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Em evento de filiação na Região Norte, Pedro Chaves disse que é preciso adiantar decisão sobre nome do PMDB. Para ele, se definição ficar para convenção, resultado será "pior ainda"
Carestia mostra fragilidade da política econômica, o que leva uma parte do governo a querer mudar método de calcular a inflação
Quem não se interessa pela política do real avalia, contundente, que tudo é fisiologismo. Porém, se há fisiologismo, há também pragmatismo. A deputada federal Flávia Morais (PDT) está entre dois amores e um ex-amor. De um lado, dois políticos sedutores — o governador Marconi Perillo (PSDB) e o peemedebista Júnior Friboi —, que oferecem uma estrutura adequada que, bem utilizada, pode garantir sua reeleição. Flávia, direta (ela mesma) e indiretamente (o marido George Morais), conversou com Friboi e Marconi e está avaliando em que chapão sua reeleição é mais garantida. De outro lado, está Vanderlan Cardoso. Flávia o respeita, apesar do atrito recente, mas sabe que, se ficar na sua chapa, pensando em amor e esquecendo a razão, não terá condições de reeleger.
O historiador Manoel Bomfim foi um desses pioneiros a se debruçar sobre os paradoxos do Brasil República. Anglófono responsabilizava Portugal como fonte do mal que assolava o Brasil
Após cinco anos de debates acirrados no país, o Marco Civil da Internet, que entra em vigor em menos de 60 dias, deve ser objeto de regulamentação. Isto é, regras devem ser criadas para detalhar a aplicação de determinados pontos da legislação geral. Organizações da sociedade civil e especialistas que contribuíram para a elaboração do projeto, por meio de consulta pública, e defenderam que o projeto não fosse alterado nos debates na Câmara, pedem agora que a sociedade seja ouvida, nas próximas etapas que envolvem a Lei 12.965, sancionada, na última quarta-feira (23), pela presidenta Dilma Rousseff. [relacionadas artigos="2351"] Essas etapas, sobretudo a regulamentação, devem abordar pontos importantes da lei. Ainda faltam ser definidas as situações nas quais a neutralidade de rede, princípio que garante que todo conteúdo deva ser tratado igualmente na internet, poderá ser dispensada. De acordo com o Artigo 9 do marco, as exceções só ocorrerão em duas ocasiões: “requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações e priorização de serviços de emergência”. Integrante do Comitê Gestor da Internet do Brasil, Sérgio Amadeu, destaca a importância desses dispositivos. Ele conta que um dos motivos da disputa, na Câmara dos Deputados, foi exatamente quem seria responsável por normatizar as exceções: se a Presidência da República ou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cuja independência diante das empresas de telecomunicações é questionada por especialistas, segundo Amadeu. O texto final estabelece que a regulamentação ficará a cargo da Presidência, que deve ouvir tanto o comitê gestor quanto a Anatel. “Mas nada impede que toda a sociedade seja ouvida, aliás, eu defendo que tudo o que for apresentado para regulamentar o marco civil seja colocado em consulta pública”, diz o integrante do comitê e também professor da Universidade Federal do ABC (UFABC). O coordenador do Intervozes, Pedro Ekman, também defende que “o aspecto mais importante da regulamentação do marco civil talvez seja a necessária consulta ao comitê para regulamentação do Artigo 9. Isso aponta para um formato que considera a participação social na formulação de políticas públicas e ajudará a garantir que de fato a neutralidade de rede se estabeleça impedindo a discriminação de conteúdos e o apartheid social na rede”. Sobre os pontos em discussão, Sérgio Amadeu explica que a qualidade de banda larga ofertada pelas empresas no Brasil é baixa. “Nós temos situações em que pagamos 100% e recebemos só 10% da velocidade contratada”. Para ele, as teles devem investir em infraestrutura para que possam ofertar a quantia de dados consumida pelos usuários da rede, em todo o país. “A quebra da neutralidade por motivos técnicos pode beneficiar o desinvestimento na infraestrutura de telecomunicações que a sociedade precisa”, alerta. O polêmico Artigo 15, alvo de uma campanha organizada pela sociedade civil, que queria que a presidenta Dilma o vetasse, também carece de regulamentação. Ele trata da guarda de registros e acesso a aplicações na internet. Um das críticas é que abre a possibilidade para o armazenamento de informações dos usuários da rede por até seis meses. O texto determina que, por decisão e aval judicial, autoridade policial ou administrativa poderão requerer informações pessoais. Pedro Ekman considera que o dispositivo abre brecha para a “vigilância em massa”, por isso espera que, na regulamentação, a prática seja restrita. Para o pesquisador e gestor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação GetulioVargas, Luiz Fernando Moncau, a regulamentação deve especificar como será operacionalizada tanto a guarda quanto a disponibilização dos registros. “A regulamentação pode ser um processo importante para estabelecer e criar formas de controle das atividades do Estado para que não haja abuso no acesso aos dados”. Na avaliação de Moncau, a nova regra pode estabelecer quais autoridades obterão informações e quais prazos existirão para solicitá-las e mantê-las. Moncau também aponta a necessidade da criação de mecanismos de controle social sobre o uso dos registros por parte das autoridades policiais e administrativas. “Na Europa, por exemplo, foi aprovada uma regra de guarda de dados e também foi estabelecido que seria publicado um relatório periódico que deve mostrar quais dados foram solicitados, o que foi feito com eles e qual o percentual de dados serviu para resolver casos judiciais”. Outro ponto que deve ser regulamentado é o que obriga os provedores de conexão a dar informações sobre coleta, guarda e armazenamento dos dados, para averiguar se as ações das empresas seguem a legislação nacional, bem como sobre a garantia da privacidade e do sigilo das comunicações. Também será objeto de normas o direito dos usuários a ter acessibilidade garantida à internet. Em um bate-papo em rede social durante a semana, a presidenta Dilma Rousseff disse que a sociedade irá participar da regulamentação do marco e que o armazenamento de dados não põe em risco a liberdade individual nem a privacidade.
Júlio Pereira
Especial para o Jornal Opção
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Andrew Garfield interpreta Peter Parker em “O Espetacular Homem-Aranha 2”[/caption]
O Homem-Aranha é, possivelmente, o herói mais interessante das histórias em quadrinhos, em boa parte pela relação direta entre o Aranha e o Homem, ou seja, o modo como lida com sua vida pessoal sendo pobre, órfão e excluído no colégio, ao passo que precisa pagar contas, lidar com a namorada e estudar, enquanto vilões tentam destruir sua Nova York natal. Esse conflito fez muita falta no reboot do personagem nos cinemas em 2012. Faltava muito do lado pessoal de Peter. Os roteiristas parecem ter atentado-se a isso ao escrever esta continuação, “O Espetacular Homem-Aranha 2”.
No entanto, continua inexistindo toda a dramaturgia intrínseca ao personagem. Compreendam: Marc Webb é o responsável por “(500) Dias com Ela”, uma comédia romântica metida a espertinha. Sendo assim, dá-lhe diálogos pretensamente meigos, que parecem retirados de alguma sitcom genérica norte-americana (especialmente a conversa entre o casal sobre seus defeitos), resultando em momentos constrangedores. A obra resume-se a esse romance tacanho que nunca passa da superfície das comédias românticas hollywoodianas, justificando-se todas as atitudes moralmente duvidosas de Peter em nome desse amor. Todo o conflito interno do personagem em relação à sua promessa ao pai de Gwen Stacy é rapidamente esquecido, assim feito a imaturidade do protagonista em nome do modelo de amor romântico. E o momento no qual o falecido policial aparece na tela numa cena-chave busca, por meio de uma obviedade inevitavelmente cômica, impor um peso moral ao que acontecerá em breve, tendo seu efeito anulado por uma montagem que não dá espaço a essas emoções.
Se o arco dramático de Peter Parker é pobre devido ao foco excessivo em um romance pouco convincente, fazendo pouco caso dos seus dramas com os pais, o roteiro sofre do mal do “cinema freudiano”, no qual tudo nos personagens precisa ser explicado: seus traumas de infância, suas marcas na vida. No caso dos vilões, há essa necessidade latente de justificar sua maldade ou ao menos tentar fazê-lo, o que poderia conferir alguma substância ao personagem Electro, uma vez que há um fundo social interessante: um operário pobre, invisível aos olhos da sociedade, emocionalmente marginalizado, tendo a chance de ser percebido, ser importante, assistir a seu rosto na televisão. Já o Duende-Verde surge do nada: sua amizade com Peter nunca se mostra devidamente concreta e sua vingança nunca soa crível, tornando-o absolutamente descartável. Dito isso, vale ressaltar serem duas promessas de personagens, não indo além disso, uma vez que os antagonistas de “O Espetacular Homem-Aranha 2” não dizem a que vieram, jamais recebendo importância narrativa, saindo de cena logo após entrarem. Não há um senso de perigo instaurado ao herói, sobrando apenas o romance adolescente e risível.
Essa necessidade de Webb de ser moderninho recai diretamente nas cenas de ação. Chamando sempre atenção para a câmera, com vários planos cuja única finalidade é o exibicionismo puro, o diretor parece encarar o filme como um jogo de vídeo-game. E se deslumbra tanto quanto um garoto que acaba de ganhar um Playstation. Não bastassem os efeitos demasiado artificiais (bem mais do que o padrão dos blockbusters), tornando tudo muito inverossímil, há nas batalhas uma sequência de ações interligadas, interdependentes, como se ele precisasse realizar uma ação para passar à próxima, frisadas sempre com slowmotion, algo como um etapismo — lembrando bastante a estrutura narrativa do game “God of War”. Aliás, essa obsessão pela câmera lenta — que sempre trava a ação — chega a fazer rir em uma sequência crucial para o filme, já no desfecho, em que, além da teia assumir a forma duma mão, o que já seria cafona o suficiente, uma trilha apelativa invade a cena, contribuindo para ampliar a vergonha alheia, esvaziando todo o potencial efeito dramático da situação.
Investindo em um Homem-Aranha cômico, assim como nas HQ’s, Webb pouco compreende essa veia humorística do personagem, parecendo impor a todo o momento esses alívios de comicidade que, embora bastante eficientes em vários momentos (as gags, quando funcionam, são o ponto alto da obra), podem ser bastante anticlimáticos se inseridos fora de hora. E fica muito nítido quando as piadas são orgânicas e quando forçadas pelo roteiro. Esse clima humorístico, infelizmente, não dura muito, cedendo lugar ao “estilo Nolan” de filmes de heróis, sempre muito sombrio e carregado — o que nunca se sustenta, devido às várias cafonices da obra.
Tanto pela vontade de fazer tudo se interligar, dar sentido a cada detalhe na trama e arredondar o filme a ponto das várias conexões se tornarem chatas, quanto pela estética de vídeo-game, “O Espetacular Homem-Aranha 2” entra, junto com seu antecessor, numa pilha de filmes de Hollywood com nada a oferecer. Falta aquele espírito heróico tão caro à trilogia de Sam Raimi, capaz de me fazer cair em lágrimas com uma cena simples do Homem-Aranha salvando uma criança no meio de um incêndio. Impressionava-se pela simplicidade, não por pirotecnia desenfreada.
Júlio Pereira é crítico de cinema.
Iristas têm uma meta: fazer uma composição com Júnior Friboi pacificado na vice e o PT de Gomide atraído para o Senado
Helenir Queiroz
Parabéns pela forte mudança no jornal online, que ficou bem mais interativo e bonito. O jornal em versão flip ainda faz uma falta danada. Mas são microdetalhes de um enorme e bem sucedido projeto. Nota dez! Estou de férias nós USA mas sempre passo os olhos no Jornal Opção.
Helenir Queiroz é presidente da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg).
“Tendência natural é o sucesso”
Carlos Honorato Parabéns a todos os envolvidos nas mudanças do site do Jornal Opção. O visual ficou mais limpo e bem mais fácil de ler. Juntando isso ao bom conteúdo do jornal impresso e do online, a tendência natural é o sucesso. Carlos Honorato, é jornalista e ex-editor do “Correio Braziliense” e do “Jornal de Brasília”.“Parabéns pela nova era”
Dinamarques Gomes Eu talvez seja um dos primeiros a levantar a bandeira de felicitações a este conceituado jornal pela feliz iniciativa, uma vez que o momento exige cada vez mais uma interação com o mundo virtual cada vez mais evidente. Parabéns, Jornal Opção, nesta sua nova era. E-mail: dinohgomes@gmail.com“Trocar Vilmar por Caiado é não entender de política”
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Jalles Fontoura: entrevista repercute[/caption]
Samuel Lisboa
O prefeito de Goianésia, Jalles Fontoura (PSDB) falou, na entrevista ao Jornal Opção (edição 2024) tudo que muitos gostariam de falar, mas não têm oportunidade. Trocar Vilmar Rocha (PSD) por Ronaldo Caiado (DEM) é muita falta de entender de política. Não acredito que o governador Marconi Perillo pelo menos sonha em fazer essa aberração. Como disse Jalles, Caiado agrega rejeição. Vilmar é credibilidade.
E-mail: slisboa@gmail.com
“Credibilidade é diferente de voto”
Dionísio Sena Em que pese a opinião do prefeito Jalles, credibilidade é diferente de voto. Vilmar é fiel e tem credibilidade, mas é Caiado quem tem voto — além do tempo de televisão do DEM. Logo, a base (infelizmente) precisa de Caiado. E-mail: dionisio_sena@hotmail.com“Jalles Fontoura está enganado”
Arlete Ribeiro O sr. Jalles Fontoura está enganado em suas declarações. O deputado Ronaldo Caiado soma. Agrega e muito. Goiás e o Brasil precisam muito de homens de coragem como Caiado. E-mail: dearlete@gmail.com“O mais importante é a lealdade”
Fontaine Irineu Vilmar Rocha representa lealdade e companheirismo. Com Caiado, se a vitória vier, este será adversário no dia seguinte. As palavras do entrevistado Jalles Fontoura foram esclarecedoras a respeito do que é mais importante: lealdade com conhecimento de causa ou a síntese da síndrome de Estocolmo. E-mail: fontaineirineu@gmail.com“Interesse é só comercializar a mesma bobagem”
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Foto: Reprodução Youtube[/caption]
Noemi Araújo
Sobre a reportagem “Novela da Globo mostra uma Goiânia que não existe mais” (Jornal Opção 2024), a emissora pode gravar em Goiânia ou na Índia, ou na Turquia, mas uma novela global não tem nenhum compromisso com os costumes e hábitos locais. O interesse é comercial e globalizar a mesma bobagem. Além disso, Goiânia tem algum flautista que tentou enterrar o amigo vivo e que tenha se transformado em artista rico bonzinho?
E-mail: noemi.araujo@globo.com
“Parabéns a Marcos Nunes Carreiro”
Elismar Veiga Li a notícia “Repórter do Jornal Opção fica em 1º lugar no Prêmio UEG de Jornalismo” (edição online) e dou parabéns ao jornalista Marcos Nunes Carreiro e ao jornal por esse nobre reconhecimento! E-mail: elismarveiga@gmail.com“Luciano do Valle foi um marco para os narradores”
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Foto: Divulgação/Rede Bandeirantes[/caption]
Emanoel Messias
Um guerreiro e amante do esporte, Luciano do Valle (foto) foi um marco para os narradores esportivos. Acompanhei sua trajetória desde a Rede Globo e sei também da importância de sua liderança desde que chegou à Band. Teve, sem dúvida, um papel de inovação no grupo Bandeirantes e sua história será seguida por muitos de nós como exemplo de profissional.
E-mail: emanoelmessias31@gmail.com
“Ideólogos de gênero agem às escuras”
Raniel Nascimento “Pedagogia inspirada no feminismo transforma o ser humano em zumbi” (Jornal Opção 2024) é uma excelente matéria. Parabéns a José Maria e Silva, poucos — pouquíssimos — estão se dando conta do perigo da ideologia de gênero. Estive na Câmara dos Deputados, como cidadão comum, acompanhando, semanas atrás, uma das discussões na Comissão da Câmara que discute a aprovação do PNE [Plano Nacional de Educação]. Havia ali muitos jornalistas. Pasmem: pouquíssimos sabiam do que se trata a ideologia de gênero. O objetivo dos ideólogos é este mesmo: fazer com que ninguém saiba o que é a ideologia. Agem às escuras, com expressões subliminares, com o intuito de criar, como bem disse o autor deste texto, uma ditadura. O exemplo catastrófico da Suécia criou pais isolados das crianças; terceirização da educação ideológica pelo Estado; crianças massificadas nas escolas; educação sexual nas escolas, totalmente contaminada pela ideologia; perseguição estatal; aborto; e decadência social. Já se discute, por lá, o que fazer para reverter o quadro caótico provocado pela ideologia. E-mail: nraniel@gmail.com“Cortina de fumaça sobre o problema dos menores”
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Leitores discutem artigopolêmico sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente / Foto: RC. Sardinha[/caption] Daniel Rodrigues O fato de o texto em nenhum momento citar qualquer dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é extremamente revelador. Claramente o autor cita a lei “por ouvir” falar, especialmente quando escreve “em outros tempos, um menor com esse grau de periculosidade já teria sido expulso de casa para viver nas ruas e, toda vez que fosse preso, a polícia jamais cogitaria entregá-lo aos pais. Ele iria diretamente para um reformatório”. Além de demonstrar total desconhecimento a respeito do ECA, esse trecho encerra também uma contradição interna no argumento do autor. Ele espera que os menores infratores sejam mandados para um reformatório ou para a cadeia? Se ele espera que sejam reformados, não faz sentido exigir a redução da imputabilidade penal (cláusula pétrea da Constituição, segundo alguns juristas). Por conseguinte, o autor trai a si mesmo ao identificar veladamente que o que falta é cumprir a legislação, não alterá-la. Considerando que o percentual de menores infratores que cometem crimes violentos é muito baixo, reduzir a maioridade penal simplesmente para todos os crimes teria um efeito nefasto. Tal proposta claramente se mostra como uma medida demagógica, já que, se não temos celas suficientes para os criminosos de hoje, o que falar então para os menores de idade? O ECA possui instrumentos que permitem internar os menores que cometem crimes mais graves (Art. 122), mas pergunte para o Estado se ele quer construir centros de internação? Hoje, na ausência de estabelecimentos adequados, os menores são soltos imediatamente. Pergunte para o Estado se ele tem interesse em investir em educação, planejamento familiar, políticas de combate ao consumo de drogas (não apenas à repressão) etc.? Opiniões como essa jogam uma cortina de fumaça sobre o problema e isentam o Estado e a sociedade dos custos de implementar os projetos políticos que escolhemos em 1988. Sendo prático, melhor seria alterarmos o ECA no Artigo 122, fazendo incluir o crime de tráfico de drogas como sujeito à internação. Mas isso também seria inútil, pois a saída é descriminalizar as drogas, uma vez que as políticas atuais repressivas se demonstraram totalmente um fracasso. Paralelamente, podemos discutir a redução de maioridade penal apenas para crimes praticados mediante grave violência (homicídio, roubo, estupro, extorsão mediante sequestro etc.), já que representam, estatisticamente, pouco do total dos atos infracionais cometidos por menores. E-mail: danielsrodrigues@live.com
“Francisco Ludovico merece as maiores homenagens”
Antônio Macedo Já havia lido essa excelente entrevista republicada pelo Jornal Opção com o médico Francisco Ludovico (edição 2022), com quem tive a satisfação de conversar algumas vezes. Era muito receptivo. Ocupa posição de destaque na história da medicina em Goiás não só por ser o fundador da Faculdade de Medicina, mas também pelos relevantes serviços prestados à população goiana no Hospital Santa Genoveva. Tinha conhecimentos sólidos e uma ampla visão de clínica médica e cirurgia, além de sentir prazer pelo exercício da profissão. Foi, portanto, um grande médico e uma ótima figura humana. É merecedor das maiores homenagens. Antônio Macedo é médico. E-mail: ammacedo@terra.com.br“Precisamos mudar muito até termos um país decente”
Antônio Alves Parabéns a José Maria pelo texto esclarecedor e sensato. Uma coisa é certa: contra os fatos não existem argumentos. A incoerência dos intelectuais, do Legislativo, do Executivo, do Judiciário e muitas entidades da sociedade civil ao tratar bandidos de alta periculosidade como reeducandos é gritante. Se fora dos presídios, no convívio com cidadãos de bem, eles não foram capazes de se adaptar aos princípios de comportamento social, imagine dentro de um presídio, onde estão lidando com criaturas da pior espécie. Enquanto o Estado e a sociedade estiverem pensando mais no bem-estar do bandido preso e de seus familiares, o restante da sociedade continuará a perecer. Está claro que o Brasil ainda precisa mudar muito para se tornar um país decente, desde a maneira de pensar da sociedade em geral até a forma de agir dos três Poderes. E-mail: alvesantonio6@gmail.com“Texto sobre menoridade penal teria de ser enviado aos senadores”
Denise Duarte Só mesmo José Maria e Silva para salvar o jornalismo goiano. O texto “Estatuto cria a figura do infrator de família que substituiu o menor de rua” (Jornal Opção 2020) está impecável. Digno de ser enviado a todos os senadores que votaram contra a maioridade penal. Vou compartilhá-lo no meu Facebook e no Twitter. Faço uma sugestão: escreva, brilhantemente como sempre, da incoerência da trupe do PC do B querendo fechar o SBT, acho que só pessoas como você conseguem falar com fundamento sobre tal bizarrice. Parabéns mais uma vez. Denise Duarte é jornalista. E-mail: deniseduartevargas@gmail.com“Uma história que os comunistas daqui não contaram”
P. C. Albuquerque Diante do exposto no texto “China de Mao Tsé-tung e Chu En-Lai não deu apoio decisivo à Guerrilha do Araguaia” (Jornal Opção 2016), posso muito bem chegar à conclusão de que debaixo do “tapete” da história do Partido Comunista do Brasil não se encontra apenas pó e poeira, mas, essencialmente, certas verdades que não poderiam jamais ser reveladas aos demais camaradas, ilustres iludidos, que verdadeiramente se engajaram na luta com arma em punho, sob o risco de colocar em xeque a própria moral e autonomia do PCdoB no sentido de levar adiante esse projeto revolucionário (guerrilha do Araguaia). Como se vê, o PCdoB não recebeu do PC Chinês uma espécie de “credencial” revestida de autoridade e reconhecimento para levar adiante um movimento fadado ao mais absoluto fracasso. Esse é mais um aspecto dessa história que os “iluminados” comunistas nunca nos contaram. E-mail: pcalbuquerque@hotmail.com
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Débora Torres: “Um movimento como esse faz com que haja uma melhora cultural não apenas na cidade, mas na região como um todo”[/caption]
Hugo Kari é um cantor de renome nacional marcado por uma tragédia: a morte da mãe. Seu relacionamento com seu pai, o embaixador Mário Menezes, é ruim, mas ele consegue, com o apoio de sua esposa, lidar com todos esses desafios.
Aos leitores que não entenderam, uma explicação: esse é o enredo de “Vazio Coração”, o filme que abrirá o 4º Anápolis Festival de Cinema no dia 18 de maio. O filme foi rodado principalmente em Minas Gerais e Brasília, mas é uma produção genuinamente goiana, encabeçada pela produtora Kanal Cine Vídeo com a direção de Alberto Araújo.
Alberto, aliás, é um amigo do ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide. E por meio dessa amizade, Anápolis ficou conhecendo a produtora Débora Torres. Ela é a fundadora do FestCine Goiânia (Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia), juntamente com o escritor Miguel Jorge. Foi ela quem apresentou à prefeitura anapolina, em 2010, o projeto para a realização do Anápolis Festival de Cinema.
Ela classifica como um feliz encontro sua ida a Anápolis. “É sempre bom encontrar pessoas que gostam de cinema, como foi o caso dos líderes políticos da época, Antônio Gomide e João Gomes. E considero feliz, porque logo que o projeto foi apresentado, eles apoiaram e o festival nasceu. Sem vontade política não se faz nada.”
Débora relata alegremente as mudança no cenário cultural anapolino, após o começo da realização do festival de cinema. Segundo ela, Anápolis cresceu muito culturalmente, principalmente o setor de audiovisual. “Quando tem um movimento como esse, os cineastas se unem. Há um intercâmbio com os envolvidos no cenário nacional. Os jurados, por exemplo, são sempre personalidades do cinema brasileiro”, explica.
E isso ocorreu devido ao caráter promocional do evento. Débora diz que um dos objetivos do festival é promover tanto a cidade como o Centro-Oeste. “O festival é voltado para a promoção do Centro-Oeste , por meio dos curtas-metragens. Afinal, o curta é a grande escola do cinema. É uma modalidade mais difícil de se trabalhar, pois precisa ser sintético e para conseguir convencer o telespectador é necessário ser eficiente. Por isso, incentivamos a produção de curtas anapolinos. Trabalhamos nos moldes do FestCine Goiânia, que não tinha curtas nacionais, apenas goianos.”
Dessa forma, com esse perfil voltado para a produção local, o festival conseguiu com que a produção do audiovisual disparasse, tanto de documentários quanto de ficção. O festival conta com mostras competitivas e não competitivas. A exibição de documentários, por exemplo, não é para competição. “Os documentários não competitivos são mais voltados para a discussão da obra. Essa parte é feita em parceria com a UEG”, declara Débora. Fora isso, há debates sobre as mostras competitivas todas as noites.
As discussões são importantes, segundo a produtora, para a formação de espectadores. “Também trabalhamos com a formação de plateia. Muitas crianças têm ali seu primeiro contato com o cinema. Por isso, oferecemos oficinas e, assim, também nos preocupamos com a formação daquelas pessoas que querem estar ligadas ao cinema.”
O Anápolis Festival de Cinema acontecerá entre os dias 18 e 25 de maio e as inscrições estão abertas até o dia 30 deste mês para as categorias ficção e documentário nas mostras Curta Anápolis e Curta Centro-Oeste. Neste ano, a premiação é de R$ 138,5 mil, distribuídos entre os vencedores das duas mostras de curtas e nas várias categorias da Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro, que reúne três longas-metragens brasileiros de ficção premiados nacional e internacionalmente.
Uma novidade deste ano é o Prêmio Destaque Walter Webb, destinado exclusivamente, às produções anapolinas que concorrem na Mostra Curta Anápolis. O vencedor ganhará R$ 10 mil. O prêmio é um tributo pela contruibuição de Webb, falecido no fim do ano passado, à formação dos cineastas anapolinos.
Livro de Malcolm Gladwell narra, por meio de histórias adversas, como o pastor de ovelhas venceu o gigante filisteu. Obra mostra o modo como o mundo é alterado por pessoas que venceram grandes desafios
Senador tucano diz que “a não especificação de conteúdos sujeitos a indisponibilização pode abrir brecha contra a liberdade de imprensa sempre que uma notícia for reputada como desfavorável”
Martiniano Cavalcante aponta distanciamento entre os dois partidos no Estado , e avalia não ser possível depreender uma proximidade com Vanderlan como ocorre entre Eduardo Campos e Marina Silva
Um deputado procurou o Jornal Opção, pediu para não ser identificado e disse: “Eu não traí Iris Rezende e não vou trai-lo. Porém, quem está montando a chapa de candidatos a deputado estadual e federal do PMDB é Júnior Friboi. Por isso eu o procurei e estou caminhando ao seu lado. Agora, se o candidato a governador for Iris Rezende, não há dúvida: estarei em seu palanque”. O parlamentar frisa que está fugindo de “polêmicas inúteis”. “Só quero ser reeleito.”
O PSB de Morrinhos vai bancar Almir Luiz, formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, para deputado federal. Ex-secretário da Cultura da Prefeitura de Morrinhos, Almir Luiz diz que o foco de sua campanha e atuação será cultura e turismo.
Júnior Friboi vai esperar um pouco mais, mas, assim que Antônio Gomide definir oficialmente sua candidatura, em convenção, vai partir para cima do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT). Vai bater sem dó nem piedade no petista. Júnior Friboi aposta, assim como Vanderlan Cardoso, que aquele que criticar Paulo Garcia com mais contundência pode conquistar o apoio do eleitor de Goiânia.


