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No segundo volume de seus “Diários”, relatando fatos de dois anos de governo, 1997 e 1998, o ex-presidente afirma: “Iris não pediu, eu não queria que o Perillo fosse sequer candidato”
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Eduardo Siqueira ainda na mira do MP | Foto: Renan Accioly[/caption]
O Ministério Público Estadual instaurou na segunda-feira, 6, um inquérito civil para averiguar a existência de eventuais atos de improbidade administrativa supostamente praticados pelo então ex-secretário estadual de Relações Institucionais e atual deputado estadual, Eduardo Siqueira Campos, e um ex-diretor do Detran Tocantins. As investigações pretendem apurar ato de improbidade administrativa consistente em suposto recebimento de propina no valor de R$ 600 mil, cujo valor seria destinado para pagamento de cartilha para educação no trânsito.
A Portaria nº 040/2016 da 9ª Promotoria de Justiça da Capital, que determinou a instauração do inquérito civil, relata a divulgação do conteúdo do acordo de delação premiada do empresário Benedito Oliveira Neto, conhecido como Bené. Ele é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, e relatou que teria pago propina para Eduardo Siqueira Campos em 2012, quando este exercia o cargo de secretário de Relações Institucionais na gestão do governo Siqueira Campos, no Palácio Araguaia.
O promotor de Justiça Edson Azambuja, responsável pelo caso, conta que a propina no valor de R$ 600 mil teria sido entregue a dois servidores públicos do governo do Estado e, desse total, R$ 450 mil teriam sido divididos entre o diretor do Detran/TO e o então secretário de Relações Institucionais.
Em nota à imprensa, deputado nega veementemente ter recebido qualquer vantagem indevida e afirma nunca ter autorizado qualquer pessoa a fazer o mesmo em seu nome. Ele disse comemorar a iniciativa do Ministério Público Estadual, uma vez que este seria um dos pedidos seus ao STJ, para que pela primeira vez, tenha a oportunidade de ter acesso aos autos, algo que tem lhe sido negado. Ele também quer ser ouvido e de apresentar sua defesa, uma vez que até o momento isso não foi possível pois os autos encontram-se em sigilo no Superior Tribunal de Justiça. Por não ser réu no referido processo desencadeado pela Operação Acrônimo, o parlamentar alega que não tem acesso aos autos e, por consequência, à referida delação.
Nos “Diários”, o ex-presidente da República sugere que José Sarney manipulava Iris Rezende e critica Wolney Siqueira e Pedrinho Abrão
O livro “Diários da Presidência — 1997-1998” (Companhia das Letras, 869 páginas), de Fernando Henrique Cardoso, de 85 anos, menciona vários políticos de Goiás ou radicados no Estado. O ex-senador e ex-governador de Goiás Iris Rezende, de 82 anos, é citado em 40 páginas. FHC o trata com respeito, mas com certo menosprezo, sobretudo na comparação com raposas políticas nacionais, como Antônio Carlos Magalhães e José Sarney.
Em janeiro de 1997, quando se discute a eleição para presidente do Senado, o presidente Fernando Henrique demonstra ser um articulador mais escorregadio do que hesitante. A impressão que se tem é que, para controlar Antônio Carlos Magalhães, o ACM, o tucano gostaria de bancar Iris Rezende. Mas parece não perceber “estatura” suficiente no goiano para enfrentar o baiano. “Embora eu leia nos jornais que estou apoiando o Antônio Carlos, na verdade o Sérgio Motta e o Tasso [Jereissati] é que estão. (...) Mesmo que eu quisesse forçar, imaginemos o contrário, colocando o Iris, isso não seria assim tão fácil.”
Adiante, Fernando Henrique sublinha que tem de apoiar ACM por dois motivos. Primeiro, por causa do PFL (antecessor do DEM). Segundo, devido à relação com seu filho, Luís Eduardo Magalhães, um de seus principais fiadores na Câmara dos Deputados. Mas o presidente ressalva: “Eu não posso permitir que essa questão deixe o Iris irritado, porque o Iris tem sido um fiel cooperador”. José Sarney estava “jogando pelo Iris”. A interpretação de FHC: “Iris presidente [do Senado], Sarney continua sendo uma espécie de ponte do governo federal com o Iris. Mesmo que desnecessária a ponte, ele saberá habilmente fazer com que o Iris crie algumas dificuldades para que ele possa negociá-las”. Sutilmente, o tucano indica que Sarney manipulava ou queria manipular Iris Rezende.
Na questão da aprovação da reeleição, em janeiro de 1997, Fernando Henrique perguntou ao governador de Goiás, Maguito Vilela, “como estava a delegação de Goiás”. O peemedebista “disse que” estava “firme com a reeleição, mas eu o notei um pouco escabreado”. Como liderado de Iris Rezende, que estava sendo preterido para a presidência do Senado, o governante goiano sentia-se incomodado. Ante a pressão de peemedebistas, como José Sarney, FHC falou com vários líderes. “Ao próprio Iris eu disse: ‘Não é possível, senador, assim vai atrapalhar até a sua eleição, porque me condiciona, e à bancada do PSDB, a essa afronta do PMDB. Busque uma solução’.”
O senador Jader Barbalho, do PMDB do Pará, contou a Fernando Henrique que o então deputado Michel Temer é quem estava tentando postergar a emenda da reeleição. Os senadores teriam “copiado” os deputados. O que o PMDB queria era, antes de votar a emenda da reeleição para cargos majoritários, como presidente e governador, “eleger a mesa do Senado”. Era um toma-lá-dá-cá. Iris Rezende admitiu, para o próprio FHC, que trabalhou contra a votação primeiro da reeleição — na Câmara dos Deputados. O senador controlava a bancada.
Na disputa pelo comando do Senado, “Iris me parece que está mais perdido do que o senador Antônio Carlos”. O goiano estava intransigente e não queria votar a reeleição logo. “O mais difícil é o Iris. O [Israel] Vargas, cujos parentes em Goiás são donos das [sic] Organização Jaime Câmara de rádio, televisão, imprensa, pediu que seus primos falem com Iris, para ver se o amolecem. Acho difícil, porque o Iris sabe, a esta altura [janeiro de 1997] que está perdendo [a oportunidade de disputar a presidência do Senado] e talvez tenha que endurecer”, relata Fernando Henrique.
Em fevereiro de 1997, com percepção pouco aguçada do quadro real do Senado, Iris Rezende procura Fernando Henrique para uma conversa. “Ele queria que eu desse os votinhos, achava que tinha ganho, que é confiável, segundo ele próprio, e o Antônio Carlos [Magalhães] não. Eu disse ao Iris que agora a situação era diferente, porque, como ele mesmo reconhecera, cometera um erro, qual seja, ter ido a São Paulo falar com o [Franco] Montoro e com o Mário Covas, quando devia ter vindo falar comigo.” O presidente ressalva que disse a Iris que não haveria “retaliação a ele nem ao seu pessoal, embora todos os goianos tenham se abstido de aparecer no dia da votação da reeleição”.
Ao mencionar a reeleição, Fernando Henrique admite que, a partir de determinado momento, “a coisa” começou “a feder”. Mas, claro, tira o corpo fora, atribuindo possível pagamentos a parlamentares a outras pessoas (ele está limpo). Muita gente queria dinheiro vivo — consta que o mercado persa estava pagando 200 mil reais por voto. “O deputado Pedro Canedo, de quem sempre tive boa impressão, foi abordado por um deputado de Pernambuco, um tal de Severino Cavalcanti, eu creio, que é um agente do Maluf e disse ao Pedro Canedo: ‘Você tem uma dívida pequena e o governo não resolve a sua questão financeira. Isso é uma coisa vergonhosa’. Já não é o primeiro caso”, conta o presidente.
Quase no final de fevereiro, Iris Rezende havia mudado de posição, não estava mais radicalizado. “Disse que a bancada de Goiás está solidária e vai votar toda pela reeleição [no Senado].”
Em maio de 1997, Michel Temer articula os nomes de Eliseu Padilha e Iris Rezende para o ministério. Este deveria ser indicado para a pasta da Justiça. “Fiquei até surpreso, porque ele e o Iris estavam em lados opostos, lembrei que talvez houvesse dificuldade com o Antônio Carlos. O Iris cimenta uma boa parte do PMDB e eu tenho uma boa relação pessoal com ele.” A história de que Michel Temer “convive” mas não tem simpatia política e pessoal por Iris Rezende é antiga.
Fernando Henrique avaliou que ACM não ficaria “satisfeito” com a indicação de Iris Rezende para o Ministério da Justiça. Mas o líder do PFL não se opôs. Parte do PMDB tentou impor o senador goiano no Ministério dos Transportes e Eliseu Padilha na Justiça. Sem explicar seus motivos, o presidente anota: “É arriscado botar o Iris nos Transportes”. O problema seria seus aliados, como Wolney Siqueira, que FHC execrava?
Iris Rezende e Eliseu Padilha foram nomeados por FHC. “Um pacto político é sempre um pacto com o diabo. Mas estou disposto a defender a necessidade da governabilidade”, defende-se o presidente. É, sem tirar nem pôr, o mesmo discurso dos petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff. Curiosamente, ACM espalhou “que ele é que tinha feito o ministro Iris Rezende”. O esclarecimento do tucano-chefe: “Não foi ele quem indicou o Iris e muito menos quem o convidou”.
Pacto feito, a reeleição foi aprovada no Senado por 63 a 6. Não se comprava político apenas com dinheiro, como na Câmara dos Deputados. Cargos no primeiro e segundo escalões eram outra moeda cobiçada.
Maguito e Abrão
Em agosto de 1997, Fernando Henrique recebeu o governador de Goiás, Maguito Vilela, acompanhado de Iris Rezende. “Maguito quer algum apoio, algum recurso para Goiás. Reclamou do ICMS.” Num encontro anterior, Maguito Vilela agradeceu “por termos negociado bem a dívida de Goiás”. Em junho de 1997, o governador ligou para FHC para falar de uma pesquisa indicando que os goianos avaliavam positivamente o governo tucano. Não há referência à privatização da Usina de Cachoeira Dourada, bancada por Maguito Vilela.
O ex-deputado Wolney Siqueira é citado de maneira mais ampla no primeiro volume dos “Diários” e não consta que tenha processado o ex-presidente. No segundo, é citado apenas uma vez, na página 84. “Sarney falou da corrupção no DNER e a atribuiu ao Newton Cardoso”, afirma Fernando Henrique. Quem estava “na chefia da malandragem” seria Wolney Siqueira — “que eu não conheço e, dizem, foi indicado pelo Iris Rezende”.
Na página 578, Fernando Henrique faz referência desabonadora ao ex-deputado Pedrinho Abrão. O presidente esteve em Acreúna e não ficou satisfeito quando o viu. “O [Pedrinho] Abrão estava lá, uma coisa meio constrangedora, eu não sabia que ele iria, nem poderia ter ido na comitiva.”
Na página 764, Fernando Henrique conta que o ministro das Comunicações de seu governo, Luiz Carlos Mendonça, atacou, em novembro de 1998, José Saad, que havia assumido mandato de senador quando Iris se tornara ministro da Justiça. “Pedi que [Luiz Carlos Mendonça] não desse declarações, para não acirrar o clima tenso [devido ao caso dos grampos do BNDES).” Mas o ministro chamou “José Saad de ladrão, coisa que não é comprovável e só complica as coisas”, afirma o presidente.
Leia sobre os goianos citados no livro “Diários da Presidência — 1995-1996” (primeiro volume), de Fernando Henrique:
https://jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/livro-de-fhc-critica-pedro-abrao-sugere-ligacao-de-wolney-siqueira-com-lobby-e-revela-fraqueza-de-iris-51695/
O vereador Júnior Geo (PROS) questionou na sessão de quarta-feira, 8, a duplicidade da cobrança da taxa de iluminação pública. O parlamentar refere-se ao fato de que a população da capital está pagando o imposto duas vezes, isto porque tanto a companhia de energia elétrica Energisa quanto a Prefeitura de Palmas, por meio do IPTU, estão cobrando a taxa. Geo indagou se a taxa deve ser paga para a Energisa ou para o município e disse que já consultou a OAB para análise da duplicidade da cobrança. Comprovando-se o pagamento indevido, o vereador afirmou que irá cobrar a devolução do dinheiro pago “seja por parte do município, seja por parte da Energisa”.
Dock Junior A Prefeitura de Palmas, por meio da Comissão Especial de Revisão do Plano Diretor de Palmas, realizou a primeira audiência pública para tratar da temática na quarta-feira, 8 no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues. Pautado em três eixos temáticos, sendo eles: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; Fiscal e Governança e Desenvolvimento Territorial, a audiência pública tem viés informativo. “Esta primeira etapa nós vamos discutir e revisar o plano, e contamos com as manifestações populares para regulamentar os espaços urbanos. A população necessita acompanhar e discutir melhorias para a nossa cidade, e nós poder público e cidadãos vamos construir uma Palmas muito melhor”, enfatizou o presidente da comissão e secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, José Messias de Souza.
Divulgação
“A Ditadura Acabada” (Intrínseca, 447 páginas), de Elio Gaspari, é o quinto volume de uma série bem-sucedida. O livro contém revelações, mas só tende a percebê-las de maneira mais ampla quem aprecia o ramo dos estudos históricos (e muitos da área não querem apontá-las e, sobretudo, aceitá-las). O segredo do livro está nos detalhes. Onde se encontra informação sobre desentendimento entre o presidente-general Ernesto Geisel e o general Golbery do Couto e Silva? Não há em nenhum outro lugar, especialmente contado com o molho único de Gaspari. O que se sabia é que os dois eram Abel e Abel (não chegaram, claro, a ser Abel e Caim). Não é bem assim. Golbery tentou derrubar o presidente do BNDE (sem S) e Geisel bancou-o. Isto é tão importante assim? Não muito, mas indica que o projeto de distensão-abertura não era mesmo de exclusividade de Golbery e que, de fato, Geisel decidia.
Na página 102 há uma informação que vai chamar a atenção dos historiadores: “Em 1978 a ‘linha dura’, que se associara à máquina repressiva do regime, estava no SNI, comandado por Figueiredo, e nos DOI-CODI. Ela jamais se acercou de Euler”. O general Euler Bentes foi candidato a presidente da República contra João Figueiredo, e pelo MDB. Era, curiosamente, mais duro do que Figueiredo. Não deixa ser interessante: a linha dura com Geisel e, sobretudo, Figueiredo...
Há outras informações interessantíssimas, que revisam, sem explicitar de maneira exibicionista, partes da história do período. Mas a percepção disto é para quem estuda detidamente a história do país. Senão não perceberá o que é novo, único, na obra. Gaspari vai aos arquivos — a crítica dominante é que se trata de arquivos restritos e militares (de Golbery, Heitor Ferreira e Geisel) — e dialoga com a bibliografia e, inclusive, arquivos e jornais. O que não há é servidão à bibliografia. A pesquisa não se restringe aos arquivos de militares e o autor do livro não é “escravo” do material colhido por Golbery e Heitor Ferreira. Ele consultou a bibliografia, pesquisou em arquivos do Brasil e dos Estados Unidos e entrevistou várias pessoas. Na redação, nota-se o distanciamento preciso dos historiadores — inclusive em relação às fontes ditas basilares, Golbery e Heitor Ferreira. Fiquei com a impressão de que, neste volume, Gaspari distancia-se, um pouco mais, de suas fontes essenciais — usando suas informações com mais parcimônia e de maneira mais comparativa.
O quinto volume é um fecho extraordinário, escrito com simplicidade (no sentido de clareza) e sem estardalhaço, quer dizer, as revelações não são apresentadas de maneira explosiva, chocante. Historiadores vão explorar o livro com mais precisão — ao longo dos anos. Por quê? Porque, ao contrário de alguns historiadores, Elio Gaspari teve acesso a fontes exclusivas, inclusive com documentos, entrevistas. Não é livro para ser lido apenas uma vez e de uma sentada — é para ser estudado, verificado, comparado. Mas claro que pode e deve ser lido por qualquer um. Mas o aproveitamento maior só mesmo se o leitor tiver lido, e cuidadosamente, outros livros do período (como os excelentes livros de Ronaldo Costa Couto, Daniel Aarão Reis e Carlos Fico, para citar apenas três estudiosos). Aí saberá o que é novo e o que não é. Há falhas? Possivelmente, como em vários outros livros.
Por que parte da direita e parte da esquerda universitária não apreciam o livro de Gaspari? A primeira, porque o jornalista-historiador, mesmo usando documentos de Golbery e Geisel, não banca a ditadura. A academia, porque Gaspari — que lida muito bem com a pesquisa universitária, citando-a com precisão — é um ente de fora, não é de casa. A universidade é dona do saber, mesmo que diga que está aberta à sabedoria externa. Como pode alguém escrever um livro tão bem-sucedido não tendo a orientação de um mestre ou doutor da universidade? Os mais ranhetas vão discutir a “falta de método”. O raciocínio é mais ou menos este.
O fato é que “A Ditadura Acabada”, com os outros quatro volumes, é uma história incontornável da ditadura civil-militar. Daí o elogio entusiasmado do brilhante historiador britânico Kenneth Maxwell: “Uma história escrita de dentro para fora, repleta de detalhes inesquecíveis”.
Além da pesquisa exaustiva, e muito bem sintetizada (o leitor fica doido por mais informações), Gaspari escreve muito bem, com bossa. Sua fluência verbal é, mais do que de jornalista, de escritor.
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Deputado Wanderlei Barbosa | Foto: Reprodução[/caption]
Dock Junior
Na terça-feira, 7, o deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) em discurso no plenário disse que não se sentiu surpreso quando soube de duas ações na justiça propostas pelo prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), enquanto ele estava fora do Estado em um evento da Unale. O parlamentar ressaltou que todas as denúncias feitas por ele na Assembleia são baseadas em informações publicadas em sites de notícias do Estado, Portal da Transparência e Diário Oficial do Município.
O deputado citou vários convênios da prefeitura e que não aparecem os benefícios, como o do esporte no valor de R$ 7 milhões, e afirmou que não vai se calar diante dos absurdos praticados por Amastha, citando também um convênio feito com Saneatins Odebrecht Ambiental e Prefeitura de Palmas no valor de R$ 30 milhões, e questionou: “onde estão as obras?”. Wanderlei falou sobre os manejos que Amastha faz com as licitações públicas da prefeitura da capital, desrespeitando o edital, onde o executivo desclassifica sem critérios a empresa vencedora e contrata a segunda colocada dizendo que vai economizar. Dessa maneira, diz Wanderlei, o povo de Palmas paga a mais.
Wanderlei finalizou dizendo que o prefeito Amastha pediu agora R$ 500 milhões em final de mandato: “Ele quer endividar Palmas e sumir com o dinheiro, o governo não tem projeto nem planejamento”. O deputado solicitou atenção da Câmara de Vereadores de Palmas “para frear as loucuras do prefeito tendo em vista que já se aproxima o final do mandato e que não há necessidade de tanto dinheiro emprestado para o município, para fazer nada com nada.”
O parlamentar concluiu pedindo a ajuda e contribuição do Ministério Público Estadual (MPE) para fiscalizar Amastha e para que o executivo não comprometa o futuro de Palmas.
Em discurso na Avenida Paulista, ex-presidente fez criticas ao governo Temer e pediu ao presidente em exercício para que "permita que o povo retome o governo com Dilma"
Homem disparou três vezes contra a jovem de 22 anos enquanto ela dava autógrafos
Vice-governadora e pré-candidata do PV à Prefeitura da capital reafirma atuação em favor dos direitos civis, das mulheres e das minorias
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Foto: Mácio Vieira[/caption]
Dock Junior
Primeira mulher eleita e também a primeira integrante nacional do Partido Verde (PV) a ocupar o cargo de vice-governadora, Claudia Lelis é dinâmica, empreendedora e reconhecida pelo seu perfil executivo e administrador. É uma defensora das causas sociais e ambientais e luta pelo desenvolvimento social e econômico, aliado à preservação ambiental. Como gestora pública, atuou como secretária de Comunicação de Palmas, onde coordenou ações de marketing e publicidade que colocaram a cidade e o Tocantins como destaques na imprensa nacional por diversas vezes, o que contribuiu para fortalecer a imagem da capital mais jovem do Brasil e atrair investidores nacionais e internacionais. Claudia Telles de Menezes Pires Martins Lelis pleiteia o comando da capital. Ela conta um pouco do que pretende fazer e não poupa críticas ao centralismo do atual gestor, Carlos Amastha: “Ele governa como se aqui fosse uma ditadura latino-americana”.
A sra. é pré-candidata a prefeita de Palmas?
Sim, sou pré-candidata pelo PV e com as bênçãos de Deus e com a confiança do povo de Palmas, terei a candidatura homologada após a convenção. A caminhada que o PV propõe à população de Palmas é justamente é caminho do resgate do respeito ao cidadão. O resgate daquele sentimento de que tudo é possível, desde que haja participação e comprometimento de todos. Já está na hora de resgatar a autoestima do nosso povo, que se encontra insatisfeito e descrente. Nossa cidade tornou-se cara e desumana, principalmente com os menos favorecidos. É por isso que meu nome está à disposição.
Quais são os seus projetos específicos para as feiras, e, consequentemente, para os feirantes?
As feiras de Palmas são tradicionais e devem ser valorizadas. Elas são pontos de convivência familiar, verdadeiros pontos turísticos. Já conversei com vários feirantes, estou ciente de algumas prioridades, tais como a cobrança de taxas abusivas, sem receber a contrapartida do governo municipal. Não há vigias ou faxineiras e eles são obrigados a contratar essas pessoas e ratear o custo. Além disso, há questões elétricas, hidráulicas, dedetização, etc., a serem priorizadas.
Contudo, faremos – como já disse – um PV ouvindo os feirantes. Quero ouvir as sugestões e demandas, mas já deixei bem claro a todos eles que esse canal de diálogo com eles estará sempre aberto, mesmo após as eleições. Creio que o sucesso de um governante está intimamente ligado a uma gestão participativa, social e inclusiva.
E quanto a regularização fundiária e pavimentação do Jardim Taquari?
Essa é uma bandeira que eu acho importantíssima. Tenho conversado muito com o presidente do Itertins e do Terra Palmas acerca do tema. É necessária uma força-tarefa do governo estadual e também da prefeitura, como também boa vontade política de fazer. O governador Marcelo Miranda, desde o início do mandato, deixou claro que as regularizações fundiárias eram prioridade. Especificamente em relação a esse bairro da capital, posso afirmar, após ouvir aquela comunidade, que esse é um dos maiores anseios daquele povo. E digo mais: para pavimentar o bairro é necessário a regularização fundiária, sob pena de nem sequer conseguirmos convênios federais para esta obra. Por isso, abriremos esse diálogo em conjunto com o Estado e o proprietário daquela área, afim de resolver os problemas daquelas famílias, entregando os títulos definitivos a elas.
Em relação ao BRT, é realmente necessário se levarmos em consideração o tamanho da população de Palmas?
Essa questão do BRT prova o quanto é importante o gestor fazer uma gestão participativa. Se o prefeito houvesse escutado a população ele iria constatar que a grande demanda dos usuários do transporte coletivo não é essa. O BRT pode ser um bom projeto daqui a alguns anos, mas hoje o que o usuário necessita e quer são mais linhas de ônibus nos horários de pico; que os terminais tenham, pelo menos, uma infraestrutura melhor com banheiros; que os abrigos protejam os passageiros do sol e da chuva, vez que as estações não cumprem esse papel. Todos querem melhorias das plataformas de embarque e também dos ônibus. Garanto-lhe: 10% dessa verba que ficou parada tanto tempo esperando o BRT resolveria todos esses problemas.
Exatamente por pertencer ao Partido Verde, quais são os seus projetos para aperfeiçoar e tornar o cinturão verde da capital sustentável?
É possível perfeitamente produzir mais. Os pequenos produtores rurais estão esquecidos. Comecei uma série de reuniões com eles para ouvi-los, contudo, estou ciente de que falta diálogo e incentivos, principalmente em relação à irrigação, por parte da prefeitura. Precisamos incentivá-los a produzir. Isso gera emprego e renda além de tornar os preços dos produtos mais acessíveis, já que não precisaríamos comprar de outros Estados da federação.
Até o momento a sra. recebeu apoio de quais siglas partidárias?
Já entabulamos alianças com PSDC, PRTB e do PMB, contudo há um diálogo aberto com outras siglas.
Como vice-governadora, seria natural a sra. ter o apoio do chefe do executivo, Marcelo Miranda, nesta empreitada. A sra. será a candidata do Palácio Araguaia?
Essa é uma questão que só o governador Marcelo teria condições de responder.
É possível repetir a dobradinha PMDB-PV como ocorreu na eleição para governador, só que agora de modo inverso, com o PV na cabeça da chapa?
Entendo que é uma decisão partidária e não apenas do governador. Obviamente que conversei com ele a respeito da minha pré-candidatura e tenho certeza de que no momento oportuno, ele se posicionará. Assim como o PMDB, que ainda não se definiu, estamos conversando com outras siglas na mesma situação e há várias possibilidades de alianças e coligações. Cada partido tem seu tempo, é necessário respeitar isso.
A falta de apoio do governador pode abalar a relação política entre vocês dois?
Não posso trabalhar com hipóteses. Ele ainda não disse quem vai apoiar ou não. O PMDB é o maior partido do Brasil – tem inclusive a Presidência da República – e também o maior do Tocantins. Eles estão se reunindo, conversando, buscando o entendimento. Nada posso fazer, por enquanto, a não ser aguardar.
Há dados e enquetes eleitorais que constataram que o ex-prefeito Raul Filho conseguiria transferir grande parte dos seus votos à mulher dele, Solange Duailibe, caso ele não consiga registrar sua candidatura. A sra. considera que seu marido, Marcelo Lellis, presidente do PV no Estado, também conseguiria transferir parte dos votos dele à sra.?
O meu marido é um líder, sem dúvida, e possui um capital político imenso. Ele participará ativamente da minha campanha como coordenador político. Porém, não creio muito nessa transferência de votos, até mesmo porque a influência de um nome ou outro não tem esse impacto. O cidadão hoje sabe em quem e porque ele quer votar naquele ou nesse candidato, considerando todo histórico. Veja: a deputada Luana Ribeiro teve o apoio do Raul Filho na última eleição e não recebeu essa transferência de votos. A própria Solange também se candidatou a deputada estadual e obteve uma votação pequena em Palmas, o que significa que não houve a transferência de votos. O candidato, portanto, deve construir a sua própria candidatura apresentando suas alternativas e seus diferenciais ao eleitor.
Como a sra. avalia o quadro atual de pré-candidaturas, uma vez que já podemos contabilizar, no mínimo, dez delas, neste momento?
É legítimo. Todos os partidos têm um nome, querem discutir as propostas e argumentos. No momento oportuno isso vai afunilar. Os partidos têm conversado entre eles, é natural esse burburinho. Agora essa eleição será diferenciada, com novas regras em razão da minirreforma política. Essa pré-campanha é importante e no presente caso, adotei a máxima que diz “quem chega primeiro à fonte, bebe água limpa”. Por essa razão, já estou na luta, angariando apoios para essa caminhada.
A sra. tem recebido críticas de alguns adversários que a consideram inexperiente para assumir a função, visto que a primeira eleição que disputou e assumiu efetivamente o cargo foi há apenas dois anos, aliado ao fato de ser apenas vice na chapa vencedora. Como a sra. lida com isso e como rebate essas acusações?
Eu entendo isso como um preconceito de gênero. Essa ideia de que a mulher não tem capacidade é ultrapassada e deveria ser extirpada. No lançamento da minha pré-campanha, no dia 8 de março, discursei lembrando da grande líder, ex-primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher, que dizia que toda mulher capaz de entender os problemas domésticos, está perto também de entender os problemas do Estado ou do País.
Essa crítica dos adversários é infundada. Não é necessário ser administrador de empresa para ser prefeita de um município. Rebato esta acusação dizendo que a preocupação, no caso, é desnecessária uma vez que eu considero que para gerir uma cidade é necessário priorizar as pessoas, o ser humano em si, e de “gente” eu garanto que entendo.
Essa questão da inexperiência não existe. A maior prova é meu trabalho na iniciativa privada quando cheguei a Palmas e posteriormente fui secretária de Comunicação deste município. Hoje tenho o maior capital político do meu partido, mesmo em níveis nacionais: sou vice-governadora de um Estado. Assim sendo, essa acusação é infundada e não me convence.
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avançamos muito, mas ainda há poucas mulheres na política. Na Câmara Municipal
de Palmas não há nenhuma vereadora e isso é lamentável” | Foto: reprodução[/caption]
Por falar em discussões acerca de gênero, os debates acerca da relação e distribuição de poder, participação no mercado de trabalho e vida política são recorrentes. A sra. acha que falta um maior engajamento das mulheres na vida política do País?
Esse é um tema especial para mim. Tenho grande orgulho de ser a primeira vice-governadora deste Estado e ser a voz das mulheres na política. Creio que avançamos muito, todavia, ainda há muito para ser feito. Na Câmara Municipal de Palmas, por exemplo, não há nenhuma vereadora e isso é lamentável. Preciso incentivá-las a lançarem seus nomes e vou fazer isso na próxima eleição. O Brasil só se tornará justo e igualitário quando todas as mulheres forem respeitadas e ocuparem o seu lugar – seja na política ou no mercado de trabalho.
Quanto à representação das mulheres tocantinenses como um todo, não é muito ruim. Temos uma senadora, a Kátia Abreu, três deputadas estaduais, além de várias prefeitas e vereadoras. Entretanto, quero destacar o notável trabalho das nossas três deputadas federais, Josi Nunes, Professora Dorinha e Dulce Miranda – a quem já busquei, inclusive, apoio nessa caminhada rumo ao paço municipal. O trabalho social que a deputada e primeira-dama Dulce faz é relevante e não abrirei mão do apoio dela, caso eleita. Ela tem várias políticas públicas voltadas para jovens, idosos e desamparados. Expressivos projetos sociais relacionados ao esporte, cultura e incentivo ao primeiro emprego que devem ser implantados em Palmas e tratados como prioridade. Essa é uma das maiores falhas da atual gestão, inclusive. O lado social na capital foi totalmente esquecido e abandonado. Uma pena. Os projetos sociais bem conduzidos podem modificar a vida de uma população.
Como o sra. vê a atual administração do prefeito Carlos Amastha?
Sendo direta e sem rodeios: muito ruim. Observo, conversando com a população de um modo geral que a gestão atual trabalha de forma isolada, sem diálogo com a população e com a classe política, com decisões impositivas. É uma gestão de gabinete e rede social. É tipo um faz de conta. Faz de conta que resolve as demandas, faz de conta que anda nos bairros, faz de conta que anda de ônibus, faz de conta que mora no Jardim Taquari... Nós precisamos de uma gestão real, que inclua a população nesse contexto. Além da falta de diálogo, o prefeito também não aceita críticas. Isso é o “novo” que ele pregou na campanha que o elegeu? Vejo o atual gestor comandando a cidade numa espécie de ditadura latino-americana, paradoxalmente na contramão da história, uma vez que vivemos num país democrático.
Além da falta de vaga nas creches, a saúde em Palmas também é precária, e vem de outras gestões, inclusive. Nenhum prefeito assumiu verdadeiramente o problema e eles preferiram transferir a culpa para a União ou para o Estado. Não é assim. A responsabilidade deve ser tripartite. O município tem que assumir seus encargos. Nesse projeto de comandar a Prefeitura de Palmas, caso meu nome seja homologado na convenção e me torne candidata, assumo o compromisso de construir um hospital de urgência e emergência nesta cidade. Tenho consciência das dificuldades em manter um hospital, contudo não fugirei dessa responsabilidade. Nós precisamos desafogar o HGP. Essa falta de atendimento médico e de remédios nos postos de saúde também é um absurdo, com o qual não posso concordar. Isso é falta de planejamento. Temos que ter um olhar mais atento quanto a saúde da nossa população.
O prefeito tem certa dificuldade em dialogar com o parlamento. Se hipoteticamente a sra. não conseguisse obter a maioria dos vereadores, como faria para viabilizar sua gestão ou pelo menos manter a governabilidade?
Sempre fui muito democrática. Costumo respeitar pessoas e instituições. Com os vereadores não seria diferente. Cada um daqueles parlamentares representa uma parcela da comunidade. Se eleita, não posso ser prefeita apenas dos meus eleitores, serei prefeita de todos os palmenses. Assim sendo, se não houver maioria na Câmara, não haverá alternativa senão dialogar e debater de forma democrática, uma vez que tanto eu quanto eles seremos representantes do povo.
O atual trancamento da pauta na Câmara de Vereadores de Palmas, por exemplo, é um absurdo. O prefeito age de forma ditatorial determinando o esvaziamento das sessões visando não formar quorum suficiente para as votações. Isso se arrasta há mais de 60 dias. É uma falta de respeito com os vereadores, que representam suas comunidades, como também com a própria população como um todo.
Na condição de prefeita, caso isso ocorra, este jamais será o meu comportamento em relação àquela casa de leis.
A sra. tem um longo trabalho de militância no PV, uma vez que está filiada à sigla há mais de uma década. Como avalia o desenvolvimento do partido no Estado e qual a sua contribuição marcante para que isso ocorresse?
O partido vive um dos seus melhores momentos no Tocantins, devido ao árduo trabalho do presidente da sigla no Estado, Marcelo Lelis, desenvolvido ao longo dos anos. Depois da campanha de 2012, ele começou um movimento partidário denominado “PV na estrada”, com o objetivo de fortalecer o partido nos mais diversos municípios. Logo após, criou o “Movimento por uma Alternativa de Mudança” e colocou seu nome à disposição da população para disputar o governo do Tocantins. Mais à frente o presidente entabulou uma aliança com o PMDB, numa coligação em que o partido indicou o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Marcelo Miranda.
Após a eleição, o PV iniciou o “Movimento por uma Atitude de Cidadania”, um dos movimentos mais bonitos que já vi na política. Naturalmente os integrantes do partido no interior tendem a vir à capital conversar com os chefes da sigla para entendimentos e formação das executivas municipais. Fizemos o processo inverso. O PV, na pessoa de seu presidente, percorreu centenas de quilômetros e foi até cada um dos municípios para dar suporte, conversar, ouvir, entender a realidade e as prioridades, discutir o melhor projeto do partido para aquela comunidade, além formar os diretórios nas cidades com ajuda daqueles companheiros. Isso tornou a sigla muito forte e nós temos hoje 60 pré-candidatos a prefeito em todo Estado nas próximas eleições.
Por fim, para se ter uma ideia, esse movimento inverso tornou-se exemplo para o PV nacional. O presidente José Luiz Pena adotou o projeto em todo país. E ele começou o movimento prestigiando o Estado autor da ideia, vindo até o Tocantins, oportunidade na qual ele visitou o governador Marcelo Miranda e reiterou o compromisso do partido com o nosso Estado, colocando a bancada verde no congresso à disposição para ajudá-lo no que for necessário.
Em que consiste efetivamente o programa “PV ouvindo você”?
Esse programa é uma experiência realmente especial e posso dizer isso na condição de militante durante todos esses anos. Ele busca boas práticas e boas ideias. Há inúmeros braços nesse programa, por exemplo, a disposição de percorrer todos os bairros da nossa cidade, quando escutamos as demandas e as prioridades da população. É um momento para dar vez e voz à população. Entendemos que após ouvir o povo, teremos condições de construir planos de governo melhores e mais ajustados às demandas dele.
Além disso, o “PV ouvindo você” também faz reuniões com os mais diversos segmentos, como associações, entidades de classe, federações. Já há reuniões marcadas com a ATM, Fieto, Sebrae, OAB, Acipa, Fundação Pró-Tocantins, feirantes, representantes da saúde, da educação, do esporte, cultura e lazer, entre tantas outras. O caminho mais fácil e lógico é ouvi-los e, posteriormente, elaborarmos um plano de governo que atenda todos.
No que concerne ao cargo que exerce, vice-governadora do Tocantins, percebe-se que ao contrário de outros vices, a sra. tem sido atuante no auxílio ao governador, como por exemplo participação em Paris na Conferência das Nações Unidas sobre as mudanças no clima; programa Pró-Moradia, onde foram entregues 200 casas em Palmas; reuniões no fórum de governadores, do qual vocês foram anfitriões, entre outras atividades. Qual o balanço geral dos três semestres do seu mandado como vice-governadora?
Tenho buscado desde o primeiro dia de governo dar a minha contribuição, resolvendo com zelo as questões a mim confiadas. O governador tem me dado este espaço e atribuído algumas missões. Lógico que dentro da minha alçada, respeitando a hierarquia, procuro resolver e atender a população que nos confiou os votos. Minhas sugestões são sempre ouvidas, agradeço ao governador por isso.
No que concerne ao COP 21, desde sempre disse ao governador que gostaria de participar, afinal o tema tinha tudo a ver com as bandeiras levantadas pelo Partido Verde. As discussões não foram importantes apenas para o Tocantins ou para o Brasil, e sim para o mundo. As questões da condição climática e do aumento da temperatura devem ser repensadas e traduzidas em ações efetivas, visando o equilíbrio do planeta. Elas são obtidas apenas após estes debates.
O Jornal Opção noticiou na edição 2.134, que a sra. foi recebida em Brasília pelo ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, do PV do Maranhão, quando pontuou que o governo Temer deveria ajudar o Tocantins a promover o desenvolvimento sustentável, equilibrando os setores econômico, social e ambiental. Quais seriam essas práticas sustentáveis e inovadores capazes de aliar o crescimento e o desenvolvimento com a preservação do meio ambiente?
O meio ambiente não é apenas natureza, e sim o meio em que as pessoas vivem. Quando falamos de meio ambiente, falamos de saúde, educação, de habitação e uma série de áreas relacionadas. Pedimos esse apoio ao novo ministro para que ajude o Estado do Tocantins a promover ações sustentáveis, econômicas e sociais. Uma nova reunião será designada em breve no ministério, onde a Meire Carreira, secretária estadual do Meio Ambiente, estará presente, com a finalidade de debater essas pautas. A expansão do agronegócio e o desenvolvimento sustentável podem caminhar paralelamente. Isso é possível. l
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