Governo avalia futuro da antiga área do Hospital de Urgências de Goiás; terreno pode valer cerca de R$ 200 milhões
09 julho 2026 às 13h46

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Após anunciar a transferência do Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugo), o Governo de Goiás avalia qual será a destinação do terreno onde hoje funciona a unidade. Segundo especialista ouvido pelo Jornal Opção, a área pode ser avaliada em cerca de R$ 200 milhões.
Inaugurado em 1991, o atual prédio é considerado obsoleto e de difícil modernização sem comprometer os atendimentos de urgência e emergência. A nova sede deverá funcionar no imóvel da Oncoclínicas, localizado no Conjunto Fabiana, na Região Sudeste de Goiânia.
A mudança exigirá um investimento estimado em R$ 500 milhões para adequar a estrutura às necessidades do hospital. O projeto prevê ampliação da capacidade de atendimento, com mais leitos, salas cirúrgicas e melhorias no fluxo de pacientes.
Enquanto isso, o futuro da área de aproximadamente 28 mil metros quadrados, localizada no Setor Pedro Ludovico, ainda está em estudo pelo governo. Segundo informações de bastidores, o terreno poderá abrigar um centro de reabilitação, ser destinado ao Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) ou até mesmo ser alienado à iniciativa privada.
Área estratégica
Para avaliar o potencial econômico do imóvel, o Jornal Opção ouviu o membro do Conselho Fiscal do Sindicato da Habitação de Goiás (Secovi-GO), Moacir Rocha.
Segundo ele, o terreno pode ser avaliado entre R$ 7 mil e R$ 8 mil por metro quadrado. Considerando os cerca de 28 mil metros quadrados da área, o valor de mercado ficaria entre R$ 196 milhões e R$ 224 milhões.
“O terreno é extremamente valioso. Está em uma localização privilegiada, inserido na malha urbana e em frente ao Parque Areião, o que amplia significativamente seu potencial de valorização”, afirma.
Na avaliação do especialista, a área reúne características ideais para receber empreendimentos de uso misto (mixed use), que integram moradias, comércio, serviços e lazer em um mesmo complexo, seguindo modelos como o World Trade Center e o Complexo Orion.
“São empreendimentos que mantêm o espaço ativo durante todo o dia, gerando circulação de pessoas e valorizando o entorno”, explica.
Venda dependeria de trâmites legais
Caso o governo opte pela venda do imóvel, Moacir ressalta que o processo dependerá do cumprimento de etapas legais. Como se trata de um bem público, será necessário realizar a desafetação da área — caso ela esteja vinculada a finalidade específica — além da autorização dos órgãos competentes e da realização de licitação, normalmente por meio de leilão. “É um processo mais demorado, porque precisa cumprir todas as etapas legais e passar pela aprovação do ente público”, afirma.
Segundo o corretor, o Secovi acompanha as discussões sobre o futuro da área por considerar o terreno um dos ativos imobiliários mais relevantes da capital.
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