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Os candidatos e seus respectivos apoiadores em Uruaçu

A disputa em Uruaçu é entre Lourenço Neto (PTB), que tem o apoio do deputado federal Jovair Arantes, do deputado estadual Zé Antônio e do ex-prefeito de Itumbiara Zé Gomes, e Valmir Pedro (PSDB), que tem o apoio do deputado federal Thiago Peixoto.

José Eliton está em plena pré-campanha para o governo

O vice-governador José Eliton (PSDB) tem andado muito pelo estado, devido às articulações para as eleições municipais. A cada semana está em uma cidade diferente e aliados apontam que isso o favorece, pois o torna conhecido. Um pepista chega a dizer: “Está em plena pré-campanha para o governo”.

PP de Anápolis quase não existe mais

O PP se esfacelou em Anápolis. É o que diz um pepista. Após a saída do vice-governador, José Eliton, que foi para o PSDB, houve um vácuo na sigla municipal. “E Wilder [Morais, senador] não se deu conta disso. Deixou o partido se esvaziar numa cidade importante como Anápolis”, relata o político.

Cartas

“A aterrissagem final da pipa mágica”

JOÃO PAULO LOPES TITO Quando a gente é pequeno, uma das coisas mais legais de um adulto é saber fazer tudo. Nada é impossível, e pequenos milagres acontecem toda hora. Era assim com o tio Tonim ensinando a fazer estilingue, meu vô Bernardino construindo carrinho de rolamento (e outras mil coisas em madeira) e o tio Jomar colocando linha, chumbada e anzol na vara de pescar. E era simplesmente genial como meu pai sabia fazer pipas. Uma manhã de domingo qualquer ganhava outro tom quando, na época de vento, ele aparecia com pedaços de bambu (projeto tradicional) ou de buriti (tecnologia de ponta, mais leve), facão, cola, linha e saíamos para a papelaria, para providenciar as folhas de papel de seda. A molecada jogando bola na rua e a gente sentado ali do lado, assistindo aquela operação delicada de aparar as varetas, juntá-las com linha de costura, recortar o papel de seda no formato da armação. Era preciso balanceá-las antes e depois de tudo colado. E ter muita paciência. E por fim, a parte mais divertida pra gen­te (e a em que efetivamente botávamos a mão na massa): fazer a rabiola. Às vezes até minha mãe participava. Ela enrolava sacolas plásticas de forma tão engenhosa que era só passar a tesoura para sair as argolas do outro lado. Depois de tudo pronto e seco, levantar voo. A pipa (nunca me acostumei a chamar de “raia” – que era coisa de quem usava cerol na linha) mais antiga da qual me lembro foi uma que ele fez para meu irmão. Com as iniciais “CV”, de azul, coladas na estrutura de papel branco. E essa pipa voou como eu nunca tinha visto nada voar. Esgotou toda a linha do carretel, virou só aquele pontinho azul claro lá em cima, em meio ao céu do final do dia. Mas a mágica não tinha acabado. “Quem quer mandar telegrama?”, minha mãe perguntou. Que diabos era aquilo? Como assim? Ela recortou pedacinhos quadrados de papel, fez pequenos cortes no meio e encaixou na linha esticada da pipa. E voilà: o papel começou a subir sozinho, caramba! E foi subindo, subindo, até quase sumir. Fomos colocando um por um, diversos, todos subindo obedientes pela linha. Acontece que, antes de o dia acabar, o vento deu uma “minguada”. A pipa reduziu ligeiramente sua altura, e uma árvore maliciosa surgiu no caminho. Aquela árvore amarelada e de galhos nus, quase sem folhas (“canela de velho”, dizia meu avô), parecendo se esticar para alcançar a pipa. E ali ela fez sua aterrissagem final. Um artefato tão engenhoso, preso para sempre num galho invejoso de uma árvore alta. Chorei demais aquele dia. Mas logo outras pipas vieram e não me deixaram esquecer que, mais importante do que o papel de seda enganchado na árvore lá em cima, era ter o mágico sempre presente aqui embaixo. João Paulo Lopes Tito é assessor jurídico no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).  

“Não vejo ninguém do Executivo falar em reflorestamento em massa”

ALEXANDRE CAMPOS Houve um estudo na Flo­resta Amazônica que foi denominado “Sobre o Amazonas Vo­ador”. As águas em forma de nuvens que evaporam da mata são levadas pelos ventos em direção às regiões centrais do Brasil, até chegar ao Estado do Rio de Janeiro, em direção ao Oceano Atlântico — basta observar a “moça do tempo” nos programas jornalísticos. Essas nuvens irrigam toda a região central do Brasil e também a Região Sudeste. Com o desmatamento desenfreado da Amazônia, isso iria provocar grandes secas em todo o Brasil e, até 2150, uma desertificação na maior parte do território nacional. A seca está acontecendo. Até mesmo no Amazonas. Em São Paulo, todos já sabem o que vai acontecer; Aqui no Estado do Rio, onde moro, na região norte fluminense, já está ocorrendo o processo de desertificação em alguns locais. O maior rio do Estado, o Paraíba do Sul, está 1,5 metro em média abaixo de seu nível normal. Na região serrana, o quadro está se agravando com as plantações de eucalipto: onde se plantam esses, secam-se as águas ao redor. Estaremos, aqui na região serrana, passando por maus momentos em breve, pois nossa água é daqui mesmo, não teremos como importar essa. Infelizmente todas as “previsões alarmistas” do passado estão se concretizando e não vejo ninguém do Executivo falar em reflorestamento em massa. Assim, a continuar, o Brasil se tornará um grande deserto em 150 anos. E-mail: [email protected]  

“É urgente uma atividade agrícola sem agrotóxicos”

ARGEMIRO DE OLIVEIRA Na lista dos países verdes, o Brasil ocupa apenas o 77º lugar. É urgente a adoção de políticas públicas que permitam uma atividade agrícola sem a utilização de agrotóxicos que exterminam os insetos e contaminam os seres humanos. Há de se pensar em uma agricultura mais familiar e orgânica. A atividade pecuária já não tem futuro. Gastam-se milhões de litros de água para sustentar o consumo de carne, que, além disso, causa insustentabilidade social e ecológica: secas, crises hídricas, desertificação etc. E-mail: [email protected]  

“É preciso investir em ciclovias para a periferia”

GERLIÉZER PAULO As ciclovias de lazer estão crescendo na capital, mas acredito que é preciso investir nos trajetos que liguem a periferia aos principais centros comercial da cidade. Outro ponto: é preciso ter infraestrutura para o ciclista, que, por exemplo, quer ir de bicicleta para o trabalho. Gerliézer Paulo é jornalista.  

“Coluna Imprensa faz boa análise sobre quem sai de ‘O Popular’”

ADALBERTO DE QUEIROZ
Boa reportagem sobre o tema na coluna “Imprensa”. Meu destaque: “Diz um velho ditado que corre entre os que deixaram o maior diário de Goiás que, depois de sair do ‘Pop’, a vida (e a qualidade de vida) só pode melhorar. Talvez não exatamente por ter deixado o jornal, mas por ter levado consigo uma boa bagagem depois de se doar a uma grande estrutura. Longe de lá, Cileide se mostra mais leve para fazer o que mais gosta: jornalismo com pesquisa e análise.” Similares situações parecem acontecer com Karla Jaime e Rosângela Chaves, além do professor-repórter Rogério Borges, com a revista digital “Ermira”. [“Em fase pós-Pop, Cileide Alves se revigora e acerta em temas nas redes”, Jornal Opção 2141] Adalberto de Queiroz é escritor, jornalista e empresário. E-mail: [email protected]  

“Não podemos mais aceitar nenhuma forma de discriminação”

ELOISO MATOS A maldade, a inveja, os preconceitos, o racismo, a soberba, a arrogância, a injúria racial, a indiferença, o desprezo e tantos outros sentimentos ruins estão presentes na vida das pessoas. No entanto, praticá-los dependerá do caráter, da formação e da educação de cada um de nós. Não existe um racismo e um preconceito institucionalizado que refletem a lei da vadiagem que um dia existiu no Brasil? No entanto, se formos observar com honestidade, sem hipocrisia e máscaras perceberemos que nossa sociedade tem dados estatísticos que comprovam com nitidez como alguns adoecidos nas emoções tratam os afrodescendentes no Brasil, porque se veem no direito de humilhar quem eles considerem inferior. Na vida sempre teremos pessoas diferentes de nós com características físicas e outras tantas. Mas quando um ser humano tenta se esconder atrás de uma multidão — ou de um cargo, de uma posição — a fim de oprimir, diminuir os outros e praticar o racismo, demonstra realmente qual é seu caráter, pois isso é o meio que os mais frágeis utilizam a fim de esconder sua monstruosidade e mau-caratismo. Afinal, “caráter é aquilo que você é quando ninguém está te olhando, ou pelo menos acreditamos que não estamos sendo observados”, já dizia Epicuro. Não são poucos os que constantemente se valem de posições, status, cor da pele, “inteligência” e conhecimento a fim de privilegiar alguns e diminuírem outros. Mas isso é apenas uma “brincadeira”. Mas, por causa desse lamentável fato, muitos deram entrevista. Por isso vamos analisar parte do que o técnico Vanderlei Luxemburgo disse, certa vez: “Isso é algo comum, pois o Pelé e outros tantos sofreram preconceitos, racismos, mas venceram.” A declaração é uma sandice, porque devemos banir da sociedade qualquer forma de discriminação, preconceito, palavras de baixo calão, que desprezam as pessoas. Mesmo porque o técnico disse que “o Pelé sofreu”, mas o que causa sofrimento não é bom para ninguém. Não podemos discriminar por gênero. Mas isso ocorre no Brasil. Será que o treinador defendia isso ou aceitava como natural? Pois é “normal” considerar a mulher inferior. Basta observarmos a diferença salarial que existe entre os gêneros masculino e feminino. Não podemos aceitar o preconceito e o ódio contra os pobres, os deficientes físicos, mas isso em muitos casos ocorre. Será que por existir devemos aceitar? Não podemos aceitar o preconceito e as discriminações que ocorrem contra as pessoas “velhas”. São comuns no Brasil essas práticas — vejamos como são os asilos e como muitos tratam os idosos no dia a dia. Talvez devêssemos entender que gentileza, cordialidade, amabilidade são as formas de linguagem correta que devem prevalecer entre as pessoas civilizadas. Esse argumento frágil — de que alguém pode ser humilhado ou desprezado por orientação sexual, gênero, religião, cor da pele, condição socioeconômica, aspecto físico ou cognitivo — não pode existir em nenhuma esfera de nossa Nação, mesmo com o argumento de que é apenas uma “brincadeira” ou quem está ouvindo não deve se importar. Nossas instituições públicas, religiosas, políticas, econômicas precisam ser repensadas e não aceitar essas práticas, mas combatê-las. Esse argumento de que podemos utilizar de sentimentos e praticas vis para destruir e humilhar os outros não pode existir, apenas com a falácia que vamos vencer o adversário em um jogo ou na vida intimidando-o não pode prevalecer. Talvez o grande conselho que devêssemos dar a qualquer ser humano que se sentir humilhado, desprezado e vítima de preconceito seria o de não acreditar no que está sendo falado e também recorrer à Justiça, a fim de processar os que ainda estão adoecidos, os que se consideram como a madrasta malvada que olha no espelho e diz “espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito do que eu?”, ao descobrir que existe ela abriu seu saco de maldade e tenta destruir a Branca de Neve e envenená-la. Quem estamos tentando envenenar? Quem acreditamos que podemos maltratar? Contra quem praticamos nossos preconceitos e racismos? Muitos estão com este conceito deturpado de se considerarem superiores apenas por ter dinheiro, poder, inteligência, profissão, cor da pele, religião, cargo público de destaque e assim, pensam, serem “melhores”. Será que isto é saudável para uma nação? Sejamos sinceros e indaguemos: alguém se sente bem com atitudes que não são respeitosas? Muitos acreditam que são mais “belos” os homens musculosos, as mulheres saradas, os que ganharam títulos nacionais, internacionais, ou foram eleitos etc. Estes se dão o direito de humilhar e praticar preconceito. Isso é semelhante ao que fez Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo que, juntamente com outros, deu cabo à vida de uma “garota de programa”, pois não a consideravam digna de ser feliz e ter uma vida respeitosa. Quais são os preconceitos que carregamos dentro de nós a fim de nos fazer sentir superiores? Vejamos nos meios de comunicação se todos podem ocupar este espaço. Vamos observar francamente se todos têm oportunidades semelhantes no Brasil? Por que alguns adoecidos têm tanto ódio dos que não são tão semelhantes a eles? Isso é preconceito, arrogância e ódio. Talvez devêssemos observar o que Martin Luther King disse: “A lei pode não dar o coração a ninguém, mas podem coibir as ações dos que não tem.” Infelizmente, ainda precisaremos de leis duras para alcançar os famosos, poderosos e os que tentam se esconder na multidão para expressar práticas racistas e preconceituosas. Será que, diante do espelho da vida, você se sente incomodado com o diferente e por isso é tão racista, deseja xingá-lo e não concebe a felicidade e a vitória dele? Mas, se isso é feito somente em campo de futebol, isso vale. Esse é o nosso pensamento? Em Roma, gladiadores proporcionavam a diversão de muitos com seu próprio sofrimento. César apoiava quem alegrava a população. Será que ao ver tanto o “superior” ou “o inferior” nós conseguimos tratar com dignidade, como cidadãos ou fazemos acepção das pessoas? Eloiso Matos é professor. E-mail: [email protected]

Se a base está dividida, o PMDB está desorientado

Depois da autoanunciada aposentadoria de Iris Rezende, peemedebistas vivem drama parecido com os adversários: falta de nome que empolgue o eleitorado da capital

Quem topa o sacrifício?

Reuniões com presidentes do PSDB, PTB e PSD e com os pré-candidatos desses partidos têm resultado unânime: unir, sim, mas quem será o ungido?

Nenhum resultado será surpreendente

É muito difícil acontecer um momento eleitoral como está se vendo. O jogo é tão embolado e imprevisível que nenhum resultado pode ser descartado, embora algumas situações sejam menos prováveis

Lissauer Vieira e Paulo do Vale fazem pré-campanha perdendo apoios

Pré-candidatos do PSB e do PMDB “queimam” a largada da sucessão à Prefeitura, ao contrário de Heuler Cruvinel, do PSD, que vai conquistando lideranças

Advogar no TJGO será diferente a partir de agora

Por forma do Decreto Judiciário nº 1302, de 27 de julho, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), os advogados deverão adotar novos procedimentos, diversos do tradicional. Conheça a principais mudanças:

  • Os recursos cíveis e constitucionais e ações cí­veis originárias serão protocolizados exclusivamente, na forma digital, via Sistema de Processo Digital.
  • As apelações propostas nas unidades judiciárias ainda não digitalizadas serão recebidas por meio físico e os autos remetidos ao Tribunal de Justiça.
  • Após o trânsito em julgado, os autos digitais serão devolvidos para a unidade judiciária de origem; tramitarão via Sistema de Processo Digital do TJGO, ainda que a referida unidade não tenha seus processos digitalizados. Tratando-se de unidade judiciária não digitalizada, a Divisão de Processo Judicial Digital do TJ-GO a habilitará a processar os feitos devolvidos por meio eletrônico.
  • O processo em tramitação na Vice-Presidência, aos recursos constitucionais criminais não se aplicam a resolução, no que alude ao bloqueio do processo no Sistema de Primeiro Grau (SPG) e a ulterior tramitação do feito em processo eletrônico, até a implantação do Sistema de Processo Digital do TJ-GO nas respectivas varas criminais.
  • As protocolizações serão realizadas via internet, me­diante acesso por login e senha no Sistema de Processo Digital do TJ-GO, disponível no site do tribunal.
  • Os peticionamentos de interlocutórias referentes aos processos físicos já digitalizados serão recebidos, exclusivamente, via Sistema de Processo Digital do TJ-GO.
  • O Sistema de Processo Digital do TJ-GO permitirá o cadastramento on-line de usuário pelo endereço eletrônico, na seção Serviços, no link “Processo Digital”, desde que possuidor do certificado digital A3.
  • Os usuários do sistema poderão confeccionar suas peças processuais em editores de texto de suas preferências, bem como utilizar o Assinador Externo, disponível para download na página principal do Sistema de Processo Digital, para assinar as peças processuais.
  • Ficam suspensos o atendimento ao público e os prazos processuais no período de 1º de agosto de 2016 a 1º de setembro de 2016 na Vice- Presidência, no que se refere aos processos de recursos constitucionais e recursos ordinários e todos os leitos que tramitam na 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.
  • A suspensão dos prazos não se estende aos processos judiciais digitais já em tramitação e nem à­queles que serão ajuizados, a partir de 1º de agosto de 2016, exclusivamente, via processo judicial eletrônico.
  • Durante o período de conversão de autos físicos para autos digitais é vedada a vista, carga, juntada de petições ou qualquer outra movimentação processual até a final disponibilização do processo no sistema do Processo Judicial Eletrônico do TJ-GO.
  • Petições de acordo, renúncia ou de desistências referentes a processos enviados para a digitalização, ensejarão a devolução dos autos à origem pelo Núcleo de Digitalização.
  • A devolução prevista no item anterior deverá ser solicitada pela Unidade Judiciária para o e-mail [email protected]
  • Realizada a conversão dos autos do processo, todas as petições do respectivo feito deverão ser apresentadas em meio eletrônico.
  • As publicações ocorridas durante o período de que trata este Decreto Judiciário são válidas, ficando suspenso o prazo, que se inicia no primeiro dia útil imediatamente posterior a suspensão.
  • Os oficiais de Justiça poderão cumprir os mandados de citação e intimação.
  • A suspensão dos prazos processuais prevista anteriormente e a vedação de movimentação processual referida não alcançam a realização das sessões de julgamento dos feitos que sejam pautados para o período de 1° de agosto a 1º de setembro de 2016, devendo os processos seguirem para o procedimento de digitalização após a realização da sessão.

O cinismo do “politicamente correto”

[caption id="attachment_71591" align="alignleft" width="620"]1 Milhares de venezuelanos cruzam fronteira com Colômbia em busca de alimentos: PT quer o mesmo para os brasileiros?[/caption] O desarmamento da parte boa da sociedade é uma excrescência aguardando banimento. Foi imposto por uma lei aprovada por acordo de lideranças, no apagar das luzes da sessão legislativa de 2003 (Lei 10826/2003). Era a época de votos comprados pelas propinas do mensalão, e a aprovação foi manejada pelas mais finórias figuras do legislativo (Renan Calheiros, Luiz Eduardo Greenhalg, Laura Carneiro, etc.). Não houve maiores debates nem dentro do Congresso, e a tal lei só viria a ser discutida (e rejeitada) pela sociedade no referendo de 2005. Apesar da rejeição por dois terços da população, e de inúmeras manifestações de repúdio por parte da sociedade via meios de comunicação, a lei continua em vigor, guardada ideologicamente pelas esquerdas ligadas a Lula, Dilma e Fernando Henrique Cardoso, e economicamente por parte da imprensa, premida pelos credores internacionais interessados em nos desarmar. O desarmamento, ineficaz em todas as partes do mundo em que foi implantado, deu no Brasil mais confiança aos criminosos e responde pela enorme insegurança e pela grande violência, que desde a promulgação da lei só fizeram aumentar. Absurdos e paradoxos pululam, em consequência desse desarmamento, e cinismo ainda mais. Tomemos dois exemplos recentes desse cinismo: O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em tempos recentes manifestou-se integralmente a favor da manutenção da lei, também chamada Estatuto do Desarmamento. Em outras palavras, afirmou que os cidadãos de bem, cumpridores da lei e de boa convivência social, como o caro leitor, não podem ter armas. Sua segurança e de sua família devem ser providas pelo Estado. Não disse, evidentemente, e já vai aí boa dose de cinismo, que o Estado não tem como prover a segurança de todos, em todos os lugares e a qualquer hora. Mas declarou ao jornal norte americano “The Washington Post” que mantém, à cabeceira, uma pistola municiada e dois carregadores de reserva. Não importa que ele tenha – como tem – porte de arma. Nem que tenha – como tem – segurança armada. Aí vai o enorme cinismo: você, leitor, não pode andar armado. Para comprar uma arma e mantê-la em casa, tem que enfrentar uma burocracia que exige uma paciência chinesa. Posso afirmar com toda tranquilidade, pois conheço várias pessoas na situação do leitor, honestas, corretas, que tiveram seu pedido de porte de arma (ou a simples renovação dele) negado, sem explicação alguma, e são pelo menos tão diligentes e responsáveis quanto o sr. Janot para portar uma arma. Têm, além disso, com toda certeza, muito mais conhecimento e preparo que o sr. Janot, pois muitos são aficionados e atiradores esportivos. Por que eles não podem, mas pode o sr. Janot? Por que não dá o exemplo, sr. Janot? Entregue sua arma à Polícia Federal, já que o cidadão, em sua opinião, deve confiar apenas na ação policial. Outro exemplo absurdo vem lá do Rio Grande do Sul: um traficante, preso em flagrante de delito, quando vendia pedras de crack, portava na cintura uma arma e na mochila munição extra. Lavrado boletim de ocorrência, oferecida denúncia ao juízo, o processo, em apelação, chegou ao magistrado Diógenes Vicente Hassan Ribeiro, do Tribunal de Justiça daquele Estado. Que exarou a sentença que será para sempre lembrada entre as incríveis: condenando o bandido por tráfico de entorpecentes, e o absolvendo do crime de porte ilegal de armas, vez que “Porte de arma destinado à proteção pessoal em razão do comércio de entorpecentes praticado e ao guarnecimento da atividade ilícita. Corolário lógico é absolvição por atipicidade”. Isso mesmo, leitor, o traficante foi absolvido do crime de porte ilegal por ser sua atividade de risco. Ele precisa se proteger pessoalmente, segundo o meritíssimo. Por certo de outros traficantes, mas também da ação policial. Na prática, o traficante recebeu da Justiça uma autorização de porte de arma, que você, leitor honesto, não consegue. Como se dizia antigamente: durma-se com um barulho desses! O “politicamente correto” encampou em nosso país a indulgência com os criminosos e a severidade com os policiais, que tem resultado em graves prejuízos para a sociedade e para quem tem o dever de protegê-la. Vimos, há poucos dias, o que ocorreu na localidade de Itacaiú, Britânia, aqui em Goiás: um desordeiro violento, Brunno Vieira, resistiu a uma ação policial, desrespeitou a ordem de detenção, entrou em luta com os policiais encarregados de prendê-lo. Estes, temerosos de usar mais força para manter a ordem, acabaram baleados por Ismael, pai de Brunno, que covardemente, subtraiu a arma do sargento Uires, o atingiu mortalmente pelas costas e ainda atingiu o seu colega, o soldado Helio Bezerra. Foi morto também, completando a tragédia. Brunno e outra pessoa resultaram, ainda, feridos. Para completar os desacertos, Brunno, que havia sido preso, foi liberado no outro dia, por ordem do juiz da comarca, Luiz Henrique Lins Galvão. Houvessem os policiais imobilizado Brunno com um disparo, por exemplo, na perna, como fazem os policiais de qualquer lugar do mundo, evitar-se-ia a tragédia. Mas não o fizeram, temerosos – com razão – da reação dos “politicamente corretos”. Seriam acusados de excessos, de violência desnecessária, e tantas outras acusações que vemos todos os dias nos jornais recaírem sobre policiais que estão cumprindo seu dever e nos protegendo. O resultado foi o mais funesto possível: Um policial morto, deixando oito filhos na orfandade, o agressor também morto e outro policial gravemente ferido. E mais duas pessoas também feridas, com menor gravidade. Para coroar, o pivô de todo o acontecido foi liberado pela Justiça. Moralmente correto o sr. secretário de Segurança e vice-governador José Eliton: compareceu ao enterro de seu policial, apoiou o seu colega ferido e censurou a decisão judicial equivocada, além de determinar que Brunno fosse preso novamente, corresponsável, logo cumplice que é, por todo o acontecimento. O “politicamente correto” chegou ao cume na vizinha e socialista Venezuela. Não há comida, e nem existem produtos de higiene. Multidões correm às cidades fronteiriças da Colômbia e do Brasil para comprar alimentos. Os infelizes vizinhos viajam centenas de quilômetros para conseguir um pouco de arroz, feijão e óleo de cozinha. Paracaima, em Roraima, é uma dessas cidades buscadas pelos venezuelanos ameaçados pela fome. E há notícias de que já escasseiam tecidos e roupas no país vizinho. Esse o destino que os petistas nos reservavam, caso não caíssem: nos fazer esfomeados e seminus. E o “politicamente correto” encobre também – e muito bem – a compra de votos. A jornalista Miriam Leitão revela que em Brasília, 45 mil “pescadores artesanais” recebem o seguro defeso, aquele salário mínimo que o governo dá, cinco meses por ano, aos pescadores, pretensamente para que respeitem a época reprodutiva dos peixes. Há algumas coisas estranhas nesse fato: o período reprodutivo não é tão extenso, e se o fosse, outra fonte de renda teria que ter o pescador no período do defeso. Ou estaria o governo estimulando o ócio e a vadiagem. E é difícil conceber 45 mil pessoas vivendo da pesca em Brasília. Se assim fosse, o lago Paranoá estaria cercado de gente pescando. E quantas pessoas há, no Brasil inteiro, se só em Brasília há essa multidão, recebendo auxílio por quase metade do ano, para cruzar os braços? Finalmente, levantamento sobre o Bolsa Família só na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, mostrou milhares de fraudes, com até políticos e empresários recebendo o auxílio. É de se perguntar: houve alguma atividade petista em que tudo ocorresse dentro da correção e da honestidade? l

O jornalista que vendeu a alma ao diabo e Donald Trump à América

Tony Schwarz era um promissor nome de sua profissão, mas foi “aposentado” precocemente por escrever a biografia do megamilionário. Hoje, ele diz que “passou batom em um porco”

“Vamos ter uma boa Olimpíada, mas por conta da crise não estamos no clima”

Responsável pela viabilização do percurso da tocha olímpica, como assessor especial do governo de Dilma Rousseff, o goiano revela como foi complicado convencer prefeitos a bancar a passagem do fogo olímpico

Demissão de Cristiano Câmara é sinal claro: GJC não vai bem

[caption id="attachment_71582" align="aligncenter" width="620"]Cristiano Câmara cede seu lugar de CEO no GJC para Breno Machado Cristiano Câmara cede seu lugar de CEO no GJC para Breno Machado[/caption] Em time que está ganhando não se mexe. Esse ditado vale para muitas situações, mas serve especialmente para o caso de empresas tradicionais e familiares. Se está tudo bem, pra que mudar? “Estar tudo bem” como empresa de comunicação não parece ser o caso do Grupo Jaime Câmara já há algum tempo, pelo que tem se visto em termos de resultados. O enxugamento da máquina, com o drástico corte do capital intelectual do quadro de jornalistas – afinal, o que é um grupo de comunicação que não produz praticamente nada fora do jornalismo sem jornalistas? –, tem cobrado a fatura. A saída de Cristiano Câmara da presidência e do cargo de CEO, juntamente com a “desaposentadoria” de seu pai, Jaime Câmara Júnior, na semana passada, serviu para “passar o recibo” dessas desconfianças. Em um comunicado de 200 palavras, ao reassumir o posto de presidente do grupo, Jaime Câmara Jr. destacou o currículo do novo CEO, Breno Machado, que era o vice-presidente de Estratégia e Marketing. Ressaltou a “solidez financeira”, a “posição de principal grupo de mídia do Centro-Oeste” e a “consolidada governança corporativa” do grupo. Um funcionário ligado à área de impressão recentemente demitido revelou que “O Popular” passou a ter tiragem de 23 mil exemplares no meio de semana. “O jornal ‘Daqui’ tinha caído de 200 mil para 90 mil. Deve ter caído mais e Júnior Câmara resolveu voltar”, analisa. Cristiano Câmara esteve à frente de mudanças radicais por que passou o jornal “O Popular”, seja na parte de recursos humanos (com a demissão de jornalistas experientes e talentosos e a contratação de novatos e estagiários para a reposição), seja em termos de política gráfica, com a arriscada (e até agora temerária) mudança no formato e no padrão editorial. E agora, ocorrerá a busca de um caminho diferente – ou, quem sabe, do antigo? A volta de Júnior Câmara sugere que sim, apesar de ele mesmo falar que não vai haver “descontinuidade”.

Jornalistas goianos lançam portal cultural em Goiás

Uma nobre iniciativa puxada pelos jornalistas Edson Wander, Rogério Borges e Rosângela Chaves é a revista eletrônica Ermira. Lançada em junho, a publicação pretende – e pode – se tornar referência na área de cultura em Goiás. Os idealizadores, todos ex-integrantes do caderno “Magazine” de “O Popular”, tem cacife para tal. Agora precisam ter também perseverança.

Integração das ações de segurança já mostra resultados

Junção dos trabalhos do Gabinete de Gestão Integrada, Guarda Municipal, Secretaria Municipal de Trânsito, Polícia Civil e Polícia Militar tem reduzido índices de criminalidade na cidade