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Os deputados federais Professora Dorinha (DEM), Lázaro Botelho (PP), Vicentinho Junior (PR) e Dulce Miranda (PMDB) estiveram reunidos na quarta-feira, 6, com o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Valter Silveira, para tratar de recursos para recuperação de rodovias que cortam o Tocantins. Como os parlamentares tocantinenses destinaram R$ 100 milhões para a construção da ponte em Xambioá, ligando o Tocantins ao Pará, a solicitação foi um remanejamento de R$ 30 milhões dessa emenda de bancada para a recuperação das rodovias federais 010, que liga Aparecida do Rio Negro a Goiatins, e 242 entre Taipas, Paranã e Dianópolis. Dorinha esclareceu que esse remanejamento não prejudicará a construção da ponte, uma vez que há a previsão do DNIT em disponibilizar mais R$ 50 milhões para essa obra no orçamento de 2017. O diretor-geral do DNIT informou que há a possibilidade do remanejamento sem prejudicar o projeto da ponte. Além disso, o órgão tem um orçamento na ordem de R$ 200 milhões para manutenção das rodovias federais no Tocantins.
Dock Junior A deputada federal Josi Nunes (PMDB) usou a tribuna da câmara para tratar sobre a duplicação da BR-153. A parlamentar relatou sobre o andamento do processo, após a realização de uma audiência na cidade de Gurupi, onde foi discutida a concessão para a duplicação da BR-153. “Foi uma reunião que contou com a presença de representantes do governo do Estado, do Ministério Público Federal, do Ministério dos Transportes, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Prefeitura de Gurupi e da diretoria da concessionária Galvão Engenharia”, disse. Segundo a peemedebista, a Galvão Engenharia, que atualmente é a concessionária responsável pela duplicação, apresentou à ANTT um novo plano de trabalho, solicitando novos prazos para o início das obras. “A ANTT está analisando um estudo sobre o caso e acredita ser possível aprovar o novo plano apresentado pela Galvão, porém, com alguns ajustes. A intenção é manter a concessão, uma vez que cancelá-la, como nos foi apresentado em uma das reuniões pelo próprio DNIT, demandaria mais uns três anos para o início da duplicação, e isso prejudicaria todo o processo”, acrescentou. Josi informou também, que além de Gurupi, uma outra audiência foi realizada no Estado de Goiás, para tratar do assunto. “Nas audiências de que participamos, nos foi passado que o Ministério dos Transportes precisa de segurança jurídica para manter a concessão, motivo pelo qual foi realizada essa audiência em Gurupi. Foi feita outra audiência em Goiás e, posteriormente, será feita uma reunião aqui, em Brasília, com a participação de todos esses membros”, adiantou. Ao relatar sobre a proposta de fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Ministério Público de Goiás, o Ministério Público do Tocantins, o Ministério dos Transportes, a ANTT e o Tribunal de Contas da União sugerida pelo procurador da República Walter José Mathias Júnior, a parlamentar reforçou que o objetivo é encontrar uma alternativa para resolver o problema. “Quem acompanha o nosso trabalho tem visto a nossa luta para que essa duplicação da BR-153 seja concretizada. O que nós queremos é achar uma alternativa para esse problema. São vidas ceifadas, interrompidas. E a nossa intenção é que essa realidade mude. Tenho convicção de que com a duplicação da rodovia, o número de acidentes será reduzido”, finalizou.
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Que o radialista e apresentador Jorge Kajuru sempre preferiu o estardalhaço a usar sua grande competência de comunicador de forma mais assertiva, isso ninguém que o acompanhe tem dúvidas. Que é grande sua capacidade de ser polêmico e gerar fatos que, muitas vezes, não são mais do que factoides, da mesma forma. Também não são gratuitos ou “pura perseguição” os muitos processos de que foi alvo.
Mas a notícia de seu “desaparecimento”, na semana passada, foi, até para um “exagerado” como ele, um ponto fora da curva. No sábado, 2, um alerta desesperado no Twitter, por parte de sua produção, denunciava seu sumiço desde a tarde daquele dia e pedia socorro . Na manhã da segunda-feira, 4, Kajuru reassumia seu perfil na rede social fazendo agradecimentos a apresentadores de TV e dizendo que iria prestar esclarecimentos à polícia e ao Ministério Público, colocando-se, mais uma vez, na condição de perseguido político.
Algumas pessoas costumam deduzir que alguém com o histórico de Jorge Kajuru, se desaparece, significa automaticamente que foi alvo de uma execução, sequestro ou algo similar. Ocorre que, apesar de casos esporádicos de crimes contra a opinião, como o terrível assassinato do radialista Valério Luiz — fato que completou quatro anos na terça-feira, 5, ainda sem julgamento dos réus em primeira instância —, o Brasil é hoje um Estado mais civilizado, em que se busca resolver as diferenças cada vez menos à bala e mais nos barras dos tribunais.
Kajuru armou essa situação? É uma possibilidade. Pode ter ocorrido, realmente, alguma ameaça ou intimidação física? Também existe essa chance, mas pelo desenrolar dos fatos e tratando do perfil do protagonista, é algo bem remoto. O fato é que, ao término da semana passada, nem a polícia nem o Ministério Público sinalizaram ter recebido a visita do comunicador. Ou, se receberam, não houve, desta vez, estardalhaço de nenhuma parte.
Nem da própria “vítima”: na sexta-feira, 8, o apresentador publicou que tinha viajado “sem rumo”, dizendo-se “alertado” por amigos “dos riscos de ficar em Goiânia”. Mas, ao longo dos dias depois de seu “reaparecimento”, não deixou explicações nas redes sociais sobre o que teria falado (ou mesmo se teria falado) às autoridades.
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A pauta da matéria era sobre veículos furtados ou roubados em Goiânia. Mas no “Jornal Anhanguera – 2ª Edição” da segunda-feira, 5, o que “roubou” a atenção da audiência — ou pelo menos daquela audiência atenta às normas gramaticais — foi a presença de um acento grave antes de uma palavra craseada. De gênero masculino.
Na arte (foto) que foi ao ar para mostrar a evolução da criminalidade lia-se “de janeiro à junho de 2015”. Uma desatenção tão “grave” quanto o acento, e que é mais comum do que se pensa no jornalismo — e infelizmente “cada vez” mais comum.
Na verdade, a crase de fato não é o sinal (acento grave), mas o fato — a fusão ou contração de duas vogais. O acento grave apenas indica a presença da crase. Uma das formas de perceber a existência de uma crase é trocar o substantivo feminino por um equivalente masculino e ver se cabe um “ao” no lugar de “à”. Quando a palavra não tem gênero ou é do gênero masculino — caso de “junho” ou de qualquer outro mês —, nem se deveria entrar em discussão. Muito menos aparecer na tela da TV.
Durante anos, um colega jornalista era especialista em crasear a expressão “a partir”. Seu tradicional “à partir” dava bastante trabalho a seu editor de Esporte em um diário de Goiânia, apesar dos constantes puxões de orelha.
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O especial “Volta Olímpica”, apresentado pelo canal fechado Sport, da Globosat, mostrou o que os Jogos Olímpicos fizeram com a cidade espanhola, que sediou o evento em 1992. O programete começa com o repórter Felipe Diniz apresentando Barceloneta, uma praia de cinco quilômetros de extensão que nasceu com as Olimpíadas. Antes dos anos 90, o local era inacessível, tomado por uma linha de trem, além de fábricas e galpões que compunham a paisagem. Jornalismo esportivo bem feito traz, também, informação além do esporte. No caso, a série especial do Sportv, fazendo o contraponto com as edições antigas dos Jogos, deixa claro aos brasileiros mais críticos a baixa qualidade dos investimentos realizados e as escolhas erradas que fizeram os organizações da Rio 2016. Dois anos depois da Copa do Mundo, o Brasil está passando novamente por um acontecimento mundial da mais alta importância sem que tenha feito disso um motivo para se transformar, de alguma forma. O legado não será nada muito além de algumas conquistas pontuais, como o acréscimo na mobilidade urbana. Nada que impeça ou justifique episódios vergonhosos, como a queda de um trecho da Ciclovia Tim Maia, por uma onda do mar — o que causou a morte de duas pessoas — e a admissão do fracasso total na limpeza da Baía de Guanabara, cuja revitalização plena era um dos principais compromissos assinados para receber as Olimpíadas.

