Apesar de ter contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até a Copa do Mundo de 2030, Carlo Ancelotti ainda não tem permanência garantida no comando da Seleção Brasileira. A continuidade do treinador dependerá dos resultados e da evolução da equipe ao longo do próximo ciclo, que deverá ser marcado por uma ampla reformulação no elenco e na comissão técnica.

A avaliação interna da CBF é que o trabalho do italiano não pode ser julgado apenas pelo desempenho na Copa do Mundo de 2026. Ancelotti assumiu a equipe pouco mais de um ano antes do torneio e herdou uma seleção que passou por sucessivas mudanças de comando e dificuldades de planejamento nos últimos anos. Por isso, a entidade pretende dar continuidade ao projeto, desde que o desempenho da equipe corresponda às expectativas.

A renovação deverá representar o fim do ciclo de alguns dos principais nomes da geração que disputou as últimas Copas do Mundo. Jogadores como Marquinhos, Danilo, Alisson, Alex Sandro e Casemiro dificilmente chegarão ao Mundial de 2030 como protagonistas, enquanto Neymar, que conviveu com sucessivas lesões nas últimas temporadas, também tem futuro incerto na Seleção. A tendência é que o espaço seja ocupado, de forma gradual, por atletas mais jovens ao longo dos próximos quatro anos.

As mudanças não devem ficar restritas ao elenco. A comissão técnica também poderá passar por alterações importantes. Entre elas, estão as possíveis saídas do preparador de goleiros Cláudio Taffarel e de Davide Ancelotti, auxiliar e filho do treinador, que vem sendo cotado para iniciar a carreira como técnico principal em um clube europeu.

Após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, Ancelotti afirmou que a equipe inicia um novo ciclo visando o Mundial de 2030. A expectativa da CBF é aproveitar esse período para consolidar uma identidade de jogo, acelerar a renovação da equipe e montar um grupo competitivo capaz de voltar a disputar o título mundial.

Embora tenha vínculo contratual até 2030, o futuro do treinador seguirá condicionado aos resultados. Caso o desempenho da Seleção não apresente evolução ao longo do ciclo, a direção da CBF poderá reavaliar a permanência do italiano antes do fim do contrato.

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