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Prefeito de Taipas, Joaquim Azevedo: elogios à iniciativa do governo[/caption]
Dock Júnior
Cinco municípios do sudeste tocantinense encaminharam solicitação de estado de emergência à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, contudo, apenas Arraias teve a situação de emergência de estiagem publicada no Diário Oficial da União (DOU). Por tal razão, o governo do Tocantins tomou a iniciativa de assessorar os municípios de Arraias, Taipas, Conceição do Tocantins, Santa Rosa e Paranã no preenchimento do Plano Detalhado de Resposta (PDR), documento que se destina ao registro e à formalização das demandas necessárias para a complementação das ações de resposta a desastres, como socorro e assistência às vítimas, e restabelecimento de serviços essenciais das comunidades.
O formulário a ser preenchido pelos gestores municipais deve conter as ações que pretendem executar com os recursos financeiros federais do Ministério da Integração Nacional, bem como a justificativa de cada ação especificando os recursos necessários, suas etapas, quantidades, prazos para execução e valores.
O vice-prefeito de Conceição do Tocantins, Edson Fernandes de Deus, ressaltou que a iniciativa governamental vem ao encontro da necessidade, porque os municípios são carentes de recursos humanos especializados e de equipamento na gestão ambiental. “A consequência dessa falta de informação é a possível falta de reconhecimento do estado de emergência com uma estiagem que cada vez mais assola a população, principalmente, os menos favorecidos”, completou.
Prefeito de Taipas, Joaquim Carlos Azevedo elogiou a iniciativa de assessoramento aos municípios, uma vez que considera que o processo para decretar estado de emergência é muito burocrático.
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Os equívocos do candidato peemedebista quando foi prefeito levaram à situação por que a capital passa atualmente, diz o presidente da Agetop
O presidente dos Estados Unidos enquadrou os soviéticos, contribuiu para dinamitar o comunismo, mas, no final de seu governo, era controlado pela mulher, assessores falsificavam sua assinatura e astrólogas controlavam sua agenda e vida pessoal
No dia do aniversário de Goiânia, nada melhor que lembrar seus recantos para passear com quem se gosta. Tem de café a pub, de bar a balada
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Zé Gomes em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Na cobertura do assassinato do ex-prefeito de Itumbiara José Gomes da Rocha e do cabo Vanilson Pereira, da Polícia Militar, “O Popular” está um passo atrás. Suas reportagens, que lembram mais datilografia — transcrição de declarações (quase tão furadas quanto peneiras) — do que jornalismo, são resultado do trabalho de repórter que continua foca mesmo tendo alguma experiência. O profissional enviado a Itumbiara não escarafuncha os bastidores e contenta-se com declarações de quem, frise-se, pouco sabe sobre os bastidores ou, se sabe, não quer ou não pode contar nada de relevante.
Uma repórter experiente como Rosana Melo certamente daria um toque diferente, mais bem informado, à cobertura dos crimes de Itumbiara. A área policial não é para amadores. É para quem tem fontes privilegiadas e desconfia até da própria sombra.
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Montagem[/caption]
Os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes separaram-se, como tantos casais, e volta e meia estão na imprensa, não por vontade própria, e sim pelo sensacionalismo de jornais, revistas, sites e redes sociais. Como estão reconstruindo suas vidas, fortalecendo suas identidades — separação de casais que vivem juntos há muito anos é quase sempre uma espécie de mutilação —, e as notícias sobre a separação não acrescentam mais nada, seria positivo que nós, jornalistas, deixássemos ambos em paz.
Outra pessoa que a imprensa deveria deixar em paz é Suzane von Richthofen, condenada por matar, com o auxílio de dois homens, os pais.
Suzane von Richthofen cometeu um crime gravíssimo, dos mais inomináveis, pelo qual, ao ser condenada, pagou e, ante o opróbio público, vai continuar pagando. Portanto, a imprensa deveria deixá-la em paz, para que cuide de sua própria vida. Se cometer outra infração grave — seus namoros e briguinhas eventuais só lhe dizem respeito —, aí, sim, a imprensa deve voltar os olhos para a jovem. Esquecida, talvez possa reconstruir sua vida — o que é um direito seu. Seu dever é tornar-se uma cidadã de bem.
Manter Suzane von Richthofen sob a luz incandescente dos holofotes é torná-la ainda mais maldita. Por que amaldiçoar os já malditos com excesso de exposição?
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Reprodução[/caption]
Há um crime que se recusa a calar-se: o assassinato de Celso Daniel, prefeito de Santo André, município da Grande São Paulo. A imprensa contou-a de diversas maneiras, mas o caso não está devidamente esclarecido. Quem matou o político do PT e por quê? O livro “Celso Daniel — Política, Corrupção e Morte no Coração do PT” (Record, 238 páginas), do jornalista Silvio Navarro, apresenta algumas respostas.
É provável que o começo do declínio do PT tenha começado, não com a corrupção da Petrobrás — aí talvez resida a pá de cal —, e sim com o assassinato de Celso Daniel. A impressão que se tem é que o PT nunca quis o caso devidamente esclarecido. Impressão? Talvez não seja a palavra adequada.
Release da editora sintetiza a história contada pelo repórter:: “O livro revela detalhes sobre o assassinato de Celso Daniel. Mito político-policial. Tabu entre as forças de investigação. Pauta jamais superada na imprensa. Permanente perturbação na cabeça de homens poderosos, de partido poderoso. Este mistério perfeito e digno da melhor literatura de suspense é, no entanto, uma trama real. Nenhum crime brasileiro recente mobilizou mais o imaginário popular que o assassinato de Celso Daniel, prefeito petista da cidade de Santo André, em janeiro 2002 — mesmo ano em que Luiz Inácio Lula da Silva seria eleito presidente da República. Quase quinze anos depois, Silvio Navarro reconstrói, em detalhes, a sofisticada máquina de desvio de recursos públicos e expõe as bases operacionais do que seriam, em escala nacional, mensalão e petróleo. Resultado de uma apuração de fôlego, Celso Daniel é uma reportagem em ritmo de thriller”.
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Para tentar conquistar a atriz Jodie Foster, que o atraiu ao fazer o filme “Taxi Driver”, John Hinckley tentou matar o presidente Ronald Reagan[/caption]
Em 1976, na sua campanha para tentar ser candidato a presidente pelo Partido Republicano (a preferência recai no presidente Gerald Ford), Ronald Reagan quase é baleado. Michael Lance Carvin, de 20 anos, aponta uma pistola para seu peito, mas um agente do serviço secreto protege o político republicano e impede que seja atingido.
Reagan, homem de Hollywood, quase foi assassinado por uma paixão gerada pela meca do cinema. A atriz Jodie Foster brilhou, ao lado de Robert de Niro, no filme “Taxi Driver”, de Martin Scorsese. Um garoto de família rica viu o filme, várias vezes, e apaixonou-se pela atriz e pela personagem. John Hinckley Jr., para chamar a atenção da atriz, pensou em se matar, na sua frente, em sequestrar um avião ou assassinar o presidente Jimmy Carter (“chegou a ficar a menos de dois metros de Carter, mas não atirou porque não estava no ‘estado de espírito para executar o ato’”). Um psiquiatra estudou seu caso e concluiu que era “esquizofrênico”.
John Hinckley chegou a se filiar ao Partido Nazista Americano, que o expurgou porque o jovem “defendia a violência”.
Os irmãos de John Hinckley recomendam aos pais que o internem. Jack Hinckley e Jo Ann (curiosa ou sintomaticamente, também Jodie) levam o filho ao psiquiatra John Hopper, que “não encontra nada de muito errado” com o garoto. “Deem a John 100 dólares e depois digam adeus”, orienta o médico. Mesmo contrafeitos, os pais sugerem ao filho, de 25 anos, que saia de casa e procure um emprego.
Rejeitado por Jodie Foster, que chega a acionar a polícia do campus de Yale, onde estuda, John Hinckley planeja matar Ted Kennedy. Começa também a pensar no assassinato de Reagan. Chega a escrever uma carta para a atriz: “Querida Jodie, há uma possibilidade concreta de que eu seja morto na minha tentativa de matar Reagan”.
No Hotel Washington Hilton, Reagan encontra-se com sindicalistas liberais. John Hinckley espreita, não muito decidido a matar o presidente. Mas fica na porta, junto a outras pessoas, e, quando o líder republicano sai, começa a atirar. Acerta o secretário de imprensa, James Brady, o policial Thomas K. Delahanty, o agente secreto Tim McCarthy e Reagan.
“A bala entra no pulmão” esquerdo de Reagan, “parando a menos de 3 centímetros do coração”. A multidão segura e agride John Hinckley e os agentes procuram mantê-lo vivo. Inicialmente, ao ser perguntado pelo agente Jerry Parr, Reagan pensa que não foi atingido. “Não, acho que não”, afirma. O agente leva-o para um hospital, onde, por ter perdido muito sangue, desmaia. Ao ser preparado para a cirurgia, lúcido, faz uma piada para Nancy Reagan, sua mulher: “Querida, esqueci de me esquivar”.
Ao saber que Jodie Foster havia se declarado lésbica, em 2013, John Hinckley teria ficado “indignado”.
Já com quase dois mil seguidores, o projeto, idealizado por jovem catarinense, visa formar uma rede que inteire o vasto acervo de textos da literatura brasileira
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Reagan e Nixon: o 2º pediu que permanecesse no Partido Democrata para atrapalhar um candidato. Mais tarde, ele se tornou republicano[/caption]
Em 1938, ao chegar a Hollywood, Ronald Reagan quase se filiou ao Partido Comunista Americano. “Reagan ficou empolgado com os relatos do Partido Comunista ajudando os menos favorecidos, os desempregados e os sem teto”, contou o roteirista e escritor Howard Fast (autor do romance “Espártaco”). Mas logo rompeu com a esquerda e se tornou um direitista empedernido. Ele foi eleito presidente do sindicato dos atores e, ao lado de sua mulher, Jane Wyman, passou a ser informante do FBI.
Assim como Hillary Clinton era adepta dos republicanos, Reagan era do Partido Democrata, ao menos até o início da década de 1960. Quando tentou sair do partido, foi aconselhado por Richard Nixon a ficar — era positivo ter um aliado democrata. Embora não fosse intelectual, Reagan era dotado de uma percepção aguçada. Quando o conservador Nixon, para se contrapor ao “progressista” Jack Kennedy, começou a adotar uma “plataforma republicana mais liberal”, ele aconselhou-o a manter o projeto anterior. “Não sou um perito infalível, mas eu tenho um forte sentimento de que 20 milhões de pessoas que não comparecem às urnas só podem ser conservadoras”, escreveu Reagan numa carta a Nixon. Este perdeu a eleição para John Kennedy.
Na televisão, Reagan contracenou com James Dean e Natalie Wood, então garotos, na adaptação do conto “I’m a Fool”, de Sherwood Anderson. “Jimmy Dean era um jovem ator com potencial ilimitado”, disse Reagan.
Em 1960, entre John Kennedy, do Partido Democrata, e Richard Nixon, do Partido Republicano, Reagan fica com o segundo. O cantor Frank Sinatra, então kennedista, ataca: Reagan seria “estúpido, perigoso e muito simplista”. Mais tarde, o apoiou para presidente.
Ao participar de um debate com Robert Kennedy, na década de 1960, Reagan lembrou-se que, quando ministro da Justiça do governo de Jack Kennedy, o democrata pediu e levou sua cabeça. Reagan foi demitido do cargo de apresentador do “GE Theater”, da General Electric. Reagan ganha o debate de Bob Kennedy, que diz para sua assessoria: “Nunca mais me coloque num palco com aquele filho da puta”.
Embora conservador, Reagan era tolerante com os homossexuais. Uma herança de Hollywood.
Reagan e Nancy Reagan, sua mulher, tomavam decisões seguindo as orientações de astrólogas, como Joan Quigley. A agenda deles, até a presidencial, seguia os ditames da astrologia. Nancy, “extremamente supersticiosa”, dormia “com a cabeça voltada para o norte e batendo na madeira constantemente”. O vice-chefe de gabinete Michael Deavir diz que, “sem a aprovação” de Quigley, “o avião presidencial, o Air Force One, não decola”. Isto faz de Reagan um idiota? De maneira alguma. Era um homem inteligente, foi um grande presidente e um líder político de feição internacional, acima de Jimmy Carter, Gerald Ford, Bush pai e Bush filho. Um lídimo herdeiro, quem sabe, de Richard Nixon. Só que este, nos piores dias, era meio, digamos, Fernando Collor.
Reagan era mais sutil do que Nixon, aproximando-se, por vezes, de Franklin D. Roosevelt.
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A Editora Kelps relançou o livro “Viagem ao Araguaia” (a primeira edição é de 1863), do general mineiro Couto de Magalhães. Uma obra-prima histórica, praticamente documental.
Couto de Magalhães foi presidente das províncias de São Paulo e Goiás. Lutou na Guerra do Paraguai, no Mato Grosso, foi dono de banco, construiu ferrovia (foi sócio de Mauá), morou na Inglaterra, sabia francês, inglês, alemão e tupi. Homem brilhante, deixou um diário com passagens (descrições de sonhos, possivelmente) homoeróticas (moderníssimas, por sinal, e material de primeira para psicanalistas), escritas num dialeto indígena (muito difícil de ser traduzido). Há um livro notável a respeito: “Um toque de Voyeurismo — O Diário Íntimo de Couto de Magalhães (1880-1887)”, do doutor em história Márcio Couto Henrique.
Desbravador, trouxe um barco da Inglaterra. No Brasil, do Rio de Janeiro para Goiás, foi transportado nos ombros de várias pessoas e colocou-o para navegar no Rio Araguaia. Naufragou, perdeu um funcionário querido (que o salvou), mas não desistiu. Era um resistente. Um homem de seu tempo, mas profundamente visionário, o que não é o mesmo que nefelibata.
No excelente filme “Fitzcarraldo”, Werner Herzog conta a história de um homem obstinado, quiçá enlouquecido, que tenta levar um barco para a Amazônia. Couto de Magalhães, um homem que concluía o que planejava, antecipou a personagem do diretor de cinema alemão.
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre este político, militar, empresário e banqueiro excepcional deve ler o belíssimo e muito bem formulado romance “Couto de Magalhães — O Último Desbravador do Império”, do médico Hélio Moreira, professor aposentado da Universidade Federal de Goiás. O roman à clef, esgotado, merece nova edição. Urgente.
Se fosse americano ou europeu, Couto de Magalhães já teria sido biografado dezenas de vezes e teria sido motivo de vários filmes e documentários.
A cidade alemã de Weimar, na Turíngia, foi sede do Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Nela, um dos maiores poetas de língua alemã, Johann Goethe, viveu boa parte da sua vida, e foi onde também faleceu. O artigo abaixo é, muito mais que boas-vindas ao Encontro, um retrato da paixão do alemão pelo Brasil e da proximidade entre os países, ainda que milhas e milhas distantes.
Mais de 500 pessoas se reuniram para escutar as propostas do candidato do PSB em seu Comitê Central
Advogados alegam que o juiz Sérgio Moro descumpriu decisão da Corte. O ex-deputado está preso desde quarta-feira (19), em Curitiba

