Com dívida de R$ 65 bilhões, Raízen tenta evitar uma das maiores recuperações judiciais do Brasil
05 junho 2026 às 14h54

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A Raízen, uma das maiores companhias brasileiras dos setores de energia, combustíveis e bioenergia, enfrenta um momento crítico em sua trajetória. A empresa acumula uma dívida estimada em R$ 65 bilhões e busca alternativas para reorganizar seus débitos sem recorrer imediatamente à recuperação judicial.
O advogado Hanna Mtanios, especialista em direito civil, explica que a companhia negocia com credores uma recuperação extrajudicial, mecanismo considerado mais simples e menos burocrático. “A medida é mais barata, menos burocrática e ocorre por meio de negociações entre credores e devedores, com menor intervenção do Poder Judiciário”, afirma.
O prazo estabelecido para a conclusão das negociações é nesta segunda-feira, 8, caso não haja acordo até essa data, a empresa não será obrigada automaticamente a entrar com pedido de recuperação judicial. Segundo Hanna, a Raízen continuará responsável por suas obrigações financeiras e poderá enfrentar medidas por parte dos credores. “Não existe obrigação legal de pedir recuperação judicial. Se o acordo não for fechado, a empresa continuará devendo aos credores e poderá ficar inadimplente, o que abre espaço para ações de execução, pedidos de falência e outras medidas judiciais por parte dos credores”, explica.
Uma das propostas em discussão prevê a conversão de parte da dívida em participação acionária. Essa alternativa busca reduzir o montante de débitos e pode alterar a estrutura de controle da companhia. “É preciso analisar quais direitos e poderes serão concedidos aos novos acionistas. Sem acesso ao plano, não é possível afirmar se haverá ou não perda de controle por parte dos atuais sócios”, observa o advogado.
Uma outra estratégia definida pela empresa é a venda de ativos na Argentina, incluindo refinarias e postos de combustíveis. A expectativa é levantar mais de US$ 1 bilhão para reforçar o caixa. De acordo com Hanna, enquanto não houver pedido formal de recuperação judicial, a companhia possui liberdade para negociar seus ativos. “Sem estar em recuperação judicial, em tese ela pode vender o que quiser. Caso haja uma recuperação judicial, aí sim determinadas operações podem depender da aprovação dos credores e de outros agentes do processo”, destaca.
Os impactos de uma eventual recuperação judicial podem atingir toda a cadeia produtiva ligada aos setores de combustíveis, energia e agronegócio. “Uma empresa em recuperação judicial suspende pagamentos por determinado período e isso cria um efeito dominó. Fornecedores, parceiros, prestadores de serviço e demais agentes da cadeia podem ser impactados. Em alguns casos, os reflexos chegam até o consumidor final”, avalia.
Com um passivo que figura entre os maiores processos de reestruturação corporativa já registrados no Brasil, a Raízen também possui maior poder de barganha nas negociações. “Empresas desse porte acabam ocupando uma posição privilegiada na negociação. Muitos credores se sentem em posição mais frágil diante de um devedor tão grande. Por isso é fundamental que estejam bem assessorados juridicamente para buscar melhores condições”, afirma.
O advogado ressalta ainda que o tamanho da dívida e da empresa torna essencial a organização dos credores, especialmente os pequenos e médios, para que consigam negociar em condições mais equilibradas.
A Raízen, uma das maiores companhias brasileiras dos setores de energia, combustíveis e bioenergia, enfrenta um momento crítico em sua trajetória. A empresa acumula uma dívida estimada em R$ 65 bilhões e busca alternativas para reorganizar seus débitos sem recorrer imediatamente à recuperação judicial.
O advogado Hanna Mtanios, especialista em direito civil, explica que a companhia negocia com credores uma recuperação extrajudicial, mecanismo considerado mais simples e menos burocrático. “A medida é mais barata, menos burocrática e ocorre por meio de negociações entre credores e devedores, com menor intervenção do Poder Judiciário”, afirma.
O prazo estabelecido para a conclusão das negociações é nesta segunda-feira, 8, caso não haja acordo até essa data, a empresa não será obrigada automaticamente a entrar com pedido de recuperação judicial. Segundo Hanna, a Raízen continuará responsável por suas obrigações financeiras e poderá enfrentar medidas por parte dos credores. “Não existe obrigação legal de pedir recuperação judicial. Se o acordo não for fechado, a empresa continuará devendo aos credores e poderá ficar inadimplente, o que abre espaço para ações de execução, pedidos de falência e outras medidas judiciais por parte dos credores”, explica.
Uma das propostas em discussão prevê a conversão de parte da dívida em participação acionária. Essa alternativa busca reduzir o montante de débitos e pode alterar a estrutura de controle da companhia. “É preciso analisar quais direitos e poderes serão concedidos aos novos acionistas. Sem acesso ao plano, não é possível afirmar se haverá ou não perda de controle por parte dos atuais sócios”, observa o advogado.
Uma outra estratégia definida pela empresa é a venda de ativos na Argentina, incluindo refinarias e postos de combustíveis. A expectativa é levantar mais de US$ 1 bilhão para reforçar o caixa. De acordo com Hanna, enquanto não houver pedido formal de recuperação judicial, a companhia possui liberdade para negociar seus ativos. “Sem estar em recuperação judicial, em tese ela pode vender o que quiser. Caso haja uma recuperação judicial, aí sim determinadas operações podem depender da aprovação dos credores e de outros agentes do processo”, destaca.
Os impactos de uma eventual recuperação judicial podem atingir toda a cadeia produtiva ligada aos setores de combustíveis, energia e agronegócio. “Uma empresa em recuperação judicial suspende pagamentos por determinado período e isso cria um efeito dominó. Fornecedores, parceiros, prestadores de serviço e demais agentes da cadeia podem ser impactados. Em alguns casos, os reflexos chegam até o consumidor final”, avalia.
Com um passivo que figura entre os maiores processos de reestruturação corporativa já registrados no Brasil, a Raízen também possui maior poder de barganha nas negociações. “Empresas desse porte acabam ocupando uma posição privilegiada na negociação. Muitos credores se sentem em posição mais frágil diante de um devedor tão grande. Por isso é fundamental que estejam bem assessorados juridicamente para buscar melhores condições”, afirma.
O advogado ressalta ainda que o tamanho da dívida e da empresa torna essencial a organização dos credores, especialmente os pequenos e médios, para que consigam negociar em condições mais equilibradas.
O Jornal Opção procurou a Raízen para comentar o andamento das negociações com os credores, as estratégias adotadas para a reestruturação da dívida e os cenários avaliados pela empresa. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações e eventuais esclarecimentos da companhia.
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