Com R$ 74 milhões de investimentos, 47 quilômetros de vias serão reestruturadas | Prefeitura de Anápolis
Com R$ 74 milhões de investimentos, 47 quilômetros de vias serão reestruturadas | Prefeitura de Anápolis

Serão mais de R$ 74 milhões de investimentos, mais de 47 quilômetros de vias reestruturadas, com corredores de transporte coletivo para acompanhar o desenvolvimento da cidade, priorizando a circulação dos ônibus e seus usuários, incluindo ciclovias e moderna sinalização. A maior obra de mobilidade urbana da história de Anápolis já começou a ser construída e, na semana passada, numa solenidade que reuniu autoridades municipais, estaduais e federais, o prefeito João Gomes (PT) assinou a ordem de serviço para que empreiteira responsável dê início às frentes de trabalho.

Já é possível ver as intervenções para a implantação dos seis grandes corredores para o transporte público e a construção de dois viadutos. O contrato assinado com a Caixa Econômica Federal é fruto do programa Pró Transporte (PAC 2 — Mobilidade Médias Cidades) do governo federal, por meio do Ministério das Cidades. Para a monumental obra que mudará para melhor o perfil de Anápolis, serão aplicados mais de R$ 74 milhões na construção dos 47 quilômetros de corredores exclusivos e preferenciais para o transporte coletivo.

Devido à sua grandiosidade, o projeto será executado em etapas. A primeira delas será a construção dos dois primeiros corredores ao longo da Avenida Brasil em seu eixo Norte-Sul, que compreende, também, a construção dos dois grandes viadutos que vão ser instalados nos cruzamentos das avenidas Brasil e Goiás e Rua Barão do Rio Branco e também no cruzamento da Avenida Brasil como a Rua Amazílio Lino.

O prefeito João Gomes mencionou o apoio de todas as instituições que contribuíram para o início da execução das obras. “Nós agradecemos o apoio da Câmara de Verea­dores e todos aqueles que marcam presença neste evento, instituições classistas, sindicais, de federações, líderes religiosos, pois são pra vocês, que representam a nossa população, que estamos dando este grande salto”, diz.

Segundo o secretário municipal de Obras, Leonardo Viana, as construções dos dois corredores e dos dois viadutos na Avenida Brasil serão simultâneas. Segundo ele, a primeira etapa tem prazo de conclusão para até o final do primeiro semestre de 2016. O secretário ainda exemplificou as demais etapas que compreendem a execução das obras de mobilidade em Anápolis: “A implantação dos demais corredores, ou seja, nas avenidas Pedro Ludovico, Presidente Kennedy, Fernando Costa, São Francisco e JK, também será iniciada nos próximos meses. Nossa previsão é que tudo fique pronto ainda em 2016”, afirmou.

Segundo o diretor-geral da Com­panhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT), Alex Araújo, o principal benefício que a população anapolina vai ganhar com a execução das obras será a considerável redução do tempo de operação do sistema viário. De acordo com ele, apesar dos transtornos que a obra implicará no período de sua execução, assim que concluída e entregue à população, haverá uma redução do tempo em que os cidadãos levam em seus deslocamentos diários. “Todos vão sair ganhando”, diz.

Capital político

No meio político, ter o que mostrar, ou seja, construir uma agenda positiva é preponderante para novos voos e projetos eleitorais. Administrativamente, a oposição de Anápolis não pode dizer ou sustentar em seu discurso que João Gomes não manteve o mesmo ritmo de entrega de obras, tal como seu antecessor, o ex-prefeito Antônio Gomide (PT). Pelo contrário. Se Gomide fez parques e outras obras importantes, João Gomes entregou hospitais, novos parques e agora, iniciou e vai entregar a maior obra já feita na história de Anápolis.

Os seis viadutos e dois corredores do transporte coletivo é o tipo de empreendimento público que não somente rende dividendos políticos, mas também prestígio. Utilizando uma máxima do futebol: o torcedor — no caso o eleitor e contribuinte — quer é bola na rede, isto é, resultados. E é de resultados que a administração do PT em Anápolis se pauta, pelo menos é isto que observa os que analisam a cena política anapolina.