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Ex-integrante que saiu da base revela arrependimento e que voltar em 2019

Um ex-membro da base governista ligou para o candidato do PSDB a senador, Marconi Perillo, e revelou que arrependeu-se de ter trocado de lado — e logo no começo da carreira política. Candidato a um cargo majoritário numa das chapas de oposição, o jovem político admitiu que vai votar no tucano — por gratidão, respeito e, até, afeto — e que, concluída a campanha (torce para que termine logo), voltará à base governista. O político confidencia que mudou de lado, por acreditar que estava fazendo um grande negócio político, mas descobriu que a campanha do novo aliado é uma grande bagunça e que faltam recursos financeiros para as mínimas atividades. Ele sublinha que a campanha está se arrastando — de maneira inercial — e revela que o candidato a governador teme perder para (e debater com) José Eliton.

Recorte momentâneo das eleições reforça disputa PT x Bolsonaro

Eleitor pode até não optar pelo candidato a presidente petista ou o deputado federal do PSL no primeiro turno, mas não terá para onde correr no voto final

Trindade lança Centro de Especialidades Odontológicas

Autoridades municipais apresentaram projeto da nova unidade clínica da cidade, que será licitada no dia 4 de setembro

Com campanha mais curta, marqueteiros apostarão em pílulas de TV e redes sociais

PSDB terá o maior tempo de televisão e o explorará ao máximo, enquanto PT e PSOL usarão o espaço para chamar os eleitores às redes sociais e confiarão na tradicional militância de rua para difundir propostas

Jean Carlo e Gustavo Sebba fazem a dupla Super-Homem e Batman no interior

A dobradinha entre Jean Carlo, para deputado federal, e Gustavo Sebba, para deputado estadual, é chamada no interior de Super-Homem e Batman. O primeiro brinca que quer ser o Super-Homem — que seria mais forte. Ele frisa que Gustavo é um dos grandes parceiros e deve figurar na lista dos candidatos mais bem votados. Firme para deputado federal, Jean planeja obter cerca de 110 mil votos. “Nós dois vamos ser eleitos”, afirmam os tucanos.

Frentão Progressista quer união geral para derrotar Ronaldo Caiado

No segundo turno, com o governador José Eliton ou com o deputado federal Daniel Vilela, será criado o Frentão Progressista — que vai incluir PSDB, MDB, PT, PSB e PC do B. Se Ronaldo Caiado for para o segundo turno, o Frentão Progressista vai se movimentar por todo o Estado com o objetivo de derrotá-lo. Petistas, tucanos e emedebistas sugerem “que tudo — menos Ronaldo Caiado para governador”. Políticos temem uma era obscurantismo, com perseguição a funcionários públicos, sobretudo aos segmentos organizados, como sindicatos, e aos integrantes do MST. O Frentão Progressista pretende evitar que a Era da Reação se instale em Goiás.

Demóstenes Torres diz que eleitores estão empolgados com sua volta à política

[caption id="attachment_129041" align="alignright" width="620"] Demóstenes Torres (PTB) em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite[/caption] O procurador de justiça Demóstenes Torres contou ao Jornal Opção que está percorrendo todo o Estado — se apresentando como candidato a deputado federal e pedindo votos. “Não é fácil, não. Mas alegra-me verificar como meu recall é positivo. Há eleitores, de todos os partidos, que aplaudem, espontaneamente, meu retorno à política”, afirma.

Ronaldo Caiado desagrada empresariado ao propor aumento de imposto

Ronaldo Caiado, que andava sendo escondido por sua equipe de marketing, reapareceu e teve de expor sua posição a respeito de assuntos propostos e discutidos por José Eliton.

Ronaldo Caiado propõe elevar impostos para bancar despesas de seu governo — o que desagradou os goianos, tanto empresários quanto funcionários públicos. Até aliados disseram que se trata de uma bola fora. Mas quem está próximo do candidato afirma que o projeto é ainda mais rigoroso, e não será exposto agora para não assustar os eleitores.

Livro de Trotula di Ruggiero, a mãe da ginecologia, sai em português

A médica foi professora na Escola de Medicina de Salerno e teria sido a única, de sua época, a deixar por escrito as suas pesquisas

Um pintor raiz de nossas raízes

Após 28 dias em cartaz na Cidade de Goiás, é a vez do público de Goiânia conferir a exposição que reúne obras restauradas de Octo Marques, artista genuinamente goiano e que mesmo com seu estilo de vida humilde e longe da academia, desenvolveu uma técnica singular, que mostra seu forte vínculo com sua terra

Dois perdidos em uma cidade suja

Em entrevista a Ademir Luiz, Márcio Jr. e Julio Shimamoto falam de suas trajetórias, influências artísticas e, principalmente, sobre a parceria na produção do romance gráfico “Cidade de Sangue”, uma narrativa noir que se passa em Goiânia

Dos 26 prefeitos do PP, 23 apoiam José Eliton

Na contramão da decisão tomada pelo partido, lideranças do Progressistas aglutinam forças para dar musculatura à campanha do governador à reeleição

Ao chamar a jornalista Miriam Leitão de “Leitoa”, Bolsonaro exibe violência e arcaísmo

Marketing do candidato a presidente trabalha par acabar com sua imagem de misógino, mas parece impossível

“Parte dos dissidentes queria mudar os nomes da Ordem, mas não as práticas”

Presidente da OAB-GO defende que os 30 meses de gestão à frente do conselho da entidade mostraram independência e ações inovadoras

Por que Simoni não herda os votos de Bolsonaro?

[caption id="attachment_134054" align="aligncenter" width="620"] Cesar Simoni ao lado de Jair Bolsonaro: o primeiro não apresenta os mesmos resultados do segundo nas pesquisas[/caption] O candidato a governador Cesar Simoni (PSL) não é político de golpes baixos nem de expressões grosseiras, o que já foi demonstrado nas entrevistas à época em que esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública, bate-papos informais ou declarações à imprensa quando provocado acerca de temas polêmicos. Trata-se de um camarada comedido, mas, dicotomicamente, irredutível e implacável em suas posições. Simoni é homem de levar o adversário às cordas sem ferir a regra do jogo, porque foi obrigado a aprender o ofício, enquanto exerceu o cargo de promotor de Justiça. É capaz de engolir alguns sapos, todavia, só até onde considera suportável. Isso ficou claro em suas declarações, no início de agosto, ao Jornal Opção e a outros veículos de comunicação sobre a Operação Jogo Limpo, da Polícia Civil. Mesmo desvinculado da pasta de Segurança Pública desde o mês de março, ele foi acusado, injustamente, por alguns vereadores de Palmas de ser o “mentor” da referida operação. A resposta veio a caráter. Simoni provou sua capacidade de gestão enquanto esteve no comando da Segurança Pública e organizou, com ideias inovadoras, criativas e muita responsabilidade, os problemas deixados pelo governo anterior. Aliado a isso, o ex-promotor de Justiça possui um passado profissional sem quaisquer máculas. Tem o perfil ideal, portanto, na visão de muitos eleitores, para ser governador. Entretanto, apesar do currículo, a campanha de Simoni ainda não decolou. É como se ele possuísse uma mina de ouro subterrânea, mas não tem capital para comprar o maquinário necessário para explorá-la. Talvez fosse como se possuísse um avião tipo Boeing, mas sem gasolina, sem comandantes, e muito menos dinheiro para colocá-lo e mantê-lo no ar. Bolsonaro Essa mina de ouro ou esse Boeing é nada mais do que o fato de ser o candidato a governador do Tocantins do presidenciável, e líder em todas as pesquisas sem o ex-presidente Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL). Observa-se que, entre os mais de 5,5 milhões de seguidores inscritos na sua página do Facebook, cerca de 400 mil são eleitores tocantinenses. Ora, então por que esses votos ainda não foram transferidos a Simoni, se na última pesquisa divulgada pelo instituto Vetor, encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), Bolsonaro lidera com folga e alcança 23% das intenções de votos no Estado? Talvez sejam erros de estratégia dos coordenadores da campanha, por não gravarem vídeos com o presidenciável solicitando que seus eleitores votem também em Simoni. Talvez seja pura escassez de recursos para engatilhar outras ações político-partidárias. Talvez seja porque os adversários estejam em campanha desde abril, em razão da eleição suplementar, enquanto o governadoriável do PSL só começou a campanha em no último dia 16. Não se sabe ao certo e não cabe aqui fazer pré-julgamentos. Contudo, o fato de não ser bastante conhecido em âmbito estadual – exatamente por não ser político profissional – mas, possuir uma ficha “pra lá de limpa”, pode se transformar num indicativo de acerto sob a ótica do eleitorado, contrariando a interpretação dos políticos e jornalistas setoriais. Política tradicional Simoni pode surfar, por exemplo, na onda levantada por Marlon Reis (Rede) na eleição suplementar: de ilustre desconhecido a detentor de quase 60 mil votos, em uma campanha com parcos recursos e que se baseou na suposta honestidade do candidato e sua ficha limpa. Porém, ao atrair o PT e o PV para sua coligação, Reis rasgou deixou-se contaminar. Jogou fora, numa só tacada, mais da metade dos votos que obteve na eleição extemporânea, porque as condutas dos caciques dos dois partidos, o PT em âmbito nacional e o PV em âmbito estadual, são totalmente contrárias aos preceitos da Lei da Ficha Limpa, que ele tanto se orgulha de ter ajudado a criar. Além disso, anteriormente, Marlon Reis se declarou totalmente contrário a alianças com as oligarquias, familiocracias ou ainda a quem houvesse exercido cargos públicos que levaram o Estado do Tocantins ao que ele classificou como lamaçal. Mas seu candidato a senador é o deputado federal Irajá Abreu (PSD), filho da senadora Kátia Abreu (PDT). Assim, o termo da “ficha limpa” está sem dono no momento. Simoni, se quiser, pode se apoderar deste discurso e, cooptar esta onda, arregimentando os eleitores de Marlon Reis, que demonstraram insatisfação com os atuais modelos de gestão, como também com seus executores, ora candidatos. Caso seja isso mesmo, haverá uma dificuldade adicional na perspectiva dos adversários que pretendem desmontar a candidatura do inesperado concorrente. Vão precisar tomar cuidado para não transformá-lo em uma doce vítima do “poder econômico” ou do “pragmatismo e proselitismo da velha política” que aí está. Contra a tese do candidato refratário à política tradicional, existe a realidade nua e crua: as necessidades do caixa da campanha, advindas apenas de um ínfimo fundo partidário, exatamente porque ele se nega a receber doações espúrias, além do reduzido tempo de rádio e televisão e dos acordos partidários que pouco agregaram, que incluem até mesmo o apoio a outros candidatos majoritários, por parte dos candidatos proporcionais. Condutas estas totalmente contrárias aos interesses de Simoni. Há, por fim, o outro lado da realpolitik: quem tem o poder de decisão é o povo e, caso ocorra o fenômeno da transferência de votos de Bolsonaro para Simoni, isso dá ao jogo igualdade de condições.