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Novo levantamento aponta oscilação dos dois candidatos dentro da margem de erro
Num acatamento institucional raro em Catalão — em 2012, o peemedebismo atrapalhou a equipe que estava assumindo —, o prefeito tucano lista patrimônio do município e apresenta documentação de seus atos
O prefeito de Catalão, Jardel Sebba, do PSDB, mostra que é diferente dos peemedebistas. Em 2012, quando foi eleito, o PMDB não quis fazer a transição administrativa. Agora, com a vitória do PMDB, com Adib Elias, Jardel Sebba, dando uma prova de civilidade e cumprimento do que é (ou quase é) institucional, decidiu nomear uma comissão de transição. Ele informou que entregará a prefeitura em ordem.
Adib Elias vai receber uma relação detalhada do patrimônio público municipal, com todos os atos da gestão tucana documentados.
"Quando venci as eleições em 2012, não houve qualquer transição. Assumi no mais completo escuro. Arquivos importantes haviam desaparecido Foi um verdadeiro caos. Faço questão de fazer o oposto. Quero o melhor para Catalão”, diz Jardel Sebba.
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Alteração no horário segue até fevereiro e tem como objetivo aproveitar luminosidade natural e reduzir consumo de energia elétrica
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Salomão Rodrigues Filho, médico, se tornou cabo eleitoral de uma campanha que só vai começar em 2018. Ao pedir votos para Iris Rezende na verdade quer conquistar apoio para Ronaldo Caiado[/caption]
As instituições são seminais para garantir a funcionalidade da democracia. Por isso, não podem servir de instrumentos políticos ou pessoais. A OAB, por exemplo, não pode ser usada para reforçar esquemas políticos. Seu presidente (e não apenas Lúcio Flávio), até por decoro, não deve pedir votos para candidatos de quaisquer partidos. Nem se trata do fato de que se precisa ser isento, e sim, e isto é fundamental, de que o presidente, transitório, não é a instituição — e a instituição, como se sabe quando se respeita as regras na prática, não tem coloração política, partidária ou ideológica.
Na semana passada, ante o crescimento do candidato do PSB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso, nas pesquisas de intenção de voto — o instituto Veritá o aponta em primeiro lugar —, assistiu-se a um certo desespero entre os articuladores da campanha do candidato do PMDB, Iris Rezende. A intelligentsia da campanha peemedebista reabriu diálogo com líderes de segmentos organizados da sociedade, sobretudo com os supostamente “aparelhados” por iristas e/ou caiadistas, e teria clamado, de maneira enfática, que pedissem votos aos seus pares.
Como períodos eleitorais são tempos de achincalhes e de escassez de ponderação, antes de continuar o comentário, deve-se fazer uma ressalva: o médico-psiquiatra Salomão Rodrigues Filho é um homem e profissional íntegro. O que se dirá a seguir não tem o objetivo de desaboná-lo, até porque, como cidadão, tem o direito de se posicionar como quiser. Numa mensagem divulgada por celular, segundo o site O Antagonista, editado por ex-jornalistas da “Veja”, como Mario Sabino e Diogo Mainardi, o dr. Salomão Rodrigues escreve:
“Prezados colegas médicos, Eleger IRIS prefeito de Goiânia é fator facilitador da eleição de CAIADO para o governo do Estado em 2018. Se queremos CAIADO no governo do Estado em 2018, temos de trabalhar intensamente pela eleição de IRIS como [sic] prefeito de Goiânia, agora! Vamos à luta! Peçam votos! Participem! Salomão Rodrigues Filho, médico”.
Ressalve-se: o cabo eleitoral Salomão Rodrigues apresenta-se como médico, possivelmente para se preservar, mas teria usado o mailing do Conselho Regional de Medicina (Cremego), do qual é conselheiro e já foi presidente, para enviar a mensagem aos médicos? Não se sabe. Mas o texto sugere que o profissional não percebe a eleição de Iris Rezende como um benefício para os cidadãos de Goiânia, e sim como instrumento para beneficiar Ronaldo Caiado. O peemedebista seria um trampolim para o projeto do líder do partido Democratas. Noutras palavras, o interesse de um grupo, o de Caiado, sobrepõe-se aos interesses coletivos.
Por fim, uma pergunta que tantos médicos fizeram ao Jornal Opção na semana passada: quem deixou o Hospital Geral de Goiânia (HGG) fechado por vários anos? Exatamente os governos do PMDB de Iris Rezende. Quem construiu o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) e o Hospital de Urgências 2 (Hugol), em Goiânia? Os médicos sabem que são obras do governo de Marconi Perillo. Um governante do PMDB tentou repassar a área onde funciona o Crer para um grupo privado. Seria utilizado como estacionamento.
Resposta
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Cremego encaminhou uma nota resposta. Segue, na íntegra:
O Cremego (Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás) reitera que, por se tratar de uma autarquia federal de fiscalização do exercício da medicina, não participa do processo eleitoral político-partidário, mantendo-se imparcial face à eleição. Por vivermos em uma nação democrática, o Cremego respeita o direito de expressão individual dos médicos, inclusive das lideranças médicas, cujo posicionamento político não reflete a opinião do Conselho que, repetimos, preserva sua imparcialidade institucional. Contudo, o Conselho espera que os candidatos se comprometam com a melhoria e o avanço na área da saúde, garantindo à população serviços de qualidade e aos médicos, condições dignas e adequadas de trabalho. Fernando Pacéli Neves de Siqueira, presidente em Exercício do Cremego
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Tarso Genro e Luis Cesar Bueno: como não tem como se reinventar,
o PT pode incentivar a criação de uma frente política de esquerda[/caption]
Assim como PFL significa Partido da Frente Liberal, o PT pode ser extinto e, em seguida, surgir como uma frente política de esquerda, que incluiria o PT, o PC do B e o PDT.
O assunto não é tabu internamente, mas é tabu para consumo público. Há quem diga que a extinção confirmaria que o PT cometeu todos os desatinos apurados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público e, alguns, julgados e, até, condenados pela Justiça. Os petistas mais racionais avaliam que não há saída. Se a extinção não ocorrer pelas próprias mãos do PT será pelas mãos dos eleitores, como ocorreu nas eleições de 2016, quando o partido quase foi exterminado nas disputas pelas prefeituras. Em 2018, com novas prisões sedimentadas, possivelmente a do próprio ex-presidente Lula da Silva, a debacle poderá ser ainda maior, um verdadeiro massacre.
A questão-chave é: o PC do B e o PDT querem participar da frente sugerida por alguns petistas? Seus integrantes aceitariam misturar-se aos petistas, correndo o risco de contaminação política e, depois, derrotas eleitorais praticamente certas? O fato é que, apesar de sua fragilidade atual, o PT é, dos três partidos, o único que tem estrutura e alguma substância em todo o país. Se ele desaparecer, a tendência é que o PC do B e até o PDT — embora este tenda a acoplar-se a outras forças, até ao PMDB ou ao PSDB — se apequenem ainda mais.
Alguns petistas sublinham que, se o PT não propuser a frente política, muitos de seus integrantes de valor vão trocá-lo por outros partidos para a disputa de 2018. Não querem ser massacrados como os petistas de 2016. Um dos apóstolos do frentão político é o ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro Tarso Genro, tido como um político que, embora de matiz autoritário, ético. Em Goiânia, a tendência é que Luis Cesar Bueno se torne um dos defensores do frentão. Mas há quem, no país e em Goiás, avalie que o PT deve resistir, mesmo correndo o risco de “morte”.


