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Foto: Ruber Couto[/caption]
O deputado Jovair Arantes vem articulando bem e seu PTB pode até ter ganhado mais densidade que o PSD, fortalecendo-se muito na base aliada marconista. Além de quadros preparados, como Luiz Bittencourt e o recém-filiado Demóstenes Torres, os trabalhistas ainda contam com os prefeitos de Itumbiara e Anápolis.
O partido também controla a Secretaria de Desenvolvimento (SED), que é hoje a principal pasta do governo estadual. O PTB vem se cacifando para postular vaga na chapa majoritária da base aliada.
Poucas horas depois que o ex-prefeito petista de São Paulo Fernando Haddad dizer, em Goiânia, que acredita em reversão da pena imposta ao ex-presidente Lula, o juiz Sergio Moro determinou bloqueio de bens do ex-metalúrgico. Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Moro atendeu pedido do Ministério Público Federal e determinou o bloqueio de R$ 10 milhões, mas o Banco Central só encontrou R$ 606 mil em quatro contas do petista. Dois carros — uma Ford Ranger e um Ômega —, três apartamentos e um terreno em São Bernardo do Campo (SP) em nome de Lula também foram bloqueados. No dia seguinte, Moro ainda congelou R$ 9 milhões do petista em previdência privada. Tudo para ressarcir os prejuízos causados à Petrobrás.
A campanha ao governo está ali, na esquina, mas a camaradagem entre o governador Marconi Perillo e o prefeito Iris Rezende não deve sofrer azedumes. Tudo ficará ainda mais leve se o peemedebista apostar na candidatura de Daniel Vilela ao Palácio das Esmeraldas, deixando o senador Ronaldo Caiado solto à própria sorte com o raquítico DEM.
Mesmo que tenha feito as indicações que compõem a linha central da política voltada para a construção de moradias do governo do Estado, a senadora Lúcia Vânia (PSB) não compareceu ao ápice deste processo: o lançamento das 30 mil residências que compõem o programa Goiás na Frente Habitação.
Coube ao deputado Marcos Abrão (PPS) justificar a ausência diante de imensa plateia de famílias contempladas no “sonho da casa própria”. Aproveitou para mandar “um abraço” da parlamentar aos presentes.
Aliás, Lúcia Vânia se afastou completamente dos eventos que envolvem a agenda do programa Goiás na Frente e deixou o terreno vazio para que o senador Wilder Morais (PP) pudesse ocupá-lo com exclusividade dentro do seu propósito voltado para a reeleição.
De olho no aumento da força de seus partidos no Congresso, presidente da República e presidente da Câmara tentam atrair deputados federais dissidentes do PSB, o que sugere uma distante, porém não descartada, fusão DEM-PSB
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Onça-pintada do Morro do Mendanha virou “protagonista” de vídeo de dois anos atrás em “fake news” de portal[/caption]
Brasileiro é um povo sem memória. Este poderia ser um tópico a mais na lista de 20 “verdades” sobre o Brasil que supostamente um americano teria dito, em uma carta divulgada e viralizada nas redes sociais na semana passada, após (também supostamente) ter casado com uma nativa e morado três anos por aqui. A amnésia coletiva se mostra no fato de que o conteúdo não é nada novo. Bastaria uma pesquisa pelo Google para perceber que a mesma “carta” está na rede pelo menos desde dezembro de 2013.
De qualquer maneira, isso não foi impeditivo para que o assunto voltasse à tona com muita repercussão, por meio do “Diário do Brasil”, uma página de notícias duvidosas – ou página duvidosa de notícias, como queiram. Publicar notícia antiga como se fosse fato novo não é uma boa para páginas que se considerem sérias, embora algumas caiam na tentação de fazer isso como forma de assegurar o cumprimento da meta de visualizações.
Mas o pior cenário é aquele em que a polêmica é noticiada como coisa nova por veículos de informação tradicionais. No caso do relato do americano desgostoso, um desses veículos afetados foi o portal de “O Popular”. Não é a primeira vez, nos últimos tempos, que o “fact checking” tem sido deixado para trás pelo site do jornal. “Fact checking” – ou “checagem de fatos”, em bom português – é apenas uma expressão mais elaborada para um princípio basilar do jornalismo: assegurar-se de que determinado acontecimento ou declaração realmente ocorreu e que foi exatamente daquela forma.
No fim de junho, o portal do Grupo Jaime Câmara se viu obrigado a se retratar sobre a notícia de uma onça-pintada que teria atacado cachorros no Morro do Mendanha – o “gancho” é que desde março há um felino da espécie na área rural da região oeste de Goiânia. O “fact checking” era simples: teria bastado, antes de digitar qualquer nota no site, conferir a data que consta no próprio vídeo em que aparece o animal para saber que o ocorrido se deu em 2015. O descuido levou à situação constrangedora de publicar uma errata. Semanas depois, a precipitação foi com relação à notícia de uma interceptação obtida em investigação sobre prostituição no Distrito Federal. O portal publicou que Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), ambos deputados federais, haviam sido flagrados conversando com agenciadores. Na verdade, foram assessores parlamentares dos dois Bolsonaros e mais o senador Ivo Cassol (PP-RO) os pegos na conversação suspeita. A nota foi corrigida no site de “O Popular”, mas não no do “Jornal do Tocantins”, também do grupo, onde os deputados continuavam a constar como os protagonistas do malfeito até no fechamento desta edição, no sábado, 22.
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“O Popular” reproduziu publicação que já tinha sido viral em 2013[/caption]
Em tempos de uso e abuso dos compartilhamentos nas redes sociais e nos grupos de conversação via aplicativos de celular (como o WhatsApp e o Telegram), o jornalismo precisa marcar posição de contraponto ao que se denominou “pós-verdade”. O chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, falava que era preciso “fazer ressonar os boatos até se transformarem em notícias sendo estas replicadas pela ‘imprensa oficial’”. É o que hoje faz a pós-verdade: por meio dela, alicerçada em um clima de ódio, o filho de Lula se tornou “dono da Friboi” e o presidente Michel Temer se tornou um satanista. Seria mais simples se o fato de não gostar de determinado político ou de certa celebridade não condicionasse as pessoas a automaticamente reproduzirem tudo de negativo que aparecer sobre seu desafeto.
Mais do que veículos, jornalistas goianos têm caído no perigoso terreno de compartilharem notícias de portais bastante suspeitos. Não é raro ver profissionais conhecidos caindo em “pegadinhas” ou mesmo espalhando correntes. É um desserviço à informação e um reforço à banalização de boatos.
A responsabilidade do profissional da comunicação torna-se maior em um momento no qual, com a universalização da informação e com as redes sociais, todos se consideram, além de compartilhadores, também “produtores de notícias”. Ao mesmo tempo, a imprensa tradicional sofre ataques sobre o próprio conteúdo por parte de quem se considera detratado por ela. Exemplo maior é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que comprou briga com praticamente todos os meios de comunicação mais respeitados do país. Para ele, não são nada mais do que fábricas de “fake news”. A repetição exaustiva dessa expressão por parte de Trump – uma tática que ele adotou justamente por se mostrar eficiente, inclusive para sua eleição –, tem feito uma parte da população passar a acreditar que tudo é realmente inventado.
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Trump cria suas próprias verdades e ataca o que chama de “fake news”[/caption]
Curiosamente, apesar de sua pouca empatia e uma alteridade tendendo a zero, o mesmo Trump conseguiu entender que as pessoas podem fazer exatamente seu jogo de “pós-verdade”. Um dos momentos clássicos (e tétricos) das últimas eleições presidenciais dos EUA foi quando ele acusou o então presidente Barack Obama de ter fundado o Estado Islâmico. Apesar da nítida aberração que dizia, observando o grau de repercussão da declaração e se valendo de um distorcido conceito de liberdade de expressão, o republicano continuou a bradar com veemência a verdade que inventara. Talvez tenha sido esse ódio nonsense que semeou o que lhe deu votos suficientes para chegar à Casa Branca.
O poder da imprensa livre está justamente no respeito que lhe passa a ser devido, justamente por fazer o melhor encaminhamento da informação que recebe. Em tempos de polarizações, não perder a verdade como base, independentemente dos posicionamentos editoriais, é não só admirável como necessário à sobrevivência do jornalismo como ferramenta de construção da sociedade. Para cada “fake news” é preciso que haja sempre um “fact checking” pronto para derrubá-lo. A verdade é preciosa demais para se tornar “pós”.
Em novo encontro com o governador Marconi Perillo, um descontraído prefeito Iris Rezende anunciou que Goiânia também quer participar do programa estadual
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O “Jornal Nacional”, informativo de maior audiência da sociedade brasileira, sofre ataques de militantes| Foto: reprodução[/caption]
É interessante como a Rede Globo move a paixão política do País. Tanto à direita quanto à esquerda, principalmente em seus extremos, a organização mais poderosa do País é motivo da mais fina flor do ódio e de teorias da conspiração das mais criativas. A fama não vem do nada – e seria inocência pensar que uma empresa como a Globo faria “apenas” jornalismo. Primeiramente, não é só de jornalismo que se constitui o Grupo Globo – nomenclatura que substituiu “Organizações Globo” em 2014 –, mas de um conglomerado de empresas de vários ramos da comunicação e do entretenimento. Em segundo lugar, a própria gigante já admitiu seus pecados no passado, exatamente em relação a ligações com o poder: reconheceu seu apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar, bem como, no histórico debate final entre Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições presidenciais de 1989, admitiu sua parcialidade (pró-Collor) na edição que foi ao ar no dia seguinte, no “Jornal Nacional”.
Por isso, foi interessante observar uma reportagem da “Folha de S. Paulo” sobre fatos do domingo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) no auge das articulações de Michel Temer para barrar o avanço da denúncia contra si, formulada pela Procuradoria-Geral da República, e cujo relatório estaria em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Com o título “Em reuniões privadas, Maia dá como irreversível queda de Temer”, uma notícia na coluna “Poder”, da “Folha”, da jornalista Marina Dias, relatava que o presidente da Câmara – e sucessor imediato na linha presidencial – saíra de um encontro com o presidente para outra reunião, da qual seria o convidado principal. O local? A casa de Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo.
Coincidentemente ou não, nos dias seguintes, Rodrigo Maia passou a adotar um tom mais duro e autônomo em relação a Michel Temer, embora reafirmasse sua “lealdade” ao presidente. Os atos falaram por si: ele disse que não aceitaria vetos à lei da reforma trabalhista – contrariando o acordo que o governo havia fechado para votar a matéria – e não fez força para que a admissibilidade da denúncia contra Temer fosse agendada para antes do recesso dos deputados.
A Globo é golpista? Não exatamente com a imagem com que veem os ideólogos e militantes, mas é claro que a empresa tem seus interesses e que eles não são nada imparciais. Como também não são as demandas de banqueiros, ruralistas, sindicalistas ou quaisquer outras corporações. A questão é que, por deter o poder que detém, o que a Globo quer que aconteça tem grandes chances de ser “provocado” a acontecer.
De toda forma, é curioso ver como se processa o pensamento de que a Globo está “do outro lado” na disputa ideológica: se para a esquerda, a Globo representa como nenhuma outra instituição os interesses da elite econômica, para os conservadores de direita sua abertura à diversidade de causas – principalmente nas telenovelas – dão a ideia de que o conglomerado quer implantar ideias de esquerda e princípios “comunistas” no seio da sociedade brasileira.
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Historiador Marco Antonio Villa: surpeendido[/caption]
O historiador Marco Antônio Villa passou por uma saia justa na quinta-feira, 13, no “Jornal da Manhã”, programa da Rádio Jovem Pan. É que ele havia desafiado o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, a apresentar um relatório sobre a situação da instituição. Antipetista convicto, ele queria detalhes sobre negociações que o banco teria feito, especialmente com os governos de países socialistas e com empresas como a Odebrecht e JBS.
Rabello foi à rádio levando um “livro verde” com o relatório. Com muita calma, mesmo interrompido pelo açodamento do historiador, ele explicou como se deram os contratos e disse que, até aquele momento, não havia encontrado nada de irregular. Diante da insistência do interlocutor em buscar argumentos contra a atuação da instituição em episódios como o financiamento do Porto de Mariel, em Cuba, e da compra de ações do grupo J&F – controlador da JBS –, o presidente do BNDES foi menos paciente. “Temos de parar de falar mal pelo simples esporte de falar mal”, alfinetou Rabello, sem abrir mão da elegância.
Mesmo assim, o executivo nomeado por Temer para o lugar de Maria Silvia Bastos Marques, no BNDES há menos de dois meses, não escapou de comentários maldosos abaixo da notícia referente a sua participação no programa, como se ele quisesse esconder a “caixa preta” do banco. De qualquer forma, foi uma das raras vezes em que o incisivo – e muitas vezes histriônico – Marco Antônio Villa foi “calado” por um interlocutor. Com muita classe, diga-se.
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Reprodução/TV Globo[/caption]
O jornalista (e competente apresentador) Alexandre Garcia tem algum problema mal resolvido com o aquecimento global. Em sua conta no Twitter a tese é frequentemente afrontada pelo comentarista político do “Bom Dia Brasil”, da TV Globo. Em junho ele ironizou a ideia, dizendo que o sol seria o culpado pelo “fenômeno” há bilhões de anos. Na semana passada, voltou à carga, tendo a onda de frio como pretexto: “Hey, Trump! Assine logo esse aquecimento global ou o Sul vai congelar sob a neve”, escreveu Garcia. Claro que o comentário foi rechaçado ferozmente.
A referência a Donald Trump é um catalisador da provocação: o presidente norte-americano é negacionista (como se diz de quem nega o aquecimento global) convicto – ou nem tanto, já que se suspeita de que somente tem essa posição por representar interesses econômicos bem concretos, como o da indústria do combustível fóssil. De qualquer forma, Alexandre Garcia é inteligente o bastante para reafirmar seu conhecido conservadorismo com bases mais seguras. Mesmo se o aquecimento global não fosse uma realidade, não teria como ser prontamente negado; daí não pegar bem que um jornalista faça militância com uma coisa tão séria apenas para marcar uma posição.
Algumas obras, tanto no estudo social quanto na ficção, são fundamentais para a compreensão da nossa realidade
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Foto: reprodução[/caption]
Um ícone da imprensa gaúcha morreu na quarta-feira, 19: Paulo Sant’Ana, de 78 anos, morreu em Porto Alegre, de insuficiência respiratória e infecção generalizada. Na polarização extrema e característica do futebol no Estado, ele não escondia sua paixão pelo Grêmio, mas tinha o respeito da torcida do arquirrival Internacional.
Era referência da Rádio Gaúcha e da “Zero Hora”, onde era titular há décadas da coluna mais tradicional de esporte. Chegou a ser homenageado por uma escola de samba e não cansava de recordar quando, em 1998, esteve do outro lado da reportagem, como personagem de uma matéria da revista norte-americana “Newsweek”. O tema? Sua experiência com Viagra.
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Amastha e Laurez entram em rota de colisão e o prefeito de Gurupi sai do PSB[/caption]
A coleção de desafetos do prefeito e presidente regional do PSB, Carlos Amastha, aumenta a cada dia. Agora chegou ao mais importante membro do seu próprio partido. O prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, comunicou-lhe na terça-feira, 18, o seu desligamento da sigla.
Corre nos bastidores que Moreira tem convites de vários partidos, mas ainda não definiu seu futuro partidário, por enquanto. O gestor da cidade de Gurupi perdeu o comando do PSB quando Amastha ingressou na legenda e, evidentemente, isso causou uma ruptura natural entre ambos, velada até o mês passado, mas exposta, de vez, na última semana.
Sob o comando de Laurez, o PSB saltou de 4 prefeitos em 2008 para 61 em 2012. Já sob a direção de Amastha encolheu 43,8% em 2016, caindo para apenas nove gestores. Inobstante a isso, há possibilidade da sigla sofrer nova debandada após a saída de Laurez, permanecendo no partido apenas o próprio Amastha e outro gestor, o que reduziria – drasticamente – para apenas dois prefeitos.
Sem Laurez Moreira — que já havia se desentendido com sua antiga aliada, a deputada federal Josi Nunes (PMDB) — o prefeito da capital pode ficar absolutamente isolado numa eventual disputa pelo governo do Estado ou para o Senado Federal.
Os incondicionais apoios dos parlamentares Ricardo Ayres e Alan Barbiero não seriam suficientes para preencher tal lacuna. Sem bases políticas sólidas no Sul do Estado – face a ruptura com Laurez – como também no Norte, onde nunca esteve em alta, em razão da ausência de lideranças políticas aliadas, qualquer uma das candidaturas mencionadas pode ser um desastroso “voo de galinha”.
Aliado a isso, conta ainda o fato de o prefeito de Palmas ter que superar o entrave denominado “PEC do Amastha” que tramita no Congresso Nacional, como também, o desgaste com a própria população da capital, que lhe outorgou mais quatro anos de mandato, porém, para alçar outro voo, ele teria que renunciar ao cargo de prefeito.
É o que pode ser chamado “sinuca de bico”, e não há sinais que Amastha saiba lidar com tal situação tão adversa. E o prefeito de Palmas já provou que não suporta pressão alguma. As redes sociais e os xingamentos gratuitos são, quase sempre, sua válvula de escape.
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2347/15, do senador Jorge Viana (PT-AC), com o relatório favorável do deputado César Halum (PRB), que proíbe estabelecimentos comerciais – como boates e casas de shows – de impedir a saída do cliente em situação de risco, por causa da cobrança por produtos e serviços. O texto inclui a vedação no rol de práticas abusivas previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). Atualmente, a lei proíbe práticas como elevar sem justa causa o preço ou executar serviço sem orçamento e autorização do consumidor. Segundo o relator, deputado Cesar Halum, muitos estabelecimentos comerciais praticam “confinamento compulsório” de consumidores, impedindo a saída até o pagamento da conta. “Tal prática viola direitos básicos do consumidor de proteção à vida, à saúde e à segurança”, disse. O parlamentar afirmou que os direitos à vida e à saúde não podem ceder “a um império desmedido do ganho”. Halum apresentou emenda, aprovada pela comissão, para punir quem tentar impedir o consumidor de sair por causa de cobrança. Pelo texto, a pena é de seis meses a dois anos de detenção e multa. A sugestão foi feita pelo deputado Celso Russomano (PRB-SP). A proposta tramita em caráter conclusivo e regime de prioridade e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Os vereadores da capital se reuniram na terça-feira, 18, em sessões extraordinárias sem remuneração para apreciação de projetos de autoria do Executivo Municipal, entre eles o que concede a isenção do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e da taxa de coleta de lixo para empresas que aderirem ao projeto “Shopping a céu aberto” de Taquaralto, região Sul de Palmas. A matéria foi aprovada com o voto favorável da maioria dos parlamentares. O vereador Jucelino Rodrigues (PTC) destacou que o projeto traz benefícios para a comunidade. “Essa iniciativa vai tornar a avenida mais bonita, atrativa e mais competitiva”, afirmou. Opinião similar tem do vereador Tiago Andrino (PSB): “É um grande projeto, a melhor coisa para a cidade”, avaliou. Já o vereador Junior Geo (Pros) apontou a falta de estudo técnico para a implantação do projeto. “Voto contrário, pois o projeto não conta com cronograma físico-financeiro entre outros documentos, além da ausência de discussão com comerciantes do local”, avaliou. Ainda foram aprovados, de forma unânime, os Programas de Desligamento Voluntário e o de Aposentadoria Incentivada destinados aos integrantes do quadro de servidores efetivos do município. A alteração da nomenclatura da Avenida LO-19 para Avenida das Forças Armadas também foi aprovada pela maioria, com três votos contrários. Os parlamentares apreciaram ainda a alteração do Código Tributário Municipal que fixa a alíquota mínima do Imposto Sobre Serviços em 2% e amplia as atividades incluídas na lista dos serviços tributáveis pelo imposto, uma adequação à legislação federal. A matéria foi aprovada com 14 votos favoráveis e 3 contrários. Na mesma sessão o reajuste da taxa de lixo também foi apreciado pelos parlamentares, sendo aprovado com 11 votos favoráveis e 6 contrários.

