica ao lado do Fórum, no Setor Sul, e continua no clubinho (também no Setor Sul, rua 115) com a dobradinha do saboroso chopp Glória. Ao som do Hip Hop, Black, Funk e Soul, você curte o melhor after em plena segunda-feira.
  • A entrada é free no Glória, já no El alguns promoters distribuíram descontos, saindo assim a R$ 10.

Lançamentos

LIVRO livroO fotógrafo e oceanógrafo Marcelo Skaf comemora sua trajetória com um livro que reúne 130 fotos de suas principais expedições ao fundo do mar. Pelos Mares do Mundo Marcelo Skaf R$ 80,00 Batel MÚSICA S1698 D 0825646087433 CEELO GREEN_BOOK.inddLançado em novembro, o quinto álbum do rapper americano CeeLo Green, intitulado “Heart Blanche”, enfim chega às prateleiras brasileiras. Álbum: Heart Blanche CeeLo Green Warner Music R$ 36,90 FILME Filme A obra acompanha a artista enquanto ela se prepara para uma grande retrospectiva de seu trabalho no museu de arte moderna de Nova York. Marina Abramovic — A Artista Presente Direção: Matt Akers e Jeff Dupre Bretz Filmes Preço: R$ 45,90

Livro de repórteres franceses desnuda o caso SwissLeaks. Jô Soares e Ratinho tinham dinheiro na Suíça

46122934 Eis um livro que não pode faltar nas estantes (ou nos computadores) dos jornalistas e dos leitores que se interessam por política internacional: “SwissLeaks — Revelação sobre a Fraude Fiscal do Século” (Estação Liberdade, 240 páginas, tradução de Gui­lherme J. F. Teixeira), de Gérard Davet e Fabrice Lhomme, repórteres investigativos do jornal francês “Le Monde”. O escândalo financeiro que abalou o HSBC na Suíça, mostrando que figuras impolutas de vários países, como o Brasil, mantinham contas secretas no exterior, é rastreado minuciosamente pelos repórteres. Brasileiros como o bicheiro Capitão Guimarães, a recém-falecida atriz Marília Pêra, os apresentadores de televisão Jô Soares e Ratinho estão na lista dos felizardos milionários que têm ou tinham contas na Suíça. O técnico em informática Hervé Falciani, insuspeito funcionário do HSBC, colheu dados, sigilosa e organizadamente, durante o ano de 2006 e, em seguida, com o apoio de jornais de vários países — no Brasil, “O Globo” e o “UOL” (Fernando Rodrigues fez jornalismo de primeira linha) foram os principais divulgadores, num excelente trabalho (inclusive sem preconceito contra os ricos, mostrando que, em alguns casos, não havia ilegalidade alguma) —, divulgou a história de que cerca de 180 bilhões de euros tinham pelo menos origem suspeita, senão ilegal. Os fatos ainda estão sendo esquadrinhados. O prefácio da edição patropi é do jornalista Ismael Pfeifer, que situa o caso dos brasileiros com contas no HSBC suíço. A Receita Federal continua investigando caso a caso.

Livro de Nasr Chaul refaz a história e a historiografia de Goiás

topo Um livro brilhante está de volta às livrarias. “Caminhos de Goiás — Da Construção da Decadência aos Limites da Modernidade”, de Nasr Chaul, sai numa edição primorosa pela Editora UFG. Parece trabalho da Cosac Naify e da Companhia das Letras. A obra refaz a história e a historiografia de Goiás. Meras 291 páginas produzem uma revolução nos estudos de história do Estado, dialogando e refutando, com elegância, interpretações arraigadas, como a tese de economia e sociedade decadentes, sobretudo nos séculos 18 e 19. O que Chaul revela, com um texto fluente, rigoroso mas sem a pompa acadêmica, é que a decadência é um mito, paciente e articuladamente construído por historiadores, viajantes-escritores e, mais tarde, políticos. Pós-Revolução de 1930 era preciso insistir na tese da decadência para justificar e legitimar (tornar aceitável) o novo processo de modernização. digitalizar0001Os prefácios são de Paulo Bertran — cujo texto é de historiador-escritor, tal a delicadeza da prosa — e José Carlos Sebe Bom Meihy, da Universidade de São Paulo. Nash Chaul está se aposentando da Universidade Federal de Goiás. Uma pena. A UFG, onde estudei Filosofia e Jornalismo, perde um excelente professor. Fui seu aluno no curso de História da Universidade Católica de Goiás, no início da década de 1980. É do tipo de mestre apaixonado pelo que faz e que, notadamente, consegue transmitir a paixão para os alunos. Outra de suas virtudes é que escreve muito bem. A qualidade de seu texto — que deve muito à literatura e à música — lembra, e não vagamente, estudiosos brilhantes como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Evaldo Cabral de Mello.

Terceirização não é novidade

Embora tenha se transformado em mais uma das velhas e surradas batalhas ideológicas quixotescas, todos os governos, inclusive o federal, já adotam o sistema

Antes de sair, Levy diagnosticou: o governo tem medo do ajuste

Após ser sistematicamente torpedeado pelos petistas, ex-ministro da Fazenda jogou a toalha e é substituído por Nelson Barbosa, que estava no Planejamento

Helmut Schmidt – A Alemanha, a Europa e o mundo perdem um grande estadista

O mais lembrado político alemão após a 2ª Guerra Mun­dial faleceu em 10 de novembro passado, aos 96 anos [caption id="attachment_54805" align="alignright" width="620"]Helmut Schmidt Helmut Schmidt[/caption] Helmut Schmidt, quinto chanceler da República Federal da Alemanha, o mais lembrado político alemão após a 2ª Guerra Mun­dial, faleceu em 10 de novembro passado, em Hamburgo, sua cidade natal, aos 96 anos de idade. Foi chefe de governo da coalizão social-liberal de 1974 até 1982 tendo sucedido a Willy Brandt (1913-1992) que abdicara ao se tornar público que seu se­cretário particular, Günter Guillau­me, era agente secreto da República Democrática Alemã (a Alemanha comunista). Helmut Schmidt tomou parte ativa na 2ª Guerra Mundial. Há 74 anos, em junho de 1941, como jovem oficial do exército alemão, a “Wehrmacht”, Schmidt participou da Operação Barabarossa, a invasão da União Soviética, onde viveu temporariamente o drama das trincheiras do cerco de Leningrado (hoje São Petersburgo) de setembro de 1941 até janeiro de 1944. Ferido durante o cerco, repatriado à Alemanha foi incorporado ao Ministério da Aeronáutica e designado para participar, como observador, do simulacro processo do Tribunal Popular dos homens do atentado contra Hitler em 20 de julho de 1944. Inconformado com a postura arrogante do juiz, Helmut Schmidt pediu a seu general superior que o dispensasse do encargo. Em dezembro de 1944 foi escalado para a Frente Ocidental onde não poupou críticas pessoais contra Hermann Göring, chefe da Força Aérea Alemã, e contra o regime nazista em geral. Acusado, deveria responder a processo. Livrou-se com o apoio de dois generais que cuidaram de transferí-lo seguidamente de um lugar e de um posto a outro. Capturado, no norte da Alemanha, pelo exército britânico em abril de 1945, foi transferido a um campo de prisioneiros de guerra na Bélgica e liberado em agosto do mesmo ano. Terminada a guerra, Helmut Schmidt, com 27 anos de idade, regressou a sua cidade natal, Ham­bur­go, que encontrara em escombros, com a insígnia de tenente-co­ronel da reserva. Filiou-se ao Partido Social Democrático, influenciado por Hans Bohnenkamp (1893-1977), pedagogo e professor universitário, que conhecera enquanto prisioneiro britânico na Bélgica. Inscreveu-se na Universidade de Hamburgo em Ciências Políticas e Econômicas, onde obteve diploma em 1949. Nasceu aí o seu interesse pelas teorias de John Maynard Keynes (1883-1946), de Max Weber (1864-1920), de Karl Popper (1902-1994) e de Immanuel Kant (1724-1804). Em conversas com amigos costumava mencioná-los com largas citações e, durante sua longa vida, nunca deixou de aprofundar-se em suas teorias. Findos os estudos trabalhou, até 1953, na Secretaria de Economia e Trânsito de Hamburgo, uma cidade- estado, como responsável pela Diretoria de Trânsito. Foi aí quenasceu seu interesse pela política. Foi nesta época que Schmidt descobriu seu talento redacional. Muito cedo começou a escrever artigos que costumavam ser publicados em vários jornais alemães. Em 2008 explicou os motivos para seu engajamento político: “Ambição é um termo que eu não usaria para minha pessoa. Obvia­mente eu almejava por reconhecimento público, mas a força estimuladora tinha outros motivos e era típica de minha geração: voltamos da guerra onde passamos por muita miséria e todos estávamos decididos a dar a nossa contribuição para que aqueles pavorosos acontecimentos nunca mais se repetissem na Alemanha. Foi esta, e só esta, a força estimuladora”. Entre 1953 a 1962 e de 1965 a 1987 Helmut Schmidt foi membro o Parlamento Alemão, onde ocupou alta funções dentro do Partido Social Democrático, o SPD, na sigla em alemão. Simultaneamente, de fevereiro de 1958 até novembro de 1961 foi membro do Parlamento Europeu. Até nesta altura Schmidt era um político com excelente atuação parlamentar, mas de projeção nacional menos reconhecida. Curioso é que sua projeção nacional começou com uma catástrofe: de dezembro de 1961 a 14 dezembro de 1965 Schmidt era senador de Segurança Pública em Hamburgo (como cidade-Estado os secretários municipais têm o título de senador). Na noite de inverno de 16 a 17 de fevereiro de 1962, o norte da Alemanha foi atingido por uma inundação. A cidade de Hamburgo, situada na confluência de vários rios, com o rompimento de vários diques, confrontou-se com uma catástrofe diluviana. Helmut Schmidt, responsável pela ordem pública, não hesitou. Demonstrou aí sua capacidade organizadora que lhe trouxe prestígio, respeito e popularidade em toda a nação. Coordenou os diversos órgãos entre polícia, serviços de salvamento, proteção à catástrofe e serviço técnico de resgate, Cruz Vermelha e demais instituições. Valeu-se de seus bons contatos com o Exército e a OTAN para pedir o auxílio de soldados, helicópteros, pequenos barcos que pudessem entrar pelas ruas inundadas; pediu apoio da Holanda, Bélgica e Luxemburgo sem que tivesse legitimação para isso. Com tal medida inusitada Schmidt salvou milhares de vidas e tornou-se personagem de respeito nacional. Mais tarde disse: “Naqueles dias não liguei no que prescrevia a Constituição. Aprendi na guerra a tomar decisões rápidas para salvar a própria vida e a de companheiros de luta”. Em 1969 o Partido Social De­mo­crático venceu as eleições. Willi Brandt tornou-se chanceler e Hel­mut Schmidt assumiu o Ministério de Defesa. Neste período reduziu o serviço militar de 18 para 15 meses e criou duas universidades militares, uma em Hamburgo, outra em Munique. Em julho de 1972 assumiu os superministérios das finanças e da economia. Com a demissão de Willy Brandt, Helmut Schmidt foi eleito chanceler em 16 de maio de 1974. Na época, não só a Alemanha, mas o mundo se confrontava com a recessão econômica em consequências da primeira crise de petróleo dos anos 70, que a Alemanha, já sob o comando do chanceler Schmidt, suportou melhor do que muitas outras nações. Paralelamente a Alemanha se confrontava com uma onda de terrorismo interno. As manifestações estudantis de 1968 ainda continuavam vivas e os grupos Baader-Meinhof e a RAF, Fração do Exército Vermelho, aterrorizavam a Alemanha. Atentados, sequestros, extorsões, ataques a bancos, embaixadas e outras instituições, assassinato de políticos, magistrados, representantes da indústria, e o ataque à delegação de desportistas israelenses por terroristas palestinos durante os Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, alarmaram a nação e inquietaram autoridades. Muitos destes episódios estavam envolvidos com extorsões várias: pagamento de resgate, libertação de camaradas presos, publicação de manifestos. Helmut Schmidt foi intransingente mas fiel a seu próprio credo: O Estado não deve deixar-se extorquir”. Helmut Schmidt dominava à perfeição a arte da retórica. São inesquecíveis seus discursos e debates como parlamentar e como chanceler no Parlamento Alemão. Era brilhante em revidar aos apartes em seus discursos. Dependendo da situação podiam ser tanto ferinos como sibilinos, sempre com o vocabulário adequado mas certeiros para desarvorar ou desnortear o adversário. Essa sua habilidade deu-lhe o apelido de “Schmidt Schnauze” o que em tradução coloquial poderia corresponder a “Schmidt Focinho”. Schmidt foi, sem dúvida, o político alemão intelectualmente mais abrangente entre os demais políticos do pós-guerra que cultivava amizades. Entre os amigos mais chegados encontram-se homens tão diversos como Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, cuja amizade durou mais de 60 anos; Valéry Giscard d’Estaing, ex-presidente da França; Lee Kuan Yew (1923-2015), ex-primeiro-ministro de Singapur; George Shultz, ex-ministro das Relações Exteriores dos Estados Unidos; Muhammad Anwar Al Sadat (1918-1981), ex-presidente do Egito; bem como Deng Xiaoping (1904-1997), que liderou a China praticamente de 1979 a 1997. Era exímio pianista que chegou a dar um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica de Londres. Junto com Valéry Giscard d’Estaing deu início aos encontros dos chefes de Estado e chefes de governo que começaram com o G-5, depois G-7, G-8 e atualmente o G-20. Teve grande atuação nos tratados SALT I e II (Strategig Arms Limitation Talks). Da mesma forma foi Helmut Schmidt o homem que se empenhou para a instituição do Forum Econômico Mundial que tem lugar anualmente em Davos, na Suíça. Sobre Deng Xiaoping Helmut Schmidt comentou ter sido o político mais inteligente do século 20. “Ele me explicou o Confucionismo enquanto que Muhammad Anwar Al Sadat, explicou-me o Alcorão”. Após abandonar a política dedicou-se ao jornalismo. Tornou-se co-editor do renomado semanário “Die Zeit”, no qual publicou centenas de artigos e participava das reuniões da redação quando já ultrapassava os 90 anos de idade. É autor de mais de 40 obras, a maioria das quais publicadas após retirar-se da vida pública. Sua correspondência com chefes de Estado, historiadores, jornalistas, escritores, partidários políticos e oposicionistas é um manancial abrangente. Historiadores terão anos de trabalho para analisar e pesquisar o legado por ele deixado. Os alemães o viam como a “consciência da nação”. Um de seus lemas: “Política sem consciência tende à criminalidade. Vejo a política como ação pragmática a serviço de objetivos morais”. O governo alemão despediu-se do grande estadista em 23 de novembro passado em cerimônia oficial realizada em Hamburgo. Estiveram presentes autoridades europeias e mundias, representantes políticos de todos os partidos, intelectuais e amigos. Um dos três oradores oficiais foi seu amigo de mais de seis décadas, Henry Kissinger, que em discurso muito emocional, entre outras afirmações, disse: “Helmut Schmidt foi uma espécie de consciência mundial”. Lotti Schmidt, sua mulher, morreu em outubro de 2010. Ao sentir os grilhões da morte escreveu-lhe um bilhete que o esposo carregou em seu bolso durante os anos que lhe sobraram: “Já vou indo. Te espero”. Lotti esperou cinco anos.

“O Jornal Opção tornou-se porta-voz dos avanços sociais, da cultura e do pensamento moderno”

Layout 1José Eliton O Jornal Opção completa quatro décadas de serviços prestados à democracia e à veiculação de informação com análise. Surgiu às vésperas do Natal de 1975, numa iniciativa do seu diretor-responsável, jornalista Herbert de Moraes. Desde então, brinda os leitores com um semanário de rara qualidade. O veículo foi homenageado na segunda-feira, 14, pela Assembleia Legislativa. O sucesso é fruto da independência editorial, relevância de conteúdo e inovação permanentes, em estreita sintonia com a sociedade. Tornou-se porta-voz dos avanços sociais, da cultura e do pensamento moderno. O jornal tem expressiva presença na vida dos goianos, dos que buscam o melhor da notícia, dos bastidores, e prezam a reflexão, o debate inteligente, a originalidade e diversidade. Com o advento da internet, imediatamente se adaptou e disponibiliza um portal que se mantém entre os mais acessados da região Centro-Oeste. O Jornal Opção soube se reinventar, ao instigar e cativar leitores, ao ampliar o leque de cobertura com privilégio da análise criteriosa, década após década. Em suas páginas a economia, a ciência, a política e a cultura se sucedem em reportagens e artigos de larga repercussão. Neste processo, Herbert de Moraes sempre teve, desde o início, a estreita colaboração da diretora financeira, Nanci Guimarães de Melo Ribeiro, como tem hoje a da diretora-executiva e editora de política, Patrícia Moraes Machado, e do correspondente internacional Herbert Moraes. O editor-chefe Euler de França Belém coordena com enorme talento as ações editoriais de uma equipe de jornalistas à altura de sua relevância social.

José Eliton é vice-governador de Goiás.
 

“Publicação inovadora com visão analítica dos fatos”

Agenor Mariano Num País onde metade das empresas fecha as portas após quatro anos de atividade, segundo dados do IBGE, quero parabenizar o Jornal Opção por seus 40 anos. Sou testemunha e admiro a luta deste semanário, pioneiro no Brasil por adotar o formato tabloide desde sua criação, para manter-se vivo no cenário goianiense contribuindo para o fortalecimento da democracia. Durante quatro décadas, o Jornal Opção tornou-se um espaço importante para divulgação e valorização da cultura goiana, dando voz aos escritores e artistas locais. Com uma visão analítica dos fatos é, hoje, referência para o debate de assuntos do cotidiano, comportamento e política. A chegada de novas tecnologias provou, mais uma vez, sua vocação para o pioneirismo. O jornal soube se reinventar, saindo na frente de concorrentes no uso da internet e das redes sociais e ganhando ainda mais destaque. Na pessoa do editor-chefe, Euler de França Belém, a quem admiro pela idoneidade e alto nível intelectual, quero ainda destacar a competência e ética dos profissionais que contribuíram para o sucesso do Jornal Opção nestes 40 anos. Parabéns e que venham mais 40 anos, produzindo um jornalismo cada vez mais inovador e de alta qualidade.
Agenor Mariano (PMDB) é vice-prefeito de Goiânia.
 

“Um jornal de suma importância para Goiás”

Dioji Ikeda Como prefeito de Inhumas, venho parabenizar os diretores do Jornal Opção pelos 40 anos do semanário, estendendo os cumprimentos a todos os funcionários e colaboradores, que, juntos, desempenham um trabalho que leva a informação séria e responsável a seus milhares de leitores. Em nome da municipalidade inhumense venho agradecer o trabalho realizado na condução deste jornal que é de suma importância para o Estado de Goiás.
Dioji Ikeda é prefeito de Inhumas.
 

“A vocação para o debate de ideias é o marco do semanário”

José Nelto Infelizmente, devido a uma rouquidão, não pude comparecer à sessão solene na Assembleia Legislativa em comemoração aos 40 anos do Jornal Opção na última segunda-feira, 14. É um dos mais importantes e relevantes veículos de comunicação do Estado de Goiás. Sua vocação para o debate de ideias é um marco para o fortalecimento das instituições democráticas em nosso Estado e no País. Reitero os parabéns ao Jornal Opção!
José Nelto (PMDB) é deputado estadual.
 

“A seleção de 70 preservou o conjunto total de talentos”

basilMarco Antônio da Silva Lemos Após ler o artigo “Livro conta a história de Rivellino, o craque que encantou Pelé, Maradona, Beckenbauer e Platini” (Jornal Opção 2110), na coluna “Imprensa”, me veio a questão: alguém consegue imaginar hoje uma escalação do Barcelona sem o tridente Messi-Neymar-Suárez? Claro que não. Tendo talento, arruma-se lugar para todo mundo. Em 1970, Tostão era cogitado como reserva de Pelé; Jairzinho seria o centroavante (na reserva dele, Dario “Peito de Aço”). E Rivelino seria reserva de Gérson no meio de campo. E ainda existiam outros “problemas”: Piazza, titular como volante, foi improvisado como quarto-beque — e assim entrou Clodoaldo no meio de campo. Quem seria o ponta-direita? Imaginem: Rogério Smazniek, xodó de Zagalo no Botafogo, jogador comuníssimo. A questão foi resolvida com uma série de improvisações, que miraculosamente deram certo. Pelé, Tostão, Jair e Rivelino entraram simultaneamente e tudo funcionou. Preservou-se o conjunto total de talentos. O grande jogador daquela Copa, que fazia esse carrossel funcionar, era Gerson. O outro nome de maior destaque, Jairzinho, era um atacante que ficava na direita e fechava para o meio — à la Robben, da Holanda de hoje — e era um desmantelador de defesas com seu físico privilegiado Nossa Copa de 70 era “black & white” — só os poderosos do governo Médici em Brasília dispunham de TVs em cores. Mas a gente acompanhava também pelo rádio. Muitas vezes, punha-se a imagem e escolhia-se o locutor favorito — eu fiquei com Geraldo José de Almeida. A pior coisa do mundo era começarem os jogos ao meio-dia local, no México. Um absurdo total, e em locais altos, com baixo teor de oxigenação. Sempre houve o costume de se comparar as seleções de 1958 e 1970. Tarefa impossível; eram duas configurações completamente diversas, e consolidadas ao acaso. Mas eu faria um “mix”: O resultado: Gilmar; Djalma Santos, Piazza e Nilton Santos; Zito e Gérson; Garrincha, Didi, Jairzinho, Pelé e Tostão.
Marco Antônio da Silva Lemos é desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DF).

O jornalismo crítico do Jornal Opção completa quarenta anos

O Jornal Opção é produto de uma grande ideia. Mas uma grande ideia pede um grande homem. E este é o jornalista e economista Herbert de Moraes

A “nova classe C” morreu? Depende de como se analisa a questão

É comum ver análises falando que a crise financeira “matou” o consumo e, consequentemente, a nova classe. Porém, não é bem assim